Colunista do Soteropreta defende Mestrado sobre Economia Negra na UFBA


 

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A nossa colunista Luciane Reis defende nesta quinta-feira, 23, sua dissertação de mestrado no Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social  (CIAGS), da Escola de Administração da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

O centro tem como objeto de estudo  o desenvolvimento territorial. Conhecido como um centro de referência em gestão, este tem ao longo de sua existência orientado as políticas públicas das esferas estadual e federal, aprofundando assim as discussões sobre tecnologias sociais e inserindo-as de forma transversal em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Com o tema “MERCAFRO: PLATAFORMA DE SUPORTE AO DESENVOLVIMENTO DA INTELECTUALIDADE NEGRA”, o trabalho escrito por Luciane Reis pauta a  intelectualidade negra nos processos formativos empresariais e empreendedores brasileiros. A dissertação nasce como resultado de suas  inquietações diante dos  mais de  15 anos  transitando e atuando como técnica entre a  gestão pública e a política partidária.

Segundo a publicitária, em todos esses anos de atuação na esfera política, de gestora pública e ativista da pauta racial, ao acompanhar diferentes momentos da elaboração da política e de ações de combate ao racismo, pouco eram os momentos onde as reflexões trazidas pelos intelectuais e pensadores negros eram parte das análises sobre o que seria formulado.

“Mesmo quando os gestores  e políticos  ouviam os pensadores e intelectuais negros, em praticamente nenhum momento suas produções, entrevistas, falas e conhecimentos na pauta ou tema eram consideradas  vozes com a solução para as vulnerabilidades sociais e econômicas que pautam a realidade negra no Brasil”, afirma a pesquisadora.

A gestão pública e o Estado brasileiro sempre escutaram mas nunca ouviram o que os intelectuais negros tem produzido ao longo da história. “Não é à toa que na área corporativa o debate de diversidade, ainda que incorporado, não alterou a cor de quem tem acesso”, afirma a futura mestra. O estudo dela, ao  trazer a ausência do componente racial  nas interpretações discursivas econômicas, administrativa e de gestão, e ao analisar como essa ausência acaba impactando na forma como se constrói os processos formativos e de entendimento sobre o empreendedorismo negro, não só reflete sobre as lacunas históricas e teóricas na área empresarial, empreendedora e econômica presente nas plataformas digitais, como também apresenta uma tecnologia social capaz de estruturar informações relacionadas às temáticas e conteúdos identificados como relevantes para o ecossistema corporativo e  empreendedor negro.

A defesa da dissertação será online e acontecerá diretamente da Casa do Olodum, organização onde Luciane Reis é conselheira.

 

Confira as contribuições de Luciane reis ao Portal.