Documentário baiano foca na economia em torno do Candomblé e da cultura afro-brasileira


 

Rúbia de Oliveira

 

Por trás de todo sincretismo e dos rituais do Candomblé, há um comércio forte, que movimenta a economia baiana e ajuda no sustento de várias famílias. Este é o principal foco do documentário “A Viagem dos Búzios”, desenvolvido pela roteirista Rúbia de Oliveira. Essa é a primeira vez que um filme aborda o assunto, visando chamar a atenção sobre a importância econômica do Candomblé para diversos municípios da Bahia e de outros estados brasileiros.

O projeto terá 72 minutos e está em fase de roteirização. O ineditismo do longa metragem também é essencial para chamar a atenção ao papel social da religião afro. Por meio desse mercado, muitas famílias conseguiram sustentar seus filhos, manter as contas da casa em dia e muitas outras conquistas. Isso é possível por meio da comercialização do acarajé, da coleta e venda de búzios, da confecção de roupas e fabricação de adereços, além da comercialização de objetos utilizados durante os rituais religiosos.

“A Viagem dos Búzios” vai trazer uma visão objetiva sobre os trabalhadores desta indústria que cresce vertiginosamente e que envolve contradições e questionamentos. Desconstruindo o mito da democracia racial brasileira, os objetos, adereços e roupas usados nas celebrações religiosas, antes fabricados em pequenos ateliers, passaram a ser produzidos em larga escala e ganharam as ruas”, explica Rúbia de Oliveira.

O documentário ainda não tem data de lançamento, mas já está na fase de pesquisa e de roteiro.

A Viagem dos Búzios recebeu tutoria e consultoria de desenvolvimento de roteiro no âmbito da Usina do Drama (https://usina.estacaododrama.com.br/) – Projeto de Formação de Roteiristas.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.