Programa Direito e Relações Raciais da Ufba entrega Medalha Luiz Gama nesta sexta (2)


Luiz Gama
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Nesta sexta (2), a partir das 8h, o Programa Direito e Relações Raciais da Universidade Federal da Bahia (PDDR/UFBA) realiza a terceira edição de entrega da Medalha Luiz Gama. A honraria foi criada pelo PDRR em 2014 e vem homenageando pessoas e instituições que atuam no enfrentamento ao racismo.

Neste ano, a medalha será entregue à Profa. Dra. Ana Célia da Silva e ao Coletivo Poético Ogum’s Toques Negros, em cerimônia na Sala da Congregação da Faculdade de Direito da UFBA. A  atividade é aberta ao público.

Para a advogada Marli Mateus, membro do Núcleo de Mulheres do Coletivo Ogum’s, a homenagem ‘É uma forma de oxigenar o Coletivo e resistir diante do cenário social genocida.” Também do Núcleo, a escritora Mel Adún considera “Uma grande honra, especialmente por trazer o nome de Luiz Gama, e por entender que nossa maior força reside na coletividade. Solidão não faz parte de nossas heranças.”

Em sua concepção, a iniciativa tem o objetivo de homenagear a memória do legado do jurista, poeta, jornalista e abolicionista Luiz Gama, referência para o Movimento Negro contemporâneo.

“O poeta e advogado baiano Luiz Gama, lá atrás, chamou atenção para a necessidade de fortalecermos nossas redes de afeto, nossos entrelaçamentos político-ético-estéticos. Aparentemente, somente assim poderemos fazer frente, com vida, com postura biófila, com vigor, a essa corrente temerária que hoje vigora”, enfatiza Guellwaar Adún, escritor e membro da Ogum’s Toques.

Para a professora Ana Célia da Silva, receber a Medalha é um misto de surpresa e honra. “Estendo esta homenagem a todos e todas militantes que atuam no estabelecimento da igualdade de direitos e oportunidades, uma vez que não temos. O tempo inteiro operam para nos desumanizar, então temos que reforçar nossas representações, nossa solidariedade com nós mesmos”, afirma.

“O reconhecimento de que estamos contribuindo não só para o debate ou a visibilização da literatura e de escritores e escritores negros e negras, mas também para o combate ao epistemicídio, bem como a necessária produção de epistemologias negras para fazer a mediação de nossos textos, nossos afrossaberes”, diz o escritor e membro do Coletivo Ogum’s Toques, Henrique Freitas.