Revista Laroyê – Poesia, Fotografia, a ancestralidade e a familiaridade de Exú


 

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Os caminhos que unem os movimentos das ruas, as manifestações culturais e o culto afro religioso são diversos e se encontram na Revista Laroyê. Poesia, Fotografia, a ancestralidade e a familiaridade de Exú com elementos urbanos marcam as páginas da segunda edição da Revista.

O projeto digital reúne textos e imagens sobre o movimento urbano e as encruzilhadas que estabelecem paralelos entre a cultura do Sertão baiano, de Salvador e da África. Eliana Falayó, Thais Darzé e Cleidiana Ramos assinam textos introdutórios da seção Padê e, além das colunistas, a segunda edição apresenta trabalhos inéditos de Alex Simões, Clarissa Macedo, Lívia Natália, Nilson Galvão, Sandro Ornellas, Tenille Bezerra e Wesley Correia.

A segunda edição traz ainda fotografias de um dos livros mais importantes de Mario Cravo Neto: Laròyé. Além de uma entrevista inédita e póstuma que o artista concedeu em 2005 a Euriclésio Barreto Sodré, professor de Artes Visuais [Univasf], para uma dissertação de mestrado, a primeira pesquisa acadêmica sobre o universo de Mario Cravo.

A publicação é inspirada numa convergência de elementos artísticos, religiosos e digitais. Laroyê, por exemplo, nas religiões de matriz africana é uma saudação à divindade Exu, que é cultuado, principalmente, pela sua relação com a comunicação, a rua e as encruzilhadas. O projeto também se inspira na Revista Exu, publicada pela Fundação Casa Jorge Amado a partir de 1987. Em dez anos, foram 37 edições que veiculavam textos literários e trabalhos em artes visuais relacionados à cultura baiana, alcançando grande repercussão de público e crítica.