Projeto “Mulher com a Palavra” estreia como programa na TVE


Foto Caio Lírio

 

O projeto ‘Mulher com a Palavra’ chega como um programa de TV este ano. As exibições serão comandadas, mais uma vez, pela apresentadora e jornalista Rita Batista, sempre aos domingos, das 18h às 19h, na TVE, com transmissões no canal de YouTube do projeto.

Com estreia no dia 25 de julho, na TVE, o primeiro encontro desta edição vai abordar o tema ‘Afetividades’, e terá como convidadas: a arquiteta e urbanista Joice Berth, a multiempresária Ana Paula Xongani e a chef de cozinha e comunicadora baiana Lili Almeida. O programa falará sobre o direito e importância de amar e ser amada, sobre autocuidado, autoestima e o fortalecimento de mulheres.

Cada programa debaterá uma ideia central e será marcado pela conversa livre, pela escuta e pela troca.

Serviço:

O que: Projeto Mulher com a Palavra – 5ª edição

Onde: TVE

Quando: Nos domingos 25/7, 29/8, 26/9 e 21/10, das 18h às 19h

Quem: Rita Batista e convidadas especiais

Programação

Data

Tema

Convidadas

25 de julho (estreia)

Afetividades

Joice Berth e Ana Paula Xongani

29 de agosto

Originárias

Eliane Potiguar e Sandra Benites

26 de setembro

Mulheres e Ciência

Sônia Guimarães e Carla Akotirene

21 de outubro

Afrofuturos

Monique Evelle, Margareth Menezes e Preta Rara

Noite da Beleza Negra acontece neste sábado (8)!


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Foto Max Haak

 

41ª Noite da Beleza Negra acontece próximo sábado (8), a partir das 21h, na Senzala do Barro Preto, e vai escolher a Deusa do Ébano 2020. Nesta edição, vozes femininas sobem ao palco: Daniela Mercury, Nara Couto e o show “Encontro de Poder”, com Graça Onasilê, Marcia Short e Patricia Gomes, além da anfitriã Band’Aiyê.

Não à toa quem abre a noite são três jornalistas negras em atuação em veículos de comunicação da Bahia: Lise Oliveira, Luana Assiz e Vânia Dias. Participações significativas garantem outros momentos emocionantes, como a performance que traz as gêmeas Valentina e Verena, de 3 anos, cuja mãe denunciou a discriminação racial que sofreram por parte de um segurança do metrô de Salvador, no último dia 25 de janeiro.

Militantes do movimento negro, como a jornalista Maira Azevedo, a transexual política, dançarina e cantora de funk brasileiro, Leo Kret, e a acadêmica e pesquisadora em estudos feministas Carla Akotirene deixam seus depoimentos na festa, que promete um momento ápice ao abordar o tema feminicídio. Sobe ao palco a filha de uma vítima deste tipo de assassinato que é motivado pelo menosprezo à condição feminina, apresentação que, para Elísio Lopes, deve se configurar numa das passagens mais marcantes do show.

Todos as performances da Noite da Beleza Negra trazem à cena diferentes linguagens artísticas. Exemplo disso é a participação da cantora e compositora baiana Nêssa no quadro sobre empoderamento do corpo da mulher negra. Ela se apresenta acompanhada de um balé composto por 30 bailarinos.

Toda riqueza artística é dedicada às  principais personagens desse grande dia, as 15 finalistas ao título de Deusa do Ébano 2020. Esta edição do concurso recebeu inscrições de 126 candidatas. Uma delas, próximo sábado, conquista o posto e assume a responsabilidade de ser uma poderosa representante da luta do povo negro por reconhecimento do seu valor, identidade e beleza.

Ao fim da noite do próximo sábado (8), terão sido eleitas uma Rainha e duas Princesas do Ilê Aiyê. Além do Troféu Perfil Azeviche (2º e 3º lugares) e do Troféu Deusa do Ébano (1º lugar), as vencedoras serão premiadas com fantasias do bloco Ilê Aiyê.

A 41ª Noite da Beleza Negra é uma realização do bloco Ilê Aiyê e Caderno 2 Marketing e Produções, com patrocínios da Avon e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e da Bahiagás, com apoio da Saltur e Secretaria de Trabalho, Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de Salvador. A produção é assinada pela Benvindo Produções.


I Serviço I

41ª NOITE DA BELEZA NEGRA DO ILÊ AIYÊ

Atrações musicais: Daniela Mercury, Nara Couto, show “Encontro de Poder” (Graça Onasilê, Marcia Short e Patricia Gomes) e Band’Aiyê
Dia: Sábado (8/2)
Horário: 21h
Local: Senzala do Barro Preto
Ingresso: Sympla

#OparáSaberes – Djamila Ribeiro trará o “Pensamento de Simone de Beauvoir sob o olhar de uma filósofa negra”!


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Foto Loiá Fernandes

Dar suporte teórico e metodológico a estudantes negros e negras nos cursos de nível superior nas universidades estaduais e federais. Este é o objetivo do projeto Opará Saberes, que chega a sua 2ª edição com palestras focando epistemologias feministas, afrocêntricas e decoloniais.

No dia 24 de outubro, o 2º Ciclo Formativo Opará Saberes será aberto pela conferência “Teoria do Pensamento Branco: Branquitude e Branquidade”, com o professor Lourenço Cardoso, às 14h. Será no Auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA (Federação). Só chegar!

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Neste mesmo dia, às 17h, será a vez da feminista Djamila Ribeiro, com o tema “O Pensamento de Simone de Beauvoir sob o olhar de uma filósofa negra”.  Já no dia 6 de novembro, será a vez do Dr. Hélio Santos abordar a discussão sobre “O Feminismo Negro como vetor para o Desenvolvimento do Brasil: um contraponto ao racismo institucional”. Com o apoio do Opará Saberes, 20 estudantes foram aprovados em seleções.

Nesta edição, terá a participação da Rede Dandaras, que auxiliará na abordagem psicossocial junto às candidaturas. Já a preparação instrumental para provas de inglês e língua portuguesa terá orientação da tradutora, Dra. Raquel Luciana Souza. 

A Opará Saberes vem como  fonte contra o epistemicidio, para valorizar o pensamento decolonial, as epistemologias feministas das africanas,  os astros e todo céu  sabendo que aquele símbolo fêmea, chamado de vênus, na verdade é Osum. Lutamos por monografias, teses e dissertações capazes de responder pautas como aborto, feminicídio, encarceramento, mas para isso as ferramentas teóricas não podem mais ser as da Casa Grande. – Carla Akotirene

Terá suportes teóricos sobre Criminologia Crítica, Direito e Racismo, sob o comando das formadoras – e advogadas – Gabriela Ramos e Tatiana Emília Dias, ambas do Programa Direito e Relações Raciais da UFBA. Terá também Dr. Cristiano Rodrigues, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que irá colaborar e acompanhar projetos voltados aos estudos feministas, gênero e mulheres, ao lado das Dras. Ângela Figueiredo, Zelinda Barros e Cristiane Souza.

QUER PARTICIPAR?

O evento é aberto ao público com inscrições até 9 de novembro (lá no local), e contribuirá para que outras pessoas, assim como as vinte aprovadas após a primeira edição do Opará Saberes, possam encarar o desafio e permanecer nessa luta política contra a invisibilidade negra.

PROGRAME-SE!

Quando?  24 de outubro a 09 de novembro de 2017

Onde? Faculdade de Arquitetura (outubro) e PAF I, Auditório da UFBA, Ondina, Salvador/BA (novembro)

Quem pode participar? Aberto ao público – Inscrições lá no local, nos dias. 

Certificação:  Oito horas (08h) por módulo

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Escritora Lívia Natália lança novo livro de poemas “Dia bonito pra chover”!


Lívia Natália - Foto Andreia Magnoni
Lívia Natália – Foto Andreia Magnoni
“Hooks diz que o amor cura. Para mim o amor é revolucionário, uma mulher negra falando de amor é militância. Aquilo que chamo de militância afetiva, porque há várias formas de nos exterminar, mas só somos pensados como corpos disponíveis para a violência porque somos sempre pensados como seres indignos de afeto”, diz a escritora Lívia Natália, que lança, em Salvador, no dia 19 de setembro (terça-feira), seu mais novo livro de poemas, “Dia bonito pra chover”.
O lançamento será no Espaço Cultural da Barroquinha, às 17h e terá entrada aberta ao público. na orelha da obra, a jornalista Sueide Kintê define: “O livro Dia bonito pra chover é uma dessas coisas novas que o amor tem para contar. Rumas de corais feitos de palavras que, mesmo narrando vivências de correntezas, ainda guardam o tempo das conversas de semear os dias. Poemas que alcançam aquela nota mais alta da música. Um espelho da profundidade e faceirice que é a autora, Lívia Natália. Percebe-se: ali mora a magia e o tempo das noites frias”, diz.
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Dj Nai Sena
Na ocasião, haverá ainda Recital de Poesias com os convidados, Monica Santana, Jorge Washington, Vera Lopes, Rita Santana e Wesley Correia, mas o microfone estará aberto para quem quiser lançar seus versos. Terá também Bate-papo: Amores Negros, com a autora, Livia Natália, Sueide Kintê e a assistente social e pesquisadora, Carla Akotirene. A trilha sonora será por conta da Dj Nai Sena, com o + Baile Black-Love. 

“A desumanização que o racismo promove sobre xs negrxs interferiu em tudo, inclusive na nossa vida afetiva. Por isto este livro é uma encomenda de amor. Um ebó de amor para sanar quizilas, é um livro de amor sobre nós, mulheres e homens negros. O nome é, para mim, a síntese do que é o amor. Um dia bonito, com a tensão e a beleza de iminência da chuva. Que é benfazeja, que é bonita também, mesmo que seja chorosa. Meu pensamento é humanizar o nosso amor, dar a conhecer do que somos feitos, e como nós pensamos”, diz Lívia Natália. 
AGENDE-SE!
Lançamento do livro “Dia bonito pra chover”, de Lívia Natália
Quando: 19/9, 17h
Onde: Espaço Cultural Barroquinha 
Aberto ao público

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras debaterá obra de Conceição Evaristo


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“(…) E, quando se escreve, o comprometimento (ou o não comprometimento) entre o vivido e o escrito, aprofunda mais o fosso. Entretanto, afirmo que, ao registrar estas histórias, continuo no premeditado ato de traçar uma escrevivência.”

Assim introduz Conceição Evaristo a sua obra Insubmissas lágrimas de mulheres, lançada em 2011. Os relatos de mulheres negras ao longo dos contos escritos por Evaristo serão estudados e analisados na atividade intitulada “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”, que será realizada em julho, em Salvador.

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Dayse Sacramento

A atividade faz parte do projeto de pesquisa da doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento, “Violências contra mulheres negras e as suas “insubmissões”, contemplado no PIBIC/IFBA em 2017, junto à orientanda – bolsista do PIBIC – Jilmara Santos de Jesus.

Dayse organiza a atividade, que trará Mesas Temáticas com a presença de pesquisadoras negras em três encontros. Em cada um serão debatidos dois contos, que serão mediados também por mulheres negras de diversas áreas, como Direito, Filosofia e Literatura.

“A partir destas atividades, buscaremos refletir sobre como as relações que são tecidas na sociedade  impõem  às  mulheres  negras  (e  a  outros segmentos  discriminados)  condições  de  vulnerabilidades, no que se refere aos  direitos humanos,  acesso  à  bens  culturais,  inclusive  no  que tange as políticas públicas”.

Convidadas

Os debates tem como intuito identificar violação dos direitos das mulheres no texto literário de Conceição Evaristo e como elas representam o cenário social brasileiro.
Para tanto, já estão confirmadas presenças como as da mestra em Estudos de Linguagens (Uneb) e ativista, Lindinalva Barbosa, a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, a doutoranda em Literatura e Cultura Dayse Sacramento, a doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa, a mestra em Crítica Cultural (Uneb), Manoela Barbosa, a doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo, Carla Akotirene, a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Carla Portela.
Na mediação, a socióloga e doutora em Sociologia, Marcilene Garcia e a poetiza e estudante de Jornalismo, Joyce Melo. 

Insubmissas lágrimas de mulheres Conceição Evaristo

A escrevivência de Conceição Evaristo

Ela escreve sobre exclusão, racismo, sexismo, violências. Em seus textos, a autora denuncia com sua Literatura que aborda o universo das mulheres negras.

Prosa ou pela poesia, Evaristo é aclamada por sua narrativa forte e ao mesmo tempo sensível, que busca sempre a realidade e a dureza do cotidiano.
Oriunda de uma favela da zona sul de Belo Horizonte, conciliou seus estudos com trabalho de empregada doméstica. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.
Em breve mais informações aqui no Portal. Até lá, segue a página do evento. 

#DiálogosInsubmissos – Maiana Lima e Samira Soares serão mediadoras de debates!


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Samira Soares                     Foto – Rafaela Souza

Tá chegando a hora das pretas insubmissas lotarem o Espaço Cultural da Barroquinha nesta terça-feira, dia 11 de julho. Vão começar os “Diálogos Insubmissos”,  projeto que está dando o que falar nas Redes Sociais!

Sete mulheres estão reunidas em torno dos Diálogos: a mestra em Estudos de Linguagens (Uneb) e ativista, Lindinalva Barbosa, a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, a doutoranda em Literatura e Cultura Dayse Sacramento, a doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa, a mestra em Crítica Cultural (Uneb), Manoela Barbosa, a doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo, Carla Akotirene, a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Carla Portela. Elas se debruçarão sobre 13 contos do livro “Insubmissas Lágrimas de Mulheres Negras” (2011)de Conceição Evaristo.

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Maiana Lima – Facebook

Mediadoras Insubmissas

Além do time poderoso acima, outras insubmissas estarão na roda também: as mediadoras Maiana Lima e Samira Soares. Maiana é graduanda em Letras Vernáculas e Língua Estrangeira Moderna (Inglês) pela UFBA e, atualmente, é pesquisadora de intelectualidades negrofemininas na Literatura. Já Samira Soares é YouTuber do canal Narrativas Negras, ativista do Coletivo Enegrecer e da Marcha do Empoderamento Crespo.

Samira Soares mediará o Diálogo entre Carla Akotirene e Ana Carla Portela, no dia 15 de julho (sábado), no Goethe Institut (Corredor da Vitória) e Maiana Lima estará entre Lindinalva Barbosa e Cristian Sales, no dia 20 (Pavilhão de Aulas Glauber Rocha – UFBA).

Além delas, está Dayse Sacramento, idealizadora do projeto, que mediará o primeiro encontro entre Manoela Barbosa e Denise Carrascosa, na próxima terça (11), no Espaço Cultural da Barroquinha. Começa às 19h e é só chegar – cedo! A entrada estará sujeita à lotação do espaço.

PROGRAME-SE!

Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras – Abertura

Quando: 11/7 (terça), às 19h
Onde: Espaço Cultural da Barroquinha
Quanto: Entrada Gratuita – Inscrições no local minutos antes da atividade
+ Sujeito a lotação do espaço

diálogos insubmissos

#DiálogosInsubmissos – Debates serão encerrados com Conceição Evaristo e sua “Escrevivência”


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Em uma favela da Zona Sul de Belo Horizonte, em 1946, a história da literatura brasileira ganhava mais uma estrela. Dali sairia, Conceição Evaristo, rodeada de palavras.

E não é pura simbologia aqui: sua mãe guardava em um diário as memórias de suas dificuldades no dia a dia do ofício de lavadeira. Conceição foi empregada doméstica e, aos 25 anos, concluiu o Curso Normal. As palavras sempre a acompanharam e a fizeram. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.

“A nossa Escrevivência não pode ser lida como histórias para ninar os da casa grande e sim para incomodá-los em seus sonos injustos!” (C.Evaristo)

Conciliando seus estudos com os afazeres, Conceição veio a se tornar uma das principais expoentes da Literatura Brasileira e Afro-Brasileira. Hoje ela é estrela junto a outras tantas mulheres negras que fazem da arte literária uma bandeira de afirmação – pessoal e coletiva.

Esta luta, trajetória e “escrevivência”, como ela intitula, estarão no centro dos Diálogos Insubmissos, ciclo de debates em que intelectuais negras baianas se debruçarão sobre os contos de sua obra “Insubmissas lágrimas de mulheres”, lançada em 2011. Será em Salvador, no mês de julho e a programação já está fechadinha. A própria Evaristo virá para encerrar os debates – em agosto, então já se programem. Os Diálogos acontecerão no Espaço Cultural da Barroquinha, no Sarau da Onça (Sussuarana) e no PAFF III da UFBA, em Ondina.

Insubmissas lágrimas de mulheres

Serão nos dias 11, 15 e 20 de julho e no dia 11 de agosto. Este último dia, com Evaristo. Em “Insubmissas lágrimas de mulheres”, Evaristo traz um retrato de solidariedade e afeição feminina, em especial, mulheres negras. Seus afetos, reflexões e deslocamentos são desenrolados ao longo dos contos.

“Então, as histórias não são inventadas? Mesmo as reais, quando são contadas. Desafio alguém a relatar fielmente algo que aconteceu. Entre o acontecimento e a narração do fato, alguma coisa se perde e por isso se acrescenta. O real vivido fica comprometido. E, quando se escreve, o comprometimento (ou o não comprometimento) entre o vivido e o escrito aprofunda mais o fosso. Entretanto, afirmo que, ao registrar estas histórias, continuo no premeditado ato de traçar uma escrevivência”. (Evaristo, 2011)

Convidadas

Os debates tem como intuito identificar violação dos direitos das mulheres no texto literário de Conceição Evaristo e como elas representam o cenário social brasileiro. Já estão confirmadas presenças como as da mestra em Estudos de Linguagens (Uneb) e ativista, Lindinalva Barbosa, a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, a doutoranda em Literatura e Cultura Dayse Sacramento, a doutora em Crítica e Teoria Literárias, Denise Carrascosa, a mestra em Crítica Cultural (Uneb), Manoela Barbosa, a doutoranda em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo, Carla Akotirene, a mestranda em Educação e Contemporaneidade (UNEB), Carla Portela.
Não será necessário inscrição. Na mediação, a graduanda em Letras Vernáculas e Língua Estrangeira Moderna (Inglês/UFBA), Maiana Silva e a Youtuber, Samira Soares. Confira toda a programação:
diálogos insubmissos

 

#DialogosInsubmissos – Cristian Sales, Regina Anastácia e a rede de mulheres negras


cristian sales diálogos insubmissosMulheres negras, suas dores, desejos, medos e suas lutas por sobrevivência. Tudo sob a ótica da escrevivência de Conceição Evaristo, foco do projeto “Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras”, que em julho vai reunir intelectuais negras de diferentes áreas de pesquisa e atuação em Salvador. O projeto é de autoria da doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento. 

Uma delas é a a doutoranda em Literatura e Cultura (UFBA), Cristian Sales, que nos antecipa o que vem por aí…

Portal SoteroPreta – Pra você, qual a importância de Conceição Evaristo para mulheres negras hoje?

Cristian Sales – Considero que o trabalho da escritora e intelectual negra Conceição Evaristo tem sido indispensável para refletir e visibilizar uma série de demandas ligadas à vida das mulheres negras na diáspora. Através de sua escrita ficcional, Evaristo reescreve histórias e trajetórias de mulheres negras sob a perspectiva de um olhar feminino negro. Com uma vasta publicação, entre romances, antologias de conto e poesia, a escrita de Evaristo é uma das mais poderosas da literatura afro-diaspórica, pois coloca em cena outros modos de narrar e contar nossas subjetividades. É uma poética da insubmissão, pois, nela, Evaristo rasura imagens, discursos e formas hegemônicas de representação de nossos corpos negros femininos. Em Insubmissas lágrimas de mulheres ela questiona a posição social de subalternidade imposta pela intersecção de gênero e raça, ressalta a importância de uma práxis de empoderamento no que diz respeito às estratégias de enfrentamento contra o racismo e sexismo. Evaristo escreve sobre as nossas dimensões afetivas, amores, desilusões, dores e solidão. Quando leio seus contos, sinto as suas lágrimas se misturarem às minhas…

Além de dividir suas experiências cotidianas, a autora tem reforçado a importância do trabalho intelectual desenvolvido pelas mulheres negras e, ao mesmo tempo, reivindicado espaço para as nossas produções.

diálogos insubmissos conceição evaristo

Portal SoteroPreta – O que pode ser dito sobre o conto que você mediará, quais links com a nossa realidade você prepara para o público?

Cristian Sales – Farei a mediação do último conto do livro intitulado Regina Anastácia. A narrativa chama atenção por causa de um dos nomes da personagem-protagonista: Anastácia. Escolhi este conto a partir do que observo na escrita de Conceição Evaristo: sim, as mulheres negras têm história para contar! Histórias que precisam ser visibilizadas. Segundo a escritora, precisamos lembrar de nossas “rainhas”, princesas, heroínas, guerreiras. Lembrar de uma rede mulheres negras insubmissas que vieram antes! Precisamos falar de “várias mulheres negras e irmãs do outro lado Atlântico”. E, então, a autora começa citando vários nomes de mulheres negras espalhadas pela diáspora. Um processo de resgate histórico-cultural das mulheres negras dentro e fora do Brasil. Na narrativa, os discursos literário e histórico formam uma teia e constroem uma leitura possível de nossa realidade composta por heranças, estigmas e superações. Não quero antecipar questões, mas a trajetória de Regina Anastácia toma outra direção.

Conceição Evaristo surpreende suas leitoras ao identificar os elementos constitutivos do pensamento das mulheres negras na diáspora quanto às nossas demandas afetivas. Há, sim, possibilidade de finais felizes! Precisamos encontrar personagens negras com experiências afetivas bem sucedidas…Evaristo prepara um terreno de possibilidades.

insubmissas lágrimas de mulheres negras

Portal SoteroPreta – Diálogos Insubmissos, imprescindível debate?

Cristian Sales – Olha… Quando Dayse Sacramento me chamou para formar esta de roda-diálogos, eu entendi que estava atendendo não apenas um chamado de uma irmã, mas a uma convocação poderosa de nossas ancestrais. Dayse nos chamou para formar um Xirê de mulheres negras insubmissas cheias de herança. Penso que os Diálogos Insubmissos também reverenciam as nossas Yabás: sua força, beleza, altivez e rebeldia. São várias as mulheres negras convidadas que, em transe, dançam e escrevem de espadas nas mãos (risos). Será a primeira vez que falarei ao lado de Lindinalva Barbosa, uma mais velha poderosa em todos os sentidos. Assim como nutro um imenso respeito pelas trajetórias de Dayse Sacramento, Denise Carrascosa e Carla Akotirene. Veja a importância de formar uma rede de mulheres negras! Precisamos dialogar sobre as nossas demandas. Precisamos aprender a caminhar juntas! Acho que se coloca um desafio… Formar outras rodas-diálogos! Isso também contribui para o nosso fortalecimento individual e coletivo.

Os Diálogos Insubmissos são imprescindíveis e devem ter vida longa. Eles evidenciam que precisamos pensar em uma política de produção de conhecimento feita por mulheres negras. Vamos colocar em movimento ideias, produzir saberes e modos de ler os contos de Conceição Evaristo. Vamos produzir gestos e afetividades com os nossos corpos negros insubmissos.

Saiba mais sobre o projeto aqui. 

Ubuntu Festival de Negras Artes terá teatro, música e bate papo no Gamboa Nova


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Eles não sabem de nada – Festival Ubuntu

Festival de Artes Negras? Salvador tem de sobra. Vai rolar o primeiro Ubuntu Festival de Negras Artes, idealizado pela Ouriçado Produções.

Será entre 23 e 26 de novembro e no dia 4 de dezembro, um Festival multiartístico protagonizado por artistas negros e negras com ações em categorias diversas. Tudo acontecerá no Teatro Gamboa Nova.

Nomes como Mônica Santana (vencedora do Prêmio Braskem por Isto Não é uma Mulata), Naira da Hora, Shirlei Sanjeva, Vera Lopes, Sanara Rocha e Verona Reis, estarão no palco.

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Vania Dias

As linguagens serão as da Música e do Teatro e terão como temática central “Mulheres Negras no protagonismo das artes”. Para tanto será realizado bate papo com referências soteropretas neste campo, a exemplo de Carla Akotirene, Cássia Valle, Denise Carrascosa, Denize Ribeiro, Iane Gonzaga, Valdinéia Soriano, Vania Dias e Vilma Reis. Cada uma delas conversará com o público após cada espetáculo.

Além de três espetáculos teatrais e um recital poético-musical, de quarta a sábado às 19h, o Festival traz também um show musical no encerramento, domingo dia 4 de dezembro, às 17h, com uma banda formada só por mulheres, a Verona’s. Ingressos serão vendidos a R$ 20 (inteira) | R$10 (meia). 

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23 Quadros – Foto Fafá Araújo

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

Eles não Sabem de Nada – Naira da Hora e Shirlei Sanjeva

23/11 (quarta) – 19h

Para abrir o Festival, o espetáculo que estreou no Gamboa Nova com grande sucesso e mostra duas mulheres negras, independentes, militantes, empoderadas, cercadas de um senso de humor relativamente tendencioso. Com direção de Leno Sacramento, as atrizes prometem arrancar boas gargalhadas e reflexões do público.

Quadros – Vera Lopes

24/11 (quinta) – 19h

O recital poético musical dialoga com a vida e a obra da escritora mineira Carolina Maria de Jesus, que na década de 60 ficou nacional e internacionalmente conhecida por sua obra “Quarto de despejo – diário de uma favelada”. Na equipe Emillie Lapa, Maurício Lourenço e Jessé Oliveira, artistas que, junto com a intérprete e pesquisadora Vera Lopes, garantem que o espetáculo abranja diversas manifestações artístico-culturais, como as artes cênicas, visuais, música e literatura.

Isto não é uma Mulata – Mônica Santana

25/11 (sexta) – 19h

Vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2015, na categoria Revelação, o solo teatral Isto Não É Uma Mulata é uma obra que provoca reflexões sobre a representação da mulher negra.Com criação e atuação de Mônica Santana.

Antônia – Sanara Rocha

26/11 (sábado) – 19h

O espetáculo teatral aborda a violência contra a juventude negra brasileira, livremente inspirado na obra Antígona, de Sófocles. No elenco, Andreia Fábia, Diego Alcântara, Felipe Dias, Jamile Alves e Shirlei Sanjeva. 

Verona´s

4/12 (domingo) – 17h

A banda traz mistura inusitada de MPB com Rock e passeia pelo samba, afoxé e Ijexá, nas composições da vocalista Verona Reis. Na formação somente mulheres musicistas: Amanda Cerqueira, Sâmara Rosa, Aline Santana e DeyseFatuma.

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Verona’s

II Congresso sobre o Pensamento das Mulheres Negras no Brasil e na Diáspora Africana


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Banco de Imagens

“Explorar a produção de conhecimento promovida pelas mulheres negras em diferentes áreas e divulgar o pensamento destas mulheres e suas diversas atuações e linguagens no campo cultural, social e político”. Este foi o objetivo do I Congresso sobre o Pensamento de Mulheres Negras no Brasil e na Diáspora Africana, realizado, em 2014. Será nos dias 23 e 24 de novembro, na Uneb (Cabula).

Agora, neste mês, chega sua II edição com mesas-redondas, apresentações de trabalho e workshops, para unir pesquisadoras/es em torno do tema “SOMOS TODAS LUIZA BAIRROS”, uma homenagem a Luiza Bairros e seu legado de ensinamentos negros e feministas no enfrentamento do racismo e sexismo.

O II Congresso sobre o Pensamento das Mulheres Negras no Brasil e na Diáspora Africana reunirá alternativas de reflexão e estudos acerca das desigualdades raciais e de gênero. Nesta edição será realizado pelos coletivos e movimentos: CEGRES DIADORIM/UNEB, Criola/RJ, Grupo de Pesquisa Candaces/UNEB, Grupo de Pesquisa em Cultura, Linguagens e Educação, DEDC/Campus I e com apoio do NUPE/DEDC.

A programação integra o V Kizomba, evento organizado anualmente pelo DEDC/Campus I para celebrar o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra na UNEB. 

PROGRAMAÇÃO

23/11/2016
Mesa Institucional
(9H às 11H30)

José Bittes de Carvalho (a confirmar)
Carla Liane Nascimento dos Santos (a confirmar)
Valdélio Santos Silva
Ana Cláudia Lemos Pacheco
Amélia Teresa Santa Rosa Maraux
Lúcia Tavares Leiro
Cláudia Andrade Vieira
Cláudia Pons Cardoso

Solenidade de Abertura – Saudações à Luiza Bairros

Tainara Cerqueira
Maria Nazaré Mota
Valdecir Nascimento
Vilma Reis
Lindinalva Barbosa

Exibição de Curtas
(13h ÀS 15h)

Larissa Fulana de Tal – Cinzas
Jamile Coelho – Òrun Ayê

Mesas de Diálogo (15h às 17h)

1. Mulheres Negras em Comunidades Tradicionais

Denize Ribeiro
Jaciara Ribeiro dos Santos (Iyá Jaciara Ribeiro)
Joanice Conceição

2. Sexualidade e Afetividade

Mediadora: Ana Cláudia Lemos Pacheco
SueideKintê
Elisia Santos (a confirmar)

3. Artes, moda e ancestralidade

Mediadora: Lucia Leiro
Makota Kizandembu
Cláudia Soares

4. Pensamentos de Mulheres Negras

Mediadora: Cláudia Pons Cardoso
Rosália Lemos
Zelinda Barros (a confirmar)
Núbia Regina Moreira

Lançamento de Livros e Bate-Papo com diretores (as) de editoras alternativas e autoras(es)
(18h às 19h)

Coordenação: Marlon Marcos

Lançamento de Livros pelas (os) autoras (es)

Edinelia Maria Oliveira Souza. TRAVESSIAS E TRAMAS: FRAGMENTOS DA VIDA DE AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS NO PÓS-ABOLIÇÃO – BAHIA (1888-1930).

Marco Antonio Matos Martins (Diadorim) Lançamento: Cartilha Nome Social na Uneb e Cidadania para as Pessoas Trans e Travestis
Mesa Mulheres e Política
(19h30 às 22h)

Mediadora: Antonia Garcia
Vilma Reis
Olívia Santana
Marta Rodrigues
Lindinalva di Paula
Áurea Carolina de Freitas e Silva

24/11/2016

Simpósio e Minicursos
08:00 às 12:00

Simpósio Moda e Ancestralidade
Lúcia Leiro
Bia Simon
Regys Araújo

Minicursos

1. História das Mulheres Negras no Brasil

Núbia Regina Moreira

2. Sexualidade, lesbianidades e transsexualidades

Zuleide Paiva da Silva
Altamira Simões

3. Mulheres negras e Movimentos Sociais

Naiara Leite (a confirmar)
Maísa Vale

4. Juventude Negra

Maria da Anunciação Silva

5. Gênero e História

Ednelia Maria Oliveira Souza

6. Mulher Negra e Literatura

Hildália Fernandes
Mesa de Diálogos
(13:00 às 16:30)
1. Mulheres Negras e Representações Midiáticas

Ceres Marisa Santos
Maíra Azevedo (Tia Má)
Alane Reis
Ivana Sena

2. Mulher Negra e Saúde

Emanuelle Freitas Goés
Carla Akotirene

3. Mesa de Diálogos – Educação e Gênero/Raça

Amélia Maraux
Marta Alencar
Lícia Barbosa

4. Juventude Negra e Empoderamento

Mediação: Dai Costa
Luma Nascimento
Samira Soares
Rejane Viana

5. Trabalho Comunitário e Empreendedorismo – Feira Preta

Rosângela Atayde

6. Turbantes, Trançados e Maquiagem

Lúcia Tavares Leiro

7. Mulher Negra e Liderança Comunitária
Cláudia Santos Oliveira

8. Cidadania Religiosa e Afrobrasileira

Maria das Graças Guimarães( Iyálorixá Dadá)

Apresentação do Coro Oyá Balé
(Tarde, 18:00 ÀS 22:00)

Julice Oliveira

Conferência de Encerramento – Novos desafios políticos pra as mulheres negras

Coordenação: Cláudia Pons Cardoso
Jurema Werneck