Insubmissão na FLICA: Lívia Natália e Cidinha da Silva são as convidadas dos Diálogos Insubmissos!


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Lívia Natália

A insubmissão vai chegar em Cachoeira, afro! Os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras, projeto idealizado pela doutoranda em Literatura e Cultura, Dayse Sacramento, estará na principal festa literária do estado, que originou muitas outras. Este será o primeiro de muitos – com certeza – que virão por aí. E não podia ficar por menos. As insubmissas vão chegar com peso na no Casa Educar para Transformar/IPHAN. Tudo aberto ao público, sem inscrições.

Confira aqui tudo que rolou nos Diálogos Insubmissos!

Nos dias 6 e 07 de outubro (sexta e sábado) e em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), o público poderá compartilhar da literatura feminista e negra das escritoras Cidinha da Silva e Lívia Natália, que farão um “afetuoso bate-papo com sessão de autógrafos, lançamento e pré-lançamento de dois títulos de cada escritora.

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Camila Sodré e Mayana Rocha

No dia 6 (sexta), às 16h, os Diálogos receberão Cidinha da Silva, que lançará seu livros “#Parem de nos matar” e “Canções de Amor e Dengo”. Na mediação do bate papo será Camila Sodré de Oliveira Dias, mestranda em Estudo de Linguagens PPGEL/UNEB que há cinco anos se dedica ao estudo da literatura produzida por escritoras negras brasileiras.

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Cidinha da Silva

No sábado (7),  o papo e o afeto serão com a poeta Lívia Natália, que lançará seu mais recente livro “Dia bonito para Chover”, também às 16h. Aqui a mediação será por conta de Mayana Rocha Soares, doutoranda no Programa de Pós-graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT/UFBA), com pesquisa voltada para a lesbianidade em textos literários contemporâneos.

Entre julho e agosto, os Diálogos Insubmissos reuniram mais de mil pessoas em seus debates, culminando com a presença da origem de tudo: Conceição Evaristo, em uma mesa dos Diálogos na Festa Literária do Pelourinho – a FLIPELÔ. Confira aqui como foi toda essa insubmissão.

Então AGENDE-SE:

06/OUT – Bate-Papo com escritora Cidinha da Silva + Lançamento dos livros #Parem de nos matar e Canções de Amor e Dengo

Mediadora: Camila Sodré de Oliveira Dias

Horário: 16h
Local: Casa do Governo – Cachoeira
Entrada Gratuita

07/OUT – Bate-Papo com a poeta Lívia Natália + Lançamento do livro Dia bonito para Chover

Mediadora: Mayana Rocha Soares

Horário: 16h
Local: Casa do Governo – Cachoeira
Entrada Gratuita

 

 

 

Cidinha da Silva dá curso sobre a temática racial e seus afetos


cidinha da silvaNa Katuka Africanidades, dia 1º de abril, a escritora Cidinha da Silva fará o curso #Parem de nos matar!, no qual abordará as 72 crônicas de seu livro homônimo.

São registros dos afetos envolvidos no extermínio da população negra em curso no Brasil, em textos selecionados do período de 2012 a 2016. Inscrições serão aceitas até dia 27 de março. 

No curso, por meio da leitura literária e da discussão política, a temática racial e seus afetos serão tema de exercícios.

 

Serão dois momentos de 2h cada. No primeiro, a autora explicará como o livro foi feito: capa, escolhas temáticas, organização dos textos, estruturação do livro entre os temas racismo e futebol, arte, políticas públicas de educação, imigração e cultura, movimentos sociais, homoafetividades e resistência.

No segundo, exercícios serão construídos coletivamente para potencializar o uso das crônicas como ferramenta educativa, pautando a intervenção política pela literatura.

Chegue lá…

Dia 1º de abril (sábado), 10h às 14h

Onde: Katuka Africanidades, em frente ao Museu da Misericórdia, Praça da Sé

Informações: 3322-1643

Investimento: R$70** (inscrições na Katuka)

Inscrições até 27 de março

** Preço promocional de R$50 para mulheres negras, portadores de deficiência, LGBT, idosos, professores e estudantes. 

Encontro “Lendo Mulheres Negras” será com Cidinha da Silva e seu novo livro


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Divulgação

“Encontros Literários aberto para todxs que queiram se debruçar sobre obras literárias de escritoras negras.” Esta é a descrição do “Lendo Mulheres Negras”, eventos realizados mensalmente por interessadas pela produção literária de mulheres negras no Brasil e no mundo. Este mês, o encontro será na sexta-feira (27), no CEAO (Dois de Julho), às 17h. É aberto ao público e terá Sarau e Feira Preta.

A autora a ser lida será Cidinha da Silva, com seu mais novo livro #paremdenosmatar, que será lançado nesta quinta (26), na Katuka Africanidades, às 18h. Na obra, com 240 páginas, traz 72 crônicas escritas entre 2012 e 2016. “Trata-se de leitura densa que exige estômago e coragem. É um livro que exige mais do que o desgastado uso do termo “denúncia” para caracterizá-lo. Este #Paremdenosmatar! é testemunha de acusação do genocídio contemporâneo da população negra. É memória viva em transformação que se vale da crônica como suporte”, já disse Cidinha em entrevista ao Portal. Na ocasião, Cidinha dialogará com os presentes.

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Os encontros literários “Lendo Mulheres Negras” visam refletir sobre a exclusão destas mulheres de vários espaços sociais, políticos, culturais, e também na literatura. Será abordado, a partir de leituras diversas, o cenário de esquecimento e invisibilidade de autoras negras, com o propósito de resgatar e conhecer sua vasta produção.

SERVIÇO

Lendo Mulheres Negras – Cidinha da Silva “#paremdenosmatar”

Quando: 27 de janeiro (sexta-feira), 17h

Local: CEAO, 2 de Julho

Gratuito

Sarau Enegrescência convida Cidinha da Silva este sábado (3)


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Banco de Imagens

Há dois anos, jovens se reúnem, em Salvador, para falar de culturas negras através da educação, da literatura e das artes. É o Projeto Enegrescência que tem como principal atividade o Sarau Enegrescência, que acontece no Centro Cultural Casa de Angola na Bahia. Na última edição do ano, este sábado (3), às 15h, a convidada será a escritora Cidinha da Silva.

Na ocasião, Cidinha conversará com o público e pré-lançará seu novo livro de crônicas, intitulado “#paremdenosmatar e o “Canções de amor e dengo”, de poemas. As obras poderão ser adquiridas no local. O livro #paremdenosmatar (Ijumaa, 2016) já foi lançado em outras cinco cidades.

“Não é um livro que se tenha alegria ao fazer, é o contrário disso, pois fala da morte imposta à população negra no Brasil, na diáspora e em África, tanto pelo extermínio físico, quanto pela morte cultural e simbólica. Mas a Ijumma o fez belo como objeto-livro sonhado e o entregamos muito felizes às mãos leitoras” – Cidinha da Silva.

A obra tem 240 páginas e, ao longo de 72 crônicas escritas entre 2012 e 2016, fala de resistência. “Trata-se de leitura densa que exige estômago e coragem. É um livro que exige mais do que o desgastado uso do termo “denúncia” para caracterizá-lo. Este #Paremdenosmatar! é testemunha de acusação do genocídio contemporâneo da população negra. É memória viva em transformação que se vale da crônica como suporte”, enfatiza a autora.

“Para nós, do Enegrescência, é muito gratificante ter em nosso Sarau a presença da escritora Cidinha da Silva, umas das referências da literatura negra brasileira. Finalizar o ano com um lançamento de livros que tratam sobre genocídio e afetividade negra, o primeiro como elemento cerceador dos nossos afetos, é alimentar o Sarau Enegrescência com discussões estéticas e questões urgentes para o povo negro. É perceber como a literatura negra é algo que reafirma a humanidade de negras e negros através de sua estética afetiva” – David Alves, um dos organizadores do Sarau Enegrescência.

Com o Sarau Enegrescência os/as organizadores/as visam difundir obras de autores/as negro-brasileiros/as e africanos/as. Com a ação, também busca-se dar visibilidade à estética literária negra e afrodiaspórica, além de discutir questões referentes à identidade etnicorracial, africanidades e afrobrasilidades.

SERVIÇO

O quê: Sarau Enegrescência
Quando: 03 de dezembro de 2016, 15H
Onde: Casa de Angola na Bahia, em frente ao Corpo de Bombeiros da Barroquinha
Entrada gratuita
Livro #paremdenosmatar (crônicas) – R$ 45
Livro Canções de amor e dengo (poemas) – R$ 30
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Cidinha da Silva: entre crônicas e poemas


Foto: Val Souza
Foto: Val Souza

Em um fim de tarde quente de primavera baiana, a escritora e cronista Cidinha da Silva promoveu um bate-papo literário na aconchegante Boto Cor de Rosa Livros, Arte e Café, na Barra.

Para deixar o momento ainda mais especial, era dia de aniversário de Milton Nascimento, também mineiro e uma das grandes inspirações de Cidinha, que muitas vezes confessou enxergar mais a presença musical do que de grandes autores em sua obra.

Mediada pela professora Milena Britto, a conversa para um público de jovens mulheres e homens negros interessados em discutir a escrita, foi um verdadeiro passeio nestes mais de 20 anos de carreira e nove livros publicados por Cidinha.

Foto: Kauê Vieira
Foto: Kauê Vieira

Vivendo há mais de um ano em Salvador e tendo passado por São Paulo e Rio de Janeiro, a mineira, natural de Belo Horizonte, acumula publicações para crianças, crônicas, contos, livros de políticas públicas, e agora se prepara para lançar o primeiro livro de poesias. Uma ávida leitora de coisas boas, como faz questão de ressaltar, é uma das poucas pessoas que trabalham a crônica de uma maneira sensível e cuidadosa.

Um gênero consagrado no início do século XX até meados da década de 1980, a crônica era o carro-chefe dos grandes e finados jornais brasileiros. Nos dias atuais o estilo ganhou novos contornos na caneta de Cidinha, se transformando numa maneira diferente para falar das coisas cotidianas a partir de um olhar afrocentrado.

“Quando eu comecei a escrever mais seriamente, digamos assim, eu comecei pelas crônicas. Eu lia muitas crônicas quando criança. Eu sempre falo isso, eu conheci o Drummond cronista antes de conhecer o Drummond poeta.

Eu escrevia para um boletim eletrônico de 2005 para 2006 e naquele momento eu já tinha intenção de fazer crônica e achava que já era isso que fazia”, explica.

cidinhaCom militância formada a partir do trabalho diário nos tempos de São Paulo no Geledés Instituto da Mulher Negra, fundado pela emblemática Sueli Carneiro, Cidinha da Silva teve aquele período de ativista refletido intensamente em sua escrita.

“Eu escrevia crônicas muito preocupadas. Eu era ativista de uma organização de mulheres negras e eu queria fazer um ativismo diferente, escrever fazendo um ativismo diferente. Aí eu fazia isso no boletim, até que as pessoas começaram a perguntar quando teria um livro. Daí eu achei que tinha mesmo material para um livro. Eu comecei pensando em fazer crônica e no processo fui burilando isso e essa escrita que era artivista passou a ser insuficiente,” diz encaixando as palavras de forma leve e sempre sorridente.

Há duas décadas escrevendo, Cidinha da Silva é uma mulher negra em trânsito e este movimento está contido nas páginas de suas publicações. Agora está prestes a lançar dois livros de escritas parecidas, mas distintas. O primeiro é Canções de Amor e Dengo, que como o título já adianta, vai falar sobre amor negro, afetividade e carinho, exercício necessário para a construção do sujeito negro em um país racista como o Brasil. Já o segundo, #ParemDeNosMatar, vai pelo caminho da resistência, mas de maneira poética, oferecendo a poesia e a crônicas como afagos para as famílias de vítimas da violência do Estado Brasileiro.

“A essência do racismo é minar a humanidade da pessoa descriminada. Eu, a medida que exercito a minha humanidade da forma mais plena e mais livre que possa, estou de fato, não como certos os jogadores de futebol, dando uma banana paro racismo.

Cidinha da Silva
Cidinha da Silva

“Tudo é exercício, experimentação. Procurar esse jeito de dizer. Esse meu livro novo de crônicas que se chama #ParemDeNosMatar tem diferentes estilos de crônicas, algumas com uma pegada de poesia forte, mesmo falando de temas que são duros. A crônica que eu fiz sobre o arrastamento Cláudia Ferreira é um texto bonito. É o mínimo que eu podia entregar a ela.  Os jornais a chamavam de arrastada, nem a chamavam pelo primeiro nome,” salienta.

Residindo em uma cidade que abriga o maior número de negros do Brasil e um dos racismos mais evidentes do país, Cidinha da Silva afirma não ter absorvido muito da chamada baianidade, entretanto as andanças pelas ladeiras e ruas de Salvador a fizeram se certificar de uma coisa: o negro baiano não tem nada de preguiçoso, quebrando um pensamento ainda presente no imaginário de muitas pessoas.

“Sempre achei isso e agora vejo mais forte. As pessoas, principalmente as negras, trabalham muito nessa cidade, contrariamente ao mito da preguiça do baiano. O que talvez choque o Sudeste, de onde eu venho, embora seja a periferia do Sudeste, pois sou de Minas Gerais. O que talvez choque seja a coisa de saber viver, das figuras curtirem a noite toda e irem direto para o trabalho. Embora você encontre isso muito nas periferias de São Paulo, não é a tônica da cidade como é aqui.”

 

Encontro sobre amores negros baseará novo livro de Cidinha da Silva


cidinhaNo dia 28 de outubro, uma sexta-feira, todos os caminhos de quem entende a relação entre Amor e Literatura guiarão para o Centro de Estudos Afro Orientais (CEAO/UFBA), no Dois de Julho. A partir das 18h, a escritora, prosadora e dramaturga Cidinha da Silva realiza a Roda de Conversa “Me conte a história do seu negro amor”, que pretende recolher e recontar histórias de amor protagonizadas por pessoas negras. O evento é aberto ao público.

Serão encontros presenciais, momentos virtuais, recepção de narrativas escritas de próprio punho, digitadas e até datilografadas, tudo será subsídio para Cidinha criar histórias de seu novo livro. Cidinha explica a iniciativa de falar de amor neste momento. “As juventudes negras, principalmente o segmento das mulheres, têm demonstrado interesse (e necessidade) crescente de discutir as relações afetivo-sexuais entre pessoas negras. Precisamos de espaços públicos, abertos e protegidos para expressar nossos afetos e para falar sobre eles”, ela diz.

“O Amor sempre demandou de nós muitas dores: a dor de perder, de não poder, de não saber… Mas, nós existimos para além do racismo (Graças a Deus); o Amor entre nós, por nós é o que nos salva todos os dias!” (Urânia Munzanzu – poeta e jornalista). 

O evento criado no Facebook já está bombando e não é pra menos. A expectativa neste assunto tem sido alvo de muitas reflexões em encontros sucessivos na cidade. Para Sheu Nascimento, há lacunas, por exemplo, quanto a narrativas sobre o amor lésbico preto. “Eu, como uma mulher negra e lésbica, sinto falta de histórias que envolvem o nosso dia a dia e que é onde se faz presente os afetos e amor entre mulheres. O racismo e a lesbofobia não tem economizado estratégias pra deslegitimar e apagar a existência de nós que somos negras e amamos outras mulheres. Isso se configura em algo muito violento, pois cria um substrato social onde é negado a nós essa possibilidade de amar”, diz.

Sheu Nascimento
Sheu Nascimento

“Espaços como este vem, justamente, quebrar essa lógica, visando romper com o silêncio que abafa as nossas relações e, também, com caricaturas que giram em torno das afetividades LGBTs.” (Sheu Nascimento – negra, lésbica e militante LGBT)

De acordo com Cidinha, é preciso demarcar territórios para os amores pretos na(s) cidade(s). “Muito tem se falado sobre a solidão da mulher negra de diferentes gerações, mas existem também histórias de amor a serem contadas. Histórias de mulheres lésbicas, de mulheres trans, de mulheres cis; de homens gays, trans, cis; todos negros e negras. Histórias que emocionarão a todas as pessoas quando conhecidas”, diz.

Lembrando: as histórias lá compartilhadas servirão como base para as que serão criadas. “Não há, portanto, qualquer compromisso de fidelidade ao real (que pode também ser algo inventado pelas pessoas que resolverem partilhar conosco seus afetos”, explica Cidinha. Na ocasião, o escritor Fábio Mandingo (autor de “Muito como um rei”) irá compartilhar com o público o processo criativo de suas histórias de amor.

Se liga:

Roda de ConversaMe conte a história do seu negro amor”

Dia: 28/10 (sexta-feira), 18h

Local: CEAO (Dois de Julho)

Entrada Gratuita

Livraria Boto Rosa convida Cidinha da Silva para bate papo


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A Boto Cor de Rosa Livros, Arte e Café, na Barra, receberá nesta quarta (26), a escritora Cidinha da Silva, que conversará com a professora Milena Britto sobre os seus mais recentes trabalhos. O encontro será às 18h.

Cidinha da Silva é escritora e dramaturga. Tem 9 livros autorais publicados e dois no prelo “#Parem de nos matar” (crônicas) e “Canções de amor e dengo” (poemas). É organizadora do livro de referência “Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil” (2014).

Saiba de outro encontro com Cidinha também em outubro, em Salvador. 

Local: Boto-cor-de-rosa

Rua Marquês de Caravelas, 328, Barra.

Tel.: 71 8647-7489.

De segunda a sábado, das 10h às 18h

Cidinha Silva e Nelson Maca estão na programação da Primavera Literária


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De 23 a 25 de setembro, o Teatro Gregório de Matos e o Espaço Cultural da Barroquinha serão cenários para a Primavera Literária, evento que busca fazer da literatura um convite para o debate de temas atuais e propõe o diálogo entre a cena editorial local e o mercado editorial brasileiro.

A feira literária é promovida pela Liga Brasileira de Editoras (Libre), que já realiza evento similar e de grande adesão de público há 15 anos no Rio de Janeiro, sendo esta a segunda edição em Salvador.

Cidinha da Silva
Cidinha da Silva

A programação inclui sete mesas temáticas, com a participação de nomes como a escritora Cidinha da Silva, o poeta militante Nelson Maca, o poeta carioca Chacal, o ilustrador e autor paulistano Renato Moriconi, a editora paraense Ivana Jinkings, as escritoras Goli Guerreiro e o poeta Ricardo Aleixo, a professora do Instituto de Letras da Ufba Milena Brito, o autor carioca Otávio Junior, e outros.

A escritora, Cidinha da Silva nos conta como será sua participação na mesa “Escrecever…verbo Feminino”, que dividirá com Goli Guerreiro: “O título da mesa é um convite para que discorramos sobre nossa produção literária, nosso lugar de emissão de voz, nossa dicção como mulheres pautadas por diferentes pertencimentos (racial, de orientação sexual, de classe). Em minha apresentação inicial é provável que aborde como esses pertencimentos são vocalizados no meu texto, notadamente nas publicações mais recentes do gênero em que mais produzo, a crônica”. Ainda haverá oficinas, contação de histórias e show do baiano Lucas Santana, no sábado (24/9) à noite.

Nelson Maca - Foto Leo Ornelas
Nelson Maca – Foto Leo Ornelas

Tá rolando evento no Facebook, corre lá: https://www.facebook.com/events/1817073021846038/

Roda de Conversa Mulheres Negras na Cena Literária pauta Maria Carolina de Jesus!


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Carolina Maria de Jesus

A reflexão, os trânsitos, afetos e tensões de quatro mulheres negras atuantes na cena artístico-educacional de Salvador estarão no foco do debate na Roda de Conversa Mulheres Negras na Cena Literária, que vai reunir as pretas Dayse Sacramento, Gabriela Gaia, Raquel Alves dos Santos Nascimento e Cidinha da Silva, curadora do evento.

Cada uma terá um tema para abordar da Roda, que acontece nesta quinta (21), às 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha. O encontro terá exposições seguidas de debates, intervenções entre as convidadas e perguntas da plateia.

O resultado esperado é uma efervescência de ideias para olhar por diferentes ângulos a presença e atuação das mulheres negras na cena literária contemporânea.

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Dayse Sacramento Foto Lis Pedreira

Com a professora de Língua Portuguesa do IFBA e doutoranda em Literatura pela UFBA, Dayse Sacramento, a temática será “A urgência da reflexão sobre a literatura produzida por mulheres negras: ações e perspectivas”, na qual aplicará seus estudos e pesquisas de textos da literatura de autoria de mulheres negras. Dayse falará de mulheres negras nos eventos literários, sua participação como autoras, críticas e como parte da assistência e produção. 

Já Gabriela Gaia, que é capixaba e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA, falará da narrativa de Carolina Maria de Jesus, com o tema “A cidade nas dobras da narrativa de Carolina Maria de Jesus”. Gaia terá a missão de provocar um diálogo entre a narrativa da escritora e o processo de produção da cidade. A cidade enquanto lugar da disputa, dos conflitos, da solidariedade, dos afetos, da criação, da reinvenção da vida e da reivindicação de direitos. 

Ainda sobre a autora, o tema “Carolina Maria de Jesus e seu “Quarto de Despejo” na Alemanha: o olhar do outro como um convite para refletirmos sobre o nosso olhar” será tratado pela paulista, Raquel Alves dos Santos Nascimento, doutoranda em Estudos da Tradução pela USP. Raquel se debruçará sobre a clássica obra O quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, que teve sete edições publicadas na Alemanha entre 1962 a 1993. Em sua fala, a análise será de como esta obra foi recebida por lá, a partir dos jornal publicados na época no país. 

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Cidinha da Silva

Por fim, a curadora do evento, a escritora Cidinha da Silva falará do tema “Nós da cena”, no qual tematizará questões ligadas à autoria de mulheres negras, geração editorial, crítica literária e mercado editorial, como convite à audiência para desfazer as caixinhas, nas quais a literatura das mulheres negras volta e meia é enclausurada.

“O evento Mulheres Negras Na Cena Literária Contemporânea será um espaço importante, tanto pelo arranjo de expositoras proposto, envolvendo diferentes perspectivas e diferentes campos em torno do tema, quanto pela metodologia proposta, que pretende propiciar uma troca mais rica entre o público e as convidadas. Acredito que as abordagens propostas por cada uma de nós se tangenciam, ao mesmo tempo que se somadas trazendo mais densidade para pensar o universo do tema do evento”, afirma Gabriela Gaia. 

Roda de Conversa Mulheres Negras na Cena Literária

Dia: 21 de setembro, quinta feira, 18h

Local: Espaço Cultural da Barroquinha.

Entrada aberta ao público

Artista e performer paulistana Val Souza apresenta seu solo de dança “Bang!” no Pelô!


Pensando a diversidade de experiências discriminatórias vividas por corpos de negros em diferentes espaços e ambientes, a artista e performer paulistana Val Souza apresenta o solo de dança Bang!, resultado de suas percepções acerca das violências e do modo de viver dos corpos de negros no Brasil. A apresentação acontece na Praça da Cruz Caída, Pelourinho e será aberta ao público.

Nela a artista flutua com o auxílio de intervenções sonoras que, aliadas a sua presença física, se transformam em disparadores para uma discussão sobre a invisibilidade de corpos de negros, criminalização, violência e presença destes corpos marginalizados em todo o país incluindo a cidade de Salvador, onde Val Souza reside atualmente para cursar mestrado na Universidade Federal da Bahia.

Na sequência,o público é convidado para participar de um debate na Katuka Africanidades com a performer e a escritora Cidinha da Silva sobre o processo criativo e a estética de mulheres negras. Fruto de conversas entre ambas, o encontro nasce a partir das impressões de Cidinha da Silva sobre a performance Desbunde, apresentada por Val no Goethe, durante os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras e das inquietudes geradas por sua pesquisa.

“Eu tenho como processo artístico pensar a experiência da minha presença negra nesse mundo branco falocêntrico. Como resultado dessas relações venho elaborando produções não só no campo da performance como criação artística e de produção cultural, mas também em teatro, dança, educação, curadoria e comunicação. Minha poética está em criar constrangimento, afetações, e mostrar o racismo estrutural desse país. Eu não sou ingênua ao propor isso eu também estou disposta a agenciar e receber afetações e constrangimentos.” – Val Souza.

Local:

Onde: Katuka Africanidades – Rua Chile s/n° – Centro

Quando: 25 de agosto, às 18h

Quanto: Grátis