Teatro
Espetáculo “Preta” estreia nos dias 30 e 31 de Maio, no Xisto
Livremente inspirada na consagrada peça teatral ‘O Santo Inquérito’ de Dias Gomes, o espetáculo ‘PRETA’ é ambientado no ano 3000 e sua encenação se ampara em elementos de religiões de matriz afro-brasileira e o cristianismo, com foco na discussão do poder opressor do patriarcado, no empoderamento feminino e na intolerância religiosa.
A peça tem Direção Geral, Texto, Figurinos e Adereços de Fernando Santana, é encenada por intérpretes formandos da Oficina de Atores Salvador que tem a Coordenação da Professora, Atriz e Diretora Aline Nepomuceno.
O espetáculo ‘PRETA’ reflete, de forma distópica, uma sociedade que uniu dois polos importantes na constituição de uma sociedade (política e religião), e que regrediu, de forma geral, em valores e princípios humanos e sociais, mas que também, ao longo da trama, aponta curas de muitas feridas sociais em comparação ao nosso período atual da história.
SERVIÇO
‘PRETA’ tem sua estreia confirmada no Teatro Espaço Xisto Bahia
30 e 31 de Maio, (Sábado: 19 horas e domingo: 16 horas)
Ingressos disponíveis na bilheteria do Teatro, (pagamento via Pix, cartão ou espécie por 30 e 15 reais (meia)
A duração é de 70 minutos. Classificação 14 anos
MINI BIO DE FERNANDO SANTANA
Fernando Santana é um artista baiano, Bacharel em Interpretação Teatral pela UFBA. Também é Dramaturgo, Roteirista, Diretor Teatral, Cenógrafo, Aderecista, Figurinista e Monitor Artístico. É cofundador da Sinuosa Companhia de Teatro e integra o Colectivo Âmbar- rede de artistas e promotores cênicos da América Latina. Possui também formação em clown, dança afro e canto popular. Está presente no campo artístico há mais de 26 anos e atuou e se mantém atuante em mais de 60 produções artísticas no teatro, cinema, streaming, TV e publicidade.Dentre elas destacam-se ‘Namíbia, Não!’, ‘O Filho de Mil Homens’, ‘Mesmo Sem Te Tocar’ e ‘Exu- A boca do Universo’.
Teatro
Bando de Teatro Olodum é finalista do Prêmio Sim à Igualdade Racial
O Bando de Teatro Olodum foi indicado como finalista ao Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026, na categoria Arte em Movimento, integrante do pilar Cultura. A premiação, oferecida pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), é reconhecida por valorizar iniciativas que promovem a equidade racial, a diversidade e a inclusão por meio de diferentes linguagens artísticas.
A categoria Arte em Movimento celebra expressões artísticas, em formatos físicos e digitais, protagonizadas por pessoas negras ou indígenas, que impulsionam reflexões sobre pautas étnico-raciais, justiça climática e transformação social. Neste ano, o Bando integra uma lista de finalistas que reúne importantes nomes e projetos que são pilares da cultura negra e indígena contemporânea.

Foto: Leticia Franca
A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá no dia 13 de maio, no Rio de Janeiro, e será exibida no dia 24 de maio, após o Fantástico, na TV Globo, além do canal oficial da premiação no YouTube. O Bando será representado na cerimônia pelas atrizes Cássia Valle e Valdineia Soriano e os atores Jorge Washington e Renan Motta.

Com mais de três décadas de trajetória, o Bando de Teatro Olodum reafirma sua relevância ao seguir contribuindo para o teatro brasileiro com uma linguagem própria, marcada pela valorização das identidades negras, pelo enfrentamento ao racismo e pela formação de gerações de artistas comprometidos com a arte engajada.

Em abril deste ano, o Bando de Teatro Olodum foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador, por meio de lei municipal proposta pela Câmara de Vereadores.
Ao lado do Bando, também concorrem na categoria nomes e iniciativas de grande impacto cultural, como o artista visual Dalton Paula, com o projeto “O Sertão Negro”; o DJ indígena Eric Terena; o projeto “O Futuro é Ancestral”, liderado por Alok e Devam Bhaskar; a rapper Souto; além do Zumví Arquivo Afro Fotográfico, referência na preservação da memória afro-brasileira.

“Recebemos essa indicação do Bando de Teatro Olodum a este importante prêmio com muita alegria e responsabilidade, pois reconhece a relevância da nossa trajetória, ainda mais ao lado de iniciativas que utilizam a arte como instrumento de transformação social e construção de futuros mais justos, assim como nós acreditamos e nos dedicamos a isso”, destacou o ator e produtor, Fábio Santana
Teatro
Espetáculo Isto Não É Uma Mulata completa 10 anos
O solo teatral Isto Não É Uma Mulata completa 10 anos de sua criação, temporada e desdobramentos. Vencedora do Prêmio Braskem de Teatro 2015, na categoria Revelação, a peça é uma obra que provoca reflexões sobre a representação da mulher negra, além de apontar as fragilidades do mito da democracia racial brasileira, com ironia e humor.
Com criação e atuação de Monica Santana, a obra ganhou ressonância na cena teatral de Salvador por trazer uma perspectiva de discussão sobre as questões raciais, com uma linguagem aproximada com a performance, mas também incorporando elementos de cultura pop, ironia, depoimento pessoal e apontamentos de teatro épico.
Isto Não É Uma Mulata retorna ao palco do Gamboa Nova, fundamental na trajetória da peça, por ter abrigado a sua estreia e fará apresentações nos dias 8, 9, 15 e 16 de maio, (às sextas, às 19h e aos sábados, às 17h). Os ingressos já estão à venda aqui.
O retorno aos palcos é marcado pela atualização de passagens da obra, incorporando discussões do contexto político atual e dos próprios debates em torno da noção de raça. Quando lançado em 2015, o caráter atual e inquietante da obra gerou forte repercussão na internet junto às mulheres negras de vários pontos do Brasil levou a artista ser escolhida como uma das 25 Mulheres Negras Mais Influentes na Internet Brasileira, na lista realizada pelas Blogueiras Negras e amplamente divulgada na web.
A peça conta com discotecagem de Nai Kiese, figurinos de Cássio Caiazzo, soluções cenográficas de Deilton José, concepção de maquiagem de Nayara Homem e iluminação de Caboclo de Cobre. Elivan Nascimento colabora na preparação corporal e orientação de movimento. A produção é da Crioula Arte e Cultura e Lucas Oliveira.
Serviço
Isto Não É Uma Mulata
Teatro Gamboa Nova
Às sextas-feiras, dia 8 e 15 de maio, às 19h e aos sábados, dias 9 e 16 de maio, às 17h
Ingressos à venda aqui
Valor: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia entrada)
Classificação indicativa: 14 anos
Teatro
Espetáculo ORÍ 7 encena poesias de Ednaldo Muniz com performance, vídeo, música e dança
Nos dias 15 e 16 de maio, o espetáculo ORÍ 7 será apresentado no Espaço Xisto (Barris), um desdobramento do projeto Sarau de Se7e e do livro Se7e Passos de Ameixa, idealizados pelo poeta, escritor e ator, Ednaldo Muniz (Bando de Teatro Olodum). Reunindo em cena uma trajetória atravessada pela palavra, memória e experiência vivida, o número sete, recorrente na obra, ecoa como símbolo de ciclo, movimento e continuidade, atravessando o espetáculo como força estruturante.
As poesias de Ednaldo Muniz, construídas ao longo de mais de três décadas, ganham em ORÍ 7 um novo corpo: o da cena. O que antes habitava a palavra escrita e falada se expande em formato dramatúrgico, revelando uma escrita imagética, pulsante e atravessada pela experiência.
O espetáculo propõe uma transposição da poesia para o palco, onde o texto se torna ação, gesto e presença. A dramaturgia nasce dessas camadas — entre o vivido e o criado — e se constrói como experimento cênico que tenciona linguagem, tempo e memória.

Jean Cardoso | Preta Kiran
“ORÍ 7″ é uma imersão cênico-poética que entrelaça performance, vídeo, música, dança e teatro em uma criação afrocentrada de forte potência estética e simbólica. Concebido como um ato único, o trabalho celebra a memória preta, o corpo político e as heranças ancestrais por meio da arte”, diz Ednaldo. Inspirado em arquétipos e cosmologias de matriz africana, o espetáculo é atravessado pela ideia de caminho, abertura e transformação. Nesse percurso, dialoga simbolicamente com forças que regem movimento e travessia.
Com direção do próprio Muniz e assistência de direção da atriz Valdineia Soriano, o espetáculo se configura como um território de criação e resistência, onde palavras, sonoridades, gestos e corpos em movimento conduzem o público por uma experiência sensível e atravessadora. A equipe artística conta ainda com Maurício Lourenço na Direção Musical, e Nildinha Fonseca na Direção Coreográfica. O figurino é de Thiago Romero.

Albert Dias | Yasmim Belmonte
O elenco reúne artistas de diferentes linguagens: a presença da criança, representada por Sophia Muniz, instaura em cena a ideia de continuidade e renovação, em diálogo com a memória e com os saberes que atravessam gerações.Tem, ainda, os artistas Albert Dias, Ednaldo Muniz, Preta Kiran, Jean Rocha, Sophia Muniz, Yasmin Belmonte.
ORÍ 7 convida o público a acessar outras camadas de percepção, onde arte, memória e imaginação se encontram.
Serviço:
Local: Espaço Xisto (Barris)
Datas: 15 e 16 de maio de 2026
Horário: 19hs
Ingressos: R$30/15
Venda: Sympla e no local no dia do evento
Classificação: Livre
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