Memória
Viola de Doze celebra Tia Ciata em show gratuito no Pau Miúdo
A banda Viola de Doze promove, neste domingo, dia 11 de outubro, um encontro especial com o público em Salvador. Será na Rua 20 de Agosto, no bairro do Pau Miúdo, a partir das 15h, com acesso gratuito.
O show, o primeiro do projeto “Roda da Viola, terá como tema a valorização das raízes do grupo e da cultura popular baiana. Para a ocasião, o público é convidado a vestir amarelo.
A apresentação também será marcada por uma homenagem a Tia Ciata, que integra a memória e a tradição do samba, reforçando a proposta de celebrar referências que contribuíram para a construção da identidade musical da Bahia.
“Estamos voltando às nossas origens, onde tudo começou, com o projeto ‘Roda da Viola’. É muito especial poder reencontrar o nosso público nesse lugar e celebrar a história, nossas referências e a nossa música”, afirma o cantor Helon Neves. “Esse é um momento para a gente cantar, tocar e lembrar de onde viemos. A música tem esse poder de reunir as pessoas e manter vivas as nossas tradições. Fazer isso de forma gratuita, junto ao nosso povo, tem um significado muito grande para nós”, destaca o também vocalista Menininho.
Sobre o Projeto Roda da Viola
O Roda da Viola tem como conceito central o africocentrismo, valorizando a ancestralidade e a contribuição fundamental da África para a formação de diferentes culturas. Nesse contexto, o atabaque ocupa papel de destaque, sendo compreendido como um elemento vivo e sagrado, responsável por conduzir os ritmos, evocar os orixás e conectar o público às raízes da cultura baiana. A ideia da roda representa união, comunhão e acolhimento. O projeto foi criado para ser um espaço plural e seguro, reunindo música, cultura e ancestralidade.
Cultura
Mestre Bule-Bule participa de Roda de Fuxicaria gratuita em Itapuã
Em mais uma edição do projeto “LEVANTA POVO! Sambas, Artesanias e Resistências”, o Coletivo Nosso Kilombo recebe Mestre Bule-Bule nesta sexta (25/9), em sua segunda Roda de Fuxicaria. Será na Praça da Literatura, em Itapuã, das 13h30 às 17h30. A atividade contará com estudantes da rede pública e será aberta a toda comunidade.
O Fuxico é uma tradição de muitas gerações, uma prática em que se corta um círculo de tecido (geralmente chita ou algodão), franzindo-o na borda com linha e agulha, e puxando o fio até formar uma pequena “trouxinha” ou flor. Elas são unidas umas às outras, dando vida a colchas coloridas, tapetes, almofadas, caminhos de mesa e adereços de moda.

Foto Pio Filho
Nas Rodas de Fuxicaria do Nosso Kilombo, os fuxicos serão destinados à customização do figurino do Coletivo e à decoração da Festa de São Tomé. As Rodas também serão espaços de encontro e transmissão de saberes, com a presença de mestres e mestras da Cultura Popular que compartilharão suas histórias com outras gerações.
Nesta sexta (25), o repentista, cordelista e sambador, Mestre Bule-Bule estará presente contando suas histórias por meio dos versos e compartilhando saberes com os mais novos.

Foto Pio Filho
O Coletivo Nosso Kilombo
O Coletivo Nosso Kilombo propõe intervenções com o objetivo de valorização da brincadeira de rua e das tradições afroindígenas, fomentando o pertencimento comunitário entre os moradores. Suas ações contribuem para a patrimonialização da cultura em todas as suas expressões, como forma de barrar as recorrentes investidas da especulação imobiliária e de práticas do racismo ambiental e religioso na localidade.
O projeto “LEVANTA POVO! Sambas, Artesanias e Resistências” foi contemplado pelo Edital nº 18/2025 – Fomento à Festas, Ritos e Celebrações Populares, integrado à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) pelo Estado da Bahia.
SERVIÇO
O que: Rodas de Fuxicaria do Coletivo Nosso Kilombo
Quando:
25/09 — 13h30 às 17h30 (Praça da Literatura)
02/10-13h30 às 17h30 (CAT Abaeté)
Aberto ao público
Foto Bule-Bule: Fernanda Maia
Memória
Sociedade Protetora dos Desvalidos celebra 194 anos no Centro Histórico
A Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD) dá início nesta quarta-feira, 16 de setembro, às 15h, às comemorações de seus 194 anos de história com uma programação cultural gratuita em sua sede, no Largo do Cruzeiro de São Francisco, Centro Histórico de Salvador.
O evento marca o lançamento das obras “Alforria: Sociedade Protetora dos Desvalidos – Crônicas da Cor da Pele”, do jornalista e poeta Fernando Coelho, e “Mulheres de Ganho: Trajetórias Ancestrais”, da presidente da instituição, Lígia Margarida Gomes. Fundada em 1832 por homens negros unidos em um pacto de solidariedade, a instituição se destaca historicamente como o primeiro abrigo e organização civil no Brasil a acolher e apoiar aqueles que viviam do ganho durante o período da escravidão.
A abertura oficial da mais antiga associação negra regulamentada em funcionamento no país celebra a atuação contínua da entidade, que até hoje trabalha em prol da garantia de direitos e da dignidade da população negra.

A tarde contará com apresentações musicais, intervenções poéticas, depoimentos sobre a memória da SPD e a concorrida sessão de autógrafos com os autores.
Literatura, arte e ancestralidade
As publicações que integram o evento dialogam diretamente com a trajetória de acolhimento, mutualismo e luta antirracista construída pela instituição ao longo de quase dois séculos de atuação.
Fernando Coelho apresenta “Alforria: Sociedade Protetora dos Desvalidos – Crônicas da Cor da Pele”, uma investigação contundente pelas ruas de Salvador sobre as cicatrizes da escravidão e o legado de Manuel Victor Serra, fundador da instituição. Com escrita em combustão, o autor denuncia que a escravidão não acabou na Lei Áurea, mas se espalhou nas estruturas, na polícia que atira, na justiça que silencia e na indiferença social que normaliza a morte de corpos negros.
Alforria, palavra árabe que significa liberdade, é aqui tratada como construção: conquista de direitos historicamente negados. Mais que um resgate historiográfico, esta é uma crônica que não pede licença, em vez de conforto, oferece lucidez, o primeiro passo para que a liberdade deixe de ser verbete de dicionário e se torne, de fato, horizonte possível.
A capa do livro traz a pintura a óleo sobre tela (2020) “Mulheres de Ganho, Ontem e Hoje!”, assinada pela artista Luzimar Azevedo. Sobre a obra, a artista aponta que o sexismo e o racismo estruturam a sociedade há séculos, mas ressalta que “as mudanças sociais vêm desenhando novos cenários sobre o papel da mulher, numa luta que ainda está longe de terminar”.
Lígia Margarida Gomes, primeira mulher a presidir a SPD e autora de “Mulheres de Ganho: Trajetórias Ancestrais”, assina um romance lírico que resgata a experiência de Meguenquaar, quitandeira africana capturada na travessia que se torna líder e referência de resistência na Bahia do século XVIII.
A obra mergulha na história das ganhadeiras, retratando a força dessas mulheres que transformaram fé e trabalho em ferramentas de liberdade e futuro. A autora resume a essência de sua escrita ao afirmar: “Fala sobre quem nós somos”.
Serviço
Onde: Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD) – Largo do Cruzeiro de São Francisco, nº 17, Centro Histórico, Salvador (BA).
Quando: 16 de setembro, às 15h.
Quanto: Entrada gratuita.
Memória
Coletivo Nosso Kilombo realiza Rodas de Fuxicaria gratuitas em Itapuã
Espaços coletivos e ancestrais unindo o artesanato tradicional, a oralidade e o fortalecimento de vínculos comunitários. Assim são as Rodas de Fuxicaria do Coletivo Nosso Kilombo no bairro de Itapuã. Em mais uma edição do projeto “LEVANTA POVO! Sambas, Artesanias e Resistências”, o Coletivo reunirá gerações nos dias 18 e 25 de setembro e no dia 2 de outubro, das 13h30 às 17h30. A atividade contará com estudantes da rede pública e será aberta a toda comunidade.
O Fuxico é uma tradição de muitas gerações, uma prática em que se corta um círculo de tecido (geralmente chita ou algodão), franzindo-o na borda com linha e agulha, e puxando o fio até formar uma pequena “trouxinha” ou flor. Elas são unidas umas às outras, dando vida a colchas coloridas, tapetes, almofadas, caminhos de mesa e adereços de moda.

O fuxico, além de toda a riqueza cultural, carrega em si a contribuição para economia e geração de renda de muitas pessoas, sobretudo, mulheres. É uma tradição atemporal, reapresentada de acordo com a necessidade. Dela são feitas peças que podem variar de R$ 1 a R$ 10 mil, variando da criatividade de cada pessoa.
Nas Rodas de Fuxicaria do Nosso Kilombo, os fuxicos serão destinados à customização do figurino do Coletivo e à decoração da Festa de São Tomé. As Rodas também serão espaços de encontro e transmissão de saberes, com a presença de mestres e mestras da Cultura Popular que compartilharão suas histórias com outras gerações.

O Coletivo Nosso Kilombo
O Coletivo Nosso Kilombo propõe intervenções com o objetivo de valorização da brincadeira de rua e das tradições afroindígenas, fomentando o pertencimento comunitário entre os moradores. Suas ações contribuem para a patrimonialização da cultura em todas as suas expressões, como forma de barrar as recorrentes investidas da especulação imobiliária e de práticas do racismo ambiental e religioso na localidade.
Outra tradição fortalecida pelo Coletivo é a dos “sambas de boi”, com os bois Bumbapuã, Boca de Ouro, Boi Yapo, construídos a muitas mãos por mobilizadores culturais de outras gerações, e que hoje são “maternados” pelo Coletivo Nosso Kilombo.

O Coletivo tem como essência as conversas intergeracionais com mestres e mestras griots da comunidade. O intuito é retomar, preservar e ressignificar as tradições culturais típicas do bairro de Itapuã e o espírito de insurgência da comunidade negra e indígena na localidade, trazendo a memória de resistências históricas do bairro.
O projeto “LEVANTA POVO! Sambas, Artesanias e Resistências” foi contemplado pelo Edital nº 18/2025 – Fomento à Festas, Ritos e Celebrações Populares, integrado à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) pelo Estado da Bahia.
SERVIÇO
O que: Rodas de Fuxicaria do Coletivo Nosso Kilombo
Quando:
18/09 — 13h30 às 17h30 (CAT Abaeté)
25/09 — 13h30 às 17h30 (Praça da Literatura)
02/10-13h30 às 17h30 (CAT Abaeté)
Aberto ao público
Fotos: Pio Filho
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