Música
Claudya Costta apresenta “Acoustic Portal Afro Sonoro” no Gamboa Nova
Música
1º edição do Pirataria Fest celebra legado do BaianaSystem
O Pelourinho recebe, no início do próximo ano, a primeira edição do Pirataria Fest (@piratariafest), encontro idealizado por Jairo e Ramon, jovens das periferias de Salvador, que tiveram a iniciativa a partir do desejo de reunir a comunidade de fãs do BaianaSystem, que atravessa fronteiras, para celebrar a música e as expressões culturais que conectam diferentes territórios à capital baiana.
Organizado pela Pirataria, coletivo que acompanha a banda em shows e a bordo do Navio Pirata, o evento propõe uma celebração das raízes culturais de Salvador, com destaque para a cultura preta, a ancestralidade e as manifestações populares que fazem parte da identidade da cidade.
A escolha do Pelourinho carrega um significado especial. Marcado pela história e pela resistência da população negra, o território também faz parte da trajetória do BaianaSystem, com apresentações no Largo Tereza Batista e no Largo do Pelourinho. Para os organizadores, realizar o festival nesse espaço é reconhecer essa história e fortalecer a presença de quem mantém a cultura viva.
As participações especiais serão anunciadas posteriormente. A proposta é fazer do Pirataria Fest um encontro da comunidade de fãs, celebrando a música, o pertencimento e a conexão entre o BaianaSystem e a cultura de Salvador.
Serviço:
Pirataria Fest
Data: janeiro de 2027
Local: Pelourinho, Salvador (BA)
Participações especiais: a anunciar
Para mais informações acompanhe em: @piratariafest
Música
André That Hora reivindica ancestralidade negra do rock
Por que uma guitarra distorcida é reconhecida como símbolo de rebeldia, enquanto o som de um paredão nas periferias é frequentemente tratado como perturbação? A pergunta atravessa ZUADA, novo EP de André That Hora, artista e comunicador baiano que aproxima a música pesada das sonoridades urbanas e das matrizes afro-baianas para discutir o apagamento histórico da população negra na construção musical do país através da linguagem do rock, e as desigualdades que atravessam o reconhecimento cultural. O lançamento acontece em 3 de novembro de 2026, nas plataformas digitais.
Com seis faixas, o trabalho combina nu metal, groove metal, rap, trap, pagodão e samba-reggae. A pesquisa dá continuidade às experiências desenvolvidas por André em projetos como XX7, Traprock e Rockerz, agora reunidas em uma linguagem própria, vinculada à sua trajetória e à vivência musical de Salvador. Entre as referências sonoras estão Sepultura, Rage Against the Machine, Nação Zumbi e BaianaSystem, além de artistas negros como Sister Rosetta Tharpe, Chuck Berry e Little Richard, fundamentais para a formação do rock, como referências política.
“Não se trata de reivindicar a chegada do rock à Bahia, mas de afirmar outras possibilidades de criação a partir de uma tradição que já existe. Quero colocar a distorção das guitarras em diálogo com a força dos nossos tambores, o grave do pagodão, a pulsação do samba-reggae e a insurgência do rap, sem estabelecer hierarquias entre essas linguagens”, afirma André.
O repertório aborda desigualdade social, violência policial, manipulação midiática, memória e autonomia. A faixa “Acerto de Contas” revisita uma composição da banda baiana Sangria, enquanto “Quebrando as Coisas” conta com a participação da cantora UNA e combina rap e nu metal à presença marcante do pagodão. Em todo o EP, o título funciona como provocação: quem tem o poder de classificar uma expressão musical como arte ou reduzi-la a ruído?
A discussão também ocupa o espaço físico. No dia 1º de novembro, das 16h às 18h, o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia), na Graça, em Salvador, recebe uma audição de pré-lançamento para convidados. A experiência de escuta comentada contará com um paredão integrado à cenografia, levando ao ambiente museológico uma aparelhagem associada às ruas e às festas populares. A proposta coloca em debate o direito à cidade e os critérios que determinam quais manifestações culturais recebem legitimidade.
Produzido de forma independente pela MPN Records, ZUADA tem direção musical de André That Hora e Raonir Braz. A direção de arte é assinada por Sista Katia e André That Hora, com identidade visual de Rafael, da marca Rolé 89, e produção executiva e gestão de Pyedra Barbosa. A pesquisa visual também incorpora referências dos zines e da cultura punk, ampliando o projeto para além da música.
Sobre André That Hora
André That Hora é artista, comunicador social, pesquisador, compositor e produtor musical. Ao longo da sua trajetória, lançou os trabalhos XX7 (2021), Traprock (2023) e Rockerz (2024), consolidando uma pesquisa musical que revisita diferentes genealogias sonoras, confronta convenções de gênero e tensiona os limites impostos à presença negra na música alternativa. Nascido em Salvador, iniciou sua trajetória no hip-hop, integrando a BTB Music, um dos coletivos pioneiros do trap no Brasil, e desenvolveu uma identidade artística que transita entre rap, trap, hardcore, nu metal, reggae e musicalidades afro-baianas.
SERVIÇO
Audição de ZUADA — André That Hora
Audição de pré-lançamento: 1º de novembro, das 16h às 18h.
Local: Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia).
Endereço: Rua da Graça, 284, Graça, Salvador (BA).
Acompanhe André nas redes sociais: @andrethathora
Música
Conheça as atrações internacionais do AFROPUNK Salvador 2026
O AFROPUNK Brasil prepara em Salvador um encontro raro no calendário de shows do país: Kehlani, Kelela, FLO e Jorja Smith, quatro dos nomes que hoje ditam os rumos do R&B, da música eletrônica e do pop negro no mundo, sobem ao palco do Parque de Exposições nos dias 7 e 8 de novembro. Jorja Smith e FLO se apresentam no sábado (7); Kehlani e Kelela, no domingo (8). Realizado pela IDW Company, o festival recebe as artistas em um momento de alta para todas elas, com prêmios recentes, álbuns lançados em 2026 e agendas disputadas no circuito internacional.
O nome mais pedido pelos fãs no X do AFROPUNK Brasil para o line-up deste ano, Kehlani chega a Salvador na fase mais celebrada de sua trajetória. Em fevereiro, a artista californiana conquistou os dois primeiros Grammys da carreira, nas categorias Melhor Performance de R&B e Melhor Canção de R&B, com “Folded”, faixa que dominou plataformas e redes sociais e se tornou um dos fenômenos do R&B recente.
Da vanguarda eletrônica, a cantora, compositora e produtora, Kelela é uma das artistas que mais expandiram as fronteiras entre R&B, club music e música eletrônica experimental na última década. No AFROPUNK Brasil, ela apresenta o universo de New Avatar, álbum lançado em julho pelo selo britânico Warp Records. O primeiro single do disco, “Idea 1”, foi eleito “Best New Track” pela Pitchfork, uma das publicações musicais mais influentes do mundo.
A renovação do R&B britânico ,formado por Jorja Douglas, Renée Downer e Stella Quaresma, o trio britânico FLO lidera a renovação global do R&B feito por girl groups. Vencedoras do BBC Sound of 2023 e do prêmio Rising Star do BRIT Awards, as artistas levaram o álbum de estreia, Access All Areas, ao top 3 da parada britânica e à disputa do Grammy de Melhor Álbum de R&B Progressivo. Em 2026, conquistaram o MOBO Award de Melhor Artista de R&B/Soul e lançaram, em agosto, o segundo disco, Therapy at the Club. O grupo soma mais de 605 milhões de streams no mundo.
Jorja Smith, a voz central da nova música negra britânica é uma das atrações mais aguardadas pelo público brasileiro. A cantora desembarca na Bahia com repertório fresco: Lançado em 21 de agosto, What Are The Odds, terceiro álbum da cantora, traz parcerias com o nigeriano Wizkid, no single “Alive”, e com o rapper britânico Devlin. No dia do lançamento, Jorja fez o maior show de sua carreira em Londres, dividindo a noite principal do festival All Points East com Tems.
Salvador na rota global da música negra
A vinda do quarteto reforça o lugar de Salvador na rota das grandes turnês internacionais. A cidade, que já recebeu Beyoncé para a apresentação única do Club Renaissance, também promovida pela IDW Company, volta a concentrar as atenções do circuito global com o AFROPUNK Brasil.
Para Potyra Lavor, fundadora e CEO da IDW Company, as atrações consolidam o festival no cenário internacional. “Trazer artistas como Kehlani, Kelela, FLO e Jorja Smith para o AFROPUNK Brasil reforça o posicionamento de festival global da música negra”, afirma. Segundo ela, “hoje, o AFROPUNK Brasil é uma plataforma cultural que movimenta economia, turismo, negócios e impacto social por onde passa, e se consolida como um dos maiores festivais do Brasil”.
No palco, as estrelas internacionais dividem a programação com grandes nomes da música brasileira: Gilberto Gil, que estreia no festival logo após o encerramento da histórica turnê Tempo Rei; Emicida; Criolo, com show especial dedicado ao álbum Nó na Orelha; Gaby Amarantos; Lazzo Matumbi; AJULLIACOSTA; Fantasmão e NandaTsunami, entre outros. “O line-up de 2026 traduz exatamente o que buscamos construir com o AFROPUNK Brasil: um espaço onde diferentes gerações, territórios e expressões da música negra possam dialogar”, resume Ana Amélia Nunes, sócia e diretora de conteúdo da IDW Company.
A edição de Salvador encerra a jornada nacional do AFROPUNK Brasil em 2026, que passou pelo Rio de Janeiro, em agosto, com o AFROPUNK Experience no Terreirão do Samba, e por Recife, em setembro, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em 2025, a plataforma reuniu mais de 75 mil pessoas presencialmente e impactou mais de 12 milhões, consolidando-se como um dos principais espaços de encontro da cultura negra contemporânea no país.
O AFROPUNK Brasil é apresentado pela Visa e Banco do Brasil, tem patrocínio da Heineken, e a Gol como companhia aérea oficial. Apoio da Coca-Cola. O aeroporto oficial é o Salvador Bahia Airport, e o parceiro de mobilidade urbana é a MOTIVA – CCR Metrô Bahia. A Viação Águia Branca é a parceira de transporte rodoviário. Realização: IDW Company.
SERVIÇO
AFROPUNK Brasil 2026
Data: 7 e 8 de novembro
Local: Parque de Exposições – Av. Luís Viana Filho, 1590
Mais informações: https://www.instagram.com/
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