Literatura
Autoras Cássia Valle e Luciana Palmeira lançam segundo livro “Aziza”

Ilustração Edson de Souza
O novo livro de Cássia Valle e Luciana Palmeira, intitulado “Aziza, a preciosa contadora de sonhos”, será lançado pela editora Malê no dia 26 de março, às 16h, na livraria Escariz do Shopping Barra. O evento será aberto ao público. Antes, no dia 21 de março, haverá pré-lançamento no dia 21 de março, direcionado para as crianças do Lar irmã Benedita Camurugi. A venda online acontece pelo site da Editora Malê com entrega para todo o Brasil.
Voltado para crianças entre 5 e 12 anos, o livro trata do bullying e preconceito racial nas escolas. “Nós acreditamos que tão importante quanto incentivar o respeito às diferenças étnicas é trazer conhecimento sobre as nossas raízes históricas e estimular a valorização da cultura afro-brasileira entre as crianças”, explica Cássia Valle.
O livro acompanha uma trilha sonora original composta pelo músico Cell Dantas, narração da história em português com Cássia Valle e Aya Dantas, tradução e narração em inglês por Tatiana Aranha, tudo disponível online, através do QR Code impresso no livro. As ilustrações são de Edson de Souza, o prefácio é escrito por Carla Akotirene e a quarta capa é assinada por Tia Má. O lançamento conta ainda com realização do Selo Calu Brincante e do Centro de Pesquisa Moinhos Giros de Arte.
“É preciso valorizar e respeitar as diferenças e chamar atenção de todas as pessoas para esse problema invisível para muita gente, mas que é real e doloroso para muitos dos nossos e das nossas que sentem na própria pele os seus efeitos cruéis”, ressalta Luciana Palmeira.
Esse é o terceiro livro que Cássia e Luciana lançam juntas. Em 2017, as autoras foram premiadas com o livro “Calu uma menina cheia de histórias” pela Associação Paulista de Críticos de Arte na categoria melhor livro infanto-juvenil. A história virou espetáculo e também venceu o Prêmio Braskem de Teatro 2020.
SERVIÇO:
Lançamento do livro: “Aziza, a preciosa contadora de sonhos”
Autoras: Cássia Valle e Luciana Palmeira
Dia 26 de março (sábado), às 16h
Livraria Escariz (Shopping Barra)
Editora Malê
Valor: R$ 46
Literatura
“Iorubahia – escritos raros sobre a cultura iorubá” e lançado na Flipelô
Neste sábado (8/8), chega às livrarias a obra “Iorubahia — Escritos raros sobre a cultura iorubá e as relações entre Brasil e golfo do Benim”, uma parceria entre o Instituto Çarê e a Fundação Pierre Verger.
A publicação reúne doze textos escritos por Pierre Fatumbi Verger entre o final dos anos 1950 e o início dos anos 1980, período em que o pesquisador aprofundou suas investigações entre a Bahia e a Nigéria, tornando-se doutor em estudos africanos e percorrendo cidades e vilas iorubás para acompanhar rituais e registrar relatos orais de babalaôs. Parte dos textos é publicada agora, pela primeira vez, em português.
Organizada por Ângela Lühning e com posfácio de Tiganá Santana, a coletânea reúne reflexões sobre as relações históricas entre o Brasil e o golfo do Benim, a religião dos orixás, o transe religioso, as plantas litúrgicas e o sistema de divinação Ifá.
O livro resulta de uma pesquisa realizada a partir do acervo da editora Corrupio, fundada em 1979 e responsável por importante parte da publicação e difusão da obra de Verger. O acervo da editora foi adquirido pelo Instituto Çarê em 2023.
Serviço
Lançamento de Iorubahia – Escritos raros sobre a cultura iorubá e as relações entre Brasil e golfo do Benim
Quando: 8 de agosto de 2026, sábado, às 16h
Onde: Casa do Olodum, Salvador – BA
Evento: 10ª Flipelô – Festa Literária Internacional do Pelourinho
Mesa de lançamento: Ângela Lühning, Angela Fileno e Tiganá Santana
Mediação: Teté Martinho
Entrada: gratuita
Literatura
Diego Araúja estreia na prosa literária na Flipelô
O multiartista Diego Araúja, cuja produção transita pelas artes cênicas, artes visuais e outras produções transdisciplinares, estreia na prosa literária com o lançamento de SSAIS, livro de contos publicado pela Malê Editora. O evento acontece no dia 7 de agosto, às 18h, na Casa Malê (na atual Casa da Ponte no Largo do Pelourinho), como parte da programação paralela da FLIPELÔ – Festa Literária Internacional do Pelourinho.
A publicação reúne prefácio do poeta, professor e pesquisador Jorge Augusto, autor do premiado Modernismo Negro: A Literatura de Lima Barreto, vencedor do Prêmio Jabuti Acadêmico 2025; e texto de apresentação do premiado escritor Marcelino Freire, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura por Contos Negreiros – que descreve “Um dos livros mais originais de todos os Orixás que eu li”.
O SAL DO MAR SOTEROPOLITANO
“O título do livro – SSAIS – é uma tentativa de associar a sigla da metrópole (SSA) ao sal do mar soteropolitano. Queria que fosse, somente, uma palavra, vaga e cheia ao mesmo tempo”, explica Araúja. Nesse sentido, as histórias apresentam Salvador menos como cidade e mais como um território de cruzamentos entre memória, diáspora negra e imaginação.
Os contos, ao recusarem as representações turísticas, deslocam as geografias periféricas da condição de margem para afirmá-las como centros de produção de memória, pensamento e criação contemporânea. Em muitas das narrativas, o registro documental e ensaístico, mesclado a um lirismo minimalista, constituem-se enquanto característica central da escrita; aproximando ficção, memória e reflexão crítica. Ao mesmo tempo, o livro estabelece conexões materiais, ancestrais e simbólicas entre Salvador e outros territórios, como o africano e o árabe.
UMA PERIFERIA COSMOPOLITA
No prefácio, Jorge Augusto aponta que a obra constrói um “fluxo de consciência crioula”, inspirado na noção de crioulização do poeta martinicano Édouard Glissant. Para o pesquisador, as narrativas cartografam um amplo “afrorizoma”, no qual diferentes línguas, culturas e formas literárias convergem para constituir uma “periferia cosmopolita”. A combinação entre oralidade, poliglossia, dramaturgia, roteiro cinematográfico e poesia resulta, segundo ele, em um “barroco baiano, periférico e cosmopolita”.
Já Marcelino Freire destaca a força performática da escrita de Diego Araúja. “Escrever é performance”, afirma, definindo SSAIS como “um dos livros mais originais de todos os Orixás que eu li”. Para o autor de Contos Negreiros e do recente Escalavra – também finalista do Jabuti 2025 –, a leitura conduz o leitor por uma prosa vertiginosa, “um livro, quando escrito, nos faz andar”.
Para Freire, essa caminhada transforma Salvador em uma experiência estética e sensorial em que cada conto ou narrativa surge como espaço expositivo, “Atravessei cada página como se fosse uma sala plástica”. Marcelino Freire aproxima ainda a escrita de Araúja da tradição experimental de autores como Waly Salomão, Nelson Maca e Alex Simões e conclui: “Diego Araúja é artista coirmão desse tipo de manifesto e de manifestação”.
SOBRE O AUTOR
Primeira obra de ficção de Diego Araúja no campo da prosa, SSAIS amplia para a literatura a pesquisa artística desenvolvida por seu autor ao longo de 15 anos de atuação em diferentes linguagens, reafirmando uma poética marcada pela experimentação formal, pelo diálogo intercultural e pela centralidade das periferias como produtoras de imaginários contemporâneos e críticos. No campo cênico, Araúja foi vencedor do 27º Prêmio Braskem de Teatro da Bahia na “categoria texto”, pela dramaturgia da peça Prontuário da Razão Degenerada. Sua obra cênica, QUASEILHAS, foi uma das vencedoras do 5º Prêmio Leda Maria Martins. Em 2023, criou e expos, em coautoria com a artista Laís Machado, a instalação Sumidouro n.2 – Diáspora Fantasma na 35ª Bienal de São Paulo. No campo acadêmico, Araúja é doutorando do Programa de Pós-graduação em Artes cênicas da UFBA, onde desenvolve uma pesquisa crítica sobre a produção de arte transdisciplinar, o que chama de Poética de Aproximações.
SERVIÇO:
Lançamento do livro de contos SSAIS, de Diego Araúja
Data: 7 de agosto de 2026
Horário: 18h
Local: Casa Malê – atual Casa da Ponte: Largo do Pelourinho, nº 10, Centro Histórico
Editora: Malê Editora
Evento integrante da programação paralela da Festa Literária Internacional do Pelourinho (FLIPELÔ).
Dança
Dimi Ferreira lança livro “Existe uma dança afro-contemporânea?”
Dançarina, coreógrafa e professora de Dança, Dionisia (Dimi) Ferreira estudou música, dança popular e tradicional. Baiana radicada na França, estudou técnicas clássica, Limon, Graham e Dunham nos grupos África Poesia e Mantra Companhia de Dança. Em Salvador, ela lança seu primeiro livro – “Existe uma dança afro-contemporânea” (EDUFBA) na FLIPELÔ, dia 8 de agosto, a partir das 18h, onde vai disponibilizar para novas vendas, autógrafos e diálogo com o público. O stand da EDUFBA estará na Faculdade de Medicina da Bahia, no Terreiro de Jesus (Pelourinho).

O livro é resultado de uma pesquisa de campo realizada em 1995 e 1996, quando a autora estudava na Universidade Paris V. Um compilado de relatos de coreógrafos de diferentes regiões, discutindo a diversidade da dança negra global. Na obra, o leitor encontra entrevistas com nomes como Alphonse Tiérou e Georges Momboye (Costa do Marfim), Koffi Kôkô (Benin), Germaine Acogny (Senegal), Norma Claire (Guiana Francesa e França), Katherine Joséphau (Guadalupe – Antilhas Francesas), Armando Pekeno (Brasil), Kettly Noël (Haiti), Rick Odums (EUA) e Elsa Wolliaston (Jamaica e EUA).
“Elsa, grande dama pioneira das danças africanas e da dança contemporânea de expressão africana na França, que nos deixou em março deste ano. Em 1996, ela foi a última entrevistada e a primeira que respondeu, quase 30 anos depois, ao meu pedido de autorização para publicar sua foto neste livro. Ela era tão grande na sua arte quanto acessível e sensível”, lembra Dimi.

Em suas abordagens, Dimi abriu portas para novas descobertas e reflexões sobre a diversidade de concepções, de processos criativos e de visões com relação aos outros estilos de dança. Apectos como a concepção do movimento e a técnica, a concepção musical, a relação com o públic, acessórios e figurinos, a utilização da improvisação, a distinção e a ligação entre suas danças da dança clássica, contemporânea ocidental, jazz e das danças africanas tradicionais, foram alguns dos abordados nas entrevistas.
“Espero que o compartilhamento de visões e saberes através deste livro alimente, de alguma forma, nossas danças e pesquisas. Nós, baianas e baianos, que temos os continentes africano e europeu tão perto, mas também tão afastados pelas barreiras linguísticas e geográficas”, diz Dimi.
Sobre a autora
Nascida em Cachoeira (BA), Dionisia (Dimi) Ferreira se formou em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também se especializou em coreografia. É mestra em Dança Contemporânea, na área de Pesquisa, na Universidade René Descartes (Paris) e professora titular de Dança Contemporânea no Conservatório Charles Munch, também em Paris, desde 2012. Na instituição ela criou e dirigiu o Balé Jovem de 2015 a 2019 e, atualmente, coordena o projeto « Ce soir on improvise » (Esta noite se improvisa), que reúne jovens estudantes de música, teatro e dança de vários conservatórios de Paris.
Desde 1992, sua abordagem ao mesmo tempo simbólica e coreográfica das danças afro-brasileiras gerou várias criações. Em 2000, foi selecionada para o Festival de Bagnolet, ganhando o concurso de Danças Mestiças presidido por Norma Claire. Por 18 anos, Dimi foi professora de dança afro-brasileira na Associação Danses du Monde e no Conservatório Camille Saint-Saëns em Dieppe, na Normandia, França.
Enquanto dançarina ela colabora no Brasil com Armando Pekeno, Marcelo Moacyr, Paulo Fonseca e Lícia Morais. Em Paris ela dança para Kettly Noël, Cláudio Basílio e Thierry Guedj. Muito interessada pela improvisação, em 2003 a artista participa deum show de Steve Coleman, ao lado das dançarinas/coreógrafas brasileiras Rosangela Silvestre e Vera Passos, e em 2024 no show em homenagem a Naná Vasconcelos, a convite de Zé Luis Nascimento e Fred Soul.
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