Carnaval
Palco do Reggae começa nesta sexta com mais de 30 shows gratuitos no Pelô
Em seu quarto ano, o Palco do Reggae começa nesta sexta (28) e vai até 4 de março na Praça Jubiabá (Casa Cultural Reggae – Pelourinho), das 17h30 à meia noite, diariamente. Aberta aos amantes do reggae, a iniciativa da ativista e produtora cultural, Jussara Santana, é voltada para foliões regueiros que não são beneficiados na festa com um ponto de encontro musical do gênero.
A programação contará com 21 bandas, 05 djs e 04 sound system, buscando dar visibilidade a grupos novos e já conhecidos da cena do reggae em Salvador, como DJ Ras Peu, Zimbabwe Roots, Tikão e Banda Santuaryo, Jô Kallado e Kamaphew Tawá & Banda Aspiral do Reggae, dentre outros.
Serão cinco dias seguidos de festa, resultado de uma construção coletiva de artistas, produtores e agentes da cadeia produtiva da cultura reggae em Salvador.
O Palco do Reggae tem patrocínio do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur).

Foto: Lucas Malkut
Confira a programação
Sexta – 28/02/25
17:30 – Dj Ras Péu
18:10 – Nollasko
19:50 – Cativeiro
20:40 – Kamaphew Tawá e B. Aspiral do Reggae
21:20 – Ital Crew
22:00 – Zimbabwe Roots
22:40 – Dj Ras Péu
Sábado – 01/03 /25
17:30 – Dj Tau
18:10 – Brasa Acesa
19:50 – Vivi Akwaba
20:40 – Tikão e Banda Santuaryo
21:20 – Reinaldo Formigão e Banda Misturekaya
22:00 – Jô Kallado – soundsystem
22:40 – Q’BANA som de Praia
Domingo 02/03/25
17:30 – Dj Junior Vibz
18:10 – Chocolate e Banda Bola de Fogo
19:50 – Luis Cardoso e Banda Celebration
20:40 – Defensores da Natureza
21:20 – Jahca Man e Banda Os Conscientes
22:00 – Adilson Alves e Banda Dom de Jah
22:40 – Gelfyah – soundsystem
Segunda – 03/03/25
17:30 – Dj Maicon Rasta
18:10 – Libu do Reggae
19:50 – André Marques
20:40 – Seguidores Roots
21:20 – Bruno Natty
22:00 – Ras Mateus
Terça – 04/03/25
17:30 – Dj Ras Seles
18:10 – Mukambu
19:50 – Futuro do Reggae
20:40 – Adaiton Poesia Banda MisturAfro
21:30 – Denison Doria – soundsystem
22:10- Jahdson Mc – soundsystem
Carnaval
Bloco Afro Os Negões leva legado dos povos africanos para avenida
“Colocar o Bloco Afro Os Negões na rua todos os anos é atravessar um tempo de tradição que exige coragem, organização e resistência. Mesmo diante das dificuldades, seguimos firmes com o compromisso de manter nossos cortejos como parte viva da cultura negra brasileira. Somos patrimônio imaterial deste país”, lembrou Paulo Roberto, presidente do Bloco Afro Os Negões.
“Mesmo diante de circunstâncias imprevistas que impossibilitaram nossa presença na Avenida, manifestamos nosso profundo reconhecimento à relevância histórica, cultural e política do Bloco Afro Os Negões no Carnaval da Bahia. Como forma de honra à sua trajetória de luta e contribuição fundamental à cultura afro-brasileira, concedemos oficialmente ao Bloco Os Negões o Título de Reconhecimento.”
“Desfilar com o Bloco Afro Os Negões é uma sensação que não cabe em palavras — é arrepio, é orgulho, é entender que faço parte de algo muito maior do que eu. Estar em cima do trio como Negro Lindo 2026 não é só dançar, é carregar uma história inteira no corpo. Cada passo é memória, cada movimento é resistência. Quando olho a pipoca lá de cima, não vejo só gente: vejo um povo vivo, celebrando a própria existência”, contou Júnior.
Carnaval
TriKaciQ marca presença no Carnaval com música de origem quilombola
Misturando clássicos do carnaval baiano com um repertório autoral de influências rítmicas do samba quilombola, reggae e ijexá, a banda TriKaciQ, originária de Irará (BA), marcou presença em mais um ano no Carnaval de Salvador. Integrando a programação oficial promovida pela prefeitura, o grupo se apresentou nos dias 14 e 17 de fevereiro, nos bairros Rio Vermelho e Pelourinho, dois espaços que reafirmam a proposta de descentralizar a folia e valorizar a diversidade sonora da cidade.
No Rio Vermelho, o encontro foi intenso e vibrante. O público cantou em coro, dançou e transformou o Largo da Mariquita em um território de celebração coletiva. No Palco Multicultural, no coração do Pelourinho, a apresentação ganhou ainda mais simbolismo. O espaço, dedicado à valorização da música brasileira e das expressões culturais ligadas à ancestralidade do Centro Histórico, recebeu a TriKaciQ como um movimento musical que conecta tradição e contemporaneidade.
Com 25 anos de trajetória, a TriKaciQ levou para a folia uma sonoridade que atravessa gerações e reafirma a força cultural do interior da Bahia. Formado por Jussa Souza e seus filhos João Rafael e Thi Mendes, o trio é criador do Sambarilê, ritmo autoral que une o samba de roda dos quilombos iraraenses a elementos do forró e do merengue. Ao lado dos músicos Felipe Guedes, Marcelo Tribal, Leo Jesus e Nino Bezerra, a TriKaciQ levou aos foliões um repertório dançante, repleto de tradição e marcado pela fusão de heranças afro-baianas.
“Foi um carnaval de muita entrega e energia. É uma alegria muito grande participar da maior festa de rua do Brasil, levando a nossa cultura popular e identidade musical do interior da Bahia para se conectar com foliões de diferentes gerações”, destacou o grupo.
Carnaval
Pulsa Reggae consolida palco roots no Carnaval do Pelourinho
Entre becos de pedra e casarões históricos, o som do reggae tomou conta do Pelourinho durante quatro dias de Carnaval e atraiu, em média, cerca de 4 mil pessoas ao palco Reggae da Gente. Montada na Praça do Artesanato, na rua Gregório de Matos, a estrutura se firmou como ponto de encontro para quem buscava, no Centro Histórico de Salvador, uma folia marcada por mensagens de resistência, espiritualidade e celebração da cultura roots.
Realizado pela Associação Alzira do Conforto, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), o projeto Pulsa Reggae reafirmou a força da cultura roots em meio à diversidade de ritmos que dominam o Carnaval. Durante quatro dias, artistas e DJs transformaram a praça em território de resistência e celebração.
A abertura, no sábado (14), já indicava o tom da programação. DJ Dani Lova conduziu o público por clássicos do reggae roots e sonoridades contemporâneas, preparando o ambiente para Tulani Masai e Banda, que equilibraram releituras e composições autorais marcado pela potência vocal e presença de palco. Em seguida, Lutte manteve a energia em alta, enquanto Alumínio trouxe letras de forte crítica social. Anastacia Roots encerrou a primeira noite com canções que exaltaram ancestralidade e resistência, fazendo todo público da praça cantar e dançar.
No domingo (15), o DJ Woston do Reggae abriu os trabalhos e manteve o público aquecido para a banda De Kara no Reggae, que entregou um show vibrante. Em seguida, Edy Vox apostou em interpretações que transitaram entre romantismo e consciência social, lotando a praça dos artesanatos. Fechando a noite, Victor Cena reafirmou a força da nova geração do reggae maranhense, com repertório autoral e presença marcante.
Na segunda-feira (16), o DJ Falcom iniciou a programação com clássicos que atravessam gerações. Em seguida, a banda Cativeiro reforçou mensagens de resistência e identidade em um show potente e dançante. Ricardo Reina manteve o clima roots, preparando o público para a apresentação de Duda Diamba, que levou ao palco sucessos que seguem atuais e carregados de significado. Mavi fechou a noite mantendo a vibração elevada até os últimos acordes.
O encerramento, na terça-feira (17), reuniu público fiel desde as primeiras horas. DJ Branco abriu a programação, seguindo de Rogério Noronha, que apresentou repertório envolvente. A Banda Dissidência trouxe forte presença instrumental e consistência sonora. No momento final do projeto, Paulinho Ganaê Banda recebeu a participação especial de Márcio Dred, em uma celebração simbólica da trajetória do reggae na Bahia, selando o palco Reggae da Gente como um dos pontos altos do Carnaval no Centro Histórico.
Ao longo dos quatro dias, o Pulsa Reggae mostrou que, mesmo em meio ao axé, ao samba e às diversas expressões que compõem a maior festa de rua do mundo, o reggae mantém seu espaço de protagonismo. Mais que shows, o que se viu no Pelourinho foi a reafirmação de uma identidade cultural que resiste, celebra e pulsa forte, coletiva e enraizada na história da Bahia.
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