Connect with us

Literatura

FLICA começa em Cachoeira com diversas atrações pretas

Jamile Menezes

Published

on

Na sua 13ª edição, a Festa Literária Internacional de Cachoeira – FLICA – terá uma grande participação de autores e autoras negras, além de grandes nomes de outras áreas.  Entre 23 e 26 de outubro, a Tenda Paraguaçu, por exemplo, se transforma em um grande palco da força das mulheres na literatura e na educação da América Latina.

Na mesa “Desafiar”, no dia 24 (sexta-feira), estará a autora de diversos livros, como o best‐seller “Como ser um educador antirracista”, Bárbara Carine. Tendo seu livro vencedor do prêmio Jabuti 2024 na categoria Educação, a baiana Bárbara Carine é também professora, empresária, palestrante, sócia-idealizadora da Escola Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira do país, além de influenciadora digital com o perfil “Uma intelectual diferentona”.

A mesa “Da leveza e da força”, no dia 25 (sábado), vai receber Lili Almeida. Lili conquistou notoriedade principalmente por meio de suas redes sociais, onde compartilha vídeos motivacionais, repletos de metáforas, conselhos e reflexões profundas sobre a vida. Com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, a chef baiana transformou seus ensinamentos no livro “A gente merece ser feliz agora”, lançado em 2024.

NegaFyah

NegaFyah

PROGRAMAÇÃO – Durante os quatro dias de evento, também marcarão presença outros nomes de peso na Tenda Paraguaçu, como Russo Passapusso, em participação como palestrante ao lado de Rita Batista e Marielson Carvalho na mesa de abertura “Ler é Massa!”. Terá também Aline Midlej, uma das palestrantes da mesa “Nossas Vozes como a noite estrelada”; a escritora Lívia Natália na mesa “Ser Poesia”; Mestre Bule-Bule, cordelista, repentista e figura emblemática da cultura popular nordestina.

Todos os espaços apresentam indicação etária livre e contarão com acessibilidade. Além da Tenda, há também a Geração Flica, Fliquinha, o espaço Bahia Presente e o Palco Ritmos.

Anderson Shon

Durante os quatro dias de evento, também marcarão presença outros nomes de peso na Geração Flica, como NegaFyah, Alice Nascimento e Breno Silva na mesa “A poesia da transformação do Slam: Palavras que revolucionam”; Pétala e Isa Souza (afrofuturas), Marcelo Lima e Anderson Shon  na mesa “O Afrofuturismo e suas possibilidades: Imaginando futuros radicais”; e Daniel Ferreira, Yara Damasceno na mesa “O meu humor é massa: Um diálogo sobre criar do nosso jeitinho”.

Afrofuturas

O público compartilhará, também, da presença de ícones como Rita Batista, Tia Má, Leozito Rocha, e muitas outras atrações pretas este ano. Confere a programação completa AQUI. 

 

Literatura

Escritor Baiano Davi Nunes lança livro durante a Bett Brasil

Kelly Bouéres

Published

on

Davi Nunes

O escritor Davi Nunes lança o livro “O menino Akins e a árvore sagrada” durante a Bett Brasil 2026, que acontece de 5 a 8 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. Referência em inovação e tecnologia para a educação na América Latina, o evento reúne educadores, especialistas e famílias em torno de experiências que ampliam o papel da leitura na formação de crianças e jovens.

Com ilustrações de Zai Moura, a obra apresenta Akins, um menino do quilombo que encontra na floresta um espaço de aprendizado, espiritualidade e proteção. Acostumado a dormir aos pés de árvores sagradas e a dialogar com o mundo dos sonhos, o personagem revela sua essência ao poupar um animal durante sua primeira caçada. Perdido na mata, ele é acolhido pela Árvore Sagrada e passa a ser guiado por três pássaros mágicos, que o conduzem de volta ao seu caminho. Ao retornar para sua família, Akins compreende que sua verdadeira coragem nasce da bondade e dos ensinamentos da natureza.

A inspiração para a narrativa vem da própria infância do autor, vivida na região do Cabula, em Salvador — território marcado pela presença histórica de comunidades negras e quilombolas. “Foi ali, entre histórias de passarinhos, rios e árvores, que comecei a inventar palavras e a construir minha escrita”, conta.

Com uma trajetória literária já consolidada, Davi Nunes soma ao novo título outras cinco obras publicadas, transitando entre literatura infantil, contos, poesia e romance. Sua escrita é marcada pelo diálogo entre memória, identidade e imaginação, elementos que também atravessam a nova obra.

Para o autor, integrar o selo editorial Brasil de Todos os Povos é motivo de alegria e responsabilidade. “É perceber que a escrita, muitas vezes solitária, encontra um espaço coletivo de escuta e valorização. É fazer parte de um selo que reconhece a diversidade de vozes e histórias do país”, afirma.

Davi também destaca a importância de obras que abordam a história e a cultura afro-brasileira e dos povos originários na educação. Segundo ele, essas narrativas ampliam a compreensão sobre a formação do Brasil e fortalecem o respeito à diversidade e à memória coletiva. “Elas contribuem para uma educação mais crítica, inclusiva e comprometida com a justiça histórica”, ressalta.

A expectativa para o lançamento na Bett Brasil 2026 é ampliar o alcance da obra e fortalecer o diálogo com educadores e leitores de diferentes regiões. O evento se apresenta como um espaço estratégico para a circulação de ideias e para o reconhecimento de novas perspectivas educacionais.

O lançamento integra o selo editorial Brasil de Todos os Povos, iniciativa que propõe dar visibilidade às múltiplas identidades, culturas e saberes que compõem o país, reunindo narrativas de autores indígenas, negros, quilombolas, ribeirinhos, de diferentes territórios do Brasil.

Davi Nunes, que participa de uma sessão de autógrafos no estande da Inteligênios, deixa uma mensagem ao público: “Que a leitura seja sempre um caminho de encontro com outras histórias, memórias e possibilidades de mundo, despertando curiosidade, sensibilidade e reflexão sobre quem somos e que futuro queremos construir.

Sobre o autor – Davi Nunes é escritor soteropolitano, doutor em Literatura e autor de obras como Bucala: a pequena princesa do Quilombo do Cabula, Zanga, Banzo e Um dia para famílias negras. Sua escrita nasce das memórias de uma infância vivida entre a mata e a cidade, marcada por vivências em territórios quilombolas e periféricos. Desde cedo, inventa palavras e mundos — prática que segue alimentando sua produção literária.

Sobre o selo Brasil de Todos os Povos – O selo editorial Brasil de Todos os Povos é uma iniciativa literária que dá voz às múltiplas identidades, culturas e saberes que formam o Brasil. Reunindo autores e ilustradores indígenas, negros, quilombolas, ribeirinhos, de diferentes territórios, valoriza a ancestralidade, a oralidade e vivências historicamente silenciadas. A proposta é promover uma literatura inclusiva, acessível e conectada com a realidade brasileira, contribuindo para uma educação mais representativa, sensível e transformadora.

Sobre a Bett Brasil 2026 – A Bett Brasil é o maior evento de inovação e tecnologia para a educação da América Latina, reunindo educadores, gestores e especialistas em uma programação que promove reflexões, experiências e conexões sobre o futuro da aprendizagem. Realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, a feira é parte da série global Bett Show, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro do setor educacional. Acesse: https://brasil.bettshow.com/

Continue Reading

Literatura

Rosane Borges lança livro em Salvador sobre mulheres negras

Kelly Bouéres

Published

on

Rosane Borges
Ana Carolina

A jornalista e pesquisadora Rosane Borges chega a Salvador (BA) para o lançamento do livro “Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível”. O evento acontece nesta sexta-feira (24), às 18h30, na Casa das Histórias, no Comércio.

No livro, a autora articula referências do pensamento negro feminino, da comunicação e da política para analisar o esgotamento de modelos sociais vigentes e apontar alternativas. A autora investiga de que forma as práticas e saberes construídos por mulheres negras operam como estratégias de transformação, capazes de tensionar estruturas como o racismo, o sexismo e as desigualdades sociais.

A publicação também se apoia em vozes ancestrais e na memória coletiva para discutir a ideia de futuro. Ao reconhecer a herança da escravidão transatlântica e seus desdobramentos, o livro propõe uma leitura que conecta passado, presente e projeções de mundo, destacando o papel das mulheres negras na formulação de novas possibilidades históricas.

Segundo Rosana, sua obra:

“investe em reconhecer os gestos de quem soube metamorfosear a dor em beleza, sem esquecer o que significou a escravidão transatlântica, fazendo dessa experiência um acontecimento que devolve para o coletivo a responsabilidade de todos e de cada um e nos coloca como protagonistas para urdir o tempo que vem, o tempo espiralar”.

O lançamento em Salvador contará ainda com uma mesa de debate com as participações de Lívia Vaz, promotora de justiça do Ministério Público da Bahia; Luana Souza, jornalista, doutoranda em Comunicação e repórter da Rede Bahia; e Valdecir Nascimento, historiadora e cofundadora do Odara, com trajetória de mais de 40 anos no movimento de mulheres negras; com mediação da jornalista Alane Reis, coordenadora do Programa de Comunicação do Odara – Instituto da Mulher Negra e coordenadora executiva da Revista Afirmativa. A apresentação musical ficará por conta da cantora e compositora Emillie Lapa.

A atividade tem correalização da Revista Afirmativa e do Odara – Instituto da Mulher Negra, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e do Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (ICCI).

Sobre a autora

Nascida em São Luís do Maranhão (MA), no ano de 1974, Rosane da Silva Borges formou-se em Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), fez mestrado, doutorado e pós-doutorado em Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, trabalha como professora convidada do Diversitas (FFLCH-USP), coordenadora da Escola Online Longa e professora de comunicação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Escreve regularmente no portal de notícias “Jornalistas Livres”, na Folha de S.Paulo e na IstoÉ. Organizou os livros Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro (Imesp, 2004), Mídia e racismo (DP et Alii, 2012) e é autora de Esboços de um tempo presente (Malê, 2021).

 

Serviço:

O quê: Lançamento do livro “Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível” e debate com ativistas e comunicadoras

Quando: Sexta-feira, 24 de abril, às 18h30

Onde: Casa das Histórias, Rua da Bélgica, nº 2, Comércio, Salvador (BA).

Continue Reading

Literatura

Carla Akotirene lança Amor Preto na Bienal do Livro BA

Kelly Bouéres

Published

on

Carla Akotirene
Bruno Rocha

A Bienal do Livro da Bahia foi palco, nesta terça-feira, 21, na Arena Farol, do pré-lançamento do novo livro da escritora Carla Akotirene, “Amor Preto” (Civilização Brasileira), que teve sua capa apresentada em primeira mão ao público.

A atividade integra a mesa “Diálogo sobre afeto”, que contou também com a participação do filósofo Renato Nogueira, responsável pelo prefácio da obra, e mediação da jornalista Val Benvindo.

A nova publicação marca mais um aprofundamento de Carla Akotirene em um tema que tem centralidade em sua produção intelectual: as relações afetivas entre pessoas negras. Presente em suas falas públicas, entrevistas, palestras e conteúdos compartilhados nas redes sociais, a discussão sobre amor, cuidado e reciprocidade aparece, em “Amor Preto”, sistematizada a partir de uma perspectiva crítica e afrocentrada, articulando teoria, vivência e espiritualidade.

Reconhecida como uma das principais vozes do pensamento antirracista contemporâneo, Carla Akotirene é autora de obras fundamentais como Interseccionalidade (2019), Ó Paí, Prezada (2020) e É Fragrante Fojado Dôtor Vossa Excelência (2024). Em seu novo livro, a autora desloca o debate para o campo do afeto como dimensão política, propondo uma reflexão sobre os atravessamentos de raça e gênero nas experiências amorosas.

Na obra, já disponível em pré-venda, Akotirene constrói o que define como um “diário de Iyabá”, dialogando com a tradição da escrevivência e evocando o legado de Conceição Evaristo. O livro propõe um caminho voltado ao bem viver da população negra, afirmando o afeto afrocentrado como estratégia de enfrentamento às violências históricas e contemporâneas.

“Uma mulher negra deve saber receber amor. Lembrar-se que Osun dança com as mãos abertas. Uma mulher negra deve cuidar de si. Lembrar-se que Osun cuida das jóias antes de lavar as crianças” , destaca a autora.

A apresentação inédita da capa aconteceu no contexto da mesa “Diálogo sobre afeto”, que reúne Carla Akotirene e Renato Nogueira em um debate que articula literatura, filosofia e experiências negras contemporâneas. O encontro integrou a programação do Coletivo Compiladas, formado por 16 editoras independentes de diferentes regiões do país.

Ao colocar o afeto no centro da reflexão, a mesa reafirma o papel da Bienal do Livro da Bahia como espaço de circulação de ideias e valorização de perspectivas plurais, promovendo discussões que ampliam os horizontes do pensamento crítico no Brasil.

 

Continue Reading

EM ALTA