AfroEmpreendedorismo
Afroempreendedoras passam para nova fase do Pontos Diversos
Com propósito metodológico de ser um efetivo mecanismo de enfrentamento ao racismo estrutural, criando pontes historicamente negadas principalmente para mulheres negras empreendedoras, por meio de um Programa de Aceleração Inclusiva, o Hub Pontos Diversos prepara o início de mais uma nova etapa, da Incubação. Dos 179 empreendimentos selecionados na primeira fase, 25 negócios e mais 10 suplentes passam a integrar esta segunda fase, com início da jornada na segunda semana de abril.
“Uma jornada intensa de muito crescimento, estruturação e inovação”, ressalta Renata Martorelli, sócia-fundadora e diretora executiva da Pontos Diversos, organização idealizadora do Hub. Reafirmando-se como um espaço de conexão e inovação para empreendimentos sustentáveis e inclusivos, o Hub Pontos Diversos oferece uma metodologia que amplia habilidades e visão de futuro, reforçando a importância do aprimoramento dos propósitos e do fortalecimento das redes para manter e fazer voar alto negócios criativos, sobretudo liderados por mulheres.
Após dois meses de intensivas imersões envolvendo aulas virtuais, oficinas e muito conhecimento compartilhado, impulsionando transformação, criatividade e impacto social, agora é o momento de ultrapassar novas fronteiras, nesta fase da Incubação onde ampliam-se as atividades de mentoria e desenvolvimento dos negócios. Vale ressaltar que após a Incubação, os 25 negócios passam por nova etapa seletiva, quando 8 empreendimentos serão contemplados com capital semente de R$ 7.500,00, na fase da Aceleração.
Sobre a caminhada que vem sendo realizada pelas mulheres cis e trans negras de Salvador e Feira de Santana, Carolina Barreto, cientista social e sócia-fundadora da Pontos Diversos, pontua: “O processo exigiu muita dedicação na construção e amadurecimento dos propósitos e modelos de negócios de cada uma. A próxima fase é um momento fundamental, pois compreende um conjunto de atividades focadas em estimular a maturidade e crescimento, auxiliando os negócios nos primeiros passos para a conquista de mercado, desenvolvimento da equipe e gestão estratégica do empreendimento”, completa.
Projeto realizado pela Pontos Diversos em parceria com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), com recursos do Fundo do Trabalho (Funtrad) e foco no afroempreendedorismo, feminismo afroindígena, sustentabilidade socioambiental, economia solidária e interseccionalidade, o Hub Pontos Diversos é resultado da experiência concreta desta instituição que em 2026 completa dez anos de atuação ininterrupta.
Confira abaixo a lista das Empreendedoras Classificadas para fase da Incubação:
1. Acotirene Lopes
2. Aline Conceição Gama
3. Allyssa Anjos
4. Ana Marla Bomfim Do Carmo
5. Beatriz Dos Santos Silva
6. Débora Christina Santos Virgilio
7. Deiseane Oliveira Lopes
8. Doranei Alves
9. Ednalva Muniz De Jesus
10. Elane De Jesus Santos
11. Elis Antunes Tomé
12. Fernanda Gomes De Souza
13. Giovanna Araujo
14. Gisele Santos Batista
15. Jacilene Da Rocha Araújo
16. Katia Aparecida Oliveira
17. Laura Augusta Barbosa De Almeida
18. Leda Ferreira
19. Lis Santos
20. Liviane Silva De Santana
21. Luciana Orrico
22. Maiana Sousa Guimarães
23. Mickaelly Espirito Santo Santos
24. Mirian Gabriel Santos
25. Nilza Carla Leal Dos Santos
26. Paloma Almeida Bispo
27. Paula Kalantã Bezerra
28. Próspera
29. Rebeca Dos Santos Pereira
30. Renata Carla A. Do Lago
31. Roseane Vieira Moreira
32. Rutyane Sousa Santos
33. Sabrina Maria Assunção De Souza
34. Sueli Kintê
35. Taciane Campos Rodrigues
Sobre a Pontos Diversos
Completando 10 anos de atuação ininterrupta em 2026, a Pontos Diversos atua em áreas como cultura, educação, meio ambiente, assistência social e geração de renda, sempre com foco em territórios vulnerabilizados e minorias representativas. Conectando ideias e transformando realidades desde 2016, a organização sem fins lucrativos trabalha para valorizar a diversidade humana e combater as desigualdades sociais, por meio de ações inclusivas em diferentes áreas, conectando pessoas e histórias por meio de projetos diversos.
Mais informações: @pontos.diversos | https://pontosdiversos.org/
AfroEmpreendedorismo
Tamires Santos destaca afroempreendedorismo no Julho das Pretas
O Julho das Pretas, mês dedicado à valorização da luta, da história e das contribuições das mulheres negras, também amplia o debate sobre o protagonismo feminino no empreendedorismo. Embora o número de mulheres à frente de negócios continue crescendo no Brasil, mulheres negras ainda enfrentam barreiras relacionadas ao acesso a crédito, qualificação, redes de relacionamento e oportunidades de crescimento, tornando o fortalecimento coletivo uma estratégia fundamental para a permanência e a sustentabilidade de seus empreendimentos.
Para Tamires Santos, palestrante, empreendedora, escritora, gestora pública, psicoterapeuta e especialista em Empreendedorismo e Desenvolvimento Humano, reconhecer o protagonismo das mulheres negras no empreendedorismo significa ir além dos indicadores econômicos. É preciso compreender que essas mulheres movimentam economias locais, geram renda, preservam saberes ancestrais e fortalecem comunidades, muitas vezes enfrentando jornadas marcadas por desigualdades estruturais e sobrecarga.
“Nós ainda falamos muito sobre abrir negócios e pouco sobre criar condições para que mulheres negras permaneçam empreendendo. Permanência exige acesso a conhecimento, rede de apoio, saúde emocional e oportunidades reais de crescimento. Empreender não deve ser um caminho solitário”, afirma Tamires.
Essa visão deu origem ao movimento “Uma vai e puxa outra”, iniciativa gratuita criada para fortalecer mulheres negras empreendedoras por meio de encontros que unem acolhimento emocional, desenvolvimento estratégico, trocas de experiências, acesso ao lazer, valorização da cultura e construção de redes de apoio. O movimento parte da compreensão de que negócios sustentáveis também dependem do fortalecimento de quem os conduz.
A proposta rompe com a lógica individualista frequentemente associada ao empreendedorismo e aposta na construção coletiva como ferramenta de transformação social. Ao compartilhar experiências, desafios e soluções, as participantes ampliam suas possibilidades de crescimento e fortalecem vínculos capazes de impulsionar novas oportunidades de negócios e desenvolvimento profissional.
Para Tamires, o Julho das Pretas é uma oportunidade de ampliar o olhar sobre o empreendedorismo negro feminino e reconhecer que investir nessas mulheres significa promover desenvolvimento econômico com impacto social.
“Quando fortalecemos uma mulher negra empreendedora, fortalecemos também sua família, sua comunidade e toda uma rede que cresce junto com ela. O protagonismo dessas mulheres precisa ser reconhecido não apenas em datas simbólicas, mas como parte permanente da construção de um país mais justo e com mais oportunidades”, conclui.
AfroEmpreendedorismo
Afroempreendedores podem se inscrever para a Feira Maria Felipa
Encerram neste sábado (25) as inscrições para a Chamada Artística e para a Feira Maria Felipa, iniciativas que compõem a 6ª edição da Festa Literária Arte e Identidade, a ser realizada entre os dias 16 e 18 de setembro, no Pelourinho. Podem participar autores, editoras, poetas, contadores de histórias, músicos, rappers, ilustradores, quadrinistas, empreendedores e criadores negros e indígenas independentes.
Os artistas interessados devem apresentar obras que dialoguem com o tema deste ano, “O Futuro é Ancestral – Arte e Literatura Afrofuturista”, enquanto os empreendedores podem inscrever produtos relacionados à cultura negra e indígena de forma mais ampla. As seleções buscam dar visibilidade a produções independentes, fortalecer a economia criativa e valorizar a diversidade de expressões culturais. O resultado será divulgado no dia 3 de agosto, no Instagram @arteeidentidadeoficial.
Tradicional na programação da Festa, a Chamada Artística seleciona produções autorais de artistas de Salvador e Região Metropolitana, especialmente aquelas voltadas para crianças e adolescentes negros e indígenas, contemplando diferentes linguagens, como literatura, música, teatro, artes visuais, quadrinhos, poesia e contação de histórias.
Já a Feira Maria Felipa é dedicada a empreendedores negros e indígenas que atuam com literatura, artesanato, moda, gastronomia e outros produtos culturais, fortalecendo a cadeia produtiva do livro e da economia criativa ao oferecer um espaço gratuito para exposição e vendas durante o evento.
Para a produtora geral, Sabina Henriete Possidonio, as duas iniciativas traduzem o compromisso do evento com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos territórios criativos. “Mais do que garantir espaço para apresentações ou comercialização de produtos, a Chamada Artística e a Feira Maria Felipa permitem que esses talentos ampliem sua visibilidade, fortaleçam suas redes de contato e vivenciem a experiência de integrar um dos maiores eventos literários da Bahia. Queremos que cada participante se reconheça como protagonista dessa grande celebração da arte, da literatura e da identidade do nosso povo ”, destaca.
SERVIÇO
6ª Festa Literária Arte e Identidade – Inscrições abertas para Chamada Artística & Feira Maria Felipa*
Prazo: 25 de agosto (sábado)
Tema:“O Futuro é Ancestral – Arte e Literatura Afrofuturista”
Formulário: https://forms.gle/EGTJvgbrbA2e6cpg6
*Mais informações: @arteeidentidadeoficial
AfroEmpreendedorismo
Movaê chega a São Caetano com feira de afroempreendedorismo
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