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Artes

Slam das Minas Bahia realiza final da temporada no dia 31

Kelly Bouéres

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Divulgação

A palavra dita, declamada e em protesto percorreu diferentes espaços de Salvador, atravessou histórias, denunciou violências e abriu caminhos para novas vozes. Agora, é hora de celebrar essa trajetória. No dia 31 de outubro, o Slam das Minas Bahia realiza a grande final da temporada 2026, das 18h às 22h, na Praça Tereza Batista, no Pelourinho. O encontro reúne as quatro poetas classificadas ao longo do segundo semestre, além de apresentações musicais de Cinara e Maku Ma Kixikanu, performance da House of Montenegro, representante da cultura ballroom, e discotecagem de Nai Kiese.

Após quatro batalhas classificatórias, a final marca o encerramento de mais um ciclo de encontros em torno da poesia falada. Ao longo da temporada, as slammers ocuparam espaços como a Casa das Editoras Baianas, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a Casa Preta e o Cine Teatro 2 de Julho, transformando experiências individuais e coletivas em versos que abordam identidade, racismo, desigualdades, afetos e resistência. Mais do que uma disputa, a batalha celebra a potência da palavra como instrumento de expressão, denúncia e transformação social.

Quatro poetas estão confirmadas na grande final: Amanda Rosa, vencedora da primeira classificatória, realizada durante a Flipelô; Duda Santhana, que conquistou a segunda batalha; Mírian dos Santos, vencedora da terceira etapa; e Piracema, que garantiu a última vaga na quarta classificatória, realizada no dia 17 de outubro, na Casa Preta.

Na grande final, as slammers disputarão o título de campeã da temporada 2026 e uma vaga na seletiva estadual. As apresentações serão avaliadas por um júri popular, que acompanhará as rodadas de poesia e participará diretamente da escolha da vencedora. As três primeiras colocadas receberão premiações de R$ 500, R$ 300 e R$ 200, respectivamente.

Poesia, música e cultura ballroom

A programação da final também celebra diferentes expressões artísticas que dialogam com a cultura negra, periférica e LGBTQIAPN+. Entre as atrações confirmadas está a House of Montenegro, que levará à Praça Tereza Batista uma apresentação de ballroom, cultura marcada pela dança, performance, identidade e construção de espaços de pertencimento e expressão.

A noite contará ainda com apresentações musicais de Cinara, cantora que participou do reality musical Estrela da Casa, da TV Globo,  e Maku Ma Kixikanu, grupo de percussão feminino, ampliando o encontro entre poesia, música e diferentes linguagens artísticas. A discotecagem ficará por conta de Nai Kiese, responsável por conduzir a trilha sonora da programação.

Nove anos de poesia e resistência

Em 2026, o Slam das Minas Bahia completa nove anos de atuação, consolidando-se como um espaço de fortalecimento da poesia falada e do protagonismo de mulheres na cena cultural baiana. Ao longo dessa trajetória, o projeto tem promovido batalhas, oficinas, debates e ações formativas, aproximando a literatura de diferentes públicos e territórios.
Nesta temporada, a programação também abriu espaço para reflexões sobre representatividade, profissionalização, violência e educação. Os encontros discutiram a presença das mulheres no mercado editorial, os desafios de viver da poesia, o enfrentamento à violência de gênero e o papel do Hip-Hop na formação e na construção de novas perspectivas para a juventude negra e periférica. Ao reunir essas discussões, o Slam das Minas Bahia reforçou seu papel como espaço de produção de conhecimento, circulação de experiências e construção coletiva.
A grande final chega como celebração de uma temporada em que a palavra foi instrumento de encontro, reflexão e resistência. Na Praça Tereza Batista, as vozes que atravessaram as classificatórias voltam a ocupar o palco para lembrar que a poesia também é uma forma de construir outros futuros.

“Há nove anos, fazemos da poesia um território onde mulheres podem disputar a própria narrativa, transformar silêncio em presença e ser reconhecidas pelo que criam. Cada poeta que chega a esta final carrega uma voz singular e amplia os caminhos para outras chegarem. Celebrar essa trajetória é afirmar que nossas palavras têm valor, nosso trabalho merece reconhecimento e nossa presença transforma a literatura”, afirma Ludmila Singa, slammaster do Slam das Minas Bahia.

SERVIÇO

O quê: Grande Final do Slam das Minas Bahia – Temporada 2026

Quando: 31 de outubro de 2026 (sábado), das 18h às 22h

Onde: Praça Tereza Batista, Pelourinho – Salvador (BA)

Finalistas: Amanda Rosa, Duda Santhana, Mírian dos Santos e Piracema.

Atrações musicais: Cinara e Maku Ma Kixikanu

Ballroom: House of Montenegro

Discotecagem: Nai Kiese

Premiação: R$ 300 (1º lugar), R$ 200 (2º lugar) e R$ 100 (3º lugar)

Entrada: gratuita

Mais informações: @slamdasminasba

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Artes

Festival Líteromusical Ọrọ̀ Dúdú ocupa o Barroquinha

Jamile Menezes

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Festival Ọrọ̀ Dúdú

O Festival Líteromusical Ọrọ̀ Dúdú — expressão em iorubá na qual òrò significa “palavra” e dúdú, “preta” – ocupa o Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador, entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, com uma programação gratuita reunindo literatura, música, poesia e performance.

Idealizado pelos artistas e produtores culturais Igor Tiago e Bruna Silva, o festival propõe um encontro entre diferentes linguagens artísticas, tendo a palavra vinda de corpos negros como fio condutor.

Na programação, o público poderá acompanhar os espetáculos Tamborismo, com Nelson Maca e Mestre Jorjão Bafafé; SSA – Suspiros e Sussurros de Acordar, de Heder Novaes; Fọ̀ Ìlù – A menina, o tambor e a palavra, com a musicista Nanny Santos; e Pivete Musa, obra inédita de Jordan Pivete Musa, inspirada em seu livro homônimo.

Todas as apresentações acontecem às 19h, com entrada gratuita e ingressos disponíveis antecipadamente pela plataforma Sympla.

“O Festival Líteromusical Ọrọ̀ Dúdú nasce da necessidade de ampliar a visibilidade e a circulação da palavra preta na Bahia. O que o diferencia é a integração entre palavra, corpo, performance e música, compreendendo o som como parte da experiência poética. Nesta edição, a curadoria valoriza a diversidade e a potência estética e conceitual de artistas negros baianos, reunindo diferentes linguagens e formas de expressão. Além dos espetáculos, as vivências ampliam o espaço de troca, formação e compartilhamento de saberes.”, destaca o curador e idealizador do festival Igor Tiago.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

SERVIÇO

O quê: Festival Líteromusical Ọrọ̀ Dúdú – Palavra-Preta

Quando: 29 de outubro a 1º de novembro de 2026

Onde: Espaço Cultural da Barroquinha e Boca de Brasa Centro – em Salvador

Entrada: Gratuita, com ingressos antecipados pela Sympla

Programação de espetáculos:

29/10 (quinta-feira), às 19h: Tamborismo, com Nelson Maca e Mestre Jorjão Bafafé, participações de Negrizu e Jorge Ceruto

30/10 (sexta-feira), às 19h: SSA – Suspiros e Sussurros de Acordar, com Heder Novaes

31/10 (sábado), às 19h: Fọ Ìlù – A menina, o tambor e a palavra, com Nanny Santos e as participações de Bruna Silva, Laura Rigaud e Thei Nascimento

01/11 (domingo), às 19h: Pivete Musa, com Jordan Pivete Musa

Vivências gratuitas: De 30 a 31 de outubro, no Boca de Brasa Centro, com 20 vagas por atividade. Inscrições por formulário virtual. 

Programação de vivências:

30/10 (sexta-feira)

10h às 12h – Escrita Criativa, com Bruna Silva

31/10 (sábado)

10h às 12h – Performance Poética, com Nelson Maca

13h às 16h – Performance, Poesia e Infâncias LGBTs, com Jordan Pivete Musa

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Artes

Festival Ojú Odara integra visão, audição, tato e memória em ações culturais

Jamile Menezes

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Festival Ojú Odara

Ojú significa olhar e percepção, enquanto Odará remete à beleza e àquilo que é belo.

O Festival Ojú Odara chegará na Biblioteca Central da Bahia (Barris) no dia 16 de outubro, propondo a experimentação da arte de diferentes maneiras. A ação rompe com os padrões convencionais de apreciação das artes visuais ao integrar visão, audição, tato e memória.

Os interessados devem retirar os ingressos pela plataforma Sympla e no momento do evento levar 1kg de alimento não perecível ou produto de limpeza.

A iniciativa busca democratizar o acesso à arte, especialmente para pessoas com deficiência visual. Ela contará com mediação acessível e descrição oral das obras e de seus elementos visuais. Das 100 vagas disponíveis, 20 são destinadas exclusivamente ao público do Instituto dos Cegos da Bahia, parceiro do projeto.

A programação começa às 10h e, durante todo o evento, o público poderá visitar a exposição de artes visuais e participar do painel interativo de arte. Também estão previstas oficinas de encadernação, das 10h às 12h, e colagem artística, das 13h às 14h30.

Às 15h, o festival promove uma roda de conversa com as artistas, com diálogo sobre trajetórias, processos criativos, arte, identidade e produção cultural.

A programação segue com performance de Sued, às 16h, e termina com show de Safira e apresentação da DJ Kiara, a partir das 16h30.

Este projeto experimental foi elaborado durante o Projeto LABCIPÓ – Laboratório de Incubação da Juventude Negra – Ano 2026, realizado pela CIPÓ – Comunicação Interativa, com objetivo de fortalecer iniciativas artísticas e culturais juvenis. O LabCIPÓ é realizado por meio de recursos do Ministério da Cultura, através de emenda parlamentar participativa da Deputada Federal Lídice da Mata.

Serviço:

O quê: Festival Ojú Odara

Quando: 16 de outubro, 10h

Onde: Biblioteca Central da Bahia, Barris

Entrada: Gratuita, mediante doação de 1kg de alimento não perecível ou produto de limpeza.

Link do sympla: Festival Ojú Odara: A beleza além das vistas em Salvador – Sympla

Classificação: Livre

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Artes

Artista Augusto Leal expõe “Encontro com o tempo” no Museu do Recôncavo

Jamile Menezes

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Augusto Leal
No dia 17 de outubro, o Museu do Recôncavo recebe a abertura da exposição “Encontro com o tempo”, do artista visual Augusto Leal. Com texto crítico assinado por Uriel Bezerra, a exposição convida o público a refletir sobre a relação humana com a natureza.
A mostra apresenta o resultado da residência artística Raízes Atravessadas, na qual o artista investigou o acervo e o legado de Frans Krajcberg, desdobrando a pesquisa em uma série de esculturas elaboradas com árvores cortadas que coletou no espaço urbano ao longo dos últimos cinco anos.
“Te convido para estar junto comigo nesse encontro com o tempo, com a vida, com a natureza e com nós mesmos. Quero muito compartilhar esse processo e essa experiência com você”, convida Augusto Leal.
Na manhã de abertura, a programação conta ainda com uma visita guiada à exposição “As Naturezas de Frans Krajcberg”, atualmente em exibição no próprio museu.

SERVIÇO
Evento: Abertura da Exposição “Encontro com o Tempo”, de Augusto Leal (com texto de Uriel Bezerra) + Visita Guiada à mostra “As Naturezas de Frans Krajcberg”
Data: 17 de outubro
Horário: 09h30
Local: Museu do Recôncavo — Via Matoim, Enseada de Caboto, s/n, Distrito de Caboto, Candeias – BA (CEP: 43805-360)
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

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