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Artes

Festival Líteromusical Ọrọ̀ Dúdú ocupa o Barroquinha

Jamile Menezes

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Festival Ọrọ̀ Dúdú

O Festival Líteromusical Ọrọ̀ Dúdú — expressão em iorubá na qual òrò significa “palavra” e dúdú, “preta” – ocupa o Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador, entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, com uma programação gratuita reunindo literatura, música, poesia e performance.

Idealizado pelos artistas e produtores culturais Igor Tiago e Bruna Silva, o festival propõe um encontro entre diferentes linguagens artísticas, tendo a palavra vinda de corpos negros como fio condutor.

Na programação, o público poderá acompanhar os espetáculos Tamborismo, com Nelson Maca e Mestre Jorjão Bafafé; SSA – Suspiros e Sussurros de Acordar, de Heder Novaes; Fọ̀ Ìlù – A menina, o tambor e a palavra, com a musicista Nanny Santos; e Pivete Musa, obra inédita de Jordan Pivete Musa, inspirada em seu livro homônimo.

Todas as apresentações acontecem às 19h, com entrada gratuita e ingressos disponíveis antecipadamente pela plataforma Sympla.

“O Festival Líteromusical Ọrọ̀ Dúdú nasce da necessidade de ampliar a visibilidade e a circulação da palavra preta na Bahia. O que o diferencia é a integração entre palavra, corpo, performance e música, compreendendo o som como parte da experiência poética. Nesta edição, a curadoria valoriza a diversidade e a potência estética e conceitual de artistas negros baianos, reunindo diferentes linguagens e formas de expressão. Além dos espetáculos, as vivências ampliam o espaço de troca, formação e compartilhamento de saberes.”, destaca o curador e idealizador do festival Igor Tiago.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

SERVIÇO

O quê: Festival Líteromusical Ọrọ̀ Dúdú – Palavra-Preta

Quando: 29 de outubro a 1º de novembro de 2026

Onde: Espaço Cultural da Barroquinha e Boca de Brasa Centro – em Salvador

Entrada: Gratuita, com ingressos antecipados pela Sympla

Programação de espetáculos:

29/10 (quinta-feira), às 19h: Tamborismo, com Nelson Maca e Mestre Jorjão Bafafé, participações de Negrizu e Jorge Ceruto

30/10 (sexta-feira), às 19h: SSA – Suspiros e Sussurros de Acordar, com Heder Novaes

31/10 (sábado), às 19h: Fọ Ìlù – A menina, o tambor e a palavra, com Nanny Santos e as participações de Bruna Silva, Laura Rigaud e Thei Nascimento

01/11 (domingo), às 19h: Pivete Musa, com Jordan Pivete Musa

Vivências gratuitas: De 30 a 31 de outubro, no Boca de Brasa Centro, com 20 vagas por atividade. Inscrições por formulário virtual. 

Programação de vivências:

30/10 (sexta-feira)

10h às 12h – Escrita Criativa, com Bruna Silva

31/10 (sábado)

10h às 12h – Performance Poética, com Nelson Maca

13h às 16h – Performance, Poesia e Infâncias LGBTs, com Jordan Pivete Musa

Artes

Festival Ojú Odara integra visão, audição, tato e memória em ações culturais

Jamile Menezes

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Festival Ojú Odara

Ojú significa olhar e percepção, enquanto Odará remete à beleza e àquilo que é belo.

O Festival Ojú Odara chegará na Biblioteca Central da Bahia (Barris) no dia 16 de outubro, propondo a experimentação da arte de diferentes maneiras. A ação rompe com os padrões convencionais de apreciação das artes visuais ao integrar visão, audição, tato e memória.

Os interessados devem retirar os ingressos pela plataforma Sympla e no momento do evento levar 1kg de alimento não perecível ou produto de limpeza.

A iniciativa busca democratizar o acesso à arte, especialmente para pessoas com deficiência visual. Ela contará com mediação acessível e descrição oral das obras e de seus elementos visuais. Das 100 vagas disponíveis, 20 são destinadas exclusivamente ao público do Instituto dos Cegos da Bahia, parceiro do projeto.

A programação começa às 10h e, durante todo o evento, o público poderá visitar a exposição de artes visuais e participar do painel interativo de arte. Também estão previstas oficinas de encadernação, das 10h às 12h, e colagem artística, das 13h às 14h30.

Às 15h, o festival promove uma roda de conversa com as artistas, com diálogo sobre trajetórias, processos criativos, arte, identidade e produção cultural.

A programação segue com performance de Sued, às 16h, e termina com show de Safira e apresentação da DJ Kiara, a partir das 16h30.

Este projeto experimental foi elaborado durante o Projeto LABCIPÓ – Laboratório de Incubação da Juventude Negra – Ano 2026, realizado pela CIPÓ – Comunicação Interativa, com objetivo de fortalecer iniciativas artísticas e culturais juvenis. O LabCIPÓ é realizado por meio de recursos do Ministério da Cultura, através de emenda parlamentar participativa da Deputada Federal Lídice da Mata.

Serviço:

O quê: Festival Ojú Odara

Quando: 16 de outubro, 10h

Onde: Biblioteca Central da Bahia, Barris

Entrada: Gratuita, mediante doação de 1kg de alimento não perecível ou produto de limpeza.

Link do sympla: Festival Ojú Odara: A beleza além das vistas em Salvador – Sympla

Classificação: Livre

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Artes

Artista Augusto Leal expõe “Encontro com o tempo” no Museu do Recôncavo

Jamile Menezes

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Augusto Leal
No dia 17 de outubro, o Museu do Recôncavo recebe a abertura da exposição “Encontro com o tempo”, do artista visual Augusto Leal. Com texto crítico assinado por Uriel Bezerra, a exposição convida o público a refletir sobre a relação humana com a natureza.
A mostra apresenta o resultado da residência artística Raízes Atravessadas, na qual o artista investigou o acervo e o legado de Frans Krajcberg, desdobrando a pesquisa em uma série de esculturas elaboradas com árvores cortadas que coletou no espaço urbano ao longo dos últimos cinco anos.
“Te convido para estar junto comigo nesse encontro com o tempo, com a vida, com a natureza e com nós mesmos. Quero muito compartilhar esse processo e essa experiência com você”, convida Augusto Leal.
Na manhã de abertura, a programação conta ainda com uma visita guiada à exposição “As Naturezas de Frans Krajcberg”, atualmente em exibição no próprio museu.

SERVIÇO
Evento: Abertura da Exposição “Encontro com o Tempo”, de Augusto Leal (com texto de Uriel Bezerra) + Visita Guiada à mostra “As Naturezas de Frans Krajcberg”
Data: 17 de outubro
Horário: 09h30
Local: Museu do Recôncavo — Via Matoim, Enseada de Caboto, s/n, Distrito de Caboto, Candeias – BA (CEP: 43805-360)
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

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Artes

Artista plástico Juarez Paraíso ganha homenagem em painel na Sete Portas

Jamile Menezes

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O artista plástico baiano Juarez Paraíso, um dos grandes nomes das artes visuais brasileiras, completou 92 anos em setembro e está recebendo uma homenagem especial do Projeto MURAL – Movimento Urbano de Arte Livre, que celebra uma década de atuação em Salvador em 2026. A obra “Brasilidades”, liderada pela artista muralista Nila Carneiro, está sendo reproduzida em uma empena no centro antigo da capital baiana.

A iniciativa consiste na reprodução em grande escala da obra “Brasilidades”, no Edifício Jovilo, localizado na Avenida José Joaquim Seabra, na região da Sete Portas, em Salvador.

A intervenção artística, atualmente em execução, também tem na equipe os artistas muralistas Bado, Luan H e Rubens Chagas (Suck).

Mais do que celebrar uma carreira, a iniciativa reconhece a contribuição de um artista que ajudou a consolidar a presença das artes visuais na arquitetura e nos espaços públicos de Salvador, tornando-se referência para diferentes gerações de artistas.

Juarez Paraíso acompanha a execução da obra, estabelecendo uma conexão entre sua trajetória artística e a nova geração de muralistas que participa da homenagem.

jUAREZ pARAÍSO

“Brasilidades”: cor, movimento e identidade cultural

A obra escolhida para a homenagem, “Brasilidades”, traduz a força expressiva da linguagem artística de Juarez Paraíso. Com uma composição de cores vibrantes, formas orgânicas, elementos florais e grafismos ornamentais, a criação revela um universo visual marcado pela experimentação, pelo movimento e pela riqueza de referências culturais.

A pintura amplia a visibilidade da obra e permite que milhares de pessoas tenham contato com a linguagem de Juarez Paraíso fora dos espaços tradicionais de exposição.

A proposta não é apenas reproduzir uma imagem, mas celebrar e manter viva a presença de Juarez Paraíso na paisagem de Salvador, cidade com a qual sua trajetória artística mantém uma relação profunda.

Nila Carneiro

Juarez Paraíso e 10 anos de MURAL

Nascido em 3 de setembro de 1934, na Bahia, Juarez Paraíso construiu uma trajetória de mais de sete décadas dedicada à criação artística, à experimentação e ao ensino. Pintor, escultor, gravador, desenhista, fotógrafo, muralista, professor e crítico de arte, integra a segunda geração de artistas modernos da Bahia, ao lado de nomes como Calasans Neto, Sante Scaldaferri e Jenner Augusto.

Formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também atuou como professor e diretor, Juarez participou ativamente da renovação das artes visuais baianas. Entre suas contribuições estão a organização das Bienais da Bahia, realizadas na década de 1960, e a criação de obras que romperam os limites convencionais entre pintura, escultura, arquitetura e espaço urbano.

Seu legado inclui ainda trabalhos monumentais no Centro Administrativo da Bahia (CAB), com destaque para o mural da antiga Secretaria da Agricultura, realizado em 1974, além de intervenções artísticas no Hospital Aliança, onde integrou arte, arquitetura e paisagismo.

Em reconhecimento à sua contribuição para a cultura, Juarez Paraíso foi eleito para a Academia de Letras da Bahia em 2018, tomando posse na cadeira nº 39 em maio de 2019. Em janeiro de 2025, a instituição inaugurou uma galeria de artes visuais em sua homenagem, reafirmando a importância de sua produção para a história cultural brasileira.

Dez anos do Projeto MURAL

A homenagem integra as celebrações dos dez anos do Projeto MURAL, iniciativa criada em 2016, idealizado pela jornalista e produtora cultural Vanessa Vieira, com o propósito de transformar fachadas, muros e empenas de Salvador em grandes obras de arte pública.

Ao longo dessa trajetória, o projeto já realizou mais de 65 intervenções artísticas, incluindo 26 megamurais, reunindo mais de 50 artistas e contribuindo para consolidar Salvador como referência no cenário do muralismo urbano.

A escolha de Juarez Paraíso para esta homenagem representa também o reconhecimento de uma referência fundamental para a concepção do próprio projeto. Muito antes da expansão contemporânea dos grandes murais, o artista já defendia, por meio de sua produção, a integração da arte com a arquitetura, os espaços públicos e a experiência cotidiana da cidade.

A homenagem a Juarez Paraíso integra a 4ª edição do Projeto MURAL – Movimento Urbano de Arte Livre, uma realização da Trevo Produções, Fundação Gregório de Mattos (FGM), Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SECULT), Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ) e Prefeitura de Salvador, na modalidade Doação, por meio do Programa Viva Cultura.

Ficha técnica

Homenagem a Juarez Paraíso – 10 anos do Projeto MURAL

Obra: Brasilidades

Artista homenageado e autor da obra original: Juarez Paraíso

Local: Edifício Jovilo – Avenida José Joaquim Seabra, nº 345, região das Sete Portas, Salvador – BA

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