Música
Negros Tambores e Dj Badoog estreiam “Flow de Odé” no Xangô Jazz Club
No dia 29 de outubro, estreia o Flow de Odé no Xangô Jazz Club, no Pelourinho. A festa une a Negros Tambores — coletivo baiano de afropop, tambor e consciência negra — e a discotecagem de DJ Badoog (se lê BADOGUI), pesquisador de músicas afrodiaspóricas.
Na tradição afro-brasileira, a quinta-feira é o dia de Oxóssi, e é nessa energia que o evento acontece: uma homenagem a Odé, o caçador, o senhor das matas.
Negros Tambores é um coletivo baiano que surgiu da inquietação diante das desigualdades sociais, transformando conscientização e empoderamento negro em música. Com o álbum “Adjarin — O Som que Chama”, lançado pelo Selo Educadora FM Independente, a banda apresenta um afropop baiano que mistura samba, axé, black music e percussão ancestral.
Formada por Victor Preto Samba, Val ParedON, David Bernardes, Deivi Luva e Joice Paes, a Negros Tambores é um manifesto dançante de resistência e celebração.

Dj Badoog
DJ Badoog é pesquisador e DJ de músicas afro-diaspóricas. Vindo da escola do Soundsystem baiano, ele conduz também outros estilos afro-diaspóricos nos seus sets. Seu trabalho celebra a universalidade do groove e a potência da música preta.
Em Flow de Odé, o público terá música ao vivo e discotecagem, com momentos de encontro, jam sessions.
Música
TCA recebe experimento cênico “Ariano Brasa Brasileiro”
O experimento cênico Ariano Brasa Brasileiro fará uma única apresentação na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) no dia 31 de outubro. Após registrar sucesso de público no Teatro Gregório de Mattos e no Cine Teatro Solar Boa Vista, a montagem, realizada pelo Núcleo de Teatro e Artes Integradas do Barracão das Artes, integra a Programação Artística – Operação Teste do Novo TCA, realizada por meio da Convocatória para Ocupação Artística Gratuita da Sala Principal – Edição Especial Novo TCA.
Com direção geral e roteiro de Fábio Viana, o espetáculo promove a fusão entre o erudito e o popular, transformando o sertão nordestino em um espaço atemporal. A montagem trata de uma leitura livre e inédita de três obras póstumas de Ariano Suassuna: ‘História do Rei Degolado nas Caatingas do Sertão’, ‘Dom Pantero no Palco dos Pecadores’ e ‘O Pasto Incendiado’.

A linguagem do grupo aposta no teatro físico poético com um elenco de mais de 20 atores-músicos, definidos como ‘atuadores atletas afetivos do coração’. A encenação promove um diálogo direto entre a dança, artes circenses (tecido aéreo, lira e palhaçaria), canto e composições instrumentais ao vivo.
A pesquisa estética do grupo passa pelo Movimento Armorial, o universo de Chico Science e Nação Zumbi, a música de Villa-Lobos e o cinema de Glauber Rocha.
SERVIÇO:
Espetáculo: Ariano Brasa Brasileiro
Ingressos: a partir de R$ 25,00 (SYMPLA) ou Bilheteria do TCA
Data/Horário: 31 de outubro de 2026, às 20h
Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA
Direção Geral e Roteiro: Fábio Viana
Elenco: Atuadores e músicos do Barracão das Artes
Assistente de Direção: Graziella Monteiro
Artes Circenses: Rafael Bandeira
Preparação de Elenco (Corpo/Voz): Paullo Fonseca
Fotografia: Tatiana Guimarães
Coordenação de Produção: Ruan Ribeiro e Ilza Teixeira
Plano de Iluminação: Tainá de Sousa
Produção Executiva: Janaina Costa
Operação de Luz: Bruna Immich
Operação de Som: Veriangela B. de Santana
Assistente de Produção: Rozin Daltron
Música
João Merín estreia a turnê “Meninos Brincando na Lua” em Salvador
Passando por Salvador, João Pessoa e São Paulo, João Merín estreia a turnê Meninos Brincando na Lua no dia 30 de outubro, no Cine Teatro 2 de Julho (Salvador), levando aos palcos o repertório de seu quarto álbum de estúdio.
Merín inaugura uma nova fase da carreira após o projeto “Galo, a ciência do tambor”, que marcou um período de transição do nome artístico do rapper baiano.
A turnê “Meninos Brincando na Lua” surge como um novo momento criativo, tendo o rap como eixo, um ponto de partida para poder misturar elementos e referências de outros estilos, mesclando música erudita com eletrônica, afrobeats e sonoridade experimentais, com a presença de acordeon, metais e cordas entre os instrumentos.
As letras são políticas, radicais, esotéricas e buscam no amor as razões e emoções para continuar sonhando arte.
A entrada é gratuita e pode ser retirada na plataforma Sympla.
Este trabalho foi contemplado no edital do Selo Educadora FM Independente, uma política pública da Rádio Educadora FM, 107.5, que incentiva e fortalece a produção musical independente da Bahia, promovendo artistas em sua programação.
SERVIÇO
Data: 30/10/2026
Dia, Hora: Sexta-feira, às 20h
Ingresso: Gratuito, até a lotação
Classificação: Livre
Local: Cineteatro 2 de Julho (Federação, Salvador/BA)
Música
Olodum lança “Olodum Fulalá” em homenagem aos Wodaabe
Nesta sexta-feira, 16 de outubro, o Olodum lança mundialmente a música “Olodum Fulalá”, composição de Marquinhos Marques, Bida e Bira AfroSambah. A canção estará disponível em todas as plataformas de streaming e retoma referências do tema apresentado pelo bloco no Carnaval de 2024, “Wodaabe – O Povo do Sorriso”.
Os Wodaabe integram o universo cultural Fulani, povo presente em diferentes regiões da África Ocidental. Entre suas tradições está o Guérewol, celebração marcada pela música, dança, encontros comunitários e pela valorização da beleza e da expressão masculina.
“Olodum Fulalá” transforma essas referências em música e estabelece pontes entre diferentes manifestações da cultura africana e afro-brasileira. A letra cita os Wodaabe Mbororo, o Guérewol, o Níger e expressões como Munyal, Hakkilo e Amana, ao mesmo tempo em que incorpora referências à ancestralidade e à força dos tambores.
Com refrão marcado pelo chamado “Ê Fulalá, Wodaabe Mbororo”, a faixa recupera o universo que inspirou o Carnaval de 2024 e o apresenta agora em uma nova linguagem musical.
O lançamento mundial de “Olodum Fulalá”, abre mais um capítulo dessa pesquisa artística e chega às plataformas digitais como a aposta do Olodum para o verão.
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