Teatro
Cia Suburbando de Teatro leva espetáculo “Mwana Erê” a Alagados
Depois de ocupar o Centro Cultural Plataforma com sessões cheias em setembro, espetáculo “Mwana Erê”, da Cia Suburbando de Teatro, chega ao Espaço Cultural Alagados neste sábado (24/10), às 18h. Para incentivar e garantir maior acesso popular ao Teatro, os ingressos serão na modalidade Pague quanto Puder, na bilheteria.
A Cia Suburbando é cria das Oficinas de Performance Negra do Bando de Teatro Olodum realizada em Plataforma em 2025. Com referência no Teatro Negro que o Bando promove há 36 anos, a Cia reúne jovens atores e atrizes que buscam desenvolver um trabalho artístico comprometido com a valorização das narrativas negras e periféricas.
Para o grupo, o Teatro é ferramenta de empoderamento, reflexão social e transformação simbólica dos territórios, envolvendo música, dança e outras qualificações artísticas.

Foi nessa base política que o espetáculo “Mwana Erê” nasceu: partindo da denúncia do genocídio de crianças e adolescentes negros, dialogando com temas como violência, racismo estrutural, homofobia, empoderamento feminino e direito à infância e articulando teatro, música, dança e humor como linguagem cênica.
O espetáculo é produzido pela Azeviche Produções e tem apoio do Coletivo de Produtores do Subúrbio. Foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
SERVIÇO
O que: Espetáculo “Mwana Erê”, Cia Suburbando de Teatro
Quando: 24 de outubro (sábado), às 18h
Quanto: Pague quanto Puder
Onde: Espaço Cultural Alagados (Final de Linha do Uruguai, s/n – Uruguai)
Fotos: Roberjan Magalhães
Teatro
Agamenon de Abreu estreia novo espetáculo solo “A Última Dança”
“Uma profunda reflexão sobre a “finitude”, a identidade e a potência da arte como ferramenta de resistência”. Essa é a proposta do o multiartista Agamenon de Abreu, que leva aos palcos, nos meses de outubro e novembro, seu mais novo espetáculo solo, “A Última Dança”, escrito e protagonizado por ele e sob a direção de Joilson Nunes.
Completando 35 anos de trajetória no Teatro, Abreu mistura teatro, dança e artes visuais, em um mergulho entre o real e o onírico. O espetáculo estreia nos dias 30 e 31 de outubro em Massarandupió, no CAMMA – Centro de Artes Maxim Malhado e segue com apresentações em Salvador no mês de novembro.
Em cena, o público vai acompanhar a história de um costureiro que recebe uma encomenda enigmática: confeccionar, em sete dias e em completo sigilo, o traje mais belo de sua carreira: a vestimenta para a “Última Dança” de alguém.
Além das apresentações do espetáculo solo, o projeto contempla duas frentes formativas: Oficina de Visualidade da Cena, no dia 18 de novembro (local a confirmar), ministrada por Maxim Malhado e Agamenon de Abreu, na qual os artistas vão compartilhar o processo de criação da visualidade do espetáculo, abordando figurino, cenografia e concepção estética.
E rodas de bate-papo que serão realizadas durante a temporada, nas quais o público poderá conversar com a equipe artística, aprofundando os temas do espetáculo: morte, identidade, ancestralidade e processos criativos, com mais informações e datas a serem divulgadas em breve.

“A Última Dança” conta com concepção cenográfica de Maxim Malhado, assistentes de direção João Lima e Lenon Sacramento, direção musical de Dão de Abreu, direção de movimento de Isis Carla, iluminação de Victor Hugo, preparação vocal por Andrea Alves, produção de Luciene Brito, comunicação da Tráfego de Ideias, mídias sociais por Alexandre Fateicha, figurino assinado pelo próprio Agamenon, com assistência de figurino de Alyson Verde; e trio musical formado por Ilma Nascimento (Violoncello), Emillie Lapa (Percussão e harmônicos) e Apolo Matos Abreu (Guitarra).
“Entre as coisas mais prazerosas deste momento está a reunião desta equipe. Há histórias que começam muito antes de chegar aos palcos. Joilson Nunes, por exemplo, foi o meu primeiro diretor. Foi ele quem estava presente em minha estreia, há 35 anos. Tempo é senhor de tudo. E esta Última Dança representa esse mistério e a vontade de reunir pessoas e linguagens, entre luminosas sensações, construções e entregas. É um momento de muita inspiração e o público vai sentir tudo isso de forma muito prazerosa e reflexiva, pois é isso que também buscamos”, conta Agamenon.
Sobre Agamenon de Abreu
Doutor e Mestre em Artes Cênicas, pelo PPGAC da Escola de Teatro da UFBA, com graduação em Desenho Industrial – Programação Visual pela Universidade Estadual da Bahia (1999) e pós graduação em Fundamentos do Ensino da Arte, foi Professor de Figurino, Maquiagem, Cenografia, Movimento na UNB, Brasília e também da disciplina Figurino e Metodologia Visual da UNIJORGE, Salvador/BA, e de Cenografia, Teatro de Formas Animadas e Artes Visuais, na Escola de Teatro da UFBA. Atualmente é Professor no Curso de Design da UNEB, Campus Cabula, Salvador/BA.
O projeto “Trilogia VIDAS – A ÚLTIMA DANÇA” foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
Serviço:
Estreia do espetáculo solo “A Última Dança” de Agamenon de Abreu
Quando: 30 e 31 de outubro de 2026
Local: CAMMA – Centro de Artes Maxim Malhado – Rua da Chegada, s/n, Massarandupió/Entre Rios/BA
Horário: 18h30
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00
Vendas no Sympla: https://www.sympla.com.br/
Duração: 50 minutos
Classificação: 13 anos
Fotos: Fernanda Maia
Música
Espetáculo “Mariar – Um Mar de Poesias” circula no Recôncavo
O espetáculo Mariar – Um Mar de Poesias chegará ao Recôncavo Baiano entre os dias 16 e 18 de outubro, em uma circulação pelas comunidades quilombolas de Quilombo Dom João, Santiago do Iguape, Quilombo São Brás e Ilha do Paty. Serão quatro apresentações gratuitas em espaços comunitários e educacionais, reunindo crianças, jovens, famílias e comunidades por meio da arte, da oralidade, da música e da ancestralidade.
Criado e encenado por Emillie Lapa e Natalyne Santos, o espetáculo se fundamenta no Teatro Negro à luz da Contação de Histórias, que mergulha nas águas, na memória e na ancestralidade de mulheres negras marisqueiras do Recôncavo. A obra entrelaça oralidade, poesia, musicalidade e elementos da cultura afro-brasileira para falar de infância, pertencimento, memória e da relação das comunidades com as águas.
Após cada sessão, as artistas realizarão a oficina de musicalização com pandeiro – Panderês. Todas as ações da circulação contarão com intérpretes de Libras, ampliando o acesso e garantindo a participação do público surdo tanto nas apresentações do espetáculo quanto nas oficinas.
SERVIÇO
Mariar – Um Mar de Poesias | Circulação por comunidades quilombolas
16/10 – 15h
Quilombo Dom João
Após a apresentação: Oficina Panderês
17/10 – 10h30
Instituto Mãe Lalu – Santiago do Iguape
Após a apresentação: Oficina Panderês
17/10 – 15h
Escola Ana Judite – Quilombo São Brás
Após a apresentação: Oficina Panderês
18/10 – 10h
Associação Beneficente dos Moradores do Paty – ABMP – Ilha do Paty
Após a apresentação: Oficina Panderês
Entrada gratuita.
Todas as ações contarão com intérpretes de Libras.
EQUIPE TÉCNICA
* Emillie Lapa – Multi-instrumentista, Atriz e Compositora
* Natalyne Santos – Atriz, Contadora de Histórias e Dramaturga
* Renata Abreu – Produtora Executiva e Assistente de comunicação
* Igor Trovanova – Realizador Audiovisual e Editor de Vídeo
* Gliuson do Carmo – Produtor Local
* Uiara – Intérprete de Libras
Foto: Fernanda Maia
Teatro
Verônica Bonfim traz “A Menina Akili e Seu Tambor Falante” a Salvador
O espetáculo infantil “A Menina Akili e Seu Tambor Falante” chega a Salvador (BA) nos dias 13 e 14 de outubro, no Teatro Sesi Rio Vermelho. Idealizada e escrita por Verônica Bonfim, com direção de Rodrigo França, é voltado para crianças, famílias e comunidades escolares.
O espetáculo acompanha Akili, uma menina nascida na aldeia africana de Adimó que sonha viajar pelo mundo com seu tambor falante, Aláfia, contando e cantando as histórias de seu povo.
Em Salvador, a passagem do espetáculo integra uma proposta de circulação que prevê ações formativas e encontros de intercâmbio com artistas e educadores locais. O intuito é ampliar o diálogo entre produção cultural, educação e valorização das culturas africanas e afro-brasileiras.
Haverá a Oficina Brincante Afroeducativa “A Menina Akili e Seu Tambor Falante”, metodologia desenvolvida por Verônica Bonfim desde 2017. A atividade trabalha oralidade, musicalidade, corporeidade, coletividade, identidade afro-brasileira e valores civilizatórios africanos, além de abordar a aplicação da Lei 10.639/2003 no ambiente educacional.
Os interessados em participar podem realizar as inscrições através do formulário On Line.
História
Em sua jornada para se tornar uma griote, guardiã da memória e da tradição oral, ela é guiada pela sabedoria de dois encantados: a Senhora das Águas e a Rainha Ananse, uma aranha que a ajuda a compreender valores como memória, amizade, ancestralidade e pertencimento.

A montagem é inspirada no primeiro livro infantil de mesmo nome de Verônica Bonfim e utiliza o tambor como elemento central da narrativa. A partir da tradição dos griôs e griotes, o espetáculo aborda valores civilizatórios africanos como oralidade, coletividade, circularidade, ancestralidade e pertencimento, apresentando às crianças uma perspectiva positiva e plural sobre a África e suas culturas.
“A dramaturgia é fruto de uma pesquisa profunda. Todos os valores civilizatórios africanos estão presentes neste espetáculo, onde existem dois encantados que guiam Akili em sua jornada para tornar-se uma griote. Tenho muito orgulho dessa obra porque ela faz parte da minha ancestralidade e é a minha oferenda para todas as crianças negras, para todas as famílias e para todos aqueles que desejam se ver representados nessa história”, afirma Verônica Bonfim.
A circulação de “A menina Akili e Seu Tambor Falante” é realizada com fomento da Fundação Nacional de Artes (Funarte), entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Governo Federal. Passará ainda por cidades dos estados de Sergipe, Pará, Maranhão, Ceará e Amapá.
“Akili apresenta uma África diversa, colorida e plural, um continente formado por muitos povos, culturas e línguas. Nossa vontade é mostrar às crianças a potência da nossa história, devolver simbolicamente as coroas que nos foram roubadas e apresentar uma narrativa que valorize nossas origens, nossas referências e nossas ancestralidades”, completa Bonfim.
Serviço
Espetáculo A Menina Akili e Seu Tambor Falante
13 de outubro – às 16:30
Teatro Sesi Rio Vermelho
Ingressos gratuitos no Sympla
14 de outubro – às 16:30
Teatro Sesi Rio Vermelho
Ingressos gratuitos no Sympla
Fotos: Juliana Varajão
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