Música
Espetáculo “Mariar – Um Mar de Poesias” circula no Recôncavo
O espetáculo Mariar – Um Mar de Poesias chegará ao Recôncavo Baiano entre os dias 16 e 18 de outubro, em uma circulação pelas comunidades quilombolas de Quilombo Dom João, Santiago do Iguape, Quilombo São Brás e Ilha do Paty. Serão quatro apresentações gratuitas em espaços comunitários e educacionais, reunindo crianças, jovens, famílias e comunidades por meio da arte, da oralidade, da música e da ancestralidade.
Criado e encenado por Emillie Lapa e Natalyne Santos, o espetáculo se fundamenta no Teatro Negro à luz da Contação de Histórias, que mergulha nas águas, na memória e na ancestralidade de mulheres negras marisqueiras do Recôncavo. A obra entrelaça oralidade, poesia, musicalidade e elementos da cultura afro-brasileira para falar de infância, pertencimento, memória e da relação das comunidades com as águas.
Após cada sessão, as artistas realizarão a oficina de musicalização com pandeiro – Panderês. Todas as ações da circulação contarão com intérpretes de Libras, ampliando o acesso e garantindo a participação do público surdo tanto nas apresentações do espetáculo quanto nas oficinas.
SERVIÇO
Mariar – Um Mar de Poesias | Circulação por comunidades quilombolas
16/10 – 15h
Quilombo Dom João
Após a apresentação: Oficina Panderês
17/10 – 10h30
Instituto Mãe Lalu – Santiago do Iguape
Após a apresentação: Oficina Panderês
17/10 – 15h
Escola Ana Judite – Quilombo São Brás
Após a apresentação: Oficina Panderês
18/10 – 10h
Associação Beneficente dos Moradores do Paty – ABMP – Ilha do Paty
Após a apresentação: Oficina Panderês
Entrada gratuita.
Todas as ações contarão com intérpretes de Libras.
EQUIPE TÉCNICA
* Emillie Lapa – Multi-instrumentista, Atriz e Compositora
* Natalyne Santos – Atriz, Contadora de Histórias e Dramaturga
* Renata Abreu – Produtora Executiva e Assistente de comunicação
* Igor Trovanova – Realizador Audiovisual e Editor de Vídeo
* Gliuson do Carmo – Produtor Local
* Uiara – Intérprete de Libras
Foto: Fernanda Maia
Música
Olodum lança “Olodum Fulalá” em homenagem aos Wodaabe
Nesta sexta-feira, 16 de outubro, o Olodum lança mundialmente a música “Olodum Fulalá”, composição de Marquinhos Marques, Bida e Bira AfroSambah. A canção estará disponível em todas as plataformas de streaming e retoma referências do tema apresentado pelo bloco no Carnaval de 2024, “Wodaabe – O Povo do Sorriso”.
Os Wodaabe integram o universo cultural Fulani, povo presente em diferentes regiões da África Ocidental. Entre suas tradições está o Guérewol, celebração marcada pela música, dança, encontros comunitários e pela valorização da beleza e da expressão masculina.
“Olodum Fulalá” transforma essas referências em música e estabelece pontes entre diferentes manifestações da cultura africana e afro-brasileira. A letra cita os Wodaabe Mbororo, o Guérewol, o Níger e expressões como Munyal, Hakkilo e Amana, ao mesmo tempo em que incorpora referências à ancestralidade e à força dos tambores.
Com refrão marcado pelo chamado “Ê Fulalá, Wodaabe Mbororo”, a faixa recupera o universo que inspirou o Carnaval de 2024 e o apresenta agora em uma nova linguagem musical.
O lançamento mundial de “Olodum Fulalá”, abre mais um capítulo dessa pesquisa artística e chega às plataformas digitais como a aposta do Olodum para o verão.
Música
AKADAN apresenta show-manifesto “Asé Samba Reggae Revolution”
Em “Asé Samba Reggae Revolution”, show-manifesto que marca uma nova fase da trajetória de AKADAN, a artista retorna aos palcos no dia 16 de outubro, sexta-feira, no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador.
Iyalorixá, cantora, atriz, dançarina e mensageira da ancestralidade negra, AKADAN conduz o público por uma experiência cênica e musical que aproxima o sagrado dos terreiros da energia dos palcos contemporâneos. Mais do que um show, Asé Samba Reggae Revolution se afirma como um manifesto de identidade, memória e continuidade, tendo o samba-reggae como uma de suas principais bases de criação.
O espetáculo parte da tradição musical negra baiana para construir uma linguagem que olha para o passado sem deixar de imaginar futuros possíveis.
O show se estrutura a partir de diferentes vertentes do samba-reggae e de suas conexões com outras sonoridades. A apresentação atravessa três eixos:
O Sagrado, com referências às cantigas e aos toques de matriz afro-brasileira que fundamentam a música preta;
A Resistência, com releituras de repertórios ligados à história dos blocos afro de Salvador;
A Expansão, momento em que o samba-reggae dialoga com blues, jazz, MPB e outras linguagens musicais.
Em formato que valoriza voz, violão e percussão, o espetáculo evidencia a força rítmica e poética das composições, enquanto dança, iluminação e projeções ampliam a experiência cênica.
A direção artística é de Thiago Romero, com direção musical de Lucas Maciel e Tico Santos. A banda é formada por Tico Santos (violão), Lucas Maciel e Irlan Cruz (percussão), Ângelo Santiago (baixo) e 4llan (violão/guitarra). A apresentação conta ainda com a participação de Antônio Jorge.
No palco, a dança ganha corpo com Ivana Paixão, Jojo Oding, Andreza Rodrigues e Albert Elias, sob coreografia de Edeise Gomes. O figurino é assinado por Tauan Carvalho. A experiência audiovisual e as projeções ficam a cargo do Studio Lago, de Tais Lago. A diretora de produção é Lari Libório.
SERVIÇO
O quê: Asé Samba Reggae Revolution — show-manifesto com AKADAN
Quando: sexta-feira, 16 de outubro de 2026, às 20h
Onde: Cineteatro 2 de Julho — Salvador/BA
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia) — Sympla | https://www.sympla.com.br/
Participação: Anderson do Samba
Fotos: Maiara Cerqueira
Música
Ilê Aiyê inscreve para categoria Tema do Festival de Música Negra
O Ilê Aiyê está com inscrições abertas para a categoria Tema da 52ª edição do Festival de Música Negra, uma oportunidade para compositores e compositoras transformarem em música os conhecimentos sobre a história e a cultura africana.
O Festival de Música Negra reúne compositores e compositoras nas categorias Tema e Poesia. As canções selecionadas e premiadas passarão a integrar o repertório do Ilê Aiyê, fortalecendo uma tradição que utiliza a música como instrumento de preservação da memória, valorização da cultura negra e difusão de conhecimentos sobre a África e sua diáspora.
Nesta edição, o tema que servirá de inspiração para as composições é “Togo – o Assigamé e o Império das Nana Benz”, que destaca a trajetória e o legado das mulheres comerciantes que tiveram papel de destaque na história econômica e política do Togo.
As inscrições para a categoria Poesia já foram encerradas. Com a abertura da categoria Tema, o Festival dá continuidade à sua programação e se prepara para a grande final, marcada para o dia 6 de dezembro. Na ocasião, serão apresentadas as composições selecionadas e definidas as canções que irão compor o repertório do Ilê Aiyê.
As inscrições para a categoria Tema estão disponíveis até o dia 25 de outubro no site oficial do Ilê Aiyê.
SERVIÇO
Festival de Música Negra – Categoria Tema
Inscrições: até 25 de outubro
Tema: “Togo – o Assigamé e o Império das Nana Benz”
Final: 6 de dezembro
Inscrições e informações: www.ileaiye.org.br/festival-
Foto: André Frutuôso
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