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Música

Pagode, R&B e IA marcam novo single de Cinara

Kelly Bouéres

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Cinara
Divulgação

Um dos nomes mais promissores da nova música baiana, Cinara mostra que veio para romper barreiras ao combinar pagode com R&B e tecnologia. Na quinta-feira, 30 de abril, a cantora apresentou uma releitura inédita de “Mexe Mexe Mainha”, clássico do grupo É O Tchan, originalmente lançado em 1997. A faixa está em todas as plataformas de áudio e foi produzida pelo pesquisador musical Eduardo Oliveira, à frente do projeto Não Sou Robô, no qual Edu utiliza inteligência artificial na construção dos arranjos.

“Mexe Mexe Mainha” ocupou o topo das paradas de sucesso nos anos 90, época que marcou o auge da carreira do É O Tchan e ajudou a consolidar um fenômeno cultural que projetou a Bahia para todo o Brasil. “Eu gosto de pegar músicas que já fazem parte da memória afetiva das pessoas e trazer isso para o meu universo, com a minha identidade. ‘Mexe Mexe Mainha’ tem essa energia de festa, e eu acho que combina muito com esse clima de feriadão, de viagem, de encontro com amigos”, Cinara dá a dica.

Ao revisitar a obra, Cinara incorpora a “Mexe Mexe Mainha” uma abordagem mais sensual e refinada, que bebe da fonte de outros ritmos negros, como blues, soul e reggae, inerentes à construção artística da cantora e compositora de 22 anos.

A artista possui uma maturidade musical admirável para a sua idade ao estabelecer um diálogo consistente entre o R&B contemporâneo e as matrizes sonoras da Bahia. Inspirada por referências da black music, Cinara tensiona o gênero norte-americano ao incorporar elementos do pagode baiano e da percussividade afro, criando uma estética que é, ao mesmo tempo, global e territorial.

Está aí, aliás, um dos grandes trunfos de Cinara: a capacidade de reinventar sucessos de outras épocas, vivos na memória coletiva da música brasileira, e honrar as profundas raízes que a trouxeram até aqui — ainda que ela sequer tivesse nascido. Prova disso é que a cantora acumula mais de 700 mil visualizações em um só vídeo em que aparece entoando sua própria versão de “Vem Meu Amor”, hit atemporal do Olodum.

*IA (inteligência artificial artística)*

A escolha por “Mexe Mexe Mainha” ousa ao unir tecnologia e memória coletiva. Segundo o produtor Eduardo Oliveira, a faixa surgiu a partir de experimentações com clássicos do É O Tchan em diferentes linguagens musicais. “Existe uma possibilidade imensa de reinventar músicas já conhecidas. Fui testando versões, estilos, até chegar a um resultado que fizesse sentido. Não foi imediato, foi um processo de escuta e construção”.

No processo de criação, explica Edu, a inteligência artificial aparece como ferramenta e não como substituição do fazer artístico. “É uma nova forma de fazer arte, em que você lida com a IA para criar algo novo, nem ela tem o total controle nem você. É na interação entre você e o software que a música surge”, atenta-se.

Há, segundo Edu, uma diferença entre o uso automatizado da tecnologia e o trabalho autoral mediado por ela. “Existe a música ‘por’ IA, em que você apenas insere um comando, e a música feita ‘com’ IA, que exige construção, revisão, escolhas. Você vai moldando o resultado, e isso depende de estudo, de repertório e de entendimento musical”, detalha ele.

Nesse sentido, Edu reforça que o elemento humano segue sendo central no processo criativo. “O olhar humano está sempre. Nada nasce que não seja do humano. A tecnologia vem para complementar, ampliar possibilidades, mas o início é sempre humano”, afirma. O single tem co-produção de Ricardo Belo e mix/master de Kafé — equipe que evidencia o caráter colaborativo e sensível do trabalho.

“Mexe Mexe Mainha” integra um novo projeto da cantora, baseado em IA, que será lançado em breve. Esse novo trabalho contará com outra versão de um clássico do É O Tchan, “Paquerei”.

Serviço:
O que é: Lançamento do single “MEXE MEXE MAINHA”, de Cinara
Quando: quinta-feira, 30 de abril de 2026
Onde: Em todas as plataformas musicais de streaming
Distribuição: OneRPM
Selo: Cambuk
Link para as plataformas digitais de áudio: http://onerpm.link/mexemainha

 

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Gastronomia

Afrochefe Jorge Washington leva Culinária Musical ao Cortiço Carioca

Jamile Menezes

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o projeto Culinária Musical idealizado pelo ator do Bando de Teatro Olodum, produtor cultural e também Afrochefe, Jorge Washington.

O Afrochefe Jorge Washington desembarcou no Rio de Janeiro e já está nos preparativos para uma edição especial do Culinária Musical na cidade. A convite do restaurante Cortiço Carioca, localizado no boêmio bairro da Lapa, o Afrochefe vai levar sua gastronomia afetiva pela primeira vez ao espaço. Por conta disso, em maio, não haverá Culinária Musical em Salvador.

Ph Mocidade

Ph Mocidade

A edição no Cortiço Carioca será neste sábado, 16 de maio, das 13h às 19h, e terá como atração musical o Samba do Cortiço com Makley Mattos, Alex Primo, Alexandre Xuxu e Tiago Bandolim. Terá ainda participação especial de PH Mocidade (Terreiro de Criolo) e da DJ Bieta.

Samba do Cortiço

Samba do Cortiço

Terá também o Cantinho do Empreendedor com o Encontro Preto, loja colaborativa que oferece produtos de afroempreendedorismo, moda e design, focados no protagonismo negro e consumo consciente.

DJ Bieta

DJ Bieta

Na cozinha, o Afrochefe Jorge Washington fará os pratos: Bacalhau a Martelo, Arrumadinho de Fumeiro, Carne de Porco Defumada e Casquinha de Siri.

Para quem estiver no Rio no dia, os ingressos já podem ser adquiridos no Sympla.

Onde será: Rua Joaquim Silva, 105, Cortiço Carioca, Lapa / Centro

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Música

“Elas Cantam Bob” reúne artistas em homenagem a Bob Marley

Kelly Bouéres

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Elas cantam bob
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Neste sábado (16/5), a Casa Cultural Reggae (Pelourinho) receberá o show “Elas Cantam Bob”, integrando a programação do projeto Bob Marley Vive, que vem sendo realizado pela Associação Aspiral do Reggae.

A partir das 18h30, o show contará com apresentações de 12 mulheres do reggae baiano, dentre cantoras, poetisas e djs, celebrando o rei do reggae com o protagonismo feminino. Em Salvador, mulheres de diferentes linguagens fortalecem o reggae em suas estéticas, letras, vozes e performances, liderando movimentos que trazem o feminino à frente do ritmo.

A entrada será R$10.

Estarão no palco: as artistas Una, Dj Sister katia, Viviam Caroline, Kelly Mattos, Rishaa Cruz, Maiana, Jô Kallado, Val Ribeiro, Joelma Hirs, Bell Dread, DJ Belle.

O projeto Bob Marley Vive já está em sua 14ª edição, mostrando o potencial da cultura reggae na cidade, com rodas de conversas, mostras de vídeos e shows.

SERVIÇO
O que: Show Elas Cantam Bob
Quando: 16 de maio, 18h30
Onde: Casa Cultural Reggae (Eua do Passo, 17 – Pelourinho)
Quanto: R$10

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Música

Baile do Dendê estreia nova edição no dia 16

Kelly Bouéres

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Baile do dendê
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Depois de um período em silêncio, o Baile do Dendê retoma suas atividades e inicia uma nova fase em Salvador com uma edição especial no dia 16 de maio, no Uthopya, no Rio Vermelho.

Nascido da mistura entre música eletrônica, cultura de pista e sonoridades negras da Bahia, o projeto retorna mantendo sua essência: diversidade sonora, conexão coletiva e valorização da cultura preta através da música.

A nova edição marca a chegada do Baile do Dendê à capital baiana depois de experiências realizadas no Recôncavo, trazendo uma proposta que atravessa diferentes ritmos e atmosferas. O evento aposta em uma pista quente, livre e conectada com a energia pulsante de Salvador.

A noite será conduzida por um B2B especial entre Laraapio e Nacan, em uma seleção que passeia entre MEPB, Dancehall, House e outras sonoridades afro-diaspóricas, construindo uma experiência musical voltada para quem vive a música no corpo inteiro.

SERVIÇO

Baile do Dendê
📍 Uthopya RV | Travessa Basílio de Magalhães, 122 – Rio Vermelho, Salvador – BA
📅 16 de maio de 2026
🕙 22h
🎟️ Entrada: R$ 15 na portaria

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