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Música

Riane lança EP com mistura de reggae e ritmos afrobaianos

Kelly Bouéres

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Riane
Divulgação

Grande promessa da nova geração do reggae nacional, a  cantora, compositora e baixista baiana Riane (@riane.oficial_) lança seu primeiro EP “Nascente”, no dia 29 de maio. A obra é um retrato íntimo e envolvente pensado a partir das vivências e emoções da artista, mulher negra e do recôncavo baiano. A musicalidade é focada no reggae que ganha toques de uma roupagem pop e contemporânea e influências rítmicas afro-brasileiras. O álbum já está disponível nas plataformas. OUÇA AQUI.

Natural de Cachoeira e formada em Música pela Universidade Federal da Bahia, Riane vem se consolidando como um dos nomes em ascensão da cena independente baiana. Sua trajetória inclui colaborações com artistas como Rachel Reis e Sued Nunes, além de premiações e participações em projetos que ampliam sua presença no cenário musical.

O lançamento nas plataformas de áudio vem acompanhado de clipes e visualizers das músicas que estreiam no canal youtube.com/@riane.oficial, às 12h. O EP tem produção musical de Felipe Guedes, arranjos de baixo de César Matos, mixagem de Jordi Amorim, masterização de Mike Caplan, com produção executiva de Camila Brito e apoio do selo musical Cabaça Sonora. A direção e roteiro dos clipes é de Marvin Pereira.

Reggae e corpo-político: narrativas íntimas de histórias coletivas

O EP “Nascente” reúne cinco canções autorais que mergulham em temas como identidade, amor, saudade e maternidade, atravessados pela experiência de migração do interior para a capital. O trabalho propõe um olhar mais íntimo dentro do reggae, deslocando o foco das críticas sociais para assumir o próprio corpo-político como manifesto. As emoções e as vivências da própria artista são cantadas a partir da perspectiva de uma mulher negra e periférica do Recôncavo Baiano.

Na primeira música “Fluxo de Cachoeira”, a artista reafirma suas raízes e celebra sua terra natal com orgulho e pertencimento. Em “Saltos de saudade” apresenta o impacto da migração e a distância da família, quando sai de Cachoeira, aos 17 anos, para ir em busca do sonho de estudar música na Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Entre as faixas já lançadas estão “Não tem Carnaval” – música que tensiona a atmosfera festiva de Salvador com a solidão afetiva. A canção foi premiada no 21º Festival de Música Educadora FM, na categoria “Melhor Arranjo de Canção”. 

Na música “Nascer mãe”, Riane aborda a maternidade de mulheres negras criadas em rede por outras mulheres. Entre encontros e desencontros, o trabalho costura sentimentos íntimos e coletivos, em uma obra que reverbera o universo feminino.

O EP fecha com “Mulher no Espelho”, também já lançado como single, é uma parceria com a cantora maranhense Núbia, um dos novos talentos nacionais do reggae. A música fala sobre o encontro íntimo de uma mulher com o próprio reflexo e o reconhecimento de um corpo real, sem filtros.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

ASSISTA AO CLIPE MULHER NO ESPELHO AQUI

Acompanhe em:

Instagram: @riane.oficial_

Spotify: Riane Mascarenhas

Youtube: @riane.oficial

 

Mini Bio Riane

Riane é baixista, cantora e compositora, natural de Cachoeira-Ba, graduada em Licenciatura em Música pela UFBA. Nascida em um dos maiores berços culturais do Brasil, Cachoeira, é no Reggae que a artista encontra formas de se expressar no mundo. Após diversas colaborações musicais, com artistas como Rachel Reis, Sued Nunes, Edson Gomes, Sine Calmon, Tintim Gomes, Nengo Vieira e no grupo Orquestra Reggae de Cachoeira, Riane ganhou destaque na cena, passando a dedicar-se à carreira solo e buscando reescrever a cena do Reggae, a partir do lugar de uma mulher preta periférica do Recôncavo Baiano. Em pouco tempo na carreira solo, Riane já alcançou grandes feitos, foi premiada no 21º Festival de Música Educadora FM, na categoria Melhor Arranjo para Música com Letra, participou como entrevistada do documentário Reggae Resistência e apresentou-se em grandes palcos como o São João de Cachoeira, Festival Bob por Elas e o Lioness Festival. 

Música

Olodum lança “Olodum Fulalá” em homenagem aos Wodaabe

Jamile Menezes

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Olodum

Nesta sexta-feira, 16 de outubro, o Olodum lança mundialmente a música “Olodum Fulalá”, composição de Marquinhos Marques, Bida e Bira AfroSambah. A canção estará disponível em todas as plataformas de streaming e retoma referências do tema apresentado pelo bloco no Carnaval de 2024, “Wodaabe – O Povo do Sorriso”.

Os Wodaabe integram o universo cultural Fulani, povo presente em diferentes regiões da África Ocidental. Entre suas tradições está o Guérewol, celebração marcada pela música, dança, encontros comunitários e pela valorização da beleza e da expressão masculina.

“Olodum Fulalá” transforma essas referências em música e estabelece pontes entre diferentes manifestações da cultura africana e afro-brasileira. A letra cita os Wodaabe Mbororo, o Guérewol, o Níger e expressões como Munyal, Hakkilo e Amana, ao mesmo tempo em que incorpora referências à ancestralidade e à força dos tambores.

Com refrão marcado pelo chamado “Ê Fulalá, Wodaabe Mbororo”, a faixa recupera o universo que inspirou o Carnaval de 2024 e o apresenta agora em uma nova linguagem musical.

O lançamento mundial de “Olodum Fulalá”, abre mais um capítulo dessa pesquisa artística e chega às plataformas digitais como a aposta do Olodum para o verão.

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Música

AKADAN apresenta show-manifesto “Asé Samba Reggae Revolution”

Jamile Menezes

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AKADAN

Em “Asé Samba Reggae Revolution”, show-manifesto que marca uma nova fase da trajetória de AKADAN, a artista retorna aos palcos no dia 16 de outubro, sexta-feira, no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador.

Iyalorixá, cantora, atriz, dançarina e mensageira da ancestralidade negra, AKADAN conduz o público por uma experiência cênica e musical que aproxima o sagrado dos terreiros da energia dos palcos contemporâneos. Mais do que um show, Asé Samba Reggae Revolution se afirma como um manifesto de identidade, memória e continuidade, tendo o samba-reggae como uma de suas principais bases de criação.

O espetáculo parte da tradição musical negra baiana para construir uma linguagem que olha para o passado sem deixar de imaginar futuros possíveis.

O show se estrutura a partir de diferentes vertentes do samba-reggae e de suas conexões com outras sonoridades. A apresentação atravessa três eixos:

O Sagrado, com referências às cantigas e aos toques de matriz afro-brasileira que fundamentam a música preta;

A Resistência, com releituras de repertórios ligados à história dos blocos afro de Salvador;

A Expansão, momento em que o samba-reggae dialoga com blues, jazz, MPB e outras linguagens musicais.

Em formato que valoriza voz, violão e percussão, o espetáculo evidencia a força rítmica e poética das composições, enquanto dança, iluminação e projeções ampliam a experiência cênica.

A direção artística é de Thiago Romero, com direção musical de Lucas Maciel e Tico Santos. A banda é formada por Tico Santos (violão), Lucas Maciel e Irlan Cruz (percussão), Ângelo Santiago (baixo) e 4llan (violão/guitarra). A apresentação conta ainda com a participação de Antônio Jorge.

No palco, a dança ganha corpo com Ivana Paixão, Jojo Oding, Andreza Rodrigues e Albert Elias, sob coreografia de Edeise Gomes. O figurino é assinado por Tauan Carvalho. A experiência audiovisual e as projeções ficam a cargo do Studio Lago, de Tais Lago. A diretora de produção é Lari Libório.

SERVIÇO

O quê: Asé Samba Reggae Revolution — show-manifesto com AKADAN
Quando: sexta-feira, 16 de outubro de 2026, às 20h
Onde: Cineteatro 2 de Julho — Salvador/BA
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia) — Sympla | https://www.sympla.com.br/evento/ase-samba-reggae-revolution-um-show-manifesto-de-akadan/3586418?share_id=copiarlink
Participação: Anderson do Samba

Fotos: Maiara Cerqueira

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Música

Ilê Aiyê inscreve para categoria Tema do Festival de Música Negra

Jamile Menezes

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Ilê Aiyê

O Ilê Aiyê está com inscrições abertas para a categoria Tema da 52ª edição do Festival de Música Negra, uma oportunidade para compositores e compositoras transformarem em música os conhecimentos sobre a história e a cultura africana.

O Festival de Música Negra reúne compositores e compositoras nas categorias Tema e Poesia. As canções selecionadas e premiadas passarão a integrar o repertório do Ilê Aiyê, fortalecendo uma tradição que utiliza a música como instrumento de preservação da memória, valorização da cultura negra e difusão de conhecimentos sobre a África e sua diáspora.

Nesta edição, o tema que servirá de inspiração para as composições é “Togo – o Assigamé e o Império das Nana Benz”, que destaca a trajetória e o legado das mulheres comerciantes que tiveram papel de destaque na história econômica e política do Togo.

As inscrições para a categoria Poesia já foram encerradas. Com a abertura da categoria Tema, o Festival dá continuidade à sua programação e se prepara para a grande final, marcada para o dia 6 de dezembro. Na ocasião, serão apresentadas as composições selecionadas e definidas as canções que irão compor o repertório do Ilê Aiyê.

As inscrições para a categoria Tema estão disponíveis até o dia 25 de outubro no site oficial do Ilê Aiyê.

SERVIÇO

Festival de Música Negra – Categoria Tema
Inscrições: até 25 de outubro
Tema: “Togo – o Assigamé e o Império das Nana Benz”
Final: 6 de dezembro
Inscrições e informações: www.ileaiye.org.br/festival-de-musica-negra-ile-aiye

Foto: André Frutuôso

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