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Teatro

Sulivã Bispo celebra 10 anos de “KAIALA” e circula em Terreiros

Jamile Menezes

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Comemorando 10 anos,  o espetáculo KAIALA, solo do ator, dramaturgo e diretor Sulivã Bispo, vai circular por terreiros de candomblé da Bahia entre os meses de agosto e setembro. As apresentações, gratuitas e abertas às comunidades, marcam o início das celebrações da primeira década da montagem e trazem novidades para a cena.

Pela primeira vez, o espetáculo contará com a participação da multiartista mirim Pietra Gomes, integrante da Banda Didá, que passa a integrar o elenco ao lado do percussionista Ruan Lemos, da Banda Aiyê.

A presença de uma criança em cena também revela a ancestralidade que se renova, o conhecimento que passa de geração em geração e a tradição que permanece viva.

Sulivã Bispo expande carreira no audiovisual e defende teatro negro

A temporada começa no dia 14 de agosto, às 20h, na Casa de Oxumaré, em Salvador, seguindo por outros terreiros da capital, da Região Metropolitana e do Recôncavo Baiano.

Com sua narrativa marcada pela defesa da liberdade religiosa e pelo combate ao racismo religioso, esta circulação marca o início das celebrações pelos 10 anos do espetáculo e concretiza um desejo antigo da equipe.

“Logo no início da trajetória fizemos uma apresentação no Terreiro Bate Folha, e desde então ficou o desejo de levar KAIALA para outros terreiros. As comemorações dos 10 anos começam agora, nesses espaços sagrados, e este projeto representa apenas o início de muitas ações que ainda virão.”, diz Sulivã Bispo.

História

KAIALA conta a história de uma menina de 10 anos, iniciada no candomblé de tradição angola, assassinada durante a invasão de seu terreiro por um grupo de evangélicos movido pela intolerância religiosa. A partir desse episódio, o espetáculo constrói uma reflexão profunda sobre violência, racismo religioso, ancestralidade e resistência.

Programação

14 de agosto, às 20h
Casa de Oxumaré | Salvador

22 de agosto, às 19h
Kalebokun | Salvador

30 de agosto, às 16h
Ajagunã | Salvador

4 de setembro
Terreiro Ilê Axé Ojú Onirê, em Santo Amaro.

5 de setembro, às 16h
TUNTUN | Salvador

12 de setembro
17h abertura | 18h espetáculo
São Jorge Filhos da Gomeia | Salvador

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Teatro

Fala, Ìbejí apresenta às crianças tradições ligadas ao caruru de Cosme e Damião

Jamile Menezes

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Fala Ìbejí

A Casa Rosa acolhe em todos os domingos de agosto a peça infantojuvenil Fala, Ìbejí. Concebido como um espetáculo de rua e adaptado agora para o Teatro Cambará, a montagem costura elementos do candomblé, da cultura popular nordestina e das festas de Cosme e Damião.

O espetáculo musicado é uma realização da COOXIA Coletivo Teatral, com produção da DAGENTE Produções. O

Com direção de Guilherme Hunder e dramaturgia de Luiz Antônio Sena Jr. (LUI), Fala, Ìbejí dá continuidade a uma pesquisa cênica afrocentrada de ambos dedicada às infâncias, à tradição oral e às pedagogias do terreiro.

A encenação incorpora a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como parte da própria cena, integrada à performance do elenco, formado por Anderson Danttas, Ane Ventura, Fernanda Silva, Gabriel Nafisi e Larissa Libório.

A trama se desenvolve na casa de Mãe Mainha, uma matriarca respeitada, enquanto todos se preparam para o caruru em homenagem aos gêmeos. No entanto, a chegada da Morte ameaça interromper a celebração e silenciar a festa. Assim, entre cantos, memórias e rituais, a comunidade se vê diante do desafio de proteger a vida, a alegria e a ancestralidade que o caruru celebra.

Fala Ìbejí

Fala Ìbejí

A plateia é parte ativa da experiência. Ao longo da apresentação, o público é convidado a participar: canta, responde a enigmas, bate palmas e se envolve na brincadeira ritual que ajuda a colocar a Morte para dançar.

As composições inéditas, criadas a partir das letras de LUI, são assinadas por Ray Gouveia, que ao lado de Felipe Pires também assina a direção musical. A cenografia concebida por Erick Saboya soma-se aos acessórios de cena concebidos por Elis Brito e aos figurinos concebidos pelo diretor, Guilherme Hunder.

Sobre o a_gosto da Casa

Em agosto de 2026, a Casa Rosa completa seis anos com música, cinema, teatro infantil e gastronomia. Desde os primeiros dias do a_gosto da Casa, os ambientes do casarão recebem uma agenda especial que traduz a essência da Casa ao valorizar a diversidade de linguagens artísticas e de públicos em torno de experiências compartilhadas. 

FALA, ÌBEJÍ no a_gosto da Casa

Quando: domingos de 16, 23 e 30 de agosto de 2026, sempre às 11h

Onde: Teatro Cambará da Casa Rosa

Quanto: R$ 50 (inteira) | R$ 25 (meia-entrada). Vendas pela Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/124936?share_id=1-copiarlink

Acessibilidade: Tradução em libras e arquitetura acessível

Classificação indicativa: Livre

Fotos: Jean Teixeira

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Teatro

Bando de Teatro Olodum lança projeto que prevê novo espetáculo

Jamile Menezes

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Bando de Teatro Olodum - ERÊ

O Bando de Teatro Olodum lança, nesta segunda-feira (17), às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador, o projeto Bando de Teatro Olodum – 35 Anos de Arte Negra.

Com patrocínio master da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, a iniciativa celebra a trajetória de um dos mais importantes grupos de teatro negro do Brasil e amplia sua atuação nas áreas de formação artística, educação e valorização da cultura negra.

Mabel Freitas

Dra. Mabel Freitas

O lançamento será marcado por uma aula inaugural com a professora doutora Mabel Freitas, além de apresentações da Cia. Suburbando, criada por artistas formados nas Oficinas de Performance Negra no Subúrbio de Salvador e do Sarau Orí Se7e, dirigido pelo ator e poeta Ednaldo Muniz, um dos fundadores do Bando. A programação é aberta ao público, com entrada sujeita à lotação do espaço.

Sarau Orí Se7e

Sarau Orí Se7e

Ao longo do projeto, será realizada mais uma edição da Oficina de Performance Negra, que este ano registrou número recorde de interessados, além de ações de Mediação Cultural em escolas públicas, apresentações da peça Erê e a montagem de um novo espetáculo do Bando, que terá como tema e homenagem o samba-reggae, ritmo que atravessa a ancestralidade musical da Bahia e se tornou uma das principais expressões da identidade cultural afro-baiana.

Com direção de Lázaro Ramos, a nova montagem pretende lançar um olhar cênico sobre a força cultural, política e estética do samba-reggae, conectando a tradição musical construída nas ruas de Salvador às experiências e às narrativas da população negra.

Oficina Performance Negra

Mostra Oficina Performance Negra | Plataforma

Formação de novos artistas
Criado em 1990, o Bando de Teatro Olodum é considerado o grupo de teatro negro em atividade há mais tempo na América Latina.

A formação de jovens artistas é uma das marcas dessa trajetória. Por meio das Oficinas de Performance Negra e das ações desenvolvidas em escolas públicas, o projeto aposta na aproximação entre arte e educação como instrumentos de enfrentamento ao racismo, valorização da identidade e fortalecimento da cultura negra.

“Celebrar os 35 anos do Bando é também reafirmar a importância de uma arte negra que forma, transforma e produz conhecimento. Nossa trajetória mostra que o teatro pode ser espaço de criação, formação e afirmação da identidade. E queremos continuar abrindo caminhos para que novas gerações de artistas possam ocupar a cena”, destaca Cássia Valle, diretora, escritora e atriz do Bando de Teatro Olodum.

O projeto é uma realização do Instituto Todo Menino é um Rei, Bando de Teatro Olodum e Ministério da Cultura, com produção de Edmilia Barros e patrocínio master da Petrobras, por meio da Lei Rouanet.

Serviço
Lançamento do projeto Bando de Teatro Olodum – 35 Anos de Arte Negra
Data: 17 de agosto (segunda-feira), às 19h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha, Rua do Couro, s/n, Centro, Salvador
Entrada: gratuita, sujeita à lotação do espaço
Fotos Divulgação: Black Rec

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Teatro

ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras segue até sábado (15)

Jamile Menezes

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ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras

O ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras  realiza até 15 de agosto sua 6ª edição com o tema “O pulsar de vida das mulheres negras que acolhem e guerreiam!”. O festival reafirma seu compromisso com o fortalecimento da produção artística de mulheres negras e a valorização de suas trajetórias, saberes e modos de criar.

Nesta edição, dez espetáculos de teatro, dança e performance integram a programação principal, além das ações formativas e encontros voltados ao diálogo entre artistas, estudantes e público.

Acontecendo no Teatro Martim Gonçalves, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música e nos Espaços Boca de Brasa (Centro e Valéria), o Festival foi criado a partir da mobilização de atrizes baianas e da necessidade de construir um espaço dedicado às mulheres negras nas artes.

Assim, o ÌYÁ’S se consolidou como uma plataforma de fomento, intercâmbio e visibilidade para artistas negras de diferentes linguagens artísticas e regiões do país.

“O tema deste ano é uma celebração da força, do cuidado e da resistência das mulheres negras diante das violências históricas e contemporâneas. Inspirado na potência das yabás em ser colo e proteção, o festival convida artistas e público a refletirem sobre afeto, ancestralidade e luta como caminhos de manutenção da vida”, destaca Juliana Monique, atriz, diretora e produtora executiva do festival.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

A programação completa está disponível no link: https://linklist.bio/festivaliyas

SERVIÇO:
6º ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras
Quando: 7 a 15 de agosto de 2026
Onde: Teatro Martim Gonçalves, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Casa da Música, Pátio Iyá Nassô, Espaços Boca de Brasa, Espaço Xisto Bahia e escolas públicas de Salvador.
Mais informações: @festivaliyas

Foto: Íris Brito Lopes

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