Teatro
Vika Mennezes amplia projeto Mukunã com oficinas e novas apresentações
Teatro, educação, ancestralidade afro-brasileira e formação de público. É com estas iniciativas que se inicia, a partir deste mês de agosto, o projeto artístico-pedagógico “Mukunã: do Recôncavo à Capital, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e que vai conectar escola, universidade e territórios. O projeto propõe ações no Colégio Estadual de Tempo Integral da Ribeira (antigo Colégio Presidente Costa e Silva na Ribeira), no Cine-Theatro Cachoeirano (Cachoeira) e no Teatro Martim Gonçalves (Canela).
Liderado pela atriz, arte-educadora, pesquisadora, diretora e gestora cultural, Vika Mennezes, o projeto nasce do espetáculo “Mukunã: do fio à raiz”, no qual uma mulher se confronta com a ancestralidade a partir do seu cabelo e vai “do fio à raiz”. O espetáculo, já há quase dois anos em circulação, rendeu a Vika uma indicação na categoria de Melhor Atriz, na 30ª edição do Prêmio Bahia Aplaude (antigo Prêmio Braskem de Teatro), que também venceu na categoria Revelação com a composição de Filêmon Cafezeiro e Liz Novais.

Filêmon Cafezeiro e Liz Novais
Neste ano, ampliando a projeção do espetáculo, o projeto circula entre Salvador e Cachoeira, promovendo novas apresentações em escolas públicas e teatro, oficinas artísticas afrocentradas, ações de acessibilidade, atividades formativas e estratégias de democratização do acesso ao teatro para estudantes da rede pública, universidades e comunidades. Haverá as oficinas “Mukunã: Corpo, Raiz e Cena”, com Vika Mennezes; “Estética Afro”, com Lore Bispo (Deusa do Ébano 2025); “Dança Ancestral”, com Paula Marinho; “Iluminação para Espaços Alternativos”, com Allison de Sá; “Cenografia Teatral”, com Alan Aljó e “Dramaturgia Afrocentrada”, com Filêmon Cafezeiro.

Programação
Em agosto, as ações do projeto começam nesta sexta-feira 14, com apresentação, com intérprete de Libras, do espetáculo no Colégio Estadual de Tempo Integral da Ribeira (antigo Colégio Presidente Costa e Silva), no bairro da Ribeira, em Salvador, nos dias 14 e 21 de agosto. As sessões, nos turnos da manhã e tarde, serão dirigidas à comunidade escolar. Já no dia 28 de agosto, a oficina “Meu Mukunã: Minha Raiz”, acontecerá no Cine-Theatro Cachoeirano, no município de Cachoeira (Recôncavo baiano).
Em setembro, as ações continuam com apresentações gratuitas do espetáculo “Mukunã: do fio à raiz” no Cine-Theatro Cachoeirano (19/9 às 14h e 19h)
Em outubro, haverá novas apresentações no Teatro Martim Gonçalves, nos dias 1º, 2 e 3 de outubro.

Nos meses de novembro e dezembro, a artista Vika Mennezes promove 6 oficinas na Escola Estadual de Tempo Integral Presciliano Silva e no Colégio Estadual de Tempo Integral da Ribeira (antigo Colégio Presidente Costa e Silva) e Lives no Instagram com o tema “Um História Cabeluda para Contar”, nas quais convida pessoas a compartilhar suas histórias reais com seus cabelos ao longo de suas vidas.
“Queremos alcançar estudantes da rede pública, professores, escolas e universidades; coletivos de mulheres, instituições culturais, comunidades e povos de Terreiro, instituições que atendem pessoas surdas e o público em geral interessado em teatro e cultura afro-brasileira”, diz Vika.
Cronograma:
14 e 21 de agosto (sexta-feira)
Apresentações — Colégio Estadual de Tempo Integral da Ribeira (antigo Colégio Presidente Costa e Silva)
Manhã: 10h
Tarde: 16h
28 de agosto (sexta-feira)
Oficina Meu Mukunã: Minha Raiz – Cine-Theatro Cachoeirano (Cachoeira)
Horário: 14h às 17h
19 de setembro (sábado)
Espetáculo – Cine-Theatro Cachoeirano (Cachoeira)
Apresentação: 14h
Apresentação: 19h
01 de outubro (quinta-feira)
Espetáculo no Teatro Martim Gonçalves
Tarde: 15h
Noite: 20h
02 e 03 de outubro (sexta-feira e sábado)
Espetáculo no Teatro Martim Gonçalves
Noite: 20h
Novembro
Oficinas dias 06 e 27 de novembro nas escolas
14 de novembro para público externo
8, 15, 22 de dezembro
Live “Um História Cabeluda para Contar” (Instagram)
Fotos: Gabriela Carvalho
Teatro
Fala, Ìbejí apresenta às crianças tradições ligadas ao caruru de Cosme e Damião
A Casa Rosa acolhe em todos os domingos de agosto a peça infantojuvenil Fala, Ìbejí. Concebido como um espetáculo de rua e adaptado agora para o Teatro Cambará, a montagem costura elementos do candomblé, da cultura popular nordestina e das festas de Cosme e Damião.
O espetáculo musicado é uma realização da COOXIA Coletivo Teatral, com produção da DAGENTE Produções. O
Com direção de Guilherme Hunder e dramaturgia de Luiz Antônio Sena Jr. (LUI), Fala, Ìbejí dá continuidade a uma pesquisa cênica afrocentrada de ambos dedicada às infâncias, à tradição oral e às pedagogias do terreiro.
A encenação incorpora a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como parte da própria cena, integrada à performance do elenco, formado por Anderson Danttas, Ane Ventura, Fernanda Silva, Gabriel Nafisi e Larissa Libório.
A trama se desenvolve na casa de Mãe Mainha, uma matriarca respeitada, enquanto todos se preparam para o caruru em homenagem aos gêmeos. No entanto, a chegada da Morte ameaça interromper a celebração e silenciar a festa. Assim, entre cantos, memórias e rituais, a comunidade se vê diante do desafio de proteger a vida, a alegria e a ancestralidade que o caruru celebra.

Fala Ìbejí
A plateia é parte ativa da experiência. Ao longo da apresentação, o público é convidado a participar: canta, responde a enigmas, bate palmas e se envolve na brincadeira ritual que ajuda a colocar a Morte para dançar.
As composições inéditas, criadas a partir das letras de LUI, são assinadas por Ray Gouveia, que ao lado de Felipe Pires também assina a direção musical. A cenografia concebida por Erick Saboya soma-se aos acessórios de cena concebidos por Elis Brito e aos figurinos concebidos pelo diretor, Guilherme Hunder.
Sobre o a_gosto da Casa
Em agosto de 2026, a Casa Rosa completa seis anos com música, cinema, teatro infantil e gastronomia. Desde os primeiros dias do a_gosto da Casa, os ambientes do casarão recebem uma agenda especial que traduz a essência da Casa ao valorizar a diversidade de linguagens artísticas e de públicos em torno de experiências compartilhadas.
FALA, ÌBEJÍ no a_gosto da Casa
Quando: domingos de 16, 23 e 30 de agosto de 2026, sempre às 11h
Onde: Teatro Cambará da Casa Rosa
Quanto: R$ 50 (inteira) | R$ 25 (meia-entrada). Vendas pela Sympla (https://bileto.sympla.com.br/
Acessibilidade: Tradução em libras e arquitetura acessível
Classificação indicativa: Livre
Fotos: Jean Teixeira
Teatro
Bando de Teatro Olodum lança projeto que prevê novo espetáculo
O Bando de Teatro Olodum lança, nesta segunda-feira (17), às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador, o projeto Bando de Teatro Olodum – 35 Anos de Arte Negra.
Com patrocínio master da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, a iniciativa celebra a trajetória de um dos mais importantes grupos de teatro negro do Brasil e amplia sua atuação nas áreas de formação artística, educação e valorização da cultura negra.

Dra. Mabel Freitas
O lançamento será marcado por uma aula inaugural com a professora doutora Mabel Freitas, além de apresentações da Cia. Suburbando, criada por artistas formados nas Oficinas de Performance Negra no Subúrbio de Salvador e do Sarau Orí Se7e, dirigido pelo ator e poeta Ednaldo Muniz, um dos fundadores do Bando. A programação é aberta ao público, com entrada sujeita à lotação do espaço.

Sarau Orí Se7e
Ao longo do projeto, será realizada mais uma edição da Oficina de Performance Negra, que este ano registrou número recorde de interessados, além de ações de Mediação Cultural em escolas públicas, apresentações da peça Erê e a montagem de um novo espetáculo do Bando, que terá como tema e homenagem o samba-reggae, ritmo que atravessa a ancestralidade musical da Bahia e se tornou uma das principais expressões da identidade cultural afro-baiana.
Com direção de Lázaro Ramos, a nova montagem pretende lançar um olhar cênico sobre a força cultural, política e estética do samba-reggae, conectando a tradição musical construída nas ruas de Salvador às experiências e às narrativas da população negra.

Mostra Oficina Performance Negra | Plataforma
Formação de novos artistas
Criado em 1990, o Bando de Teatro Olodum é considerado o grupo de teatro negro em atividade há mais tempo na América Latina.
A formação de jovens artistas é uma das marcas dessa trajetória. Por meio das Oficinas de Performance Negra e das ações desenvolvidas em escolas públicas, o projeto aposta na aproximação entre arte e educação como instrumentos de enfrentamento ao racismo, valorização da identidade e fortalecimento da cultura negra.
“Celebrar os 35 anos do Bando é também reafirmar a importância de uma arte negra que forma, transforma e produz conhecimento. Nossa trajetória mostra que o teatro pode ser espaço de criação, formação e afirmação da identidade. E queremos continuar abrindo caminhos para que novas gerações de artistas possam ocupar a cena”, destaca Cássia Valle, diretora, escritora e atriz do Bando de Teatro Olodum.
O projeto é uma realização do Instituto Todo Menino é um Rei, Bando de Teatro Olodum e Ministério da Cultura, com produção de Edmilia Barros e patrocínio master da Petrobras, por meio da Lei Rouanet.
Serviço
Lançamento do projeto Bando de Teatro Olodum – 35 Anos de Arte Negra
Data: 17 de agosto (segunda-feira), às 19h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha, Rua do Couro, s/n, Centro, Salvador
Entrada: gratuita, sujeita à lotação do espaço
Fotos Divulgação: Black Rec
Teatro
ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras segue até sábado (15)
O ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras realiza até 15 de agosto sua 6ª edição com o tema “O pulsar de vida das mulheres negras que acolhem e guerreiam!”. O festival reafirma seu compromisso com o fortalecimento da produção artística de mulheres negras e a valorização de suas trajetórias, saberes e modos de criar.
Nesta edição, dez espetáculos de teatro, dança e performance integram a programação principal, além das ações formativas e encontros voltados ao diálogo entre artistas, estudantes e público.
Acontecendo no Teatro Martim Gonçalves, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música e nos Espaços Boca de Brasa (Centro e Valéria), o Festival foi criado a partir da mobilização de atrizes baianas e da necessidade de construir um espaço dedicado às mulheres negras nas artes.
Assim, o ÌYÁ’S se consolidou como uma plataforma de fomento, intercâmbio e visibilidade para artistas negras de diferentes linguagens artísticas e regiões do país.
“O tema deste ano é uma celebração da força, do cuidado e da resistência das mulheres negras diante das violências históricas e contemporâneas. Inspirado na potência das yabás em ser colo e proteção, o festival convida artistas e público a refletirem sobre afeto, ancestralidade e luta como caminhos de manutenção da vida”, destaca Juliana Monique, atriz, diretora e produtora executiva do festival.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
A programação completa está disponível no link: https://linklist.bio/festivaliyas
SERVIÇO:
6º ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras
Quando: 7 a 15 de agosto de 2026
Onde: Teatro Martim Gonçalves, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Casa da Música, Pátio Iyá Nassô, Espaços Boca de Brasa, Espaço Xisto Bahia e escolas públicas de Salvador.
Mais informações: @festivaliyas
Foto: Íris Brito Lopes
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