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Música

Nayri lança novo single “Noite de uma terça-feira azul”com Vinijoe

Jamile Menezes

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Nayri

Uma terça-feira à noite, um encontro em Brasília e um poema escrito oito anos antes. É desse percurso que nasce “Noite de uma terça-feira azul”, novo single de Nayri com Vinijoe, que chega às plataformas digitais em 6 de outubro.

A canção começou em 2018, quando Nayri escreveu o poema “Travessia”. O texto foi apresentado no No Punchcast, do Ondas Minas e passou a integrar o livro de poemas-canções Eu Quero Falar de Amor. Em 2026, ao receber o Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-Brasileiras, da Fundação Cultural Palmares, o texto ganhou outra forma.

Foi quando a artista encontrou Vinijoe, compositor e cantor de Belo Horizonte. Produzida por Ally Akin, no Black Monster Studio, em Brasília, “Noite de uma terça-feira azul” se constrói no samba-rap. A faixa aproxima a escrita poética de Nayri da experiência de Vinijoe com o gênero e desloca a artista para um território diferente daquele pelo qual seu trabalho musical costuma ser reconhecido, marcado por referências do R&B, jazz e música afro-brasileira.

Nayri fala da trajetória do single:

“Sinto o verde que nos une”

Nayri

Quem é NAYRI? 

Nayri é cantora, escritora e pesquisadora baiana. Conquistou o Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-Brasileiras da Fundação Cultural Palmares com seu primeiro single, Mergulho. A canção originou um videoclipe premiado em festivais nacionais e internacionais. Lançou Convite, Aiyê, Axé e Águas para Oxalá, apresentadas em Salvador, Brasília e Curitiba. Integra a rede de embaixadoras do Women’s Music Event.

Investiga o Poetry Slam pela antropologia da performance na Universidade Federal da Bahia. Participou da residência internacional Crise da Democracia na América Latina e do Iberescena Lab. Constrói o single e o audiovisual Nega em parceria com o Mira Lab e o Instituto A Mulherada.

Vinijoe

Quem é Vinijoe? 

Vinijoe é MC, cantor, compositor, educador social, ator e modelo mineiro que transforma vivências periféricas em música, unindo rap e samba em uma identidade própria. Nascido e criado no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, iniciou sua trajetória artística em 2016, aos 16 anos, e desde então vem construindo uma carreira marcada pela versatilidade, pela valorização da cultura negra e pela narrativa de quem vive a periferia de dentro.

Vencedor nacional do Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-Brasileiras, da Fundação Palmares, e do Prêmio Energia da Cultura, Vinijoe também foi finalista do Prêmio A Voz da Periferia 2025.

 

 

Memória

Viola de Doze celebra Tia Ciata em show gratuito no Pau Miúdo

Jamile Menezes

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A banda Viola de Doze promove, neste domingo, dia 11 de outubro, um encontro especial com o público em Salvador. Será na Rua 20 de Agosto, no bairro do Pau Miúdo, a partir das 15h, com acesso gratuito.

O show, o primeiro do projeto “Roda da Viola, terá como tema a valorização das raízes do grupo e da cultura popular baiana. Para a ocasião, o público é convidado a vestir amarelo.

A apresentação também será marcada por uma homenagem a Tia Ciata, que integra a memória e a tradição do samba, reforçando a proposta de celebrar referências que contribuíram para a construção da identidade musical da Bahia.

“Estamos voltando às nossas origens, onde tudo começou, com o projeto ‘Roda da Viola’. É muito especial poder reencontrar o nosso público nesse lugar e celebrar a história, nossas referências e a nossa música”, afirma o cantor Helon Neves. “Esse é um momento para a gente cantar, tocar e lembrar de onde viemos. A música tem esse poder de reunir as pessoas e manter vivas as nossas tradições. Fazer isso de forma gratuita, junto ao nosso povo, tem um significado muito grande para nós”, destaca o também vocalista Menininho.

Sobre o Projeto Roda da Viola

O Roda da Viola tem como conceito central o africocentrismo, valorizando a ancestralidade e a contribuição fundamental da África para a formação de diferentes culturas. Nesse contexto, o atabaque ocupa papel de destaque, sendo compreendido como um elemento vivo e sagrado, responsável por conduzir os ritmos, evocar os orixás e conectar o público às raízes da cultura baiana. A ideia da roda representa união, comunhão e acolhimento. O projeto foi criado para ser um espaço plural e seguro, reunindo música, cultura e ancestralidade.

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Música

Grupo Botequim celebra 20 anos em roda de samba no dia 9

Kelly Bouéres

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Daniel Pita

O Grupo Botequim comemora 20 anos como um dos principais nomes que contribuíram para fortalecer a cena do samba na Bahia. No próximo dia 9 de outubro (sexta-feira), às 21h, o grupo celebra uma edição histórica da sua roda de samba no Pátio da Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, com convidados especiais. A expectativa é de encher a casa e receber os fãs e amigos que acompanham essa jornada desde os seus primeiros passos. São duas décadas fazendo de cada roda uma catarse musical, em encontros marcados pelo samba, pela energia contagiante e pela relação construída de perto com o público, compondo um legado que se tornou parte da memória cultural e afetiva do bairro e de Salvador.

Os motivos para celebrar são muitos, incluindo conquistas que vão da construção de um público fiel ao reconhecimento de nomes da velha guarda do samba da capital baiana. Para Roberto Ribeiro, fundador e cavaquinista, manter a identidade do grupo e, ao mesmo tempo, conquistar novas gerações está entre os principais marcos dessa trajetória. Ele também ressalta as homenagens a importantes mestres, o lançamento do primeiro disco autoral, em 2016, a circulação do trabalho em turnês para além da Bahia e a colaboração para a disseminação das rodas de samba em espaços públicos da cidade.

“Uma das maiores conquistas foi construir um público firme, fiel, que ao longo desses 20 anos foi crescendo e se transformando, chegando à nova geração. A gente não se moldou para mudar nossa identidade, apenas se manteve firme no que queria e o público foi naturalmente se identificando com o nosso trabalho, entendendo a importância dessa memória e preservação que mantemos até hoje. Também ganhamos o respeito da velha guarda do samba de Salvador, o que para a gente sempre foi muito importante. Temos a certeza de que contribuímos para que as rodas de samba tradicionais ocupassem as ruas e aproximassem essa manifestação das pessoas”, destaca Roberto. 

A roda que ganhou a cidade – Tudo começou em Itapuã, a partir do desejo de reunir amigos para fazer samba. O que nasceu como um projeto de pesquisa e resgate da memória de grandes mestres logo ganhou outras dimensões, até que Pedrão Abib, um dos fundadores e ex-integrante do grupo, teve aprovado o projeto “Cinema, Capoeira e Samba”, no Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo. A iniciativa previa a exibição de um filme nacional, seguida por uma roda de capoeira e, para encerrar, uma roda de samba. A última parte extrapolou a proposta original, ganhou vida própria e passou a acontecer todo mês em um bar nas proximidades. 

Em uma Salvador que ainda não tinha o movimento de rodas de samba como hoje, o Botequim apostou em um formato acústico, com repertório dedicado aos clássicos do gênero e uma proposta de aproximar as pessoas. Divulgada principalmente no boca a boca, a roda cresceu rapidamente e, em cerca de seis meses, já contava com um público numeroso. 

A movimentação chamou a atenção da imprensa, que passou a mostrar o encontro no Santo Antônio Além do Carmo, então ainda distante da efervescência que marcaria o bairro anos depois. O que começou nos botecos de Itapuã ganhou proporções que os próprios integrantes não imaginavam e abriu novos caminhos para o grupo e para a cena do samba em Salvador.

Nomes que escreveram essa história – Ao longo de 20 anos, artistas, mestres e mestras ajudaram o Grupo Botequim a compor momentos inesquecíveis. Entre eles, estão nomes fundamentais do samba da Bahia, representantes de diferentes gerações do gênero, como Walmir Lima, que se tornou padrinho do grupo, Nelson Rufino, Edil Pacheco, Riachão, Mestre Muniz do Garcia, Gal do Beco, Glória Bomfim, Juliana Ribeiro, Dona Cabocla e Seu Regi de Itapuã, além de convidados de outros estados, como Wilson Moreira e Marina Íris, do Rio de Janeiro.

No entanto, essa história também foi escrita por quem esteve do outro lado da roda. O encontro deu origem a vínculos que ultrapassaram o samba, desde pessoas que se tornaram amigas do grupo até casais que se conheceram na roda e celebraram seus casamentos ao som do Botequim. Há ainda quem tenha se mudado para outros estados ou países e, ao retornar a Salvador, faça questão de voltar, para matar a saudade. Ao mesmo tempo, novas gerações passaram a frequentar o Pátio, em uma transição que mantém viva a relação de carinho construída com o público.

Os desafios da arte independente – Como único membro remanescente da primeira formação do Grupo Botequim, Roberto Ribeiro relembra as dificuldades enfrentadas para manter um trabalho artístico independente, em meio à falta de apoio, às mudanças de integrantes e aos desafios para garantir espaços para o samba. “Não foi fácil, mas foi positivo e rico. Aprendi muito, cresci com o samba e o Botequim me trouxe para esse lugar de muita responsabilidade, de não desistir do trabalho, de manter a nossa chama acesa. Quando eu olho para trás e vejo esse legado firme e forte, me dá muito orgulho. O samba é isso, resistência e luta sempre”, afirma. 

O grupo é formado por Roberto Ribeiro (cavaquinho e voz), Washington Rodrigues (violão e voz), Tito Fukunaga (flauta e percussão), Bolota (percussão), Lalá Evangelista (percussão) e Brinquedo (surdo). Juntos, eles contribuem para o fortalecimento do Botequim como uma das principais referências do samba na Bahia e reafirmam o seu compromisso com a valorização da cultura popular. 

SERVIÇO

Roda de Samba do Grupo Botequim – Especial 20 anos

Local: Pátio da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo

Data: 09/10 (sexta-feira)

Horário: 21h | Abertura da casa às 20h

Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/roda-de-samba-do-grupo-botequim-edicao-de-aniversario/3586375

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Música

João Merín inicia nova fase na carreira com novo álbum

Kelly Bouéres

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Divulgação

Com lançamento marcado para 27 de setembro, o rapper soteropolitano João Merín apresenta Meninos Brincando na Lua, um álbum que marca uma virada na sua trajetória artística. Unindo rap, música eletrônica e música erudita, o trabalho traduz um processo de amadurecimento criativo e inaugura uma nova fase na forma como o artista constrói sua narrativa musical.

Para João Merín, o disco nasceu de um processo natural de criação, em que vida e arte coexistem. As experiências vividas atravessam a escrita das canções, enquanto a música surge como parte desse movimento contínuo. O artista também vê o projeto como um passo importante na construção de uma discografia extensa, inspirada em nomes como Gilberto Gil e Milton Nascimento.

O conceito de Meninos Brincando na Lua parte da ideia de preservar a pureza diante de uma vida conturbada. “Meninos é a pureza de viver a vida conturbada, se recusar aos pratos de amargura”, define o artista ao explicar a essência do álbum, pensado para gerar identificação imediata com o público.

As primeiras composições e instrumentais foram desenvolvidos em parceria com YAAN. A sonoridade ganhou novos contornos com a chegada de Iky Castilho e Gabriel Soledade aos arranjos, incorporando elementos da música erudita à produção e criando uma fusão em que o rap conduz o diálogo entre diferentes texturas sonoras.

Entre as faixas, “O que sobrou de nóis”, parceria com Cele Brandão, ocupa um lugar central no projeto. Além de ter sido o ponto de partida do álbum, a música aborda aquilo que permanece diante das perdas, das mudanças e da necessidade de se reinventar.

Ao lançar Meninos Brincando na Lua, João Merín espera que o público acompanhe a história construída ao longo das faixas e reconheça o amadurecimento presente na obra, concebida como um encontro entre contrastes e novas possibilidades artísticas.

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