Música
Vandal concorre a prêmios com álbum VANGUARDAH
O rapper baiano Vandal está entre os indicados ao Prêmio Claro Música Melhores do Ano 2026, concorrendo nas categorias Capa do Ano e Álbum do Ano com VANGUARDAH, seu primeiro álbum de estúdio. O trabalho marca um novo momento na trajetória do artista, que constrói sua identidade musical a partir do encontro entre o hip-hop e as referências culturais de Salvador.
Lançado em 13 de agosto de 2026, o disco reúne dez faixas e apresenta uma pesquisa sonora que aproxima rap, grime, drill, samba-reggae, pagodão baiano e música afro-sinfônica. Com referências às ruas da capital baiana, às festas populares e à religiosidade, o álbum aborda temas como ancestralidade, memória, perdas, pertencimento e transformação.
A produção musical de VANGUARDAH conta com Tiago Simões e a direção musical de Russo Passapusso, integrante do BaianaSystem. O disco também reúne participações de nomes como DJ KL Jay, Josyara, Hiran, Liz Reis, Giovanni Cidreira e Ubiratan Marques, além da Orquestra Afrosinfônica.
Um álbum que parte das vivências de Vandal
Nascido em Salvador, Vandal, nome artístico de Luis Sidnei Barbosa Correia, é um dos nomes associados à introdução e ao desenvolvimento do grime e do drill no rap brasileiro. Sua trajetória ganhou projeção com a mixtape TIPOLAZVEGAZH, lançada em 2015, e é marcada pelo diálogo entre referências internacionais do hip-hop e as sonoridades das periferias soteropolitanas.
Em VANGUARDAH, essa relação ganha novos contornos. O artista transforma experiências pessoais, referências familiares e elementos da cultura baiana em matéria-prima para a construção do disco. A religiosidade também atravessa o projeto, que chegou às plataformas digitais no dia dedicado a Santa Dulce dos Pobres, figura importante na história pessoal do rapper.
A identidade visual acompanha essa proposta. A capa foi desenvolvida a partir de imagens sacras produzidas artesanalmente, estabelecendo uma conexão entre a estética do projeto, a fé e as tradições culturais da Bahia.
O álbum também integra uma trilogia planejada pelo artista. Os próximos trabalhos previstos são FEZTAH DEH LARGOH, voltado aos ritmos e às festas populares baianas, e EAUH DEH PARFUMH, dedicado à pesquisa com samples e novas experiências de produção musical.
O Prêmio Claro música Melhores do Ano reconhece artistas, músicas e álbuns que se destacaram no ano. A premiação é dividida em duas etapas: na primeira, o público participa da votação popular e escolhe os seis finalistas de cada categoria. Na fase seguinte, os indicados mais votados são avaliados pela Academia Claro música, formada por profissionais do mercado musical.
Os resultados podem ser acompanhados pelo portal oficial do prêmio e pelo Instagram @claromusicabrasil.
Site oficial: https://melhoresdoano.claromusica.com/
Música
Claudya Costta apresenta “Acoustic Portal Afro Sonoro” no Gamboa Nova
Música
1º edição do Pirataria Fest celebra legado do BaianaSystem
O Pelourinho recebe, no início do próximo ano, a primeira edição do Pirataria Fest (@piratariafest), encontro idealizado por Jairo e Ramon, jovens das periferias de Salvador, que tiveram a iniciativa a partir do desejo de reunir a comunidade de fãs do BaianaSystem, que atravessa fronteiras, para celebrar a música e as expressões culturais que conectam diferentes territórios à capital baiana.
Organizado pela Pirataria, coletivo que acompanha a banda em shows e a bordo do Navio Pirata, o evento propõe uma celebração das raízes culturais de Salvador, com destaque para a cultura preta, a ancestralidade e as manifestações populares que fazem parte da identidade da cidade.
A escolha do Pelourinho carrega um significado especial. Marcado pela história e pela resistência da população negra, o território também faz parte da trajetória do BaianaSystem, com apresentações no Largo Tereza Batista e no Largo do Pelourinho. Para os organizadores, realizar o festival nesse espaço é reconhecer essa história e fortalecer a presença de quem mantém a cultura viva.
As participações especiais serão anunciadas posteriormente. A proposta é fazer do Pirataria Fest um encontro da comunidade de fãs, celebrando a música, o pertencimento e a conexão entre o BaianaSystem e a cultura de Salvador.
Serviço:
Pirataria Fest
Data: janeiro de 2027
Local: Pelourinho, Salvador (BA)
Participações especiais: a anunciar
Para mais informações acompanhe em: @piratariafest
Música
André That Hora reivindica ancestralidade negra do rock
Por que uma guitarra distorcida é reconhecida como símbolo de rebeldia, enquanto o som de um paredão nas periferias é frequentemente tratado como perturbação? A pergunta atravessa ZUADA, novo EP de André That Hora, artista e comunicador baiano que aproxima a música pesada das sonoridades urbanas e das matrizes afro-baianas para discutir o apagamento histórico da população negra na construção musical do país através da linguagem do rock, e as desigualdades que atravessam o reconhecimento cultural. O lançamento acontece em 3 de novembro de 2026, nas plataformas digitais.
Com seis faixas, o trabalho combina nu metal, groove metal, rap, trap, pagodão e samba-reggae. A pesquisa dá continuidade às experiências desenvolvidas por André em projetos como XX7, Traprock e Rockerz, agora reunidas em uma linguagem própria, vinculada à sua trajetória e à vivência musical de Salvador. Entre as referências sonoras estão Sepultura, Rage Against the Machine, Nação Zumbi e BaianaSystem, além de artistas negros como Sister Rosetta Tharpe, Chuck Berry e Little Richard, fundamentais para a formação do rock, como referências política.
“Não se trata de reivindicar a chegada do rock à Bahia, mas de afirmar outras possibilidades de criação a partir de uma tradição que já existe. Quero colocar a distorção das guitarras em diálogo com a força dos nossos tambores, o grave do pagodão, a pulsação do samba-reggae e a insurgência do rap, sem estabelecer hierarquias entre essas linguagens”, afirma André.
O repertório aborda desigualdade social, violência policial, manipulação midiática, memória e autonomia. A faixa “Acerto de Contas” revisita uma composição da banda baiana Sangria, enquanto “Quebrando as Coisas” conta com a participação da cantora UNA e combina rap e nu metal à presença marcante do pagodão. Em todo o EP, o título funciona como provocação: quem tem o poder de classificar uma expressão musical como arte ou reduzi-la a ruído?
A discussão também ocupa o espaço físico. No dia 1º de novembro, das 16h às 18h, o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia), na Graça, em Salvador, recebe uma audição de pré-lançamento para convidados. A experiência de escuta comentada contará com um paredão integrado à cenografia, levando ao ambiente museológico uma aparelhagem associada às ruas e às festas populares. A proposta coloca em debate o direito à cidade e os critérios que determinam quais manifestações culturais recebem legitimidade.
Produzido de forma independente pela MPN Records, ZUADA tem direção musical de André That Hora e Raonir Braz. A direção de arte é assinada por Sista Katia e André That Hora, com identidade visual de Rafael, da marca Rolé 89, e produção executiva e gestão de Pyedra Barbosa. A pesquisa visual também incorpora referências dos zines e da cultura punk, ampliando o projeto para além da música.
Sobre André That Hora
André That Hora é artista, comunicador social, pesquisador, compositor e produtor musical. Ao longo da sua trajetória, lançou os trabalhos XX7 (2021), Traprock (2023) e Rockerz (2024), consolidando uma pesquisa musical que revisita diferentes genealogias sonoras, confronta convenções de gênero e tensiona os limites impostos à presença negra na música alternativa. Nascido em Salvador, iniciou sua trajetória no hip-hop, integrando a BTB Music, um dos coletivos pioneiros do trap no Brasil, e desenvolveu uma identidade artística que transita entre rap, trap, hardcore, nu metal, reggae e musicalidades afro-baianas.
SERVIÇO
Audição de ZUADA — André That Hora
Audição de pré-lançamento: 1º de novembro, das 16h às 18h.
Local: Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia).
Endereço: Rua da Graça, 284, Graça, Salvador (BA).
Acompanhe André nas redes sociais: @andrethathora
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