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Carnaval

#OuroNegro – Afoxé Filhos do Congo homenageia Nzinga Mbandi na Avenida

Jamile Menezes

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O Afoxé Filhos do Congo desfilará no carnaval de Salvador e mais uma vez traz como tema uma referência preta: Nzinga Mbandi: ancestralidade, memória e realeza africana no Brasil. A saída do Afoxé ocorrerá no domingo (19), da praça Castro Alves, às 16h, e no dia 21, do Corredor da Vitória, às 20h.
Pioneiro em enaltecer a imagem e legado de figuras públicas, ancestrais e ativistas da cultura afro-brasileira e africana, em seus 34 anos de existência, os Filhos do Congo trará como novidade, três alas compostas por foliões que desfilarão no carnaval. Em uma das alas será lançada a Griffe do Afoxé, com peças exclusivas feitas com o tecido da associação.
Os tecidos trarão na estampa a Rainha Nzinga Mbandi e referências a realeza e estrategista militar que comandou os reinos do Congo e Matamba, no período colonial, que será tema da série documental, “Rainhas africanas: Nzinga”, produzida por Jada Pinkett Smith, na Netflix.
As fantasias estão à venda no 1° piso do Shopping Salvador, e no Sympla. Os valores são de acordo às alas, que variam entre R$150,00 e R$300,00 e pode ser parcelado em até 12X no cartão.
O Afoxé Filhos do Congo é referência na categoria Afoxés e salvaguarda da cultura afro-brasileira, com sede no final de linha da Boca da Mata – Cajazeiras. A associação desenvolve atividades e projetos voltados à emancipação cultural, financeira e
SERVIÇO
O quê: Desfile do Afoxé Filhos do Congo
Data e local: 19/02, às 16h, Praça Castro Alves; 21/02, às 20h, Corredor da Vitória.
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Carnaval

Bloco Afro Os Negões leva legado dos povos africanos para avenida

Kelly Bouéres

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Os negões
Gilmar Souza
Foram três dias de cortejo pelos circuitos Campo Grande (Osmar) e Pelourinho (Batatinha), com o tema “Congo: Império Invisível da Bahia”, reverenciando no enredo o reinado africano como símbolo histórico de continuidade política, cultural e espiritual dos povos africanos na diáspora.
A indumentária dos afiliados levou a assinatura de um dos grandes expoentes das artes plásticas da atualidade, o artista curitibano Rimon Guimarães, com finalização do designer Rafael Paixão.
“Colocar o Bloco Afro Os Negões na rua todos os anos é atravessar um tempo de tradição que exige coragem, organização e resistência. Mesmo diante das dificuldades, seguimos firmes com o compromisso de manter nossos cortejos como parte viva da cultura negra brasileira. Somos patrimônio imaterial deste país”, lembrou Paulo Roberto, presidente do Bloco Afro Os Negões.
A presença da realeza africana havia sido divulgada anteriormente. No entanto, diante de circunstâncias imprevistas, a comitiva não pôde estar na avenida, mas fez questão de reforçar a importância do bloco para a cena cultural brasileira, por meio de nota da Realiza Sankofa Brasil:
“Mesmo diante de circunstâncias imprevistas que impossibilitaram nossa presença na Avenida, manifestamos nosso profundo reconhecimento à relevância histórica, cultural e política do Bloco Afro Os Negões no Carnaval da Bahia. Como forma de honra à sua trajetória de luta e contribuição fundamental à cultura afro-brasileira, concedemos oficialmente ao Bloco Os Negões o Título de Reconhecimento.”
O bloco seguiu pleno pelas ruas do Centro Histórico de Salvador com Júnior Xavier, o Negro Lindo 2026, exalando perfume e nobreza ancestral viva.
“Desfilar com o Bloco Afro Os Negões é uma sensação que não cabe em palavras — é arrepio, é orgulho, é entender que faço parte de algo muito maior do que eu. Estar em cima do trio como Negro Lindo 2026 não é só dançar, é carregar uma história inteira no corpo. Cada passo é memória, cada movimento é resistência. Quando olho a pipoca lá de cima, não vejo só gente: vejo um povo vivo, celebrando a própria existência”, contou Júnior.
O Bloco Afro Os Negões segue com suas atividades e ocupações culturais no Pelourinho e na Comunidade do Monte Belém na Vasco da Gama, reafirmando seu compromisso com a valorização da cultura negra e da memória afro-brasileira.
Para conhecer mais e acompanhar as próximas ações, siga @osnegoes no Instagram.
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Carnaval

TriKaciQ marca presença no Carnaval com música de origem quilombola

Kelly Bouéres

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Trikaciq
Ana Carolina Medrado

Misturando clássicos do carnaval baiano com um repertório autoral de influências rítmicas do samba quilombola, reggae e ijexá, a banda TriKaciQ, originária de Irará (BA), marcou presença em mais um ano no Carnaval de Salvador. Integrando a programação oficial promovida pela prefeitura, o grupo se apresentou nos dias 14 e 17 de fevereiro, nos bairros Rio Vermelho e Pelourinho, dois espaços que reafirmam a proposta de descentralizar a folia e valorizar a diversidade sonora da cidade.

No Rio Vermelho, o encontro foi intenso e vibrante. O público cantou em coro, dançou e transformou o Largo da Mariquita em um território de celebração coletiva. No Palco Multicultural, no coração do Pelourinho, a apresentação ganhou ainda mais simbolismo. O espaço, dedicado à valorização da música brasileira e das expressões culturais ligadas à ancestralidade do Centro Histórico, recebeu a TriKaciQ como um movimento musical que conecta tradição e contemporaneidade.

Com 25 anos de trajetória, a TriKaciQ levou para a folia uma sonoridade que atravessa gerações e reafirma a força cultural do interior da Bahia. Formado por Jussa Souza e seus filhos João Rafael e Thi Mendes, o trio é criador do Sambarilê, ritmo autoral que une o samba de roda dos quilombos iraraenses a elementos do forró e do merengue. Ao lado dos músicos Felipe Guedes, Marcelo Tribal, Leo Jesus e Nino Bezerra, a TriKaciQ levou aos foliões um repertório dançante, repleto de tradição e marcado pela fusão de heranças afro-baianas.

“Foi um carnaval de muita entrega e energia. É uma alegria muito grande participar da maior festa de rua do Brasil, levando a nossa cultura popular e identidade musical do interior da Bahia para se conectar com foliões de diferentes gerações”, destacou o grupo.

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Carnaval

Pulsa Reggae consolida palco roots no Carnaval do Pelourinho

Kelly Bouéres

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Pulsa reggae
Vitória Lima

Entre becos de pedra e casarões históricos, o som do reggae tomou conta do Pelourinho durante quatro dias de Carnaval e atraiu, em média, cerca de 4 mil pessoas ao palco Reggae da Gente. Montada na Praça do Artesanato, na rua Gregório de Matos, a estrutura se firmou como ponto de encontro para quem buscava, no Centro Histórico de Salvador, uma folia marcada por mensagens de resistência, espiritualidade e celebração da cultura roots.

Realizado pela Associação Alzira do Conforto, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), o projeto Pulsa Reggae reafirmou a força da cultura roots em meio à diversidade de ritmos que dominam o Carnaval. Durante quatro dias, artistas e DJs transformaram a praça em território de resistência e celebração.

A abertura, no sábado (14), já indicava o tom da programação. DJ Dani Lova conduziu o público por clássicos do reggae roots e sonoridades contemporâneas, preparando o ambiente para Tulani Masai e Banda, que equilibraram releituras e composições autorais marcado pela potência vocal e presença de palco. Em seguida, Lutte manteve a energia em alta, enquanto Alumínio trouxe letras de forte crítica social. Anastacia Roots encerrou a primeira noite com canções que exaltaram ancestralidade e resistência, fazendo todo público da praça cantar e dançar.

No domingo (15), o DJ Woston do Reggae abriu os trabalhos e manteve o público aquecido para a banda De Kara no Reggae, que entregou um show vibrante. Em seguida, Edy Vox apostou em interpretações que transitaram entre romantismo e consciência social, lotando a praça dos artesanatos. Fechando a noite, Victor Cena reafirmou a força da nova geração do reggae maranhense, com repertório autoral e presença marcante.

Na segunda-feira (16), o DJ Falcom iniciou a programação com clássicos que atravessam gerações. Em seguida, a banda Cativeiro reforçou mensagens de resistência e identidade em um show potente e dançante. Ricardo Reina manteve o clima roots, preparando o público para a apresentação de Duda Diamba, que levou ao palco sucessos que seguem atuais e carregados de significado. Mavi fechou a noite mantendo a vibração elevada até os últimos acordes.

O encerramento, na terça-feira (17), reuniu público fiel desde as primeiras horas. DJ Branco abriu a programação, seguindo de Rogério Noronha, que apresentou repertório envolvente. A Banda Dissidência trouxe forte presença instrumental e consistência sonora. No momento final do projeto, Paulinho Ganaê Banda recebeu a participação especial de Márcio Dred, em uma celebração simbólica da trajetória do reggae na Bahia, selando o palco Reggae da Gente como um dos pontos altos do Carnaval no Centro Histórico.

Ao longo dos quatro dias, o Pulsa Reggae mostrou que, mesmo em meio ao axé, ao samba e às diversas expressões que compõem a maior festa de rua do mundo, o reggae mantém seu espaço de protagonismo. Mais que shows, o que se viu no Pelourinho foi a reafirmação de uma identidade cultural que resiste, celebra e pulsa forte, coletiva e enraizada na história da Bahia.

 

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