Artes
MUNCAB em Salvador recebe edição do Festival Fora da Caixola
No dia 31 de maio, o MUNCAB- Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira em Salvador recebe a primeira edição doFestival Fora da Caixola, iniciativa inédita que une arte, ludicidade e inclusão em uma tarde dedicada ao universo circense. A programação acontece das 14h às 18h e é voltada para crianças de 4 a 12 anos, além de suas famílias.
Idealizado pelo produtor cultural David França, o festival surge como uma proposta de transformação social, estimulando a autonomia, a criatividade e a imaginação das crianças. A iniciativa reforça a importância da democratização do acesso à cultura ao oferecer uma programação gratuita e acessível.
Além das apresentações circenses, o evento contará com oficinas de confecção de adereços circenses. Nessas atividades práticas, os participantes poderão criar seus próprios chapéus coloridos, narizes de palhaço e varinhas mágicas, aproximando-se do fazer artístico de forma participativa, educativa e lúdica.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
SERVIÇO
Evento: Festival Fora da Caixola (1ª edição)
Data: 31 de maio (domingo)
Horário: das 14h às 18h
Local: MUNCAB – Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Rua das Vassouras, 25 – Centro Histórico, Salvador – BA)
Público-alvo: crianças de 4 a 12 anos
Entrada: gratuito
Artes
Mostra retrata o Centro Histórico e sua fusão com o Rio Vermelho
Quadros e esculturas que transmitem legados ancestrais, história e memória. Esta é a proposta da exposição “Pelourinho: Ecos de Pedra, Mar e Encantaria — do coração da cidade ao Rio Vermelho”. Com curadoria de Tati Sampaio, traz 25 artistas visuais retratando o Centro Histórico através de um viés cultural, religioso e territorial. A abertura, para convidados e imprensa, será no dia 02 de junho, das 19h às 21h. O público poderá conferir as obras a partir do dia 03 até 04 de julho, na Confraria das Ostras, no Rio Vermelho.
Os artistas desta edição são Adriana Campelo, Alba Trindade, Alexandre Soares, Augusto Wences, Bruno Pamponet, Calixto, Carmen Freaza, Célia Mallett, Coletivo Fuerza Natura, Cristinne Castro, Fred Sá, Gabriela Cruz, Graça Lima, Helena Maria Cruz, Josefa Amorim, Kátia Cunha, Maria Laura Sourbeck, Maria Nazaré Santos, Matheus Andrade, Pico Garcez, Rosana Asfora, Sônia Amorim, Sônia Castro, Tati Sampaio e Vini Dendê. O grupo traz uma diversidade de linguagens artísticas, com o uso de cerâmica, pintura, escultura e instalação.
Pelourinho: força e vivência que se estende até o Rio Vermelho
Inspirada na força simbólica do Pelourinho, um dos principais marcos culturais do Brasil, a mostra reúne obras que dialogam com as heranças afro-diaspóricas e os vestígios urbanos que constituem a identidade de Salvador. Desafiadora, a exposição propõe uma expansão desse imaginário até o Rio Vermelho, bairro onde a arte contemporânea, o mar e a vida cotidiana se encontram.
Segundo a curadora, “Pelourinho…” é mais do que uma exposição.
“O projeto propõe uma travessia poética entre espaços e tempos, conectando passado e presente, centro e margem, tradição e criação contemporânea. É um convite para perceber Salvador como um território vivo, onde cada pedra, cada onda e cada gesto artístico carregam ecos de histórias profundas e forças invisíveis”, pontua.
Serviço:
“Pelourinho: Ecos de Pedra, Mar e Encantaria — do coração da cidade ao Rio Vermelho”
Onde: Restaurante Confraria das Ostras (Rua Fonte do Boi, 8)
Quando: de 03 de junho a 04 de julho de 2026
Quanto: entrada franca
Artes
Oficina Brinquerê leva arte e ludicidade para o SESI Rio Vermelho
A Oficina Brinquerê, conduzida por Cássia Valle (@cassiavallereal) e pelo Bonde da Calu (@calubrincante), chega ao Teatro SESI Rio Vermelho com a proposta “Onde o brincar vira linguagem”. Voltada para crianças de 6 a 12 anos, a atividade acontece entre os dias 23 de maio e 13 de junho, sempre aos sábados, reunindo experiências que atravessam música, teatro, dança, literatura, palhaçaria, poesia e criação de histórias. Inscrições aqui.
A proposta se desenvolve a partir de jogos, movimento corporal, contação de histórias e experimentações com a palavra, estimulando a expressão, a imaginação e a criação coletiva das crianças. No Brinquerê, o brincar é entendido como ferramenta de invenção de mundo, fortalecimento de vínculos e construção de narrativas, criando um espaço em que a infância ocupa o centro do processo criativo.
Com abordagem leve, sensível e participativa, a oficina propõe um ambiente de escuta, partilha e experimentação artística. Mais do que uma atividade formativa, o Brinquerê busca aproximar crianças dos processos criativos de maneira acessível, despertando autonomia, protagonismo e relação afetiva com a arte.
Bonde da Calu – Foto Lucas Barral
A equipe de oficineiros reúne artistas com atuação em diferentes linguagens. Cássia Valle conduz as atividades de escrita criativa; Danilo Cerqueira e Lucila Laura ministram o Teatro Pretinho; Naira da Hora conduz a Dança Pretinha; e Lucila Laura e Cícero Locijá realizam as atividades de musicalização e palhaçaria. O ciclo de encontros será encerrado com uma apresentação final aberta ao público no dia 13 de junho.
SERVIÇO:
OFICINA BRINQUERÊ – BONDE DA CALU
Onde: Teatro SESI Rio Vermelho
Oficinas: 23/05, 30/05 e 06/06
Horário: 9h30 às 12h
Apresentação final: 13/06, às 11h
Inscrições via Sympla
Público: Crianças de 6 a 12 anos
Instagram: @calubrincante
Artes
Seminário de Museologia Popular debate a periferia em Salvador
O Grupo de Arte Popular A Pombagem realiza, entre os dias 20 e 22 de maio, o Seminário de Museologia Popular, integrando a programação da 24ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). A atividade faz parte das ações da ocupação artística “O Museu é a Rua”, projeto desenvolvido pelo grupo em diálogo com o Centro Cultural Solar Ferrão, articulando museologia social, arte periférica e intervenções culturais. A programação do Seminário acontece na Casa do Museu Popular da Bahia (@casadomuseupopulardabahia), localizada na Fazenda Grande do Retiro.
O seminário promove o encontro entre três experiências de museologia comunitária desenvolvidas em periferias e favelas brasileiras: o Ecomuseu de Manguinhos, do Rio de Janeiro; o Museu da Boneca de Pano, do Ceará; e a própria Casa do Museu Popular da Bahia. A proposta busca fortalecer trocas de saberes e discutir estratégias de preservação da memória, autonomia institucional e resistência cultural produzidas em territórios populares.
Criado em 2009, o Grupo A Pombagem nasceu das poesias declamadas nas ruas e praças da periferia de Salvador, especialmente nos bairros de Fazenda Grande do Retiro e São Caetano, transformando literatura periférica em experiências de teatro de rua, cortejos e ações de museologia social. Ao longo de 16 anos, o coletivo consolidou o movimento “O Museu é a Rua”, conceito que entende o espaço público como território legítimo de memória, criação artística e transmissão de saberes populares.
Museologia social, arte periférica e direito à memória
A ideia do seminário foi inspirada no Curso de Museologia Popular, idealizado pela museóloga Waldisa Rússio na década de 1980, e propõe reflexões sobre o papel social dos museus em um mundo marcado por desigualdades e disputas de narrativas. A programação inclui palestras, mesas temáticas, batalhas de rap, apresentações artísticas e debates sobre memória, gestão de museus comunitários e práticas educativas nas periferias.
Mais do que uma ocupação artística, o projeto propõe uma reflexão sobre os modelos tradicionais de museu, defendendo uma museologia viva, acessível e conectada com as dinâmicas culturais da cidade. A iniciativa foi reconhecida recentemente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, destacando sua contribuição para a valorização da cultura popular e das práticas comunitárias de preservação da memória.
Já a Casa do Museu Popular da Bahia foi criada como um museu comunitário voltado à valorização da história local e das experiências culturais da periferia. Certificada como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus, a iniciativa desenvolve ações educativas, culturais e políticas que articulam arte, território e mobilização social.
O projeto foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia (PNAB) e conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.
SERVIÇO:
Seminário de Museologia Popular
20 a 22 de maio de 2026
Casa do Museu Popular da Bahia e ruas de Fazenda Grande do Retiro – Salvador/BA
Gratuito Acompanhe em: @apombagem @casadomuseupopulardabahia
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