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Carnaval

Bloco Afro A Mulherada encerra Carnaval com desfile no Circuito Batatinha

Jamile Menezes

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A Mulherada

Com um desfile marcante e histórico, celebrando seus 25 anos na Avenida, o Bloco Afro A Mulherada brilhou no Circuito Osmar (Campo Grande) nesta quinta-feira (12/2), com desfile completo de trio elétrico, mais de 1.000 integrantes, organizados em alas de percussão, dança, rainhas afro, baianas, alas de xequerês e foliãs e foliões. E neste domingo (15), a magia da Mulherada chegará no Centro Histórico, território onde atua ao longo do ano junto à comunidade.

Com o tema “Iyobas – A Força Ancestral da Rainha Mãe Idia: do Benin a Salvador, a herança das mulheres negras”, o bloco A Mulherada desfilará no segundo dia do Furdunço (15/2), percorrendo áreas como a Praça da Sé, Terreiro de Jesus, Largo do Pelourinho e ruas próximas. A apresentação será em formato de banda show, com percussionistas e microtrio, reunindo um conjunto performático que articula música, corpo e presença cênica no território simbólico onde o grupo nasceu.

O tema traz visibilidade para esta figura histórica do Reino do Benin, a Rainha Mãe Idia, e as mulheres negras da diáspora que sustentam e atualizam esse legado cultural, espiritual e político. A escolha enfatiza a importância de narrativas afro-diaspóricas como ferramentas de afirmação identitária e de fortalecimento da herança cultural da Bahia, ressignificando o desfile como um espaço de circulação de saberes e de educação patrimonial.

A Mulherada

Foto: Hamilton Barreto

Celebrando 25 anos, o bloco afro A Mulherada confirma sua tradição nas festas carnavalescas da cidade, fortalecendo as expressões afro-brasileiras, a diversidade cultural e o protagonismo feminino negro no Carnaval. Com atuação ininterrupta neste tempo, a Banda Mulherada, que comanda o bloco, representa uma das mais relevantes expressões da cultura afro-brasileira em Salvador.

Para além de Carnaval

O Centro Histórico de Salvador se consolida como o berço e a matriz cultural do bloco e do Instituto homônimo, sendo espaço fundador de sua trajetória artística, política e comunitária. Mais do que um bloco de Carnaval, A Mulherada constitui-se como uma tecnologia social de produção de alegria, afeto e ancestralidade, que constrói lugares seguros de pertencimento para mulheres negras, cis e trans, e para pessoas LGBTQIA+.  Uma tecnologia que desenvolve ações continuadas de impacto social ao longo do ano, com oficinas gratuitas de percussão, teoria musical e dança afro-brasileira, além de rodas de diálogo e ações educativas. A atuação do bloco consolida seu papel como agente cultural estratégico para a valorização da cultura de matriz africana e para a promoção da cidadania.

A participação da Mulherada conta com patrocínio institucional da Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (SECULT), da Empresa Salvador Turismo (SALTUR) e da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (SUFOTUR).

SERVIÇO

Bloco Afro A Mulherada encerra Carnaval com desfile no Circuito Batatinha

Quando: 15 de fevereiro (domingo)

Onde: Circuito Batatinha (Centro Histórico)

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Carnaval

Bloco Olodum já tem ingressos à venda para primeiro ensaio

Jamile Menezes

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Olodum

O Olodum realiza, no dia 30 de agosto, domingo, das 14h às 18h, o primeiro Ensaio do Bloco Olodum para o Carnaval 2027, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho. O encontro abre a preparação do bloco para a próxima folia e presta homenagem aos 228 anos da Revolta dos Búzios, movimento que marcou a luta por liberdade e igualdade na Bahia.

O Ensaio do Bloco Olodum apresenta ao público a atmosfera do Carnaval 2027, quando o bloco levará para a avenida o tema “Sirius, Cão Maior – O Mistério das Estrelas”. A proposta estabelece um diálogo entre ciência, ancestralidade e cosmovisão africana, a partir dos conhecimentos astronômicos atribuídos ao povo Dogon. Os ingressos para o Ensaio do Bloco Olodum já estão à venda pela plataforma Meu Bilhete.

SERVIÇO

Ensaio do Bloco Olodum 2026
Homenagem aos 228 anos da Revolta dos Búzios
Data: 30 de agosto de 2026 (domingo)
Horário: das 14h às 18h
Local: Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba

Ingressos
Meia-entrada (Lote Promocional): R$ 70,00 + taxa de R$ 7,00
Solidário (+ 1 kg de alimento): R$ 80,00 + taxa de R$ 8,00
Inteira: R$ 140,00 + taxa de R$ 14,00
Vendas: https://www.meubilhete.com.br/30-08-ensaio-do-bloco-olodum-2026

Classificação etária: 18 anos

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Carnaval

Bloco Afro Os Negões leva legado dos povos africanos para avenida

Kelly Bouéres

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Os negões
Gilmar Souza
Foram três dias de cortejo pelos circuitos Campo Grande (Osmar) e Pelourinho (Batatinha), com o tema “Congo: Império Invisível da Bahia”, reverenciando no enredo o reinado africano como símbolo histórico de continuidade política, cultural e espiritual dos povos africanos na diáspora.
A indumentária dos afiliados levou a assinatura de um dos grandes expoentes das artes plásticas da atualidade, o artista curitibano Rimon Guimarães, com finalização do designer Rafael Paixão.
“Colocar o Bloco Afro Os Negões na rua todos os anos é atravessar um tempo de tradição que exige coragem, organização e resistência. Mesmo diante das dificuldades, seguimos firmes com o compromisso de manter nossos cortejos como parte viva da cultura negra brasileira. Somos patrimônio imaterial deste país”, lembrou Paulo Roberto, presidente do Bloco Afro Os Negões.
A presença da realeza africana havia sido divulgada anteriormente. No entanto, diante de circunstâncias imprevistas, a comitiva não pôde estar na avenida, mas fez questão de reforçar a importância do bloco para a cena cultural brasileira, por meio de nota da Realiza Sankofa Brasil:
“Mesmo diante de circunstâncias imprevistas que impossibilitaram nossa presença na Avenida, manifestamos nosso profundo reconhecimento à relevância histórica, cultural e política do Bloco Afro Os Negões no Carnaval da Bahia. Como forma de honra à sua trajetória de luta e contribuição fundamental à cultura afro-brasileira, concedemos oficialmente ao Bloco Os Negões o Título de Reconhecimento.”
O bloco seguiu pleno pelas ruas do Centro Histórico de Salvador com Júnior Xavier, o Negro Lindo 2026, exalando perfume e nobreza ancestral viva.
“Desfilar com o Bloco Afro Os Negões é uma sensação que não cabe em palavras — é arrepio, é orgulho, é entender que faço parte de algo muito maior do que eu. Estar em cima do trio como Negro Lindo 2026 não é só dançar, é carregar uma história inteira no corpo. Cada passo é memória, cada movimento é resistência. Quando olho a pipoca lá de cima, não vejo só gente: vejo um povo vivo, celebrando a própria existência”, contou Júnior.
O Bloco Afro Os Negões segue com suas atividades e ocupações culturais no Pelourinho e na Comunidade do Monte Belém na Vasco da Gama, reafirmando seu compromisso com a valorização da cultura negra e da memória afro-brasileira.
Para conhecer mais e acompanhar as próximas ações, siga @osnegoes no Instagram.
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Carnaval

TriKaciQ marca presença no Carnaval com música de origem quilombola

Kelly Bouéres

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Trikaciq
Ana Carolina Medrado

Misturando clássicos do carnaval baiano com um repertório autoral de influências rítmicas do samba quilombola, reggae e ijexá, a banda TriKaciQ, originária de Irará (BA), marcou presença em mais um ano no Carnaval de Salvador. Integrando a programação oficial promovida pela prefeitura, o grupo se apresentou nos dias 14 e 17 de fevereiro, nos bairros Rio Vermelho e Pelourinho, dois espaços que reafirmam a proposta de descentralizar a folia e valorizar a diversidade sonora da cidade.

No Rio Vermelho, o encontro foi intenso e vibrante. O público cantou em coro, dançou e transformou o Largo da Mariquita em um território de celebração coletiva. No Palco Multicultural, no coração do Pelourinho, a apresentação ganhou ainda mais simbolismo. O espaço, dedicado à valorização da música brasileira e das expressões culturais ligadas à ancestralidade do Centro Histórico, recebeu a TriKaciQ como um movimento musical que conecta tradição e contemporaneidade.

Com 25 anos de trajetória, a TriKaciQ levou para a folia uma sonoridade que atravessa gerações e reafirma a força cultural do interior da Bahia. Formado por Jussa Souza e seus filhos João Rafael e Thi Mendes, o trio é criador do Sambarilê, ritmo autoral que une o samba de roda dos quilombos iraraenses a elementos do forró e do merengue. Ao lado dos músicos Felipe Guedes, Marcelo Tribal, Leo Jesus e Nino Bezerra, a TriKaciQ levou aos foliões um repertório dançante, repleto de tradição e marcado pela fusão de heranças afro-baianas.

“Foi um carnaval de muita entrega e energia. É uma alegria muito grande participar da maior festa de rua do Brasil, levando a nossa cultura popular e identidade musical do interior da Bahia para se conectar com foliões de diferentes gerações”, destacou o grupo.

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