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Literatura

Anderson Shon lança HQ Lápis Cor de Melanina

Kelly Bouéres

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HQ Lápis Cor de Melanina
HQ Lápis Cor de Melanina
Lápis Cor de Melanina, idealizada e produzida por Anderson Shon, é uma coletânea que nasce do compromisso com a inclusão, a representatividade e a ampliação dos modos de leitura. A obra reúne 16 histórias roteirizadas pelo autor e ilustradas por quadrinistas de diferentes regiões do Brasil e de Luanda, em Angola, configurando desde sua origem um projeto plural, afro-diaspórico e conectado a múltiplos territórios culturais.
Com narrativas curtas e sem diálogos, cada história constrói uma metáfora racial que convida o leitor a interpretar imagens, símbolos e silêncios. A ausência de texto verbal não é ausência de sentido,  é escolha estética e política: a HQ aposta na potência da leitura visual como linguagem universal. Pensada para alcançar públicos diversos, a obra dialoga tanto com leitores habituais quanto com pessoas menos letradas, analfabetos funcionais e pessoas surdas alfabetizadas em Libras, trazendo traduções em Língua Brasileira de Sinais nas páginas que utilizam o português.
A HQ é composta por um time maravilhoso: Ana Cardoso, Bennê Oliveira, Breu, Cau Gomez, Chao Gizan, Dan Borges, Daniel Cesart, Eric Blake, Helô Dangelo, Hugo Canuto, Drigo, Jean Lins, Ju Loyola, Lhaiza Morena, Luis Ligmo, Mariow, Magô Pool, Manoel Taylor, Paulo Moreira, Pedro Estouco e Rafael Kachec. Essa orquestra artística é regida pela batuta dos roteiros de Anderson Shon.
O resultado é uma experiência sensível e provocadora, que transforma imagem em discurso e arte em ferramenta de reflexão social. Lápis Cor de Melanina não é apenas uma coletânea de quadrinhos, é um manifesto visual sobre identidade, pertencimento e justiça, construído por um time de grandes artistas que reafirmam a força da cena gráfica brasileira.
O projeto está em financiamento coletivo no catarse, seu apoio será fundamental para transformar sonho em realidade.
Sobre o autor:
Anderson Shon é escritor, poeta, educador, roteirista, quadrinista e super-herói nas horas vagas. Formado em Comunicação e especialista em Educação, Shon foi professor em escolas, cursos, oficinas e ongs entre os anos de 2012 e 2025.
Shon também é autor dos livros Um Poeta Crônico (2013), Outro Poeta Crônico (2019),  Quando As Borboletas Saem do Casulo (2023),  Não Termine Comigo, Joana (2024), Onde Mora a Poesia (2025), O Sítio da Tia Naná (2025) e da HQ Estados Unidos da África (2023).
Também tem participação nas coletâneas de contos Artistas Liberais (2019), Tudo É Verdade, Menos Aquela Parte (2022), Luz do Querer (2025) e no coletivo Tapioca Fantástica.

Literatura

Escritora Claudia Alexandre lança obras infantojuvenis no MUNCAB

Jamile Menezes

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escritora e jornalista, Claudia Alexandre

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) recebe n dia 7 de Novembro, o evento oficial de lançamento dos livros infantojuvenis da jornalista, pesquisadora e escritora Claudia Alexandre: “Exu Mulher e o Mundo dos Homens” (Editora Aruanda) e “Tia Ciata e o Mistério da Foto” (Editora Cortez).

O lançamento contará com uma ação conduzida pelos contadores de histórias Mário Omar e Maria Teixeira e Rick Carvalho, músico pesquisador de instrumentos africanos.

“Lançar esses livros no MUNCAB, em Salvador, é celebrar a força da nossa ancestralidade no lugar onde a história respira. Queremos que as crianças se reconheçam, perguntem e se divirtam com a literatura”, como destaca a Livraria Katuka

Sobre as obras:

Tia Ciata e o Mistério da Foto (Editora Cortez): A obra convida os jovens leitores a uma jornada de investigação sobre a memória e a relevância histórica de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, figura central para a cultura brasileira e o samba.

Mario Omar e Rick Carvalho

Exu Mulher e o Mundo dos Homens (Editora Aruanda): Através de uma linguagem poética e acessível, a publicação aborda a sabedoria, o protagonismo feminino e o respeito às matrizes africanas, aproximando o público infantojuvenil de conceitos ancestrais desmistificados.

 

Serviço:

Evento: Lançamento dos livros “Exu Mulher e o Mundo dos Homens” e “Tia Ciata e o Mistério da Foto”, de Claudia Alexandre

Data: 07 de Novembro de 2026

Horário: 14h

Local: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)

Endereço: Rua das Vassouras, 25 – Centro Histórico, Salvador – BA

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre (indicado para crianças, jovens e educadores)

Fotos: Arquivos Pessoais

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Literatura

Fliquinha 2026 homenageia Letieres Leite com livro e Rumpilezzinho

Jamile Menezes

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Leitieres Leite

A programação infantil da 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), a Fliquinha, contará com o lançamento do livro “O menino que era música”, de Liris Letieres e Caroline Feitosa, com participação do Rumpilezzinho, projeto de formação musical que dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo criador da Orkestra Rumpilezz – Leitieres Leite (1959–2021).

Reconhecido por sua contribuição à valorização das matrizes africanas da música brasileira e pela criação do método Universo Percussivo Baiano (UPB), Letieres Leite ganha essa homenagem que une literatura, memória e musicalidade.

A atividade convida crianças e famílias a conhecerem a história do artista e a importância dos ritmos afro-baianos na construção da identidade cultural, em uma celebração que também dialoga com o Novembro Negro.

Liris Letieres

“Estar no Recôncavo, na terra do samba, da música matricial, e falar do meu irmão, Letieres Leite, acompanhada pelos músicos do Rumpilezzinho vai ser uma experiência incrível. Letieres sempre foi uma das minhas grandes inspirações para que eu enxergasse a arte e a música com olhar de encantamento”, conta Liris Letieres, irmã do maestro.

Mais do que apresentar a biografia do músico, O menino que era música busca despertar nos pequenos leitores a curiosidade pela arte e o reconhecimento de suas próprias referências culturais.

Sob o conceito “Original como a infâncIA!”, a Fliquinha acontece de 5 a 8 de novembro, no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da UFRB, em Cachoeira, com curadoria de Emília Nuñez e programação gratuita.

SERVIÇO
Homenagem a Letieres Leite – Lançamento do livro O menino que era música , com participação do Rumpilezzinho
Quando: 7 de novembro de 2026 (sábado), às 16h
Onde: Fliquinha – CAHL/UFRB, Cachoeira-BA
Entrada Gratuita

 

Foto Leitieres: Vanessa Aragão de Mattos

Foto Liris Letiere: Clara Correa

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Literatura

Escritora Maria Izabel Nascimento celebra literatura infantil regional

Jamile Menezes

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Mariza izabel Nascimento Muller

Celebrando 9 anos de seu primeiro livro, a autora Maria Izabel Nascimento Muller conecta Jacobina, Salvador e a cidade suíça, Basileia, em uma trajetória de literatura afro-centrada, afeto e valorização da essência humana. Com sua 5ª obra em revisão final, Izabel defende a urgência de descentralizar o imaginário infantil.

“É urgente que possamos colocar no centro histórias que tenham o cheiro do tempero baiano, trocando cenários distantes por narrativas que trazem nossa potência, a grandiosidade da Chapada Diamantina e o orgulho da nossa ancestralidade“, diz.

A proposta não é apenas entreter, mas criar uma ponte afetiva entre as novas gerações e o patrimônio cultural do Nordeste. Em suas obras e atuações, o protagonismo infantil ganha contornos de brasilidade, incentivando a leitura a partir da identificação direta com o território, as cores e os saberes baianos que envolvem diferentes públicos.

Com uma trajetória dedicada à literatura humanizada e à valorização da cultura local, Maria Izabel aponta que o repertório oferecido na infância molda a autoestima e a visão de mundo dos pequenos.

“As crianças precisam se reconhecer nas histórias que leem. Quando trocamos os cenários distantes por uma narrativa que traz o sabor do acarajé, a grandiosidade dos morros da Chapada, o Sertão e os afetos da nossa terra, estamos dizendo a elas que a sua realidade também é mágica e digna de ser contada“, destaca a autora.

A iniciativa ganha ainda mais relevância estratégica no mês de outubro, período em que escolas e famílias buscam alternativas pedagógicas e literárias que fujam dos clichês comerciais, promovendo uma formação crítica, representativa e orgulhosa das suas raízes desde os primeiros anos de vida.

A Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro (CBL/SNEL/Nielsen) aponta que o segmento Infantil e Juvenil responde por mais de 18% do total de exemplares comercializados no país, reafirmando a força das produções voltadas à primeira infância.

No entanto, indicadores da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil mostram que o país ainda enfrenta um gargalo histórico no hábito leitor, onde o estímulo na infância a partir da identificação cultural é o principal fator de retenção de novos leitores.

Pequenas editoras, autorias independentes e narrativas regionais, como as de Maria Izabel, são hoje um motor de economia criativa essencial no Nordeste, gerando valor cultural e impacto socioeducativo direto nas comunidades.

 MARIA IZABEL NASCIMENTO MULLER

Professora aposentada, pesquisadora e escritora natural de Jacobina, Maria Izabel vive há 25 anos na Suíça e divide sua rotina com Salvador. Autora reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e pioneira no fortalecimento da literatura negra infantil, ela transforma memórias sertanejas e vivências internacionais em narrativas afro-centradas, afetuosas e alinhadas à Lei 10.639/03. Suas obras reescrevem clássicos sob a ótica baiana: trocam castelos europeus pela Chapada Diamantina e fadas por baianas de acarajé, fortalecendo a autoestima e a identidade de novas gerações.

Obras Publicadas: 1) Os contos de fadas na realidade afro-baiana (2017) 2) Inventando e contando baianidades (2022) 3) Inventando e contando baianidades entre a Bahia e Basel na Suíça (2023) 4) Cinderela Sertaneja (2025).

Conheça mais da autora AQUI.

Fotos: Ismael Silva

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