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Escola Àbámodá lança cápsula da coleção ”Cabaça do Mundo”

Kelly Bouéres

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Cabaça do mundo
Janderson Meneses

Aliando estética afro-indígena, cultura territorial e impacto social, a Escola Livre de Moda, Arte e Cultura da Bahia – Àbámodá (@abamoda.escolalivre), lança no dia 25 de março a primeira cápsula da coleção Cabaça do Mundo, intitulada Manifesto. O lançamento acontece na sede da escola, em Cachoeira (BA), com um desfile que também marca a aula inaugural da nova turma de alunas que inicia a formação em 2026. Após o lançamento as peças estarão à venda no instagram da escola e na loja colaborativa na sede da escola.

A coleção reúne camisetas, vestidos, saias e calças, peças que traduzem em moda uma reflexão sobre o feminino como origem da vida, cuidado e potência criadora. Com estampas autorais e frases-manifesto, as peças afirmam o corpo da mulher como território de existência, memória e continuidade.

Concebida por Luísa Mahin, diretora da Àbámodá, e desenvolvida em conjunto com a direção criativa da escola, a coleção inaugura um ciclo conceitual que será trabalhado ao longo de todo o ano. A coleção Manifesto é a primeira de cinco cápsulas que serão lançadas ao longo de 2026, desdobrando o tema Cabaça do Mundo em diferentes perspectivas dentro das atividades formativas e criativas da escola.

“A Coleção-Manifesto Cabaça do Mundo é moda, posicionamento, reverência, proteção. É um chamado para reconhecer o sagrado feminino como potência criadora e combater todas as formas de violência contra mulheres e meninas”, destaca Luísa Mahin.

A cabaça como símbolo do útero-mundo

Símbolo presente em diversas culturas afro-diaspóricas e originárias, a cabaça representa fertilidade, alimento, proteção e cuidado. Tradicionalmente utilizada para guardar água, sementes, remédios e histórias, ela carrega aquilo que é essencial à vida.

Na coleção-manifesto da Àbámodá, a cabaça surge como metáfora do útero-mundo, lugar de passagem por onde toda existência começa. As estampas trazem também a presença da serpente, símbolo de sabedoria, transformação e renovação,  aquela que troca de pele, mas preserva sua essência.

As peças incorporam ainda frases de afirmação feminina, como “Da terra que me criou brotam meus mundos”; “Sou raiz e revoada… O que carrego, floresce” e “O mundo começa em nós”, reafirmando a mulher como fonte de vida, memória e força criadora.

Moda decolonial e formação transformadora

A coleção também expressa os princípios que orientam o trabalho da Àbámodá, primeira escola livre e gratuita de moda, arte e cultura da Bahia, dedicada à formação profissional e ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e negro. A instituição desenvolve uma proposta de moda decolonial, que valoriza saberes afro-indígenas, identidade cultural e impacto social, conectando formação criativa, geração de renda e valorização das tradições locais.

A Àbámodá – Escola de Moda, Arte e Cultura é realizada por meio da Lei Rouanet – Incentivo à Cultura (Ministério da Cultura/Governo Federal), com patrocínio do Banco BV. Integra a Rede de Escolas Livres de Arte e Cultura do Ministério da Cultura.

Acompanhe em: Instagram: @abamoda.escolalivre

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Vírus Carinhoso leva a turnê de “Karkará” a São Paulo

Jamile Menezes

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Vírus Carinhoso

Após passar por Salvador e Recife, o cantor Vírus Carinhoso leva a turnê de “Karkará”, seu novo álbum, ao Teatro Youtube, na Av Paulista, no dia 22 de outubro, com participações de Giovani Cidreira e Vandal.

O disco parte das vivências de Vírus, criado no subúrbio ferroviário de Salvador, e articula referências da música afro-diaspórica, como afrobeats, pagodão baiano, ijexá, samba-reggae e rap. Essas sonoridades estão ligadas a uma investigação sobre os adinkras, símbolos de origem Akan (oeste africano) associados a valores como memória, fé, transformação, criação e comunidade.

No repertório, faixas que marcam essa nova fase, como “Carta aos Ancestrais” (dedicada ao seu filho, Joia), “Sunsum”, “Quando o Negro Voar” e “Letrado Baiano”. No palco, as narrativas atravessam questões de pertencimento, paternidade sob o olhar de filho e de pai, espiritualidade e a própria vivência urbana nas ruas de Salvador.

Serviço:

SÃO PAULO: Show da turnê “Karkará”, de Vírus Carinhoso

Vírus Carinhoso, participações Giovani Cidreira e Vandal

Data: Dia 22/10 (sexta-feira), às 20h

Local: Teatro do Youtube – Av. Paulista 2073 – Bela Vista

Informações e Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-youtube/virus-carinhoso-4235057/

Foto Meneson Conceição

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Mr. Armeng apresenta novos single e clipe “Querem Saber”

Jamile Menezes

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Com mais de duas décadas de trajetória, Mr. Armeng mantém em movimento uma carreira marcada pela música, pela produção cultural e pela construção da cena hip-hop baiana

O rap de Salvador ganha mais um capítulo na trajetória de um dos artistas que ajudaram a construir a cena hip-hop da cidade: Mr. Armeng apresenta “Querem Saber”, seu novo single acompanhado de videoclipe.

Com mais de duas décadas de trajetória, Armeng mantém em movimento uma carreira marcada pela música, pela produção cultural e pela construção da cena hip-hop baiana. Reafirmando uma caminhada artística que atravessa 20 anos de arte urbana, Mr. Armeng ocupa uma posição singular no rap soteropolitano por atuar com toda esta versatilidade.

Sua história está diretamente ligada ao desenvolvimento do hip-hop em Salvador e à criação de espaços para circulação e profissionalização de artistas independentes.

É desse percurso que surge também a força de Mr. Armeng como artista. Sua produção musical carrega a identidade de Salvador, a experiência das ruas e das periferias, a observação do cotidiano e uma escrita que transita entre questões sociais, comportamento, identidade e as contradições da vida contemporânea. Em sua música, o rap aparece tanto como linguagem artística quanto como ferramenta de expressão e posicionamento.

“Querem Saber” chega nesse contexto: como um novo registro de um artista que permanece ativo, produzindo e se reinventando sem abrir mão da identidade construída ao longo da minha trajetória”, diz o artista.

CONFIRA: 

Foto: Jeferson Santos

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Marcos Ferreira e Ruan Will estream espetáculo “Cabeça Quente”

Jamile Menezes

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Os artistas Marcos Ferreira e Ruan Wills constroem Cabeça Quente, novo espetáculo de dança que estreia em outubro de 2026.

Os artistas Marcos Ferreira e Ruan Wills constroem Cabeça Quente, novo espetáculo de dança que estreia em outubro de 2026. A obra parte da força de Oyá para investigar a raiva, a ancestralidade e as masculinidades, tendo como ponto de partida as experiências dos dois artistas, homens negros, gays, candomblecistas e periféricos.

A temporada começa em Salvador, no Espaço Xisto Bahia, nos dias 1º, 2 e 3 de outubro, às 20h, com bate-papo após a apresentação do dia 3. Em seguida, o espetáculo chega ao Cine Lauro de Freitas, em 16 de outubro, às 19h, e ao Espaço Cultural Alagados, em 22 de outubro, às 17h.

As duas últimas apresentações também serão acompanhadas de bate-papo. Todas as sessões da temporada de estreia são gratuitas e os ingressos podem ser retirados através do Sympla, ou pelo perfil @dembwa_.

Depois de Dembwa, em que os artistas perguntavam “Qual é a pessoa mais antiga da sua família que você conhece?”, Cabeça Quente dá continuidade à pesquisa sobre ancestralidade e caminhos de existência com dignidade. Se no trabalho anterior o desejo era aprender com quem veio antes, agora Oyá surge como uma referência para ressignificar caminhos e posturas.

“A raiva aparece como energia condutora da criação. Uma raiva que não nasce simplesmente do ódio, mas da consciência que surge quando a violência deixa de ser aceita como destino. Buscamos escutar essa força, perceber o que ela movimenta e no que pode se transformar quando encontra o corpo, a ancestralidade e o desejo de continuar.”

A pesquisa parte da compreensão de que, diante de tecnologias coloniais de morte, povos negros produziram tecnologias ancestrais de continuidade. Separação tornou-se comunidade; violência, ritual; memória, cultura; silêncio, linguagem; ausência, presença. “A sociedade embranquecida coloca nossos corpos pretos e bichas em descontrole. Mas a nossa raiva vem da consciência, uma estratégia afrofuturista de sobrevivência”, afirmam os artistas.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

SERVIÇO

O quê: CABEÇA QUENTE – espetáculo de dança de Marcos Ferreira e Ruan Wills

Espaço Xisto Bahia | Salvador
01, 02 e 03 de outubro de 2026, às 20h
Bate-papo: 03 de outubro

Cine Lauro de Freitas
16 de outubro de 2026, às 19h
Espetáculo + bate-papo

Espaço Cultural Alagados
22 de outubro de 2026, às 17h
Espetáculo + bate-papo

Entrada: GRATUITA – ingressos disponíveis pelo SYMPLA. 

Foto Alice Rdrigues

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