Formação
Umbu e I-Omi lançam o Curso Festas e Religiosidades no Brasil
Com foco nas festas populares — especialmente aquelas que ocupam o espaço público, como o Carnaval e as festas de largo —, o curso analisa essas celebrações como territórios de encontro entre culturas religiosas, redes de sociabilidade, mas também de tensões, disputas e conflitos. A proposta é compreender como esses eventos se articulam com dimensões simbólicas, políticas, econômicas e identitárias do Brasil contemporâneo.
“É cada vez mais necessário que a produção em Comunicação Social, diante da grave crise de desinformação, tenha repertórios. No caso da Bahia, isso é ainda mais relevante diante da diversidade étnico-racial, o que implica no domínio básico sobre as nossas tantas experiências culturais. Como nem sempre a nossa formação na graduação dá conta dessas questões, desde 2024 eu tenho oferecido cursos e minicursos sobre os estudos culturais. Os da área de festas, religiosidades e patrimônio me encantam muito e ampliar essa experiência nesta parceria com a Umbu é um incentivo ainda maior”, destaca Cleidiana Ramos, jornalista, professora e doutora em Antropologia.
Voltado para comunicadoras e comunicadores, agentes culturais, pesquisadoras e pesquisadores, profissionais do turismo e demais interessados, o Curso Festas e Religiosidades no Brasil: Memória, Encontros e Encruzilhadas busca oferecer ferramentas teóricas e práticas para a compreensão da diversidade cultural brasileira, especialmente em um momento estratégico que antecede ciclos festivos importantes, como os festejos juninos e as celebrações da Independência do Brasil na Bahia.
As aulas acontecem nos dias 20, 22, 27 e 29 de maio, das 19h às 21h30. O investimento é de R$ 180, com bolsas de 50% destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, além de ativistas de movimentos sociais.
Parceria estratégica entre Umbu e I-Omi
A realização do curso é fruto da parceria entre a Umbu Comunicação & Cultura e a I-Omi Soluções em Comunicação. A Umbu atua com estratégias digitais, curadoria de conteúdo e projetos culturais, sendo responsável pela estruturação e execução da comunicação e divulgação da iniciativa, incluindo ações nas redes sociais e no Portal Umbu, onde Cleidiana Ramos é colunista.
Já a I-Omi, liderada por Cleidiana Ramos, desenvolve projetos de consultoria em comunicação e memória, com foco na formação cultural na Bahia, produção audiovisual e desenvolvimento de conteúdos especializados. A união das duas empresas potencializa o alcance do curso, conectando-o a públicos estratégicos interessados em cultura, cidade e comportamento, além de ampliar sua visibilidade no ambiente digital.
Sobre o curso
O Curso Festas e Religiosidades no Brasil: Memória, Encontros e Encruzilhadas foi estruturado a partir das perspectivas da antropologia da festa e das religiões, abordando o fenômeno festivo como expressão viva da memória e da experiência coletiva. A formação discute desde o catolicismo popular e as religiões afro-brasileiras até as relações entre patrimônio, política, mídia e as transformações provocadas pelas novas tecnologias na vivência religiosa.
Mais do que uma formação teórica, o curso propõe um olhar crítico e sensível sobre as festas como documentos vivos da história, revelando tensões, estratégias de resistência e formas de existência de diferentes grupos sociais no Brasil.
Serviço
Curso: Festas e Religiosidades no Brasil: Memória, Encontros e Encruzilhadas
Datas: 20, 22, 27 e 29 de maio de 2026
Horário: 19h às 21h30
Formato: Online (Google Meet)
Investimento: R$ 180 (inteira) | R$ 90 (meia)
Inscrições: https://bit.ly/m/
Informações à Imprensa:
Umbu Cultura & Comunicação
imprensa@umbucomunicacao.com
@umbu_comunicacao
Mobile: +55 71 99205-5102 / +55 71 99648-0135
Formação
FLICA 2026 pauta literatura negra e letramento racial na Tenda Paraguaçu
A 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira – FLICA, que acontece de 5 a 8 de novembro, terá uma programação que aproxima letramento literário e racial durante o Mês da Consciência Negra. Na Tenda Paraguaçu, debates sobre inteligência artificial, racismo algorítmico, ancestralidade e narrativas negras trarão reflexões sobre a conexão entre literatura, educação e tecnologia.
Nomes como Nina da Hora, cientista da computação, pesquisadora e ativista antirracista, a jornalista Miriam Leitão, o especialista em Cultura Zulu Araújo, estão na programação.
Na ocasião, Nina lança o livro “Do rosto ao vetor: uma história da medição do rosto, da eugenia ao algoritmo”, no qual investiga o conceito de epistemicídio computacional, que trata do apagamento ou da distorção de conhecimentos e identidades de grupos historicamente marginalizados.

Nina Da Hora – Acervo Pessoal
“A IA aprende com dados, e os dados que temos no Brasil carregam a nossa história: quem foi abordado pela polícia, quem conseguiu crédito, quem foi fotografado e quem nunca entrou nos registros. Um sistema treinado com isso aprende essas diferenças como se fossem normais e devolve o resultado com cara de decisão técnica. O erro começa antes da máquina, na forma como a gente classifica e representa as pessoas”, analisa.

Sued Nunes – Foto Rogrigo Ladeira
Palco da FLICA
O espaço recebe o sarau “Sued Nunes Não Anda Só”, encontro que reúne vozes negras baianas em performances literárias e musicais refletidas por experiências coletivas de luta contra o racismo. Ao lado da cantora e compositora Sued Nunes, participam Afropecado, poeta marginal, MC e produtora cultural; Duda Santhana, jovem poeta e declamadora; MC Jaynne, rapper e compositora; e Matheus Kawan, escritor, poeta e pesquisador.
“Acredito que nossas vozes e linguagens artísticas, embora distintas, irão se conectar a partir do senso de comunidade e pertencimento. Quando nosso eu se reflete em quem se parece com a gente, os caminhos se povoam pelas experiências compartilhadas. O público pode esperar um encontro crítico e sensível, marcado pelo afeto, ancestralidade e pela potência criativa, em que cada voz fortalece a outra para que, juntos, possamos construir uma narrativa ainda mais poderosa e coletiva”, avalia o poeta.
Já a mesa “Inteligência ancestral, memórias afrofuturistas” reconhecerá as oralidades africanas e diaspóricas como formas de preservar saberes e imaginar novas possibilidades. Integram o bate-papo o escritor afrofuturista Ale Santos, apontado pela Science Fiction Research Association (SFRA) como o mais popular da nova geração, e Cesar Sobrinho, pesquisador, professor e tradutor reconhecido por traduzir do francês para o português contos populares africanos e afrodiaspóricos. A mediação será da professora, pesquisadora e crítica literária Cristian Sales.
“Povos e países que não têm o controle das máquinas, como as Big Techs dos Estados Unidos, são vistos como periferia, sendo que, na história da humanidade, muitas tecnologias vieram de povos amazônicos, africanos e latinos. Elas conseguem constituir um progresso social, harmônico, sustentável e biodiverso muito mais poderoso. As tecnologias culinárias, musicais e artísticas, por exemplo, ajudam a manter tradições, conectar indivíduos durante gerações e preservar o equilíbrio com o meio ambiente”, explica Ale Santos.
A mesa “Inteligência artificial e racismo – Algoritmos da branquitude” encerra a programação da Tenda Paraguaçu com uma reflexão sobre como sistemas de inteligência artificial podem perpetuar estruturas históricas de poder, preconceitos e discriminações.

Nilma Lino Gomes – Foto Leticia Souza
A discussão sobre o racismo nas tecnologias digitais e seus efeitos nas relações étnico-raciais no Brasil contará com Nilma Lino Gomes, pedagoga, escritora e ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, e Tarcízio Silva, pesquisador em políticas tecnológicas, doutor em Ciências Humanas e Sociais e mestre em Comunicação. A mediação ficará a cargo de Jamile Borges, professora e vice-reitora da UFBA.
A proposta curatorial da Tenda Paraguaçu considera a conscientização parte essencial do letramento literário e racial.
“A criança, antes de ler, tem acesso a vários sinais, significados, seja a natureza, oralidade ou histórias contadas pelos seus mais velhos. O livro é uma referência de conhecimento, mas não é a única. A literatura escrita e oral fazem parte da nossa programação, porque a contação de histórias, por exemplo, faz parte desse letramento”, completa o curador Marielson Carvalho.
SERVIÇO:
FLICA 2026
Quando: 5 a 8 de novembro
Onde: Cachoeira-BA
Entrada gratuita
Mais informações:
Instagram: @flicaoficial
Formação
Batalha leva formação em Hip Hop para as ruas de Salvador
A Batalha Curumim realiza, no próximo dia 24 de outubro, no Largo das Baianas, em Amaralina, Salvador (BA), uma nova edição de suas atividades formativas, desta vez ocupando o espaço público com a potência educativa e cultural do Hip Hop. O encontro dá continuidade a uma experiência realizada durante um mês no Arquivo Público, que vem impactando a vida de 30 crianças, de 7 a 10 anos, e de seus familiares.
A programação integra a proposta de levar às ruas uma iniciativa que reconhece as infâncias como protagonistas da produção cultural, da construção de identidades e da transformação social, por meio de práticas como rimas & improvisos, expressão corporal, graffiti, dança urbana e outras linguagens da cultura Hip Hop.
Idealizada por Milla Costa, a Batalha Curumim nasceu da percepção da potência transformadora do Hip Hop ao acompanhar a trajetória de sua filha, conhecida na cena como MC Realeza. O primeiro contato da criança com a disciplina de rimas & improvisos aconteceu no Instituto Maria Felipa. Aos seis anos, MC Realeza subiu ao palco do 3º Round, uma das principais batalhas de rimas de Salvador, e apresentou um trap que terminou com uma pergunta contundente: “Vocês falam do Subúrbio por quê?”. A inquietação provocada por discursos que marginalizavam o território onde sua filha nasceu, levou Milla a idealizar um projeto dedicado às infâncias, fundamentado na educação, na cultura Hip Hop, na convivência e na liberdade de expressão. Ao lado de Gabriel Bispo, rapper, arte-educador e referência na criação da oficina de rimas & improvisos em Salvador, a iniciativa ganhou forma e se consolidou como uma ação de formação cultural e cidadã.
A primeira etapa do projeto disponibilizou 30 vagas e recebeu 85 inscrições, número que evidencia a demanda por atividades culturais voltadas ao desenvolvimento das potencialidades das crianças, especialmente nos territórios periféricos da cidade. Crianças que já brincam criando rimas, cantando, dançando e interpretando, demonstram em suas vivências cotidianas, um repertório criativo que merece reconhecimento, incentivo e oportunidades de desenvolvimento.
A Batalha Curumim busca fortalecer essas expressões, ampliar o acesso à cultura e transformar a palavra em instrumento de protagonismo, pertencimento e valorização das identidades. A proposta agora é ocupar as ruas e realizar encontros gratuitos a cada 15 dias, ampliando progressivamente o acesso de novas crianças às atividades, conforme a mobilização de parceiros e apoiadores.
A edição de 24 de outubro contará com uma oficina de Rimas & Improvisos conduzida por Gabriel Bispo e participação especial do DJ Amar Mansoor, reafirmando o compromisso do projeto com a formação artística, a inclusão e o direito das crianças à cultura. Para viabilizar a continuidade das ações quinzenais, a Batalha Curumim busca apoiadores, instituições e parceiros comprometidos com o desenvolvimento das nossas infâncias. A iniciativa convida a sociedade a contribuir para que mais crianças tenham acesso gratuito a experiências formativas, criativas e transformadoras.
Formação
Projeto Fọ̀ Ìlù promove oficinas gratuitas na Bahia
O projeto Fọ̀ Ìlù – Percursos Formativos realiza uma série de oficinas gratuitas voltadas à formação artística e à experimentação em diferentes linguagens. Inspirado no espetáculo Fọ̀ Ìlù – a menina, o tambor e a palavra, o projeto amplia a pesquisa desenvolvida na obra e concentra sua proposta em atividades de formação que articula palavra, ritmo e presença cênica, com atenção aos saberes afro-diaspóricos, à oralidade e aos processos autorais.
Cada oficina terá duração de quatro horas por dia e será realizada em dias distintos. Em cada espaço a proposta é estimular a criação, o compartilhamento de experiências e o desenvolvimento de processos autorais a partir das referências e vivências de cada participante.
A primeira etapa aconteceu no Espaço Xisto Bahia, em Salvador, no dia 20 de outubro. O projeto também será realizado na Casa da Música, em Itapuã, e no Teatro de Feira de Santana, em Feira de Santana, ampliando o acesso às atividades e aproximando a formação artística de diferentes territórios.
A programação é estruturada em três eixos formativos: escrita criativa, conduzida pela artista Bruna Silva; percussão, com a percussionista Nanny Santos; e performance poética, ministrada pela artista Lua do Pantanal. As atividades são destinadas a artistas, estudantes, educadores e pessoas interessadas em práticas criativas relacionadas à música, à poesia e à performance.
A escolha dos espaços faz parte da proposta de descentralização das ações culturais e de fortalecimento das redes locais. Ao levar as oficinas para diferentes equipamentos culturais, Fọ̀ Ìlù – Percursos Formativos cria oportunidades de encontro entre pessoas com diferentes experiências e trajetórias, tendo a arte como espaço de expressão, comunicação e construção coletiva.
Inspirado na pesquisa do espetáculo Fọ̀ Ìlù – a menina, o tambor e a palavra, o projeto parte da relação entre palavra e tambor para investigar diferentes possibilidades de criação. Na escrita, na percussão e na performance, os participantes são convidados a experimentar linguagens e construir suas próprias formas de expressão, tendo a oralidade e os saberes afro-diaspóricos como referências importantes desse processo.
SERVIÇO
Fọ̀ Ìlù – Percursos Formativos
20 de outubro
Espaço Xisto Bahia
Salvador (BA)
24 de Outubro
Teatro de Feira de Santana
Feira de Santana (BA)
29 de outubro
Casa da Música
Itapuã, Salvador (BA)
Entrada: Gratuita
Mais informações: https://www.instagram.com/fo.ilu/
Realização: Projeto Fọ̀ Ìlù – Percursos Formativos
Edital: Ocupe o Seu Espaço
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSetoq3H7i8-aXJxBWU_xC8GWs4DU-Fq5dX-Qj7nSl3wHXXpGA/viewform?usp=header
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