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Música

MiraLab – Multiartista Nayri prepara novo single, livro e audiovisual

Jamile Menezes

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Nayri

Uyara Nayri, ou apenas Nayri como é artisticamente conhecida, é uma multiartista baiana da música, literatura, performance e audiovisual. Ela também é uma das cinco finalistas do projeto Mira Lab, que vem projetando novas carreiras femininas na música baiana. 

Iniciou sua trajetória em intervenções poéticas nos slams, saraus e ônibus de Salvador, o que a levou a explorar a música autoral. Em 2023 lançou o single “Mergulho”, que acabou por vencer o Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-Brasileiras, uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares criada para valorizar a cultura negra e celebrar a música afro-brasileira.

A premiação selecionou canções inéditas e reconheceu iniciativas de artistas afrodescendentes pelo país. A canção também deu origem a uma obra audiovisual exibida e premiada em festivais nacionais e internacionais.

Sua expressividade e talento também a levaram a espaços importantes como  a Women’s Music Event, plataforma que existe há 10 anos com o intuito de promover a inclusão, formação e fortalecimento das mulheres na indústria da música. Nayri é embaixadora a plataforma e já se apresentou em Salvador, Brasília e Curitiba, consolidando sua presença na cena artística contemporânea.

Seu repertório autoral inclui Convite, Aiyê, Axé e Águas para Oxalá (Ouça no Spotify).

Música & Além 

Pesquisadora em Ciências Sociais e Antropologia na UFBA, Nayri investiga o Poetry Slam a partir da oralidade, escuta e antropologia da performance. É autora do Sarau das Estações (Academia de Letras da Bahia), dedicado à valorização da literatura negra e queer, e possui artigo publicado na mesma instituição.

Concebeu a performance Eu Quero Falar de Amor, que apresenta o amor como ação política de manutenção da vida em contextos marcados por racismo, machismo e LGBTQIA+fobia. O trabalho circulou em processos formativos e residências internacionais, como “Crise da Democracia na América Latina” e Iberescena Lab. 

Nayri

Foto: Lane Silva

No Mira Lab, Nayri chega com os estilos Jazz, R&B, Soul Music em seu repertório e expressão musical e com a poesia como base musical. Além de outros sonhos como a gravação de nova música e publicação de um livro a partir dessas conquistas.

Para ela, tem sido um verdadeiro “mergulho”:

Junto a outras quatro finalistas, em setembro, Nayri lança seu audiovisual, etapa que vai marcar sua carreira e a conclusão do projeto. Das cinco selecionadas, três serão escolhidas pelo público, em votação nas redes sociais, para receber capital semente de R$5 mil, destinado ao fortalecimento direto de suas carreiras.

O projeto Mira Lab é viabilizado por meio de Convênio de Cooperação Financeira firmado entre o Instituto A Mulherada com a Fundação Banco do Brasil, o projeto foi aprovado em 2025 no âmbito da Seleção Pública de Projetos voltados ao Empoderamento Socioeconômico das Mulheres Negras.

Conheça também:

Dandda e Tâmara Coral | Briane Capinan e Cila Bispo

Mais informações das finalistas no Instagram do Mira Lab: @projetomiralab

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Música

Vandal concorre a prêmios com álbum VANGUARDAH

Kelly Bouéres

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O rapper baiano Vandal está entre os indicados ao Prêmio Claro Música Melhores do Ano 2026, concorrendo nas categorias Capa do Ano e Álbum do Ano com VANGUARDAH, seu primeiro álbum de estúdio. O trabalho marca um novo momento na trajetória do artista, que constrói sua identidade musical a partir do encontro entre o hip-hop e as referências culturais de Salvador.

Lançado em 13 de agosto de 2026, o disco reúne dez faixas e apresenta uma pesquisa sonora que aproxima rap, grime, drill, samba-reggae, pagodão baiano e música afro-sinfônica. Com referências às ruas da capital baiana, às festas populares e à religiosidade, o álbum aborda temas como ancestralidade, memória, perdas, pertencimento e transformação.

A produção musical de VANGUARDAH conta com Tiago Simões e a direção musical de Russo Passapusso, integrante do BaianaSystem. O disco também reúne participações de nomes como DJ KL Jay, Josyara, Hiran, Liz Reis, Giovanni Cidreira e Ubiratan Marques, além da Orquestra Afrosinfônica.

Um álbum que parte das vivências de Vandal

Nascido em Salvador, Vandal, nome artístico de Luis Sidnei Barbosa Correia, é um dos nomes associados à introdução e ao desenvolvimento do grime e do drill no rap brasileiro. Sua trajetória ganhou projeção com a mixtape TIPOLAZVEGAZH, lançada em 2015, e é marcada pelo diálogo entre referências internacionais do hip-hop e as sonoridades das periferias soteropolitanas.

Em VANGUARDAH, essa relação ganha novos contornos. O artista transforma experiências pessoais, referências familiares e elementos da cultura baiana em matéria-prima para a construção do disco. A religiosidade também atravessa o projeto, que chegou às plataformas digitais no dia dedicado a Santa Dulce dos Pobres, figura importante na história pessoal do rapper.

A identidade visual acompanha essa proposta. A capa foi desenvolvida a partir de imagens sacras produzidas artesanalmente, estabelecendo uma conexão entre a estética do projeto, a fé e as tradições culturais da Bahia.

O álbum também integra uma trilogia planejada pelo artista. Os próximos trabalhos previstos são FEZTAH DEH LARGOH, voltado aos ritmos e às festas populares baianas, e EAUH DEH PARFUMH, dedicado à pesquisa com samples e novas experiências de produção musical.

O Prêmio Claro música Melhores do Ano reconhece artistas, músicas e álbuns que se destacaram no ano. A premiação é dividida em duas etapas: na primeira, o público participa da votação popular e escolhe os seis finalistas de cada categoria. Na fase seguinte, os indicados mais votados são avaliados pela Academia Claro música, formada por profissionais do mercado musical.

Os resultados podem ser acompanhados pelo portal oficial do prêmio e pelo Instagram @claromusicabrasil.

Site oficial: https://melhoresdoano.claromusica.com/

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Música

Claudya Costta apresenta “Acoustic Portal Afro Sonoro” no Gamboa Nova

Jamile Menezes

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Claudya Costta
A cantora, compositora e escritora baiana Claudya Costta apresenta o espetáculo Acoustic Portal Afro Sonoro, no Teatro Gamboa Nova, em Salvador.
A apresentação propõe uma experiência musical intimista, construída a partir de referências que marcaram a trajetória da artista e contribuíram para a formação de sua identidade musical. O espetáculo é uma homenagem a artistas e fazedores de cultura negros que ajudaram a transformar a história da música brasileira.
Entre as referências que inspiram a concepção artística e o repertório estão nomes como Nina Simone, Elza Soares, Gilberto Gil e Luís Melodia, além de uma homenagem especial à atriz e cantora Zezé Motta, artistas que abriram caminhos, romperam barreiras e ampliaram os espaços de expressão da população negra na cultura e na sociedade.
Em uma proposta acústica, Claudya revisita essas influências a partir de sua própria identidade artística, promovendo um diálogo entre diferentes gerações, sonoridades e experiências da negritude. O repertório percorre temas como identidade, ancestralidade, resistência, liberdade, amor e afirmação, conectando música, memória e representatividade.
SERVIÇO
Claudya Costta apresenta “Acoustic Portal Afro Sonoro”
Quando: 08 de novembro (domingo), 17h
Onde: Teatro Gamboa Nova – Salvador, Bahia
Quanto: R$ 40/20
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Música

1º edição do Pirataria Fest celebra legado do BaianaSystem

Kelly Bouéres

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Jairo Pereira

O Pelourinho recebe, no início do próximo ano, a primeira edição do Pirataria Fest (@piratariafest), encontro idealizado por Jairo e Ramon, jovens das periferias de Salvador, que tiveram a iniciativa a partir do desejo de reunir a comunidade de fãs do BaianaSystem, que atravessa fronteiras, para celebrar a música e as expressões culturais que conectam diferentes territórios à capital baiana.

Organizado pela Pirataria, coletivo que acompanha a banda em shows e a bordo do Navio Pirata, o evento propõe uma celebração das raízes culturais de Salvador, com destaque para a cultura preta, a ancestralidade e as manifestações populares que fazem parte da identidade da cidade.

A escolha do Pelourinho carrega um significado especial. Marcado pela história e pela resistência da população negra, o território também faz parte da trajetória do BaianaSystem, com apresentações no Largo Tereza Batista e no Largo do Pelourinho. Para os organizadores, realizar o festival nesse espaço é reconhecer essa história e fortalecer a presença de quem mantém a cultura viva.

As participações especiais serão anunciadas posteriormente. A proposta é fazer do Pirataria Fest um encontro da comunidade de fãs, celebrando a música, o pertencimento e a conexão entre o BaianaSystem e a cultura de Salvador.

Serviço:

Pirataria Fest
Data: janeiro de 2027
Local: Pelourinho, Salvador (BA)
Participações especiais: a anunciar

Para mais informações acompanhe em: @piratariafest

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