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Opinião

#Paremdenosmatar é Letramento Racial em crônicas! – Por Valdeck Almeida

Jamile Menezes

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parem-de-nos-matar cidinha da silva

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O livro #Paremdenosmatar, de Cidinha da Silva, composto de crônicas publicadas antes em sites e blogs na internet, chama a atenção por vários aspectos. Dentre eles, a alta qualidade editorial (papel, fontes, coloridos) e o esmero, na leve e cuidadosa linguagem da escrita e na promoção da humanidade das pessoas negras.

Tudo isso, apesar de tratar de temas áridos como as mortes simbólica e cultural, massacres, extermínios, genocídio do povo negro, homofobia, apagamentos e invisibilizações de negros e negras, crimes bárbaros, racismo institucional, racismo velado, intolerância religiosa, violência policial, violência de gênero, negação da condição humana para negros e negras, etc. Para além do registro humanizado, é ferramenta de insubmissão e incentiva a autoestima, memórias, estética, beleza, histórias, humanidades, religiosidades, cultura.

O título, na primeira pessoa do plural, já nos inclui e chama para o coletivo (ninguém nasce só, vive só, morre só): o grito uníssono, o afetivo, o convívio comunitário, familiar, o desespero dos que morrem e dos que podem estar na fila. Evoca um chamado por socorro, para que cada um/a de nós atente para o perigo real e iminente que acomete negros e negras todos os dias. Principalmente jovens das periferias de todo o Brasil.

Denuncia chacinas orquestradas pelo racismo institucionalizado, sofisticado, engendrado e enraizado nesse país desde sua fundação, em que negros e negras são subjugados, subalternizados e mortos. O mesmo racismo mantido até hoje, disfarçado, mascarado de democracia racial – propalado, inclusive, por redes nacionais de mídia, como a Rede Globo -, que exclui e elimina, nega direitos, encarcera e aniquila.

O mesmo racismo que sonega informações, direitos inalienáveis como o direito à vida; o mesmo racismo exercido pelo Estado, através do seu braço armado, a Polícia, que acusa, julga e executa com “balas perdidas”, sob a justificativa do “Auto de Resistência”, sem direito a apelação, muitas vezes sem direito a um funeral digno. O mesmíssimo racismo genocida do povo negro, cujos corpos são numerados para estatística e dos quais se retira a alma.

parem de nos matar

Banco de Imagens

São enterrados como indigentes, em valas comuns, ou desovados em pontos bem conhecidos de todos; o mesmo racismo midiático que sequer cita nome e sobrenome dos assassinados e que serve carne negra em banquetes macabros na hora do almoço, em que pseudojornalistas justiceiros são coniventes com o linchamento de corpos e subjetividades e com essa barbárie, equivalente à queda de um grande avião por dia.

#Paremdenosmatar sangra em cada parágrafo, rememora o massacre de Ruanda (1994), o genocídio e crimes sexuais praticados pelo Boko Haram, na Nigéria (2014/15), que causam menos comoção que um atentado a um jornal satírico em Paris. O massacre dos treze rapazes do Cabula, em Salvador, em 2015.

parem-de-nos-matar

Banco de Imagens

#Paremdenosmatar faz a denúncia da morte física, mas também a espiritual e das subjetividades, da morte em vida, dos choros engolidos, do medo de depor e ser o/a próximo/a da lista. Escancara os crimes de ódio, que destroem e invadem casebres, ofendem em redes sociais ou em bancadas de jornais em rede nacional – caso Maju: Maria Júlia Coutinho. Humilham em estádio de futebol – Mário Lúcio Duarte Costa, o goleiro Aranha.

Mas o livro é também a resistência, trincheira e porta-voz de mães/pais, filhos/as, irmãos/ãs, amigos/as desses jovens mortos a cada dia. Nas crônicas, linhas e entrelinhas, a dignidade do ser humano é resgatada, não cai no esquecimento. As mortes não são contadas como meros números, muito menos comparadas às partidas de futebol, nem coisificadas. A beleza do livro é demostrar a luta contra toda sorte de preconceitos: racial, de classe, de gênero, religioso. Nos chama à responsabilidade, através da literatura de Cidinha da Silva. Denunciemos os criminosos, façamos justiça a cada gota de sangue, a cada agressão. E matemos o racismo!

valdeck almeida de jesus

Reprodução facebook

Texto produzido, especialmente, para o Portal SoteroPreta.

Valdeck Almeida de Jesus é jornalista, escritor, ativista cultural, poeta e blogueiro.

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#Opinião – A maternidade atípica ancestral e a quartinha seca da igualdade do destino – Por Patrícia Bernardes

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Patrícia Bernardes
Acervo pessoal

No mês de maio, em que celebramos a maternidade de forma ampla e universal, minha mainha Oxum, senhora plena do meu Ori (cabeça), faz ecoar em meus ouvidos a certeza de que toda a maternidade é e sempre será atípica. Desde o início dos tempos, para além da religião/religiosidade e de suas nomenclaturas distintas, o ser humano chega ao mundo após ser gerado, criado, banhado, cuidado e alimentado pelas águas de um ventre.

Partindo do princípio semântico da palavra “atípica”, esse adjetivo da nossa Língua Portuguesa, que se define como afastamento do normal, algo raro, incomum e fora dos padrões, trago a todos, todas e todes os meus leitores que me acompanham a dimensão grandiosa e generosa das yabás, matriarcas plenas da minha religião de matriz africana, o Candomblé Ketu, da qual eu faço parte, frequento e respeito.

Como não entender o amor diante de uma maternidade atípica ancestral que nos rodeia diariamente?! Num mundo no qual se determina que a neurodiversidade pertence apenas aos vistos como pessoas com restrições no desenvolvimento de aprendizagem e em que as pessoas tidas como perfeitas são as que mais nos causam dor e degradação em nossa vida na Terra.

Exemplos de maternidade atípica e incondicional não nos faltam: Santa Maria, mãe de Deus e de Jesus Cristo; Nossa Senhora Aparecida; Nossa Senhora de Fátima; Santa Bárbara; Santa Rita; Nossa Senhora da Conceição; mãe Oxum; mãe Yemanjá; mãe Ewá; mãe Obá; mãe Yansã; mãe Nanã e tantas outras representações espirituais de fé e devoção jamais nos colocam em suas orações como criaturas menores em seu ventre de fé, seja em uma Igreja Católica ou em um terreiro de matriz africana.

E por que somos pessoas atípicas pós-ventre?

Após a ruptura da placenta, políticas públicas não alcançam as necessidades das primeiras horas de vida de uma criança entregue à sua mãe ou responsável legal na Terra. Saúde, educação, segurança pública e lazer são diariamente atípicas diante das contrações de dor que, mesmo após parir, ainda fazem doer a alma de milhões de mulheres no mundo, que se percebem na dor de abandonar todos os sonhos construídos no seu Ori (cabeça) para que, de forma dolorosa e não anestésica, façam da sua maternidade uma luta diária para que seus filhos/as possam estudar, se alimentar e alcançar o desenvolvimento cognitivo mínimo para pedir ajuda ou esboçar dor quando for necessário.

Nem tudo se cura na presença do óleo ungido, na confissão dos pecados e na ingestão da hóstia sagrada, e nem, muito menos, com ebós de limpeza ou benzimentos. A fé que, em termos colonizadores e motivacionais, remove montanhas não mata a sede de justiça social dessas bilhões de mulheres que existem no mundo, que vivem em peregrinação pelos direitos mínimos de bem-viver de seus filhos/filhas.

Castigo? Acordo espiritual de evolução? Vontade de Deus? Maldição hereditária familiar? O que deve e precisa ser visto é que essa maternidade ancestral, para além de falácias, violência obstétrica, violação de políticas públicas e intolerância em sua profissão de fé, precisa ser respeitada em sua condução e destinação.

A maternidade não é concebida apenas pelo ato gestacional do ventre. Maternar é um ato de amor incondicional. Minha mainha Oxum entregou seu filho Logun Edé para mãe Yansã criar, como relata um dos seus diversos itans (narrativas orais de origem iorubá). Maria, mãe de Jesus Cristo, amamentou, educou e acompanhou a peregrinação de seu filho até o dia de sua morte (e além).

Quando a Constituição Federal será a mãe atípica de seus filhos/as no mundo?

Fica aqui a minha reflexão…

 

Patrícia Bernardes

Patrícia Bernardes Sousa é yawo de Oxum do Ilê Axé Koboxê (Fazenda Grande IV Cajazeiras), jornalista, gestora e mobilizadora de projetos de Impacto Social. 

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Opinião

#Opinião – Violência contra mulher e a retroalimentação do odu negativo – Por Patrícia Bernardes

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Patrícia Bernardes

Água doce lava qualquer utensílio de uma oferenda num Terreiro e também faz essa mesma oferenda ou utensílio mofar.Tudo será definido

Água doce lava qualquer utensílio de uma oferenda num terreiro e também faz essa mesma oferenda ou utensílio mofar. Tudo será definido pela quantidade de água durante o osé mental e espiritual.

Orixá nos tira da escuridão do conhecimento de nossas próprias vidas para vivermos a alegria de sermos protegidas e aprendermos a nos proteger das mazelas humanas.

É momento de refletir e entender o que se pode e o que já não é admissível no convívio entre homens e mulheres, para além dos muros de um terreiro.

É importante destacar a urgência de se preservar as adolescentes e as mulheres abiãs, yawos, ebomis e ekedjis no centro da vontade de Pai Xangô, orixá da justiça. Pai Xangô celebra a justiça, a abundância financeira, a misericórdia e a libertação de crenças limitantes que fazem homens e até mulheres de axé se libertarem de momentos de escárnio, conversa fiada e reprodução de atitudes que remetem à colonialidade da escravidão.

Um ato de “bom dia”, um ato de “troca da bênção”, a paciência ao falar com respeito e na postura certa com as crianças, adolescentes e mulheres numa terra Ketu, Nagô, Jeje e/ou Angola é de responsabilidade de quem sabe qual é o seu cargo e a sua responsabilidade junto a Pai Xangô e toda a sua egbé espiritual pertencente ao seu terreiro.

08 de março de 2026 é parte de um marco histórico que não nos remete ao buquê de flores, cartões com frases copiadas do Google, um jantar ou um pernoite num motel. É tempo de refletir sobre a retroalimentação dos comportamentos da violência física, psicológica e financeira que vem deixando a vida das meninas e mulheres de axé (ou não) nas estatísticas de morte no Brasil.

Não é obrigação de uma abiã mostrar que um ogã está passando do limite nas palavras e na postura.

Não é obrigação de uma ekedji mostrar que um ogã está sobrecarregando ela a cada atividade no terreiro.

Não é obrigação de uma yawo mostrar ao ogã ou ao seu pai pequeno que ela acabou de nascer para o orixá e está ali para aprender, e não para servi-lo como empregada.

Não é obrigação de uma Máiyé ou de uma Iaquequerê mostrar para um ogã ou um ebomi que ela precisa da ajuda dele em determinados momentos das atividades do terreiro para preservar o seu próprio útero e saúde física ao não carregar peso.

Faz-se necessário mostrar em atitudes, e não em palavras, o quão grato é um homem de orixá, para além do seu cargo, ao ser servo do seu próprio orixá. A alusão do servir ao orixá num terreiro não pode ser confundida e demonstrada de forma perversa, sarcástica e colonial. Orixá não é matéria. Matéria não é orixá.

O silenciamento de mulheres e adolescentes dentro de um terreiro, ou para além dos muros desse espaço sagrado, não pode ser visto como normal ou romantizado. Crianças, adolescentes e mulheres que são abiãs, yawos, ebomis, ekedjis e yalorixás precisam e devem ser protegidas, e não ignoradas e sobrecarregadas em sua rotina diária no candomblé.

Ori (cabeça) tem autonomia só quando está em harmonia. Fora desse contexto, quantos boori (alimentação da cabeça) são necessários para libertar a masculinidade tóxica de um terreiro de candomblé, independente da nação à qual ele pertence? Quantos ebós (prática espiritual de limpeza corporal)?

Quantos ebós de Egun (espíritos desencarnados) são necessários para libertar a masculinidade tóxica de um terreiro de candomblé, independente da nação à qual ele pertence?

Quantos ebós de Ossá são necessários para libertar a masculinidade tóxica de um terreiro de candomblé, independente da nação à qual ele pertence?

Quantas vezes precisaremos alimentar Ajé para libertar a masculinidade tóxica de um terreiro de candomblé, independente da nação à qual ele pertence?

Servo de orixá é um servo de orixá dentro e fora de um terreiro. Ser homem de orixá não é o que está sendo reproduzido como patologia sem vacina no Brasil e no mundo. Que essa mesma reprodução tóxica de masculinidade nas religiões de matriz africana seja revertida e convertida em “assentamentos” de bons servos de orixá no combate à Intolerância Religiosa, ao Racismo Religioso e ao Racismo Institucional sofrido dia após dia, desde antes do 13 de maio de 1888.

O Odu negativo refere-se a um estado de vida que se desvia dos caminhos predestinados, refletindo uma desarmonia nas ações da pessoa. Cada Odu possui características próprias que influenciam a vida de uma pessoa e, quando um Odu é considerado negativo, isso indica que a pessoa está seguindo um caminho que não está alinhado com suas intenções ou desejos. Para recuperar o caminho perdido, é importante buscar autoconhecimento e realizar rituais que harmonizem as energias da vida.

Tudo é culpa do Odu (caminho)? Vale a pena a reflexão constante em nossos terreiros.

Patrícia Bernardes

Patrícia Bernardes Sousa é yawo de Oxum do Ilê Axé Koboxê

(Fazenda Grande IV Cajazeiras), jornalista, gestora e

mobilizadora de projetos de Impacto Social. 

 

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#Opinião – Quando a Beija-Flor pousou no Bembé de Santo Amaro – Por Patrícia Bernardes

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Patrícia Bernardes

E com os olhares atentos de pai Exú orixá , pai Xangô e mãe Iansã ,a cada momento da apuração das Escolas de Samba do Carnaval 2026 na tarde desta quarta (18) , a cidade de Santo Amaro da Purificação,interior da Bahia,  passa a fazer parte da história sendo um dos enredos vencedores do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Sim! 136 anos depois , temos um enredo vencedor por percorrer em narrativa todos os becos e vielas de uma cidade do interior da Bahia  que , apesar de ser abençoada por Nossa Senhora da Purificação , vem lutando ano após ano para não deixar ser esquecida a sua história de existência e resistência iniciada no dia 13 de maio de 1889 , no Largo do Mercado .

Um verdadeiro balaio de lágrimas , gritos e oferendas de ofó , que significa na língua yorubá autoridade e poder espiritual, o desejo de boa sorte para todos os envolvidos. Um grande Xirê de invocação a pai Xangô , mamãe Iansã , mamãe Oxum e mamãe  Yemanjá ao qual tive o prazer e a honra de fazer a cobertura jornalística durante as festividades do Bembé do Mercado em 2025.

A apuração no Rio de Janeiro reuniu representantes das 12 escolas do Grupo Especial, dirigentes, integrantes e torcedores. Um misto de emoções que facilmente poderia ser comparada com uma saída de yawo no coração de um babalorixá ou de uma yalorixá que sabe da responsabilidade dos 21 dias de roncó e do momento tão especial que é o tão aguardado – o orunkó de yawô no barracão de um Terreiro. Só quem sabe o que é colocar uma Escola de Samba na avenida com empenho, determinação e atenção  é quem trabalha nos bastidores dela, bem como também se dedica um sacerdote de orixá , percorrendo a Feira de São Joaquim, para  comprar tudo do bom e do melhor para alimentar a família espiritual de seu filho ou filha de santo abiã ao se recolher em feitura de orixá .

O grande momento da saída “puxada”  da Escola de Samba Beija – Flor de Nilópolis chegou. Dando o nome a um pássaro encantador que seduz e canta para  mamãe Oxum às margens de seu rio, a Escola  Beija-Flor de Nilópolis não decepcionou e cantou alto e bonito o seu samba enredo. A cada nota “ 10” dadas por jurados para  Beija -Flor de Nilópolis, número abençoado por ser  de um Odu Ofun , caminho relacionado a saúde , a sinceridade e a inteligência , levavam os integrantes da Escola de Samba ao transe e ao êxtase ao longo da Marquês de Sapucaí.  Durante os desfiles cada envelope com a avaliação de desempenho de cada escola permaneceram lacradas até a cerimônia oficial. Assim também se faz no Xirê do Bembé do Mercado  (prática cultural e espiritual de origem afro-brasileira) que nós, adeptos do Candomblé e da Umbanda ,estamos acostumados a frequentar .

Quem nunca se arrepiou ou caiu no choro ao aguardar na alvorada do dia , com Pai Pote entoando cânticos para Exú orixá e a todos os guardiões das ruas iniciando o único Candomblé a céu aberto do mundo , reunindo cerca de 60 terreiros , além de visitantes de todo o Brasil e da diáspora ?!

Entre búzios, rendas, grafismos ancestrais e elementos que remetem aos terreiros e às festas de largo , a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis saiu vencedora por acreditar num samba enredo que nenhum outro carnavalesco ousou pensar numa pós-abolição onde as yabás Oxum e Yemanjá são as senhoras plenas  quem ditam o ritmo vencedor . E assim será no desfile deste próximo sábado (21) , dia consagrado às yabás nas religiões de matriz africana.

Um bom amalá de justiça narrativa , acompanhado de um gostoso padê de suporte financeiro , ladeado de várias porções de acará  para matar a fome das trabalhadoras e trabalhadores que madrugada após madrugada clamaram por vitória e foram exaltados para o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro 2026.

A Bahia “tem o molho” e ela se reunirá neste sábado para bater paó para esse grande Candomblé de Rua e retratado pelo carnavalesco João Vitor de Araújo , destacando a história de resistência do povo preto, a espiritualidade do Candomblé e o ilá de reparação histórica por conta da importância do Bembé do Mercado , no Largo do Mercado , na cidade de Santo Amaro da Purificação , Recôncavo da Bahia.

Um vice-campeonato com todo o sabor de vitória legítima que só se compara a de um saboroso Omolocum para mamãe Oxum e de um Manjar bem decorado para mamãe Yemanjá.

Viva nós , as águas e o estado da Bahia.

Patrícia Bernardes

 

Patrícia Bernardes Sousa é yawo de Oxum do Ilê Axé Koboxê

(Fazenda Grande IV Cajazeiras), jornalista, gestora e

mobilizadora de projetos de Impacto Social. 

 

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