Moda
Meninos Rei exalta ancestralidade africana em estreia na São Paulo Fashion Week

Foto Bruno Gomes
Uma ode a Exú – Há seis anos, o toque para Exú entoado pelos atabaques anunciava o primeiro desfile da recém lançada marca Meninos Rei, criada na Bahia pelos irmãos Júnior e Céu Rocha. Hoje, o orixá da comunicação, da linguagem, é o tema da coleção “L’oju Esú”, tradução do iorubá para “Aos olhos de Exú”, que marca a estreia da Meninos Rei no evento de moda mais importante da América Latina: a São Paulo Fashion Week.
A marca estreia oficialmente no evento na próxima quarta-feira (23), às 19h50, apresentando o seu fashion filme com uma coleção-cápsula de cinco looks. Essa será a 51ª edição em uma programação transmitida ao vivo através das plataformas digitais da SPFW (site spfw.com.br, YouTube e Facebook).
“Essa coleção é uma ode à nossa ancestralidade africana e a Exú, que sempre esteve olhando por nós e nos conduziu pelo caminho que nos trouxe até aqui”, destaca Júnior Rocha.
Os tecidos africanos, nessa coleção originários da Guiné-Bissau, e o patchwork, marca registrada da Meninos Rei, chegam em um mosaico de estampas.

Foto Bruno Gomes
Fashion Filme
“Tudo transita pelo viés das possibilidades, da ousadia, da liberdade, assim como é Exú. A essência da produção, desenvolvida por nós, pelo stylist Thiago Ferraz e seu assistente Gabriel Fabosa, aponta para a uma estética afro futurista, em que a profusão de informações transborda para além da roupa, causando um impacto visual chocante, imprimindo a imagem desse Exú high-tech, moderno, cosmopolita e tão presente no nosso movimento contemporâneo”, explica o designer de moda Céu Rocha.
Projeto Sankofa
A Meninos Rei participa do SPFW a convite do Projeto Sankofa, idealizado pelo coletivo Pretos na Moda e pela startup de inovação social VAMO (Vetro Afro-Indígena na Moda), que selecionou oito marcas em todo o Brasil para um movimento que abre espaço para estilistas negros e indígenas nas passarelas do SPFW.
Moda
Marca baiana Nilo Company se consolida como movimento cultural
A Nilo Company se posiciona como um movimento de moda urbana construído a partir de Salvador, com a proposta de conectar pessoas que compartilham interesses em streetwear, música e cultura. Mais do que uma iniciativa voltada ao vestuário, o projeto se organiza como um ponto de encontro entre pessoas que expressam suas referências e vivências através da forma de se vestir e de se posicionar na cidade.
Criada em 2020, durante o período da pandemia, a Nilo surge dentro de um contexto já existente na cultura Hip-Hop local. Seu início está diretamente ligado a batalhas de rima, clipes de rap e saraus, espaços onde o movimento se insere de forma orgânica e começa a construir sua base. A partir dessas experiências, passa a se consolidar como parte ativa desse cenário.
Ao mesmo tempo, a Nilo Company desenvolve peças que dialogam com a realidade de Salvador. As coleções seguem uma linha estética própria, com atenção à escolha de cores e modelagens pensadas para o clima da cidade, adaptando referências do streetwear a um contexto urbano marcado por altas temperaturas e dinâmicas específicas.
Moda, cultura e comunidade como base do movimento
Ao longo dos últimos anos, a Nilo Company ampliou sua presença na cena cultural de Salvador através de eventos, collabs, desfiles e ações ligadas à música e à moda urbana, consolidando uma comunidade que acompanha e fortalece o movimento dentro da cidade.
Esse movimento se materializa por meio da realização de eventos, desfiles, participações em iniciativas culturais e na produção de conteúdo voltado à comunidade. A proposta é fortalecer conexões e estimular a circulação de diferentes linguagens artísticas dentro da cidade.
Dessa forma, a Nilo Company se estabelece como um movimento cultural que traduz a vivência urbana de Salvador em estética, comportamento e conexão, consolidando uma comunidade que vai além do consumo e se constrói a partir da troca e da identificação.
Moda
Jovem baiano aposta em marca autoral de streetwear
Criada pelo jovem criativo baiano Gabriel Palma (@gabrielpalmah), de 19 anos, a Goopstudios (@goopstd) apresenta seu novo drop diretamente de Salvador: “Goopstd. 1996”. A marca vem se posicionando como uma label independente de streetwear premium, com foco em qualidade, identidade e construção de comunidade.
Com “Goopstd. 1996”, a Goopstudios reforça sua proposta de traduzir o streetwear como mais do que tendência, mas como expressão cultural e comportamento, conectando estética, vivência e autenticidade.
“Comecei a marca ainda no ensino médio e hoje nosso objetivo é construir uma comunidade que realmente viva esse lifestyle, além de posicionar a Goop como uma marca premium de streetwear no Brasil.”, diz Gabriel.
A nova coleção revisita o streetstyle dos anos 80 e 90 a partir de uma leitura atual, com forte influência da cultura do skate. As peças foram pensadas como essenciais do guarda-roupa, com modelagens bem definidas, materiais selecionados e acabamento de alto padrão, reforçando o posicionamento da marca dentro de um segmento mais elevado do streetwear nacional.
O conceito do drop parte da relação entre juventude e cidade. A estética mistura referências college com uma linguagem mais crua e urbana, trazendo tipografias desgastadas e peças com aparência vivida. A construção visual da campanha foi inspirada no filme Christiane F. – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, principalmente nas cenas ambientadas em estações de metrô, com concreto aparente, iluminação direta e sensação de movimento constante.
FICHA TÉCNICA:
Creative Head: Gabriel Palma | @gabrielpalmah
Fotografia: Leonardo Mendonça | @leonardo.mf
Filmmaker: Reinan Lisboa | @reinanlisboar
Fotografia BTS: Lênin Romeu | @leninrmp
Styling: @barbinfurs
Casting: @caue.interaminense @caue_dilay @daniellcesar @thaixpaixao @araujcws
Apoio de Set: @_hugoreiiss
Moda
Marca Negrif convida mulheres negras pra desfile no Culinária Musical
O Afrochefe Jorge Washington vai reunir duas celebrações na próxima edição do Culinária Musical, dia 8 de março (domingo): o Dia Internacional da Mulher e os 9 anos do projeto que já se consolida no cenário cultural da cidade. As comemorações serão na Casa Rosa (Rio Vermelho), a partir das 12h.
A Moda Afro também estará presente, com um desfile organizado pela marca de vestuário Negrif, da empresária Madalena Silva (Madá Negrif). Sua arte representa uma moda afrocentrada, potente e autoral, que nasce do corpo e fala com o mundo. Com suas peças diversas, que atendem diferentes corpos, seu trabalho transcende tendências: expressa memória, afeto, resistência e a força de uma mulher preta que transforma tecidos em narrativas.
Estarão na passarela da Casa Rosa mulheres negras com grandes contribuições em diversas frentes da luta emancipatória feminina e negra. São elas: a vereadora Eliete Paraguassu, a Chef Ilza Barboza, a jornalista e apresentadora Naiara Oliveira, a médica Dra. Alice Sena, a cantora e atriz Denise Correia, a coordenadora do Sindipetro/BA, Elizabete Sacramento, a jurista e promotora de Justiça, Lívia Sant’Anna Vaz, a jornalista e diretora executiva do Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, Valéria Lima, a promoter Marta Góes e a Chef Danielle Sales, proprietária da empresa Tem Dendê Gourmet, marca baiana especializada em acarajés congelados.
Pratos do Dia
Na cozinha da Casa Rosa, o Afrochefe Jorge Washington vai preparar seu prato principal, o Bacalhau a Martelo, servido com feijão fradinho, farofa de dendê com camarão seco e arroz branco. Terá ainda, o tradicional Arrumadinho de Fumeiro, a Casquinha de Siri e Pititinga Frita como aperitivos.
Esta edição do Culinária Musical conta com o patrocínio da Secretaria de Turismo do Estado (SETUR/BA) e a co-realização da Viptravel Turismo e Eventos.
SERVIÇO:
O que: Culinária Musical celebra 9 anos e Dia Internacional da Mulher
Quando: 8 de março (domingo), das 12h às 17h
Onde: Casa Rosa (Rio Vermelho)
Quanto: R$40 (pix 71 988784634, com envio de comprovante para este número) ou Sympla
Prato principal: R$100 (p/ duas pessoas)
Mais informações: @culinariamusicalafrochefe/@casarosasasalvador
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