Dança
Poeta e comunicador Lucas de Matos realiza 4ª edição do Sarau Pôr do Sol e Poesia

Foto – Alisson Lima
O Sarau Pôr do Sol e Poesia, idealizado pelo poeta e comunicador Lucas de Matos, chega em sua quarta edição. Será no restaurante Zanzibar (Santo Antônio, ao lado da Igreja do Boqueirão).
Com direção artística e produção de Lucas, o sarau conta com a direção musical de Raissa Araújo, participação das cantoras Cíntia Castro e Tulani Massai, além da performance de dança de Rita Carneiro. Durante o evento, o público ainda pode apreciar o stand de acessórios do Ateliê Pérola Negra, por Lídia Itaparica, e também de beleza para pele da empreendedora Luiza Diana, responsável pela maquiagem dos artistas.
“A cultura permeia o sarau não apenas na performance, mas em todos os contextos”, comenta o idealizador do projeto, o qual teve sua última edição realizada na Ilha de Boipeba. “Passamos uma mensagem pela poesia, pela música, pelo lugar onde é realizado, e também pelo empreendedorismo presente em nossa cidade. São múltiplas linguagens que dialogam entre si”, explica Lucas.
Ao fim da apresentação, o público também pode soltar a voz no microfone aberto.
Nesta edição, realizada no Dia do Livro, o sarau recebe o apoio da Livraria LDM que disponibiliza alguns títulos para serem sorteados aos presentes. O evento começa às 17h30 para um público restrito, e as reservas podem ser feitas mediante pagamento do ingresso (R$10) via pix. Para maiores detalhes, acompanhe o Instagram @_lucasdematos.
SERVIÇO
O quê: Sarau ‘Pôr do Sol e Poesia’ com Lucas de Matos e convidados (R$10)
Quando: 23 de abril, sábado. Abertura do espaço às 16h | Sarau às 17h30 | Microfone aberto às 18h30
Onde: Restaurante Zanzibar, Rua Direta do St. Antônio, ao lado da Igreja do Boqueirão
Público máximo: 40 pessoas | Reservas mediante pagamento do ingresso via pix
Chave pix: 71 99321 9901
Dança
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Dança
Bethania Nascimento é única brasileira homenageada no Dance Theatre of Harlem
Aquela dura realidade em que brasileiros são empurrados para outros caminhos mais abertos que o de seu próprio país. Na arte esse cenário é ainda mais cruel e esquizofrênico. O Brasil ainda obriga seus artistas a buscarem reconhecimento lá fora para poder valorizá-los e reconhecê-los em suas grandiosidades. Os gringos amam, o Brasil aplaude.
Essa foi a realidade da bailarina Bethânia Nascimento, filha da renomada intelectual Maria Beatriz Nascimento, que hoje nomeia a Biblioteca do Arquivo Nacional. Principal incentivadora da carreira de Bethania, desde os 9 anos quando começou no Balé, Beatriz não só fortalecia na filha a vontade de dançar, mas de ter como referência outras bailarinas negras no mundo.

De única aluna negra nas primeiras aulas, aos 13 anos ela chegou à escola do Theatro Municipal do Rio, onde também sofreu por ser a única. Mas foi lá que sua trajetória deu um novo passo, pois foi onde conheceu o também bailarino Arthur Mitchell, que a levou para a Dance Theatre of Harlem School, instituição que há mais de 50 anos vem democratizando o acesso ao ballet clássico de excelência a bailarinos afro-americanos.
“Se não fosse Arthur Mitchell e sua visão, eu não teria tido uma carreira digna de uma bailarina que eu fui nos palcos do mundo. Essa gratidão realmente expande o meu coração. Essa bailarina ainda é viva e pulsante no meu corpo no meu espírito”, diz a bailarina.
Em 2001, Bethania alcançou o topo: se tornou solista e depois primeira-bailarina da companhia. Ela foi a primeira brasileira negra a alcançar o posto mais alto de uma companhia internacional. Nela, passou por mais de 20 países, acumulando papéis em obras como Romeu e Julieta (1976), de Gabriella Taub-Darvash; O corsário (1974), de Karel Shook (1920-1985); Return (2000), de Robert Garland; South African Suite (1999) e The Greatest (1977), de Arthur Mitchell (1934-2018); Signs and Wonders (1995), de Alonzo King; Adagietto No. 5 (1977), de Royston Maldoom; The Four Temperaments (1946), de George Balanchine (1904-1983); e Concerto in F (1981), de Billy Wilson (1935-1994).
E o icônico Firebird (1982), de John Taras (1919-2004), papel que abriu caminhos.
“Através desse papel eu abri portas para as futuras gerações de bailarinas e bailarinos brasileiros no exterior, principalmente afrobrasileiros. Eu fui atrás de um sonho sem saber que estava abrindo portas. Com isso veio o amadurecimento, o que me fez entender o peso dessa trajetória, mas não só o peso, mas o valor da grandiosidade dessa trajetória. Espero ver uma bailarina brasileira dançar o Balé Pássaro de Fogo completo um dia. Até hoje eu fui a única, e proporcionou a minha promoção à Primeira Bailarina, mudando e avançando na história da dança no Brasil”, diz Bethania.

Foto: Shane Augustus
Homenagem
Nesta quinta-feira (16), a Dance Theatre of Harlem School homenageia as bailarinas do icônico “Firebird”, dentre as quais ela é a única estrangeira, única brasileira homenageada. Um legado importante na história da Dança no Brasil e no mundo devidamente reconhecido. E Firebirds também nomeia o filme que contará a história de mãe e filha.
“O legado de minha mãe sempre refletiu na minha dança desde pequena. Eu entendi em muitos momentos que eu era uma das únicas crianças negras no estúdio de dança. Desde pequena entendia o significado de estar ali, e hoje continuo o legado de minha mãe nos estúdios de dança aqui no Harlem em Nova Iorque em outras instituições pelos Estados Unidos, onde a maioria dos meus alunos são afrodescendentes. Quanto ao Brasil, mesmo à distância, acompanho apoio e incentivo bailarinos negros e projetos sociais. E esse é o legado de Beatriz Nascimento, eu como sua filha não poderia deixar de honrar minha mãe na minha arte no meu trabalho na minha missão no qual ela tanto me apoiou”, diz Bethania.
Sobre o filme “Firebird”, em planejamento, ela adianta:
“O filme contará a história da minha vida e a vida da minha mãe através do ponto de vista de uma filha. É uma história muito preciosa, inspirada no meu livro infantil “Bete Bailarina Pretinha” e nas minhas escritas e narrações. Tem uma história muito rica e quero compartilhar com o mundo”.
E para aqueles e aquelas que sonham alcançar o topo como ela, Bethania aconselha:
“Que sempre se conectem com a sua ancestralidade e entendam que o sonho dos nossos ancestrais é o hoje, é o presente. E que façam de suas vidas uma passagem preciosa, sem bandeiras, sem limitações que o sistema nos imponha. Somos artistas, e um bom artista é conectado com a sua alma e com seu corpo, que é um vaso sagrado em movimento com a missão de fazer esse mundo um lugar melhor”.
Dança
Espetáculo Savalu volta a Salvador para celebrar o mês da dança
SERVIÇO
Espetáculo: Savalu: uma inscrição no tempo
Data: 17 de abril
Dia: Sexta-feira
Horário: 20h
Local:Teatro Sesc Casa do Comércio
Classificação: Livre
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