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Cultura

Experiência teatral e gastronômica africana acontece na Casa do Benin

Ana Paula Nobre

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Foto: Ana Paula Nobre

Artistas e equipe do espetáculo “Esse Caminho Longe” bateram um papo com a imprensa e formadores de opinião sobre o processo criativo da montagem, promovendo uma experiência gastronômica e teatral, no qual foi oferecido um almoço ancestral da culinária africana santomense chamado Kumé Santomense. O encontro com a direção e o elenco foi promovido pelo Teatro Vila Velha e produtora CEM Palcos e ocorreu na tarde da última quarta-feira (27), na Casa do Benin, no Pelourinho.

O diretor do Teatro Vila Velha, Marcio Meirelles e o encenador, ator, tradutor e diretor artístico da CEM Palcos, Graeme Pulleyn, marcaram presença. Emocionada, a poeta e escritora santomense, Olinda Beja, declarou durante o encontro: “devo tudo ao Marcio Meirelles e Graeme Pulleyn”, se referindo ao resultado do trabalho de ambos no espetáculo. A ativista, feminista, cantora, rapper e atriz santomense, Vanessa Faray e a atriz santomense, Marta Espírito Santo, também estiveram na roda. Marta revelou na ocasião ter visitado a Feira de São Joaquim, em Salvador, e disse: “me senti em casa”.

“Queria voltar a trabalhar com Marcio, que já conhecia, e com Olinda que ainda não conhecia. Foram muitas alegrias e sintonias juntos”, afirmou Graeme Pulleyn.

O programa de ocupação artística do Teatro Vila Velha “O Vila Ocupa a Cidade” apresenta o projeto “O Vila Ocupa o MAB” e a exposição “Vila Velha, Por Exemplo: 60 anos de um teatro do Brasil”, em celebração o Mês da Consciência Negra. Com um painel internacional que se conecta com as matrizes étnicas brasileiras, espetáculos e atividades formativas têm como temática, fundamento e processos criativos a cultura ancestral africana. Com uma programação intensa no Museu de Arte da Bahia (MAB) e no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), o Novembro Negro do Vila se estende até o dia 8 de dezembro.

Espetáculo Esse Caminho Longe | Foto: Divulgação

Sobre o espetáculo

Em novembro estreia a coprodução luso-afro-brasileira “Esse Caminho Longe”, uma parceria entre a Cem Palcos e o Teatro Vila Velha. O espetáculo é uma criação imersiva, que cruza teatro, vídeo e música ao vivo, uma marca da dramaturgia dos diretores da montagem, Marcio Meirelles e Graeme Pulleyn, em que as diversas vozes, como o texto, a atuação, o vídeo e a música convergem para uma construção narrativa polifônica. Essa proposta se traduz no espaço através de uma concepção de cruzamentos, cruzamentos de poéticas, de linguagens, de culturas, de estéticas, identidades e etnias. Uma obra multicultural e intercultural que reúne três continentes: América do Sul, África e Europa.

O espetáculo imersivo cruza teatro, vídeo e música ao vivo. O público senta-se nos quatro lados de um palco em forma de cruzamento. Duas telas de vídeo, de um lado e do outro mostram imagens de São Tomé e de Portugal. São uma das vozes que contam a história de uma mulher afastada da sua terra natal ainda em criança e da sua luta para regressar e reencontrar aquilo que perdeu, a essência do seu ser.

Três atrizes, duas negras e uma branca, narram estórias, narram histórias, narram a HISTÓRIA, colocam questões, fazem perguntas, convidam o público e empatizar e apontam um caminho para um recomeço, depois de tanto e tantos séculos de escravidão real e metafórica. A relação entre atriz e público é muito próxima. A música, tocada ao vivo, é uma quarta voz, o vídeo a quinta, o conjunto um só objeto, forte, duro, apaixonado e no final ressoa uma frase: “O sofrimento passa, o que não passa é ter sofrido”. Conseguiremos, reconhecendo os erros do passado, recomeçar no presente um outro futuro?

Temporada:

Onde: Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória, Salvador)

Quando: 29 de novembro a 8 de dezembro (sextas e sábados, às 19h; domingos, às 17h)

Ingressos: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia entrada)

Ingressos disponíveis através do Sympla e na bilheteria do espaço.

 

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Cultura

Celebração aos mestres do samba acontece nesta quarta-feira (13)

Kelly Bouéres

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Chocolate da Bahia
Divulgação

Um espetáculo especial inteiramente dedicado à preservação e celebração do samba de raiz e de seus baluartes na Bahia. O CineTeatro 2 de Julho, na Federação, recebe nesta quarta-feira (13), às 18h, um show de encontro dos grupos “Patrulha do Samba” e “Samba do Pretinho” reunindo a diversos convidados ícones da cultura baiana. O evento é gratuito com ingressos esgotados após distribuição via plataforma Sympla. A noite terá transmissão ao vivo pela TVE e através do youtube do canal (www.youtube.com/@tvebahia).

Mais do que um show, o evento será um rito de passagem e memória. Os grupos Patrulha do Samba e Samba do Pretinho terão ao lado o mestre Chocolate da Bahia como anfitrião da celebração, conduzindo uma verdadeira constelação de convidados que representam a história viva do gênero. No palco, o público terá a união de vozes e trajetórias de artistas como Walmir Lima, Roberto Mendes, Edil Pacheco, Guiga de Ogum, Gal do Beco, Roque Bentenquê, Muniz do Garcia, Seu Régis de Itapoã e Paulinho do Reco.

Patrimônio Imaterial da Bahia, o grupo Ganhadeiras de Itapuã levará a força feminina e a tradição ancestral para a celebração, reforçando a conexão entre o samba e a cultura popular. O projeto conta com apoio do Ministério do Turismo e promete transformar o palco do CineTeatro 2 de Julho, equipamento do IRDEB, em uma grande e autêntica roda de samba.

Homenagem aos imortais – A noite homenageará também personagens que já partiram, mas cujas obras são eternas, são eles: Batatinha, Riachão, Ederaldo Gentil, Edson Conceição, Tião Motorista, Claudete Macedo, Panela e Firmino de Itapoã. O objetivo da iniciativa é promover o resgate e a reverência aos mestres que transformaram o samba em alicerce da identidade da Bahia.

SERVIÇO:

Patrulha do Samba, Samba do Pretinho e Convidados: Homenagem aos Mestres e Mestras do Samba da Bahia.

Onde: CineTeatro 2 de Julho (IRDEB), Rua Pedro Gama, nº 413 E – Federação.
Quando: 13 de maio de 2026, às 18h
Ingressos: à venda via plataforma Sympla (ESGOTADO!)
Transmissão: Canal de televisão TVE e pelo Youtube da emissora (www.youtube.com/@tvebahia).
Instagram: @mestresdosambaoficial
Patrocínio: Ministério do Turismo

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Cultura

Elegbapho destaca feitos históricos negros no mês da Lei Áurea

Kelly Bouéres

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Nando Zâmbia e Onisajé
Adeloyá Ojubará

O dia 13 de maio de 1888 não é uma data a ser celebrada, mas sim questionada. É um dia de luta que lembra ao país que mesmo após a abolição a população negra continuou excluída da sociedade brasileira. Por isso, o projetoElegbapho – Território Afrocênico de Celebração Negra realiza cinco rodas de conversa neste mês de maio, com estudantes das cidades de Alagoinhas e Salvador, para destacar personagens negros e seus feitos históricos. Mediadas pelo ator Nando Zâmbia e pela encenadora Onisajé, as rodas de conversa em Alagoinhas acontecem no IFBaiano, no dia 13, às 9h30; na UNEB, no dia 14, às 15h30; no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, no dia 21, às 8h; e na Escola Estadual Luís Eduardo Magalhães, também no dia 21, às 13h30. Já em Salvador, a atividade acontece no Colégio Edgard Santos, no bairro do Garcia, no dia 22, às 10h20.

“Apesar da forma desumana como a abolição da escravatura aconteceu, abandonando os negros à própria sorte, continuamos lutando e dando enormes contribuições à construção do país”, afirma Nando Zâmbia. Para ele, a data não merece celebração, mas tampouco deve ser abandonada, pois ela é resultado de longos processos de lutas ancestrais. Por isso, a roda de conversa IWADI DUDU ITAN – Pesquisando Feitos Históricos Negros apresenta a trajetória de pessoas negras que merecem ser lembradas pelos seus importantes legados, como Antonieta de Barros, a primeira mulher negra eleita deputada, em 1934, e Hemetério José dos Santos, um dos primeiros professores negros que se tem registro.

Onisajé e Nando Zâmbia são artistas alagoinhenses que há mais de 20 anos desenvolvem o Teatro Preto de Candomblé, poética que se inspira na estética e na mitologia do Candomblé para criar espetáculos teatrais sobre temas da contemporaneidade.

As rodas de conversa IWADI DUDU ITAN – Pesquisando Feitos Históricos Negros fazem parte da programação do projeto ELEGBAPHO – Território Afrocênico de Celebração Negra, que está em fase de montagem do novo espetáculo do ator Nando Zâmbia. O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

SERVIÇO:

Elegbapho – Território Afrocênico de Celebração Negra

Roda de Conversa em Alagoinhas

IWADI DUDU ITAN – Pesquisando Feitos Históricos Negros

IFBaiano (Alagoinhas) – 13/05, às 9h30

UNEB (Alagoinhas) – 14/05, às 15h30

Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães (Alagoinhas) – 21/05, às 8h

Escola Estadual Luís Eduardo Magalhães (Alagoinhas) – 21/05, às 13h30

Colégio Edgard Santos (Salvador) – 22/05, às 10h20

Acesso Gratuito

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Cultura

Projeto Mãos no Tambor realiza workshop gratuito

Kelly Bouéres

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Mãos de tambor
Arthur Seabra

Com o objetivo de resgatar memórias e fortalecer a continuidade das tradições do Candomblé por meio da prática, o Projeto Mãos no Tambor promove, no dia 16 de maio, às 9h30, a 4ª edição do Workshop Gratuito de Ritmos e Toques de Candomblé. A atividade será realizada no Terreiro Casa Branca e terá como foco os toques dos Orixás, com abordagem teórica e prática sobre suas funções, contextos de execução e a dinâmica dos atabaques.

A programação será iniciada com uma roda de conversa sobre “O papel da juventude de Candomblé na manutenção das tradições”. O encontro reúne os idealizadores Jean Chagas e Nego Kiri, além dos colaboradores Saimon Bispo, Jefferson Chagas, Diego Ferreira e Aynã Oliveira, com mediação da gestora do projeto, Laísa Gabriela.

O debate parte de experiências vivenciadas pelos participantes para destacar o papel estratégico das novas gerações na preservação das tradições, da oralidade e das práticas litúrgicas, reforçando o Candomblé como um sistema cultural dinâmico e em constante construção.

De acordo com Nego Kiri, ogan do Terreiro do Cobre, a iniciativa atua diretamente na valorização e continuidade dos saberes tradicionais.

“Hoje existe um olhar crítico sobre a juventude de axé. Nosso objetivo é demonstrar compromisso com a religião e compartilhar conhecimentos que garantam a preservação dos saberes ancestrais”, afirma.

O workshop propõe um ambiente de troca em que ritmo, escuta e oralidade são elementos centrais do processo de aprendizagem. A iniciativa busca ampliar o acesso de jovens, especialmente de comunidades periféricas, ao conhecimento sobre ancestralidade, utilizando a musicalidade como eixo de conexão e fortalecimento identitário.

Para Jean Chagas, ogan do Terreiro Casa Branca, a proposta também responde a uma lacuna histórica de acesso ao conhecimento tradicional.

“Nos terreiros, nem sempre é possível registrar ou compartilhar determinados rituais. Por isso, criamos esse espaço de troca, entendendo que o conhecimento precisa circular”, explica.

As vagas são limitadas a 25 participantes. As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário online, e a seleção levará em conta a capacidade do espaço. Ao final da atividade, será emitido certificado para os participantes.

Serviço
Evento: 4º Workshop Gratuito de Ritmos e Toques de Candomblé
Data: 16 de maio
Horário: 9h30
Local: Terreiro Casa Branca
Inscrições: Formulário online (clique aqui)
Vagas: 25 participantes
Certificação: Sim

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