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Formação

Escola Maria Felipa abre inscrições para “Decolônia de Férias”

Ana Paula Nobre

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Foto: Nti Uirá

A Escola Afro-brasileira Maria Felipa está com as inscrições abertas para o programa “Decolônia de Férias”, que vai de 6 a 10 de janeiro de 2025, com atividades culturais, brincadeiras afro-indígenas e oficinas de dança, capoeira, rimas e improvisos, aulas de história afrodiaspóricas, entre outras ações. Abraçando a diversidade, a proposta é para todas as crianças, tanto alunos como a criançada de fora, proporcionando um momento para que pais possam conhecer a instituição de ensino. As atividades irão ocorrer nas instalações da própria Escola Afro-brasileira Maria Felipa, localizada na Rua Comendador José Alves Ferreira, n°60, no Garcia, em Salvador.

Os pais interessados podem inscrever a criançada por dia através do perfil do Instagram @escolamariafelipa e o valor da diária (9h às 15h30) é de R$150, com direito às atividades e almoço. O primeiro dia de atividades, em 6 de janeiro, terá pela manhã o “Teatro com histórias afro-encantadoras”, com a obra ‘’Lua e a Magia dos Ventos’’. Pela tarde, terá a vivência “Histórias e oficinas de bonecas Abayomi”.

Na manhã do dia 7 de janeiro, ocorre a “Ciranda do brincar com brincadeiras africanas e indígenas”. Pela tarde, será a vez da oficina “Histórias afro-encantadoras com a mitologia de Iemanjá”, com direito a banho de mangueira e piscina. Já no dia 8 de janeiro, pela manhã, ocorre a Oficina de Dança Afro-brasileira com a pró Val Ribeiro.

Na quinta-feira, 9 de janeiro, pela manhã, será realizada a Oficina de Circularidade Ancestral | Oxumaré – Movimento e transformação, uma linda viagem ao reino Daomé. Pela tarde, as crianças participam de uma Oficina de Reciclagem Artística, para a produção do Império Ashanti e o reinado de Yaa Asantewaa. O último dia de Decolônia de Férias, 10 de janeiro, inicia pela manhã com a Oficina de Rimas e Improvisos, com o professor Gabriel Bispo, pela manhã.

Neste mesmo dia, pela tarde, numa gira ancestral, a Decolônia de Férias encerra com a Vivência de Capoeira, com o professor Negrete. A prática fará uma imersão nas histórias de Mestre Pastinha, responsável pela difusão da Capoeira Angola, e o Mestre Moa do Katendê, compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira de Angola da Bahia, que dá nome a Lei que obriga as instituições de ensino do Estado a inclusão de aulas de capoeira no currículo, prática realizada na Escola Afro-brasileira Maria Felipa desde sua criação em 2019.

Foto: Dante Vicenzo

Sobre a Escola Afro-brasileira Maria Felipa

Localizada em Salvador, a Escola – que está também com as matrículas abertas para o ano letivo de 2025 – tem uma política pedagógica de ensino antirracista, afroafetiva e que valoriza as culturas africanas e indígenas. A idealizadora, Bárbara Carine (vencedora do Prêmio Jabuti, pelo livro “Como ser um educador antirracista”), explica que a instituição faz um resgate aos conhecimentos ancestrais, com o objetivo de combater o eurocentrismo e a colonialidade do ser, do poder e do saber, inovando a educação com uma metodologia decolonial e afrocentrada.

Ao se comprometer com a valorização da herança africana e indígena na sociedade brasileira, a Escola Afro-brasileira Maria Felipa se enquadra nas leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que torna obrigatório o Ensino das histórias e culturas afro-indígenas. “Diretamente, estamos nos comprometendo a combater um problema social, que é o racismo. A Maria Felipa é uma escola para todes – crianças pretas, indígenas, brancas, entre outras. Abraçamos a diversidade dos corpos”, descreve Maju Passos, sócia da Maria Felipa.

A instituição oferece uma educação infantil de ensino fundamental 1 e trilíngue (português, inglês e libras). Dentro da sua metodologia, a Escola desenvolve ainda uma série de atividades didática-pedagógicas afroreferenciadas, como “Afrotech – Feira de Ciência Africana e Afrodiáspórica”, “Mariscada – Mostra artístico-cultural decolonial”, “Formatura no Quilombo”, “Decolônia de Férias” (ações durante o período de férias escolares), “Festival artístico educacional Avante Maria Felipa”, entre outros.

Programação

  • 06/01 – Segunda-feira

– Teatro com histórias afro-encantadora, ‘’Lua e a Magia dos Ventos’’

– Oficinas de bonecos com material reciclável (com a Diretora Cris)

– Oficina de bonecas Abayomi com contação de histórias

  • 07/01 – Terça-feira

– Brincadeiras africanas e indígenas

– Histórias afro-encantadora com a mitologia de Iemanjá.

– Banho de mangueira e piscina

  • 08/01 – Quarta-feira

– Oficina de dança (com a Prof. Val Ribeiro)

  • 09/01 – Quinta-feira

– Oficina de circularidade ancestral: Oxumaré – Movimento e transformação: Uma linda viagem no tempo ao antigo e potente reino Daomé

– Oficina e produção do Império Ashanti e o reinado de Yaa Asantewaa a partir de material reciclável

  • 10/01 – Sexta-feira

– Oficina de rimas e improvisos (com Prof. Gabriel Bispo)

– Oficina de Capoeira (com Prof. Negrete)

Serviço 

O quê: Decolônia de Férias na Escola Maria Felipa

Quando: De 6/01/25 a 10/01/25, das 9h às 15h30

Onde: Rua Comendador José Alves Ferreira, 60 – Garcia

Investimento: R$150,00/diária

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Formação

4ª edição do Opará Saberes tem foco na Educação Antimachista

Kelly Bouéres

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Opará Saberes
Divulgação

A 4ª edição do projeto Opará Saberes retorna em 2026 com uma proposta ampliada. Além de enfrentar as barreiras estruturais que dificultam o acesso de mulheres à pós-graduação, promoverá uma educação antimachista como estratégia central de combate à violência de gênero e ao feminicídio.

A conferência de abertura, no dia 20 de maio, 18h, no auditório do PAF UFBA, em Ondina, será com o pesquisador Deivison Mendes Faustino, conhecido como Deivison Nkosi. Ele é doutor em Sociologia (UFSCAR) e autor de obras como “Frantz Fanon: um revolucionário, particularmente negro” (2018), “Frantz Fanon e as encruzilhadas: teoria, política e subjetividade” (2022); “O colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana” (2023) e outros.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas, presencialmente, no local.

Idealizado por Carla Akotirene, doutora em Estudos Interdisciplinares de Gênero, Mulheres e Feminismo pela Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/UFBA), o projeto articula formação acadêmica, produção de conhecimento e intervenção social, em parceria com o PPGNEIM/UFBA, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Bahia) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA).  

“Neste ano em que completa dez anos, o projeto retorna com o propósito de promover um amplo debate em torno de uma educação antimachista, ampliando ações também para a educação básica e para adolescentes e jovens sob risco de cooptação por discursos de ódio e pela chamada ‘cultura redpill’, além de atuar na formação de operadores do Direito para qualificar as intervenções com homens autores de violência”, afirma a pesquisadora.

Além da conferência de Deivison Nkosi, a formação 2026 do Opará Saberes oferecerá um ciclo de aulas até o dia 26 de maio, nas sedes da OAB Bahia e MP-BA, com a participação de dois pesquisadores voltados à relação entre masculinidade e violência e afetos afrocentrados: o jurista e doutor pelo PPGNEIM/UFBA Anderson Eduardo Carvalho de Oliveira e o filósofo Renato Noguera, doutor em Filosofia (UFRJ) e autor de obras como “ABC do Amor” (2025) e “Porque Amamos: o que os mitos e a filosofia têm a dizer sobre o amor” (2020).

Foco na Educação Antimachista e na Prevenção ao Feminicídio

Para Anderson Eduardo, a proposta atua em duas frentes fundamentais

”A educação antimachista que o Opará Saberes propõe envolve tanto a prevenção junto a adolescentes e jovens, especialmente aqueles expostos a discursos de ódio nas redes sociais, quanto a qualificação de operadores do sistema de justiça que atuam com a Lei Maria da Penha, com foco na responsabilização educativa de homens autores de violência”, explica o pesquisador, que é mestre e doutor pelo PPGNEIM/UFBA.

 

SERVIÇOS:

4ª edição do Opará Saberes: Educação Antimachista

Idealizado por Carla Akotirene – Parceria com a OAB Bahia, MP-BA e PPGNEIM/UFBA

Inscrições gratuitas no local

Certificado de Participação

Palestrantes:

– Deivison Nkosi – Prof. Dr. em Sociologia

Dia 20 de maio, 18h, no auditório do PAF Ondina na UFBA

– Renato Noguera – Prof. Dr. em Filosofia

Dia 23 de maio, 10h, auditório do Ministério Público da Bahia

Dia 26 de maio, 18h, auditório da Ordem dos Advogados da Bahia

– Anderson Eduardo – Prof. Dr. em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo

Dia 25 de maio, 10h, no auditório do Ministério Público da Bahia

Dia 26 de maio, 18h, no Auditório da Ordem dos Advogados da Bahia

Endereços:

– Universidade Federal da Bahia, Av. Milton Santos, s/nº – Ondina, PAF (Pavilhão de Aulas de Ondina)

– Ministério Público da Bahia, Av. Joana Angélica, n. 1.312 –  Nazaré, próximo à Academia de Letras da Bahia

– Ordem dos Advogados da Bahia, Rua Portão da Piedade, n. 16 – Piedade, próximo ao shopping Center Lapa


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Formação

Afroeducadora Bia Barreto articula visita pedagógica à DECRIN

Kelly Bouéres

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Bia Barreto
Divulgação

Professora de Educação Física e afroeducadora, Bia Barreto promoveu, junto à Escola Municipal da Cidade Nova, uma visita pedagógica à DECRIN/BA (Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa) como estratégia de enfrentamento ao racismo e fortalecimento de práticas educativas antirracistas nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

A atividade integrou reflexões sobre cidadania, direitos humanos, pertencimento, respeito às diferenças e combate à intolerância religiosa, ampliando o entendimento de que a Educação Física Escolar também pode atuar como território de formação crítica, consciência social e transformação coletiva.

Durante a visita, estudantes tiveram contato com ações desenvolvidas pela DECRIN/BA no enfrentamento ao racismo e à violência motivada por discriminação religiosa, dialogando sobre proteção das infâncias, convivência democrática e valorização das culturas afro-brasileiras.

Para Bia Barreto, ações como essa contribuem para romper com perspectivas reducionistas da Educação Física, historicamente limitada apenas ao esporte e ao movimento corporal.

“A Educação Física também educa para a cidadania, para o respeito e para a leitura crítica do mundo. Quando levamos estudantes para espaços como a DECRIN, mostramos que corpo, território e educação caminham juntos na construção de uma sociedade mais justa”, destaca a professora.

A iniciativa dialoga diretamente com as Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas, fortalecendo práticas pedagógicas comprometidas com a equidade racial e a valorização das múltiplas identidades presentes no ambiente escolar.

A visita também reafirma a importância de experiências pedagógicas que ultrapassem os muros da escola, aproximando estudantes de instituições, debates sociais e espaços de construção coletiva do conhecimento.

Com atuação reconhecida na área da educação antirracista e criadora dos Afrobetos — materiais afrodidáticos voltados para alfabetização e fortalecimento identitário — Bia Barreto segue desenvolvendo projetos que articulam educação, ancestralidade, cultura e transformação social.

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Cultura

Projeto Mãos no Tambor realiza workshop gratuito

Kelly Bouéres

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Mãos de tambor
Arthur Seabra

Com o objetivo de resgatar memórias e fortalecer a continuidade das tradições do Candomblé por meio da prática, o Projeto Mãos no Tambor promove, no dia 16 de maio, às 9h30, a 4ª edição do Workshop Gratuito de Ritmos e Toques de Candomblé. A atividade será realizada no Terreiro Casa Branca e terá como foco os toques dos Orixás, com abordagem teórica e prática sobre suas funções, contextos de execução e a dinâmica dos atabaques.

A programação será iniciada com uma roda de conversa sobre “O papel da juventude de Candomblé na manutenção das tradições”. O encontro reúne os idealizadores Jean Chagas e Nego Kiri, além dos colaboradores Saimon Bispo, Jefferson Chagas, Diego Ferreira e Aynã Oliveira, com mediação da gestora do projeto, Laísa Gabriela.

O debate parte de experiências vivenciadas pelos participantes para destacar o papel estratégico das novas gerações na preservação das tradições, da oralidade e das práticas litúrgicas, reforçando o Candomblé como um sistema cultural dinâmico e em constante construção.

De acordo com Nego Kiri, ogan do Terreiro do Cobre, a iniciativa atua diretamente na valorização e continuidade dos saberes tradicionais.

“Hoje existe um olhar crítico sobre a juventude de axé. Nosso objetivo é demonstrar compromisso com a religião e compartilhar conhecimentos que garantam a preservação dos saberes ancestrais”, afirma.

O workshop propõe um ambiente de troca em que ritmo, escuta e oralidade são elementos centrais do processo de aprendizagem. A iniciativa busca ampliar o acesso de jovens, especialmente de comunidades periféricas, ao conhecimento sobre ancestralidade, utilizando a musicalidade como eixo de conexão e fortalecimento identitário.

Para Jean Chagas, ogan do Terreiro Casa Branca, a proposta também responde a uma lacuna histórica de acesso ao conhecimento tradicional.

“Nos terreiros, nem sempre é possível registrar ou compartilhar determinados rituais. Por isso, criamos esse espaço de troca, entendendo que o conhecimento precisa circular”, explica.

As vagas são limitadas a 25 participantes. As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário online, e a seleção levará em conta a capacidade do espaço. Ao final da atividade, será emitido certificado para os participantes.

Serviço
Evento: 4º Workshop Gratuito de Ritmos e Toques de Candomblé
Data: 16 de maio
Horário: 9h30
Local: Terreiro Casa Branca
Inscrições: Formulário online (clique aqui)
Vagas: 25 participantes
Certificação: Sim

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