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Barro Mulher: Solo cênico biográfico é inspirado na orixá Nanã

Ana Paula Nobre

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Foto: Joan Souza

A atriz e coreógrafa baiana, Fabíola Nansurê, lança seu mais novo monólogo “Barro Mulher”, das vivências como uma mulher negra e inspirada na poética da orixá Nanã. O espetáculo estreia dia 12 de março em Alagoinhas, no Ilê Axé Oyá L’adê Inan, com duas sessões abertas ao público, às 15h e às 19h30, e abre temporada em Salvador do dia 14 a 30 de março (todas as sextas, sábados e domingos), na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, sempre às 20h.

A obra cênica-biográfica atravessa arte e ancestralidade para contar uma história de renascimento. Inspirada na poética da Yabá Nanã, senhora do tempo, da vida, da morte e da sabedoria, o espetáculo acompanha a jornada de uma mulher que se refaz e se fortalece a partir da memória e da relação com sua Yalorixá, dentro do terreiro de Candomblé.

O espetáculo é criado, dirigido e coreografado por Fabíola Nansurê, tem direção musical e trilha de Jarbas Bittencourt, e é inspirado na concepção poética do Teatro Preto de Candomblé, cunhado pela encenadora Onisajé, que também assina a consultoria de encenação e dramaturgia. O figurino é de Anthea Xavier; cenografia, adereços e maquiagem de Agamenon de Abreu; iluminação de Nando Zâmbia; produção de Luiz Antônio Sena Jr. e mediação de Silara Aguiar.

Foto: Joan Souza

“Eu fui formada artisticamente dentro de um terreiro de candomblé. A obra é um mergulho sensível na minha vivência, que, ao me confirmar como Ajoiê, iniciei um processo de escrita intitulado CANDOMBLESIA, que transformou meus Escritos de Runcó – espaço sagrado de recolhimento para iniciação no candomblé – em poesia cênica. Depois dei corpo, voz e música nessa obra artística que fala de renascimento e resistência”, afirma Fabíola.

Na encenação, corpo, voz e música se entrelaçam, conduzindo o público por um rito de celebração e pertencimento. A figura de Nanã se torna guia e inspiração para essa travessia, revelando, em cada gesto e em cada som, as camadas de uma história marcada pelo feminino, pelo sagrado e pela potência do barro que molda e ressignifica.

“Mais do que um espetáculo teatral, Barro Mulher é um chamado ao encontro, à escuta e ao reconhecimento da força ancestral feminina que ecoa através do tempo”, conclui a atriz.

Os ingressos para a temporada em Salvador custam R$ 40 (inteira) R$ 20 (meia). Estudantes e pessoas de terreiro podem assistir o espetáculo gratuitamente, entrando em contato através do e-mail espetaculobarromulher@gmail.com ou do whatsapp 71 98390-7308. Acompanhe em @barromulher.espetaculo | @nansureatriz.

Nas apresentações de sábado, haverá de tradução em libras e, em seguida, o público poderá participar de rodas de conversa com a atriz Fabíola Nansurê. A atriz irá compartilhar questões relativas ao processo de criação, que envolve desde as questões cênicas até os contextos de formação como ajoiê. Em Alagoinhas também haverá tradução em libras e uma roda de conversa.

O espetáculo “Barro Mulher” é uma realização do Oyá L’adê Inan Ponto de Cultura, com produção assinada pela DA GENTE Produções. Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

Serviço

O quê: Espetáculo “Barro Mulher”- um solo de Fabíola Nansurê

Alagoinhas – Ilê Axé Oyá L’adê Inan
Duas sessões: às 15h e às 19h30
Entrada gratuita

Salvador – Sala do Coro TCA
De 14 a 30 de março (sexta a domingo)
Horário: 20h
Ingressos: R$ 40 (inteira) R$ 20 (meia)
OBS: Aos sábados tradução em libras, seguido de roda de conversa

COMPRE AQUI.

 

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Projeto Identidades promove ações sobre estética negra

Kelly Bouéres

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PROJETO IDENTIDADES divulgação
Divulgação

Após impactar cerca de 300 estudantes da rede pública em 2025, o Projeto Identidades inicia o calendário de 2026 com duas ações formativas que posicionam a estética negra como ferramenta de pertencimento e fortalecimento da identidade afro-brasileira. As atividades serão realizadas nos dias 05 de março, no Colégio Estadual Nova Esperança, e 11 de março, na Casa de Cultura da Pessoa Idosa.

No ambiente escolar, o tema será “Estética Negra: um retorno à Kemet ancestral”. Voltada aos estudantes, a ação propõe refletir sobre referências afrocentradas de beleza inspiradas em Kemet (Egito Antigo), ampliando o repertório cultural da juventude e tensionando padrões estéticos eurocentrados ainda presentes no cotidiano. A programação inclui roda de conversa e Oficina de Estética Negra com a artista Rosângela Nascimento,  além da participação da gestora Luiza Andrade, da estudante Talita de Souza de Santana (1ª série do Ensino Médio), da Deusa do Ébano 2025 e comunicadora Lorena Bispo, com mediação de Karla Daniella Brito.

Já na Casa de Cultura da Pessoa Idosa, o projeto assume outro recorte dentro do mesmo universo simbólico. Com o tema “Estética Negra: Beleza, Memória e Pertencimento”, a atividade — gratuita e aberta ao público — integra a programação do mês das mulheres e será voltada especialmente para mulheres idosas. O encontro propõe um espaço de escuta e partilha, reconhecendo a estética como memória vivida e expressão de identidade. A programação inclui roda de conversa e oficina de turbantes, com participação de Rosângela Nascimento e de Joaquim Assis, presidente da Associação Cultural Eterna Juventude e gestor do espaço, sob mediação de Karla Daniella Brito. As inscrições podem ser realizadas no próprio espaço, no Pelourinho, até o dia 08 de março, visando maior conforto dentro da capacidade local.

As ações integram o ciclo formativo do Projeto Identidades, que atua em Salvador e Região Metropolitana promovendo vivências artísticas e educativas voltadas ao fortalecimento do pertencimento étnico-racial, à valorização das culturas afro- brasileira e indígena e à construção de uma educação afrocentrada, criativa e plural.

O Projeto Identidades é uma realização da Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo e foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia , por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

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Cultura

Salvador recebe o Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África

Jamile Menezes

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Festival Nosso Futuro

De 5 a 8 de novembro, Salvador se torna o centro de um diálogo histórico entre África, França e Brasil. A cidade recebe o Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África, integrando a Temporada França-Brasil 2025, com debates, shows, exposições e experiências gastronômicas.

Mais de 300 jovens, artistas, pensadores e gestores públicos dos três continentes estarão reunidos na capital baiana para discutir justiça territorial, inclusão social, igualdade de gênero e sustentabilidade.

O Fórum Nosso Futuro Brasil-França, Diálogos com a África – Nossos Lugares em Partilha será o ponto alto da programação, com foco no tema “Cidades Inclusivas”.

Nos dias 6, 7 e 8, das 8h30 às 18h30, na DOCA 1, o encontro reunirá pensadores contemporâneos como o filósofo camaronês Achille Mbembe, a pesquisadora brasileira Denise Ferreira da Silva, a ex-ministra da Justiça francesa Christiane Taubira, a ativista Erika Hilton e o intelectual Malcom Ferdinand.

Fora do eixo institucional, a programação se espalha por diversos espaços da cidade com uma série de atividades artísticas, educativas e gastronômicas:

Gastronomia afro-diaspórica: Nos dias 4, 6, 7 e 8 de novembro, nos restaurantes Bóia, Zanzibar, Preta e Origem, acontece o evento As Grandes Mesas – Encontro Gastronômico França-Brasil-África. Chefs franceses e renomados chefs baianos unem saberes e temperos em residências e jantares colaborativos que exaltam as heranças africanas na culinária.

Arte e cinema: Durante o Festival, a cidade abrigará nove exposições simultâneas em espaços como o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Museu de Arte da Bahia (MAB), Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC), Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), Museu Afro-Brasileiro (Mafro), além da Aliança Francesa. A programação de artes visuais, videoarte e fotografia reflete a pluralidade das identidades afro-diaspóricas e posiciona Salvador como capital das artes africanas contemporâneas.

Complementando a programação, a Mostra Cinemas do Futuro – Ciclo de Filmes da Cinemateca África, com curadoria da professora Morgana Gama (UFBA), exibirá 24 filmes na Sala de Cinema Walter da Silveira e no Cinema da UFBA, entre os dias 6 e 9 de novembro. A abertura trará o premiado longa Njangan, do diretor senegalês Maham Johnson Traoré.

Shows abertos ao público: A programação musical do Festival Nosso Futuro inclui apresentações gratuitas em diversos pontos de Salvador. No dia 5, o Largo do Pelourinho recebe a noite Música e Democracia – Diálogo Afro-Brasileiro, realizada em parceria com o Governo da Bahia.

Com curadoria de Bruno Boulay e Flávio de Abreu, o evento tem como foco o papel da música nas democracias e recebe a artista senegalesa Senny Camara. Já no dia 7, a Praça Maria Felipa será palco da Noite Trace, promovida em parceria com a Trace Brasil e a Prefeitura de Salvador. Entre as atrações confirmadas estão a francesa Ronisia e o nigeriano Seun Kuti.

O festival será encerrado no dia 8, às 18h30, na DOCA 1, com a apresentação dos eixos de cooperação trilateral e a assinatura de um documento oficial que será levado à COP30. A programação de encerramento também contará com a performance da Mini-Ball Exhibition.

Juventude e mídia: O projeto Mídia COP também integra o Festival Nosso Futuro, reunindo 20 estudantes brasileiros, franceses e africanos em uma cobertura colaborativa.

O Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África foi organizado pelo Institut français e pela Embaixada da França no Brasil no âmbito da Temporada França-Brasil 2025, em parceria com o Governo Federal brasileiro (Ministério da Cultura), Universidade Federal da Bahia, Governo da Bahia, Prefeitura de Salvador, Accor, Aliança Francesa, CUFA Brasil e CUFA França, a Fundação de Inovação pela Democracia, o Conselho Geral de Seine Saint-Denis, a Cidade e a Metrópole de Montpellier, a Cidade de Paris e a Cidade de Saint-Ouen.

Sobre a Temporada França-Brasil 2025

Iniciada pelos presidentes de ambos os países, a Temporada celebra 200 anos de relações diplomáticas com mais de 300 eventos por todo o Brasil, com foco nos três temas: democracia e globalização justa e inclusiva; diversidade e diálogo com a África; clima e transição ecológica.

SERVIÇO
Festival Nosso Futuro – Brasil-França: Diálogos com a África
Datas: 5 a 8 de novembro de 2025
Local: Diversos espaços em Salvador, Bahia
Programação completa e informações: www.francabrasil2025.com

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Destaque

Jornalista Luana Souza fortalece presença preta na FLICA

Jamile Menezes

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Jornalista Luana Souza integra presença preta na FLICA

A jornalista, apresentadora de TV e digital influencer cachoeirana Luana Souza é uma das presenças pretas que vão marcar a tradicional Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que chega a sua 13ª edição entre os dias 23 e 26 de outubro, em Cachoeira. Natural do município, Luana mediará uma mesa no sábado (25), às 15h, na Tenda Paraguaçu.

A mesa “Nossas vozes como a noite estrelada” contará com as presenças da apresentadora da TV Globo Aline Midlej, da escritora e jornalista Yeyé Kintê e da psicopedagoga Sueli Kintê. São 4 vozes negras que perpassam pelo jornalismo, literatura e ancestralidade.

Para Luana, esse momento vai além de fazer parte de uma roda de conversa.

“Mediar essa mesa com mulheres tão potentes, que representam diferentes vozes de nossa ancestralidade e do nosso tempo é um reencontro com minha própria história. Estar mais uma vez na Flica, na minha terra, não é apenas participar de um evento literário. É honrar minhas raízes e celebrar o lugar de onde venho. Conduzir essa conversa é, para mim, como olhar para um céu de estrelas que me formaram e continuam guiando o caminho”, declarou a comunicadora.

Luana Souza

Luana é mestra, doutoranda, com livros publicados e, além disso, coleciona diversos prêmios conquistados nos últimos anos, como o Prêmio Maria Felipa – concedido a mulheres negras engajadas na luta por direitos e contra o racismo -, em 2021 e o Troféu Mulher Imprensa, no ano passado, na categoria “Jornalista Revelação”. O mais recente foi o Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira, por ter sido a mais votada da região Nordeste. É autora autora do livro-reportagem “Na contramão do afeto” e co-autora da obra “Negras crônicas: escurecendo os fatos”.

Durante os quatro dias de evento, a Flica contará com uma programação diversa trazendo escritores, comunicadores, artistas e personalidades renomadas como, Tia Má, Rita Batista, Ricardo Ishmael, Anderson Shon, Lazzo Matumbi, Márcia Short e Adão Negro, atraindo o público do Recôncavo Baiano, de Salvador e também de outras localidades.

Confira aqui mais presenças pretas na programação. 

Foto: Pedro Gabriel

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