Dança
AfrobaphoLAB: Coletivo Afrobapho celebra 10 anos no Espaço Xisto
O Coletivo Afrobapho celebra seus 10 anos de existência com uma programação especial no Espaço Xisto Bahia. Nos dias 21 e 22 de agosto, o coletivo realiza o AfrobaphoLAB, laboratório de imersão de dança que oferece atividades de bate-papo, oficinas de danças e apresentações culturais abertas ao público. Toda programação é gratuita.
O laboratório foi criado com o objetivo de promover conexões de saberes e trocas de experiências com a juventude negra, LGBTQIAP+ e periférica de Salvador sobre empoderamento afrodiaspórico, empreendedorismo social, direitos humanos e valorização da arte e cultura locais e independentes.
No dia 21 (quinta-feira), a partir das 13h, será realizado um bate-papo sobre a importância da dança como instrumento de empoderamento social. Depois, serão ofertadas oficinas de Danças Urbanas, Vogue e Pagode, com até 50 vagas cada.
As pessoas interessadas devem realizar inscrição no local até 30 minutos antes de cada atividade.
Já no dia 22 (sexta-feira), a partir das 19h, o AfrobaphoLAB receberá espetáculos de dança dos grupos Style Of Dance, Campêlo Cia de Dança, AfroVibes e Afrobapho Dance.
A noite também contará com apresentações musicais de Odillon, EVYLiN, Neftara, Salutari, A Deusa e Vittor Adél, e performances de Kay Okan, Mamba Mavamba e Ah Teodoro. Evento sujeito à lotação!
Programação:
Dia 21 de agosto (quinta-feira)
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13h – Bate-papo “Corpoemas em movimento: a dança como instrumento de potencialização da juventude negra baiana”. com Alan Costa, Tati Campêlo e Allan Santana;
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14h – Oficina de Danças Urbanas com Elivan Nascimento;
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15h – Oficina de Vogue com Lunna Montty;
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16h – Oficina de Pagode com Paulo Arth;
Dia 22 de agosto (sexta-feira) – 15H30
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19h – Apresentações de dança dos grupos Afrobapho Dance, Style Of Dance, AfroVibes, Campêlo Cia de Dança; Apresentações Musicais de Odillon, EVYLiN, Neftara, Salutari, A Deusa e Vittor Adél; Performances de Kay Okan, Ah Teodoro e Mamba Mavamba; Discotecagem com Tia Carol.
Foto Matheus Leite
Dança
Coletivo baiano leva espetáculo “Barro Mulher” a Portugal
O Núcleo Rosas Negras de Criação Cênica (@nucleo.rosasnegras) realiza o projeto “Barro Mulher – Poéticas da Travessia | Conexão Portugal 2026”, que promove uma circulação internacional de intercâmbio artístico, cultural e pedagógico, entre Salvador e Portugal, de 4 a 24 de novembro.
A iniciativa reúne apresentações do espetáculo Barro Mulher – Um Mergulho na Lama da Criação, criado, dirigido e protagonizado pela atriz baiana Fabíola Nansurê (@nansureatriz), além de oficinas, laboratórios cênicos, rodas de conversa e ações de intercâmbio artístico e institucional. A programação acontece nas cidades de Lisboa, Bragança e Reguengos de Monsaraz, ampliando a presença da produção cênica negra baiana em espaços de criação, formação e cooperação cultural.
Realizado pelo Núcleo Rosas Negras, coletivo baiano dedicado à pesquisa, criação e difusão de poéticas negras nas artes cênicas, o projeto estabelece conexões entre artistas, estudantes, pesquisadores, instituições e comunidades afrodescendentes brasileiras e portuguesas. A iniciativa articula teatro, dança, música, performance e ancestralidade afro-brasileira, tendo como eixo a valorização das experiências, memórias e estéticas produzidas por corpos negros.
Essa é a segunda circulação internacional realizada pelo coletivo, que em 2024 levou o premiado espetáculo “Rosas Negras” para uma temporada em quatro cidades de Portugal. Antes da partida à Portugal o núcleo realiza uma apresentação do espetáculo Barro Mulher no Ilê Axé Oyá Ladê Inan, em Alagoinhas, espaço de fortalecimento, criação e fruição do coletivo.
Para Fabíola Nansurê, diretora, dramaturga, preparadora corporal, coreógrafa e atriz, estar em cena com Barro Mulher também representa uma forma de conexão com a ancestralidade.
“Cada vez que eu estou em cena com o espetáculo, é a oportunidade que eu tenho de reverenciar a minha ancestralidade feminina negra, as Iabás, todo o meu povo que veio antes de mim.”
Em Lisboa, nos dias 6 e 7 de novembro, o Núcleo Rosas Negras participa da PT-BR–Mostra de Teatro do Brasil no Chapitô – 3ª Edição, com duas apresentações de Barro Mulher. A participação amplia as possibilidades de circulação da obra e aproxima o coletivo de outros artistas e agentes da cena brasileira e portuguesa.
Em Bragança, o projeto realiza ações de intercâmbio acadêmico e institucional com o Instituto Politécnico de Bragança. Já em Reguengos de Monsaraz, em parceria com o Ilé Àṣẹ Ìgbà Mérìndínlógún Òsùn, a programação reúne duas apresentações do espetáculo e atividades formativas. Entre elas estão os laboratórios “Produção Artística Negra: Criação, Gestão e Internacionalização Cultural”, ministrado por OMINJARÊ; “Corpo-Água: Poéticas do Corpo Negro na Criação Cênica”, conduzido por Fabíola Nansurê; e “Pintando Sentimentos – A Luz EmCena”, ministrado por Nando Zâmbia. O encontro também contará com rodas de conversa e momentos de partilha cultural com artistas, pesquisadores e a comunidade afrodescendente local.
Para Ominjarê, diretor de produção do Núcleo Rosas Negras, a circulação representa um passo importante para ampliar os espaços de apresentação do trabalho desenvolvido na Bahia e fortalecer a trajetória do coletivo.
“É muito importante levarmos esse teatro que a gente produz, concebe e apresenta aqui na Bahia a outros espaços, afinal, trata-se da poética do teatro preto, de candomblé. Esse projeto também marca uma virada muito importante no nosso formato de produção, que é uma retomada na abertura de portas da cena baiana em Portugal”.
A presença do coletivo baiano na Europa também busca criar uma rede permanente de cooperação cultural entre Bahia e Portugal, propondo projetos para circulação de artistas e grupos baianos. A programação institucional prevê reuniões entre o Núcleo Rosas Negras, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança, a Câmara Municipal de Bragança e o Teatro Municipal de Bragança para a articulação do Festival Internacional A Cena Baiana em Portugal, previsto para 2027.
O projeto “Barro Mulher – Poéticas da Travessia | Conexão Portugal 2026” tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda e foi contemplado pelo edital Salvador Circula, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura, Governo Federal.
SERVIÇO:
Projeto: Barro Mulher – Poéticas da Travessia | Conexão Portugal 2026
Realização: Núcleo Rosas Negras de Criação Cênica
Período: 4 a 24 de novembro de 2026
Cidades: Lisboa, Bragança e Reguengos de Monsaraz – Portugal
Dança
Marcos Ferreira e Ruan Wills chegam em Lauro com “Cabeça Quente”
Depois de estrear no Espaço Xisto Bahia, em Salvador, Cabeça Quente, novo espetáculo de dança de Marcos Ferreira e Ruan Wills, chega a Lauro de Freitas no dia 16 de outubro, para apresentação gratuita no Cine Lauro de Freitas. A sessão será seguida de bate-papo com os artistas.
A obra parte da força de Oyá para investigar a raiva, a ancestralidade e as masculinidades a partir das experiências dos dois artistas, homens negros, gays, candomblecistas e periféricos. Em cena, a raiva não aparece como sinônimo de ódio ou descontrole, mas como uma força que nasce da consciência diante da violência e pode produzir movimento, transformação e continuidade.
A pesquisa coreográfica atravessa referências do Daró de Oyá, do funk, frevo, maracatu, samba, arrocha, pagodão baiano e capoeira, além dos gestos e danças presentes no cotidiano. Para Marcos e Ruan, trazer ritmos e danças cotidianas para a cena é uma forma de manter o fundamento vivo. Significa honrar a ancestralidade e o direito de continuar criando a partir dela.
“Desta forma mantemos o fundamento em movimento. Aprendemos a fluir na chama e nos ventos de Oyá. O espetáculo investiga uma cabeça que ferve, pensa, aprende e muda de temperatura. Cabeça Quente é sobre caminhos de continuidade”, destacam.
Após a apresentação em Lauro de Freitas, a circulação segue para o Espaço Cultural Alagados, em Salvador, no dia 22 de outubro, às 17h, também com espetáculo e bate-papo. Todas as apresentações da temporada são gratuitas.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
SERVIÇO
O quê: Cabeça Quente – espetáculo de dança de Marcos Ferreira e Ruan Wills
Onde: Cine Lauro de Freitas
Quando: 16 de outubro de 2026, às 19h | Espetáculo + bate-papo
Entrada gratuita |Ingressos Antecipados – https://www.sympla.com.br/
Próxima apresentação: Espaço Cultural Alagados – Salvador | 22 de outubro de 2026, às 17h
Foto: Diogenes Neghet
Dança
Espetáculo “Cabeça Quente” estreia dia 1° de outubro
O que fazer com uma cabeça que tem todos os motivos para estar quente? É a partir dessa pergunta que os artistas Marcos Ferreira e Ruan Wills constroem Cabeça Quente, novo espetáculo de dança que estreia em outubro de 2026. A obra parte da força de Oyá para investigar a raiva, a ancestralidade e as masculinidades, tendo como ponto de partida as experiências dos dois artistas, homens negros, gays, candomblecistas e periféricos.
A temporada começa em Salvador, no Espaço Xisto Bahia, nos dias 1º, 2 e 3 de outubro, às 20h, com bate-papo após a apresentação do dia 3. Em seguida, o espetáculo chega ao Cine Lauro de Freitas, em 16 de outubro, às 19h, e ao Espaço Cultural Alagados, em 22 de outubro, às 17h. As duas últimas apresentações também serão acompanhadas de bate-papo. Todas as sessões da temporada de estreia são GRATUITAS e os ingressos podem ser retirados através do SYMPLA (https://www.sympla.com.br/
Depois de Dembwa, em que os artistas perguntavam “Qual é a pessoa mais antiga da sua família que você conhece?”, Cabeça Quente dá continuidade à pesquisa sobre ancestralidade e caminhos de existência com dignidade. Se no trabalho anterior o desejo era aprender com quem veio antes, agora Oyá surge como uma referência para ressignificar caminhos e posturas.
Raiva como consciência
Em Cabeça Quente, a raiva é também o ponto de partida para a criação. Mas não aparece como sinônimo de ódio ou descontrole. É compreendida como uma força que nasce da consciência diante da violência e pode produzir movimento, transformação e continuidade. Colocando em questão como os corpos de homens negros, gays e periféricos são percebidos socialmente.
“A raiva aparece como energia condutora da criação. Uma raiva que não nasce simplesmente do ódio, mas da consciência que surge quando a violência deixa de ser aceita como destino. Buscamos escutar essa força, perceber o que ela movimenta e no que pode se transformar quando encontra o corpo, a ancestralidade e o desejo de continuar.”
A pesquisa parte da compreensão de que, diante de tecnologias coloniais de morte, povos negros produziram tecnologias ancestrais de continuidade. Separação tornou-se comunidade; violência, ritual; memória, cultura; silêncio, linguagem; ausência, presença. “A sociedade embranquecida coloca nossos corpos pretos e bichas em descontrole. Mas a nossa raiva vem da consciência, uma estratégia afrofuturista de sobrevivência”, afirmam os artistas.
Do Daró ao vento
O Daró de Oyá, ritmo tocado para a yabá, é um dos fundamentos da pesquisa coreográfica. A partir dele, os movimentos baseados no ternário entram em diálogo funk, frevo, maracatu, samba, arrocha, pagodão baiano, capoeira e o gingado dançado nas avenidas carnavalescas. A cena é atravessada pela circularidade e pela sinuosidade. Os corpos se encontram e se enfrentam. Há um corpo que se arma para a guerra cotidiana, mas também um corpo que aprende a reconhecer, retornar e mudar de direção.
Em determinado momento, os intérpretes assumem a força da búfala. Chifres, braços e musculatura constroem uma presença de potência, enquanto os pés sapateiam em referências às brincadeiras de infância. O corpo-búfala circula e, aos poucos, se transforma em vento. O movimento passa pela ginga da capoeira e chega ao eruexim (ferramenta de Oyá), que também se transmuta: vira força, gesto, punho cerrado.
A sequência conduz ao confronto, ao afronte e ao ranger dos dentes. Em dança, a força física abre espaço para uma reflexão sobre o masculino. É quando se reafirma uma das questões centrais do espetáculo. A partir do ofó (poder da palavra) do cantor, compositor e pesquisador da ancestralidade musical pan-africana Mateus Aleluia, na canção O Sagrado Masculino, afirma-se: “o sagrado masculino é gestado e parido pelo sagrado feminino.”
A afirmação conduz uma reflexão sobre as referências que formaram esses homens e sobre as mulheres — avós, mães, tias, irmãs e tantas outras — que ensinaram os artistas a existir. Reverenciar o sagrado feminino, portanto, também significa questionar os modelos de masculinidade construídos por uma sociedade marcada por estruturas coloniais e patriarcais.
“Nossa experiência enquanto homens negros, gays, candomblecistas e periféricos nos coloca diante da necessidade de questionar essas aprendizagens e imaginar outras formas de existência. Estamos aprendendo com Oyá a força de uma cabeça quente: de passear pelos planos, fluir na chama e saber medir os graus a menos ou a mais, conforme nossas necessidades”.
SERVIÇO
O quê: CABEÇA QUENTE – espetáculo de dança de Marcos Ferreira e Ruan Wills
Espaço Xisto Bahia | Salvador
01, 02 e 03 de outubro de 2026, às 20h
Bate-papo: 03 de outubro
Cine Lauro de Freitas
16 de outubro de 2026, às 19h
Espetáculo + bate-papo
Espaço Cultural Alagados
22 de outubro de 2026, às 17h
Espetáculo + bate-papo
Entrada: GRATUITA – ingressos disponíveis pelo SYMPLA (https://www.sympla.com.br/
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