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Cultura

Bloco da Capoeira leva mandinga e ancestralidade ao Carnaval 2026

Kelly Bouéres

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bloco da capoeira
Acervo Pessoal

O Bloco da Capoeira leva para o Carnaval de Salvador 2026 o tema “Roda de Capoeira: Campo de Mandinga, Ancestralidade e Resistência na arte de sambar”, reafirmando a capoeira como tecnologia cultural, prática ancestral e instrumento de resistência do povo negro. O desfile propõe a valorização das rodas de capoeira como espaços de transmissão de saberes, memória e identidade afro-brasileira.

Inspirado no afrofuturismo, o cortejo será organizado em alas que narram a trajetória, a importância e o legado das rodas de capoeira em diferentes territórios de Salvador. Entre os espaços homenageados estão a Roda da Gengibirra (Liberdade), a Rampa do Mercado Modelo, Fazenda Grande do Retiro, Ribeira, Terreiro de Jesus, Itapuã, Ponta do Humaitá, Santo Antônio Além do Carmo, além das rodas presentes em festas de largo e outros pontos históricos da cidade.

O desfile reúne alas das baianas, dos malungos, da ancestralidade, da resistência e da ritualística da capoeira, com destaque para berimbalada, samba de roda, n’gomas e expressões corporais que unem capoeira, dança, música, percussão, teatro, moda e estética negra. As rodas de capoeira andantes ganham dimensão cênica com carros alegóricos de grande porte, levando cor, brilho e movimento para a avenida.

Fundado em 2001, o Bloco da Capoeira integra as ações da Associação Sócio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá, entidade sediada no bairro do Pau Miúdo. Sem fins lucrativos, a associação atua na promoção e preservação das manifestações culturais de matriz africana, desenvolvendo ações socioculturais, socioeducativas e produtivas voltadas a comunidades em situação de vulnerabilidade.

Para Tonho Matéria, cantor, compositor e gestor da Mangangá, a capoeira ultrapassa o aspecto físico e se afirma como filosofia de vida.

“A capoeira é mandinga, malandragem, sagacidade e ancestralidade. Ela é resistência, integração social e preservação da memória. Vai muito além de um círculo de pessoas jogando: é um campo de conexão entre passado, presente e futuro”, afirma.

Com apoio institucional do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secult-BA e do Programa Ouro Negro, e da Prefeitura Municipal de Salvador, o Bloco da Capoeira confirma presença em três momentos do Carnaval 2026, incluindo versões adulta e infantil do desfile.

SERVIÇO:

Bloco da Capoeira – Carnaval 2026

12/02 (quinta-feira)
Circuito Osmar (Campo Grande)
Concentração: a partir das 20h

15/02 (domingo)
Capoeirinha (versão infantil) – Circuito das Águas
Horário: a partir das 15h
Berimbalada no Abaeté até o Largo da Sereia – Itapuã

16/02 (segunda-feira)
Capoeirinha (versão infantil) – Circuito Batatinha
Concentração: Rua Alaíde do Feijão, Pelourinho
Horário: a partir das 16h

Venda de fantasias
Camisa: R$ 90
Casadinha: R$ 150
Acima de 10 peças: R$ 60 (unidade)

Local de venda
Sede da Mangangá – Rua Professor Soeiro, nº 18
Bairro: Pau Miúdo – Salvador

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Cultura

Seminário debate Hip-Hop como espaço de transformação social

Kelly Bouéres

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Agnes

O Hip-Hop vai muito além da música, da dança e da arte urbana. É também uma forma de produzir conhecimento, construir identidades e transformar realidades. É a partir dessa perspectiva que o Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação realiza, nos dias 4, 5 e 6 de novembro de 2026, em Salvador, o Seminário Hip-Hop- O Quinto Elemento, um encontro dedicado ao diálogo entre cultura, educação e produção de conhecimento.

Com inscrições gratuitas, o evento pretende reunir pesquisadores, estudantes, educadores, artistas, produtores culturais, coletivos, movimentos sociais e integrantes da comunidade para compartilhar pesquisas, experiências e saberes construídos dentro e fora dos espaços acadêmicos.

Para a presidenta do Instituto, Udi Santos, o  Hip-Hop sempre foi um espaço de construção de conhecimento, resistência e transformação social. “Com o Seminário queremos fortalecer o reconhecimento dos saberes que nascem nas periferias, valorizar as experiências de quem constrói essa cultura diariamente e ampliar o diálogo entre os territórios, a universidade e a sociedade”, afirma. 

A programação contará com atividades na sede do Instituto EUMELANINA, no Colégio Estadual Barros Barreto e na Universidade Federal da Bahia (UFBA), com ações realizadas em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Educação Transformadora: Antirracismo, Interseccionalidade e Justiça Social na América Latina, ampliando o diálogo entre a produção acadêmica, os movimentos culturais e os conhecimentos construídos nos territórios.

Com abrangência nacional, o Seminário também terá a presença de pesquisadores de diferentes territórios do Brasil, promovendo o intercâmbio de experiências, pesquisas e perspectivas sobre o Hip-Hop, a educação e as relações raciais. A participação de representantes de diferentes regiões fortalece o caráter nacional do encontro e amplia o debate sobre o Hip-Hop como campo de produção de conhecimento.

A proposta é ampliar o reconhecimento do Hip-Hop como uma cultura que produz conhecimento a partir das vivências de seus participantes e das realidades dos territórios onde o movimento se desenvolve. O seminário também abre espaço para reflexões sobre antirracismo, educação e as perspectivas para o presente e o futuro da cultura urbana.

 

Tradicionalmente, o Hip-Hop é associado a quatro elementos: MC, DJ, breaking e graffiti. O quinto elemento, o conhecimento, destaca a dimensão educativa, crítica e política do movimento, valorizando a capacidade de seus integrantes de interpretar a realidade, construir narrativas próprias e produzir novas possibilidades de futuro.

 

É essa dimensão que orienta o seminário, aproximando a produção acadêmica dos saberes populares e das experiências vividas nas periferias. A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre universidade, movimento cultural e sociedade, reconhecendo artistas, educadores e agentes culturais como produtores de conhecimento.

 

O seminário nasce dessa ideia de unir a sabedoria da universidade com a vivência e a cultura de quem faz acontecer diariamente. Valorizando artistas, educadores e fazedores de cultura como grandes criadores do saber. 

 

Sobre o Instituto:

Fundado em 2017, o Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação atua na promoção da arte, da cultura e da educação, utilizando especialmente o Hip-Hop como ferramenta de transformação social. Com atuação vinculada aos territórios periféricos de Salvador, a instituição desenvolve iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades e ao fortalecimento de crianças, jovens e adultos.

Ao promover o seminário, o Instituto reafirma a importância de criar espaços de encontro entre diferentes experiências e formas de aprendizagem, contribuindo para a valorização da cultura periférica e para o reconhecimento dos conhecimentos produzidos nesses territórios.

A programação completa, com as atividades, os horários e os locais de realização, pode ser consultada na página oficial de inscrições.

 

SERVIÇO

O quê: Seminário Hip-Hop – O Quinto Elemento

Quando: 4, 5 e 6 de novembro de 2026

Onde: Sede do Instituto Eumelanina- 1º andar da Biblioteca Comunitária Paulo Freire, Rua Almeida Brandão, Escada.

Quanto: Gratuito

Inscrições:

https://www.even3.com.br/seminario-hip-hop-o-quinto-elemento-788119/

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Cultura

Instituto Social EUMELANINA realiza batalha de rimas sobre eleições

Jamile Menezes

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Instituto Social EUMELANINA

O Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação realiza, neste sábado (24), em Escada (Subúrbio), a 10ª edição da batalha de rimas “KebraVerso-Confronto Lírico”, em uma edição temática, trazendo a política e o processo eleitoral para o centro das rimas e das reflexões.

A proposta é utilizar a força da cultura Hip Hop para estimular o pensamento crítico, valorizar a liberdade de expressão e ampliar o debate sobre democracia, cidadania e participação política, especialmente entre a juventude das periferias.

Ao chegar a sua 10ª edição, o evento reafirma a importância de ocupar os territórios com iniciativas culturais que incentivem o diálogo e a reflexão sobre a sociedade.

Desta vez, o contexto eleitoral será inspiração para os confrontos líricos, mostrando como a arte também pode contribuir para o debate público e para a construção de uma participação política mais consciente.

SERVIÇO

KebraVerso – Confronto Lírico | 10ª edição

Data: 24 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: 16h
Local: Sede do Instituto EUMELANINA – 1º andar da Biblioteca Comunitária Paulo Freire, Rua Almeida Brandão, Escada, Salvador (BA).
Tema: Eleições, democracia e participação política por meio da cultura Hip Hop

Foto: Hilary Fonseca

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Artes

Slam das Minas Bahia realiza final da temporada no dia 31

Kelly Bouéres

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Divulgação

A palavra dita, declamada e em protesto percorreu diferentes espaços de Salvador, atravessou histórias, denunciou violências e abriu caminhos para novas vozes. Agora, é hora de celebrar essa trajetória. No dia 31 de outubro, o Slam das Minas Bahia realiza a grande final da temporada 2026, das 18h às 22h, na Praça Tereza Batista, no Pelourinho. O encontro reúne as quatro poetas classificadas ao longo do segundo semestre, além de apresentações musicais de Cinara e Maku Ma Kixikanu, performance da House of Montenegro, representante da cultura ballroom, e discotecagem de Nai Kiese.

Após quatro batalhas classificatórias, a final marca o encerramento de mais um ciclo de encontros em torno da poesia falada. Ao longo da temporada, as slammers ocuparam espaços como a Casa das Editoras Baianas, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a Casa Preta e o Cine Teatro 2 de Julho, transformando experiências individuais e coletivas em versos que abordam identidade, racismo, desigualdades, afetos e resistência. Mais do que uma disputa, a batalha celebra a potência da palavra como instrumento de expressão, denúncia e transformação social.

Quatro poetas estão confirmadas na grande final: Amanda Rosa, vencedora da primeira classificatória, realizada durante a Flipelô; Duda Santhana, que conquistou a segunda batalha; Mírian dos Santos, vencedora da terceira etapa; e Piracema, que garantiu a última vaga na quarta classificatória, realizada no dia 17 de outubro, na Casa Preta.

Na grande final, as slammers disputarão o título de campeã da temporada 2026 e uma vaga na seletiva estadual. As apresentações serão avaliadas por um júri popular, que acompanhará as rodadas de poesia e participará diretamente da escolha da vencedora. As três primeiras colocadas receberão premiações de R$ 500, R$ 300 e R$ 200, respectivamente.

Poesia, música e cultura ballroom

A programação da final também celebra diferentes expressões artísticas que dialogam com a cultura negra, periférica e LGBTQIAPN+. Entre as atrações confirmadas está a House of Montenegro, que levará à Praça Tereza Batista uma apresentação de ballroom, cultura marcada pela dança, performance, identidade e construção de espaços de pertencimento e expressão.

A noite contará ainda com apresentações musicais de Cinara, cantora que participou do reality musical Estrela da Casa, da TV Globo,  e Maku Ma Kixikanu, grupo de percussão feminino, ampliando o encontro entre poesia, música e diferentes linguagens artísticas. A discotecagem ficará por conta de Nai Kiese, responsável por conduzir a trilha sonora da programação.

Nove anos de poesia e resistência

Em 2026, o Slam das Minas Bahia completa nove anos de atuação, consolidando-se como um espaço de fortalecimento da poesia falada e do protagonismo de mulheres na cena cultural baiana. Ao longo dessa trajetória, o projeto tem promovido batalhas, oficinas, debates e ações formativas, aproximando a literatura de diferentes públicos e territórios.
Nesta temporada, a programação também abriu espaço para reflexões sobre representatividade, profissionalização, violência e educação. Os encontros discutiram a presença das mulheres no mercado editorial, os desafios de viver da poesia, o enfrentamento à violência de gênero e o papel do Hip-Hop na formação e na construção de novas perspectivas para a juventude negra e periférica. Ao reunir essas discussões, o Slam das Minas Bahia reforçou seu papel como espaço de produção de conhecimento, circulação de experiências e construção coletiva.
A grande final chega como celebração de uma temporada em que a palavra foi instrumento de encontro, reflexão e resistência. Na Praça Tereza Batista, as vozes que atravessaram as classificatórias voltam a ocupar o palco para lembrar que a poesia também é uma forma de construir outros futuros.

“Há nove anos, fazemos da poesia um território onde mulheres podem disputar a própria narrativa, transformar silêncio em presença e ser reconhecidas pelo que criam. Cada poeta que chega a esta final carrega uma voz singular e amplia os caminhos para outras chegarem. Celebrar essa trajetória é afirmar que nossas palavras têm valor, nosso trabalho merece reconhecimento e nossa presença transforma a literatura”, afirma Ludmila Singa, slammaster do Slam das Minas Bahia.

SERVIÇO

O quê: Grande Final do Slam das Minas Bahia – Temporada 2026

Quando: 31 de outubro de 2026 (sábado), das 18h às 22h

Onde: Praça Tereza Batista, Pelourinho – Salvador (BA)

Finalistas: Amanda Rosa, Duda Santhana, Mírian dos Santos e Piracema.

Atrações musicais: Cinara e Maku Ma Kixikanu

Ballroom: House of Montenegro

Discotecagem: Nai Kiese

Premiação: R$ 300 (1º lugar), R$ 200 (2º lugar) e R$ 100 (3º lugar)

Entrada: gratuita

Mais informações: @slamdasminasba

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