Carnaval
Pipoca do Olodum foi marcada por potência e tradição
Apresentação no Campo Grande reforça a força dos tambores e a conexão direta com o público no Circuito Osmar (Campo Grande), durante o Carnaval de Salvador 2026. Em um desfile totalmente voltado para o povo, a banda levou às ruas sua história, seus tambores e um repertório que atravessa gerações.
Antes mesmo de entrar no circuito, o aquecimento na concentração já dava o tom da festa, com músicas antigas que foram cantadas em coro por fãs e admiradores. A pipoca contou com os vocais de Lucas Di Fiori e Nacizinho, além do reforço especial do cantor Tonho Matéria, ampliando ainda mais a energia do desfile.
No trio elétrico, a percussão comandou o ritmo, enquanto outra ala de percussionistas seguiu no chão, fortalecendo a identidade sonora que é marca registrada do Olodum. O desfile também contou com carro de apoio, trazendo como destaques Negra Jhow e a dançarina Dora Lopes, além de adereços que deram ainda mais brilho ao cortejo.
Ao entrar na passarela do Campo Grande, o público vibrou com sucessos como “Só Saio Dessa Zorra Quando o Olodum Passar”, “Se Tem Olodum Tem Festa na Bahia” e “Raça Negra, Negra Raça é o Olodum Que Passa”, transformando o circuito em um grande coral a céu aberto.
Um dos momentos mais emocionantes aconteceu no camarote acessível, onde os cantores pararam para dividir o microfone com Manoela Dourado na canção “Várias Queixas”, música que, há cerca de 10 anos, marcou a história da artista e do público presente.
A pipoca do Olodum foi conduzida essencialmente pelo toque dos tambores e pela força de sua própria trajetória. Sem cordas, sem barreiras e com muita representatividade, o grupo mostrou que sua história segue sendo escrita nas ruas e que, no Carnaval 2026, a potência foi o principal destaque.
O Bloco Olodum – Carnaval 2026 apresentado pelo Atacadão – O parceirão do Olodum no Carnaval 2026, conta com apoio da Prefeitura de Salvador, Programa Ouro Negro, do Governo do Estado da Bahia e patrocínio da 99Food, Magalu, Bahiagas e Caixa. Onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil.
Carnaval
Bloco Olodum já tem ingressos à venda para primeiro ensaio
O Olodum realiza, no dia 30 de agosto, domingo, das 14h às 18h, o primeiro Ensaio do Bloco Olodum para o Carnaval 2027, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho. O encontro abre a preparação do bloco para a próxima folia e presta homenagem aos 228 anos da Revolta dos Búzios, movimento que marcou a luta por liberdade e igualdade na Bahia.
O Ensaio do Bloco Olodum apresenta ao público a atmosfera do Carnaval 2027, quando o bloco levará para a avenida o tema “Sirius, Cão Maior – O Mistério das Estrelas”. A proposta estabelece um diálogo entre ciência, ancestralidade e cosmovisão africana, a partir dos conhecimentos astronômicos atribuídos ao povo Dogon. Os ingressos para o Ensaio do Bloco Olodum já estão à venda pela plataforma Meu Bilhete.
SERVIÇO
Ensaio do Bloco Olodum 2026
Homenagem aos 228 anos da Revolta dos Búzios
Data: 30 de agosto de 2026 (domingo)
Horário: das 14h às 18h
Local: Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba
Ingressos
Meia-entrada (Lote Promocional): R$ 70,00 + taxa de R$ 7,00
Solidário (+ 1 kg de alimento): R$ 80,00 + taxa de R$ 8,00
Inteira: R$ 140,00 + taxa de R$ 14,00
Vendas: https://www.meubilhete.com.br/30-08-ensaio-do-bloco-olodum-2026
Classificação etária: 18 anos
Carnaval
Bloco Afro Os Negões leva legado dos povos africanos para avenida
“Colocar o Bloco Afro Os Negões na rua todos os anos é atravessar um tempo de tradição que exige coragem, organização e resistência. Mesmo diante das dificuldades, seguimos firmes com o compromisso de manter nossos cortejos como parte viva da cultura negra brasileira. Somos patrimônio imaterial deste país”, lembrou Paulo Roberto, presidente do Bloco Afro Os Negões.
“Mesmo diante de circunstâncias imprevistas que impossibilitaram nossa presença na Avenida, manifestamos nosso profundo reconhecimento à relevância histórica, cultural e política do Bloco Afro Os Negões no Carnaval da Bahia. Como forma de honra à sua trajetória de luta e contribuição fundamental à cultura afro-brasileira, concedemos oficialmente ao Bloco Os Negões o Título de Reconhecimento.”
“Desfilar com o Bloco Afro Os Negões é uma sensação que não cabe em palavras — é arrepio, é orgulho, é entender que faço parte de algo muito maior do que eu. Estar em cima do trio como Negro Lindo 2026 não é só dançar, é carregar uma história inteira no corpo. Cada passo é memória, cada movimento é resistência. Quando olho a pipoca lá de cima, não vejo só gente: vejo um povo vivo, celebrando a própria existência”, contou Júnior.
Carnaval
TriKaciQ marca presença no Carnaval com música de origem quilombola
Misturando clássicos do carnaval baiano com um repertório autoral de influências rítmicas do samba quilombola, reggae e ijexá, a banda TriKaciQ, originária de Irará (BA), marcou presença em mais um ano no Carnaval de Salvador. Integrando a programação oficial promovida pela prefeitura, o grupo se apresentou nos dias 14 e 17 de fevereiro, nos bairros Rio Vermelho e Pelourinho, dois espaços que reafirmam a proposta de descentralizar a folia e valorizar a diversidade sonora da cidade.
No Rio Vermelho, o encontro foi intenso e vibrante. O público cantou em coro, dançou e transformou o Largo da Mariquita em um território de celebração coletiva. No Palco Multicultural, no coração do Pelourinho, a apresentação ganhou ainda mais simbolismo. O espaço, dedicado à valorização da música brasileira e das expressões culturais ligadas à ancestralidade do Centro Histórico, recebeu a TriKaciQ como um movimento musical que conecta tradição e contemporaneidade.
Com 25 anos de trajetória, a TriKaciQ levou para a folia uma sonoridade que atravessa gerações e reafirma a força cultural do interior da Bahia. Formado por Jussa Souza e seus filhos João Rafael e Thi Mendes, o trio é criador do Sambarilê, ritmo autoral que une o samba de roda dos quilombos iraraenses a elementos do forró e do merengue. Ao lado dos músicos Felipe Guedes, Marcelo Tribal, Leo Jesus e Nino Bezerra, a TriKaciQ levou aos foliões um repertório dançante, repleto de tradição e marcado pela fusão de heranças afro-baianas.
“Foi um carnaval de muita entrega e energia. É uma alegria muito grande participar da maior festa de rua do Brasil, levando a nossa cultura popular e identidade musical do interior da Bahia para se conectar com foliões de diferentes gerações”, destacou o grupo.
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