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Cultura

Exposição mostra detalhes do Commanche do Pelourinho

Kelly Bouéres

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Commanche
Acervo Pessoal

O Commanche do Pelô não é só carnaval. Durante o ano, o bloco desenvolve projetos sociais e eventos festivos em datas comemorativas voltados aos seus associados, moradores que vivem no Pelourinho e famílias carentes na área do Centro Histórico de Salvador. Este ano, a primeira das atividades é a Exposição Cultural 50 Anos, que acontece em sua sede, no Largo do Pelô, a partir de 30 de março. A montagem conta os dias de glória, mas também os momentos difíceis cercados pelo medo de não conseguir colocar o bloco na rua.

Durante os noventa dias da mostra, com visitação pública nos dias úteis da semana, das 9h às 17h, as paredes do subsolo da sede estarão tomadas por fotos históricas de personalidades, como a que mostra o encontro de Jorge Amado, Riachão, Tião Motorista e Jorginho Commancheiro na frente da sede, reportagens, certificados, troféus, adereços, cocares coloridos, alegorias, tema de cada carnaval e fantasias que contam as cinco décadas de luta, resistência e desfiles.

Na busca por apoios financeiros e estruturais para movimentar seus projetos, o bloco promove uma agenda de ações: comemorações ao Dia dos Povos Indígenas (19 de abril); aniversario do bloco (26 de maio); homenagem a Santo Antonio (13 de junho); desfile da banda percussiva do Pelô (2 de julho); edição do Sorriso Negro (em novembro); caruru dos Commancheiros (4 de dezembro); Festa do Bonfim e ensaio geral (janeiro).

Contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc, Bahia, e apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal, a exposição quer mostrar o trabalho social da agremiação. “Durante o decorrer do ano, nós promovemos ações humanitárias e de valorização do bloco voltadas para os moradores locais. Assim como no carnaval, o apoio é muito importante para que possamos estar em evidência na cena e costurando a historia”, revelou Jorginho Commancheiro, dirigente do bloco.

Uma curiosidade entre as ações desenvolvidas pelo bloco, é a Quarta Santa. Um encontro que não acontecia há anos, por conta de dificuldades enfrentadas pela agremiação, voltará a ser realizado a partir desta quarta-feira, 1 de abril, que antecede a Sexta-feira da Paixão. “Deixamos de realizar por falta de condições mesmo. Estamos retornando de forma simbólica, uma coisa pequena, aqui na sede do bloco. Serviremos uma moqueca de peixe acompanhada de pão e vinho. É uma alegria esse resgate. E não poderíamos realizar sem os devidos apoios”, acrescentou Jorginho.

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Cultura

Seminário debate Hip-Hop como espaço de transformação social

Kelly Bouéres

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Agnes

O Hip-Hop vai muito além da música, da dança e da arte urbana. É também uma forma de produzir conhecimento, construir identidades e transformar realidades. É a partir dessa perspectiva que o Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação realiza, nos dias 4, 5 e 6 de novembro de 2026, em Salvador, o Seminário Hip-Hop- O Quinto Elemento, um encontro dedicado ao diálogo entre cultura, educação e produção de conhecimento.

Com inscrições gratuitas, o evento pretende reunir pesquisadores, estudantes, educadores, artistas, produtores culturais, coletivos, movimentos sociais e integrantes da comunidade para compartilhar pesquisas, experiências e saberes construídos dentro e fora dos espaços acadêmicos.

Para a presidenta do Instituto, Udi Santos, o  Hip-Hop sempre foi um espaço de construção de conhecimento, resistência e transformação social. “Com o Seminário queremos fortalecer o reconhecimento dos saberes que nascem nas periferias, valorizar as experiências de quem constrói essa cultura diariamente e ampliar o diálogo entre os territórios, a universidade e a sociedade”, afirma. 

A programação contará com atividades na sede do Instituto EUMELANINA, no Colégio Estadual Barros Barreto e na Universidade Federal da Bahia (UFBA), com ações realizadas em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Educação Transformadora: Antirracismo, Interseccionalidade e Justiça Social na América Latina, ampliando o diálogo entre a produção acadêmica, os movimentos culturais e os conhecimentos construídos nos territórios.

Com abrangência nacional, o Seminário também terá a presença de pesquisadores de diferentes territórios do Brasil, promovendo o intercâmbio de experiências, pesquisas e perspectivas sobre o Hip-Hop, a educação e as relações raciais. A participação de representantes de diferentes regiões fortalece o caráter nacional do encontro e amplia o debate sobre o Hip-Hop como campo de produção de conhecimento.

A proposta é ampliar o reconhecimento do Hip-Hop como uma cultura que produz conhecimento a partir das vivências de seus participantes e das realidades dos territórios onde o movimento se desenvolve. O seminário também abre espaço para reflexões sobre antirracismo, educação e as perspectivas para o presente e o futuro da cultura urbana.

 

Tradicionalmente, o Hip-Hop é associado a quatro elementos: MC, DJ, breaking e graffiti. O quinto elemento, o conhecimento, destaca a dimensão educativa, crítica e política do movimento, valorizando a capacidade de seus integrantes de interpretar a realidade, construir narrativas próprias e produzir novas possibilidades de futuro.

 

É essa dimensão que orienta o seminário, aproximando a produção acadêmica dos saberes populares e das experiências vividas nas periferias. A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre universidade, movimento cultural e sociedade, reconhecendo artistas, educadores e agentes culturais como produtores de conhecimento.

 

O seminário nasce dessa ideia de unir a sabedoria da universidade com a vivência e a cultura de quem faz acontecer diariamente. Valorizando artistas, educadores e fazedores de cultura como grandes criadores do saber. 

 

Sobre o Instituto:

Fundado em 2017, o Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação atua na promoção da arte, da cultura e da educação, utilizando especialmente o Hip-Hop como ferramenta de transformação social. Com atuação vinculada aos territórios periféricos de Salvador, a instituição desenvolve iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades e ao fortalecimento de crianças, jovens e adultos.

Ao promover o seminário, o Instituto reafirma a importância de criar espaços de encontro entre diferentes experiências e formas de aprendizagem, contribuindo para a valorização da cultura periférica e para o reconhecimento dos conhecimentos produzidos nesses territórios.

A programação completa, com as atividades, os horários e os locais de realização, pode ser consultada na página oficial de inscrições.

 

SERVIÇO

O quê: Seminário Hip-Hop – O Quinto Elemento

Quando: 4, 5 e 6 de novembro de 2026

Onde: Sede do Instituto Eumelanina- 1º andar da Biblioteca Comunitária Paulo Freire, Rua Almeida Brandão, Escada.

Quanto: Gratuito

Inscrições:

https://www.even3.com.br/seminario-hip-hop-o-quinto-elemento-788119/

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Cultura

Instituto Social EUMELANINA realiza batalha de rimas sobre eleições

Jamile Menezes

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Instituto Social EUMELANINA

O Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação realiza, neste sábado (24), em Escada (Subúrbio), a 10ª edição da batalha de rimas “KebraVerso-Confronto Lírico”, em uma edição temática, trazendo a política e o processo eleitoral para o centro das rimas e das reflexões.

A proposta é utilizar a força da cultura Hip Hop para estimular o pensamento crítico, valorizar a liberdade de expressão e ampliar o debate sobre democracia, cidadania e participação política, especialmente entre a juventude das periferias.

Ao chegar a sua 10ª edição, o evento reafirma a importância de ocupar os territórios com iniciativas culturais que incentivem o diálogo e a reflexão sobre a sociedade.

Desta vez, o contexto eleitoral será inspiração para os confrontos líricos, mostrando como a arte também pode contribuir para o debate público e para a construção de uma participação política mais consciente.

SERVIÇO

KebraVerso – Confronto Lírico | 10ª edição

Data: 24 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: 16h
Local: Sede do Instituto EUMELANINA – 1º andar da Biblioteca Comunitária Paulo Freire, Rua Almeida Brandão, Escada, Salvador (BA).
Tema: Eleições, democracia e participação política por meio da cultura Hip Hop

Foto: Hilary Fonseca

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Artes

Slam das Minas Bahia realiza final da temporada no dia 31

Kelly Bouéres

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Divulgação

A palavra dita, declamada e em protesto percorreu diferentes espaços de Salvador, atravessou histórias, denunciou violências e abriu caminhos para novas vozes. Agora, é hora de celebrar essa trajetória. No dia 31 de outubro, o Slam das Minas Bahia realiza a grande final da temporada 2026, das 18h às 22h, na Praça Tereza Batista, no Pelourinho. O encontro reúne as quatro poetas classificadas ao longo do segundo semestre, além de apresentações musicais de Cinara e Maku Ma Kixikanu, performance da House of Montenegro, representante da cultura ballroom, e discotecagem de Nai Kiese.

Após quatro batalhas classificatórias, a final marca o encerramento de mais um ciclo de encontros em torno da poesia falada. Ao longo da temporada, as slammers ocuparam espaços como a Casa das Editoras Baianas, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a Casa Preta e o Cine Teatro 2 de Julho, transformando experiências individuais e coletivas em versos que abordam identidade, racismo, desigualdades, afetos e resistência. Mais do que uma disputa, a batalha celebra a potência da palavra como instrumento de expressão, denúncia e transformação social.

Quatro poetas estão confirmadas na grande final: Amanda Rosa, vencedora da primeira classificatória, realizada durante a Flipelô; Duda Santhana, que conquistou a segunda batalha; Mírian dos Santos, vencedora da terceira etapa; e Piracema, que garantiu a última vaga na quarta classificatória, realizada no dia 17 de outubro, na Casa Preta.

Na grande final, as slammers disputarão o título de campeã da temporada 2026 e uma vaga na seletiva estadual. As apresentações serão avaliadas por um júri popular, que acompanhará as rodadas de poesia e participará diretamente da escolha da vencedora. As três primeiras colocadas receberão premiações de R$ 500, R$ 300 e R$ 200, respectivamente.

Poesia, música e cultura ballroom

A programação da final também celebra diferentes expressões artísticas que dialogam com a cultura negra, periférica e LGBTQIAPN+. Entre as atrações confirmadas está a House of Montenegro, que levará à Praça Tereza Batista uma apresentação de ballroom, cultura marcada pela dança, performance, identidade e construção de espaços de pertencimento e expressão.

A noite contará ainda com apresentações musicais de Cinara, cantora que participou do reality musical Estrela da Casa, da TV Globo,  e Maku Ma Kixikanu, grupo de percussão feminino, ampliando o encontro entre poesia, música e diferentes linguagens artísticas. A discotecagem ficará por conta de Nai Kiese, responsável por conduzir a trilha sonora da programação.

Nove anos de poesia e resistência

Em 2026, o Slam das Minas Bahia completa nove anos de atuação, consolidando-se como um espaço de fortalecimento da poesia falada e do protagonismo de mulheres na cena cultural baiana. Ao longo dessa trajetória, o projeto tem promovido batalhas, oficinas, debates e ações formativas, aproximando a literatura de diferentes públicos e territórios.
Nesta temporada, a programação também abriu espaço para reflexões sobre representatividade, profissionalização, violência e educação. Os encontros discutiram a presença das mulheres no mercado editorial, os desafios de viver da poesia, o enfrentamento à violência de gênero e o papel do Hip-Hop na formação e na construção de novas perspectivas para a juventude negra e periférica. Ao reunir essas discussões, o Slam das Minas Bahia reforçou seu papel como espaço de produção de conhecimento, circulação de experiências e construção coletiva.
A grande final chega como celebração de uma temporada em que a palavra foi instrumento de encontro, reflexão e resistência. Na Praça Tereza Batista, as vozes que atravessaram as classificatórias voltam a ocupar o palco para lembrar que a poesia também é uma forma de construir outros futuros.

“Há nove anos, fazemos da poesia um território onde mulheres podem disputar a própria narrativa, transformar silêncio em presença e ser reconhecidas pelo que criam. Cada poeta que chega a esta final carrega uma voz singular e amplia os caminhos para outras chegarem. Celebrar essa trajetória é afirmar que nossas palavras têm valor, nosso trabalho merece reconhecimento e nossa presença transforma a literatura”, afirma Ludmila Singa, slammaster do Slam das Minas Bahia.

SERVIÇO

O quê: Grande Final do Slam das Minas Bahia – Temporada 2026

Quando: 31 de outubro de 2026 (sábado), das 18h às 22h

Onde: Praça Tereza Batista, Pelourinho – Salvador (BA)

Finalistas: Amanda Rosa, Duda Santhana, Mírian dos Santos e Piracema.

Atrações musicais: Cinara e Maku Ma Kixikanu

Ballroom: House of Montenegro

Discotecagem: Nai Kiese

Premiação: R$ 300 (1º lugar), R$ 200 (2º lugar) e R$ 100 (3º lugar)

Entrada: gratuita

Mais informações: @slamdasminasba

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