Cultura
Projeto promove encontro gratuito sobre ‘Mulheres na Capoeira’
Reconhecer o legado e o protagonismo feminino na história, resistência e na continuidade da capoeira é o objetivo da roda de conversa “Mulheres na Capoeira”, que acontece no dia 30 de julho (quinta-feira), às 16h, no Mercado Modelo, com entrada gratuita. O encontro faz parte do projeto Patrimônio É…, projeto de educação patrimonial realizado pela Fundação Gregório de Mattos, que envolve pesquisadores, gestores, detentores, fazedores de cultura, estudantes e sociedade civil.
Segundo a gerente de Patrimônio da FGM, Roberta Ventura, a importância do tema está em debater como a presença das mulheres na capoeira faz parte do cotidiano dos espaços culturais e das comunidades onde essa tradição se mantém viva. “A roda de conversa propõe valorizar essas trajetórias, saberes e experiências, dando visibilidade ao protagonismo feminino na construção e continuidade da capoeira. Realizar esse encontro no Mercado Modelo fortalece essa relação com o território, um espaço marcado pela cultura baiana e pela presença constante da capoeira em seu dia a dia, reafirmando essa manifestação como prática de resistência, identidade, inclusão e transformação”.
O encontro reúne participantes que vão compartilhar as trajetórias e experiências na capoeira, fortalecendo o reconhecimento da participação feminina na construção dessa expressão cultural. Entre elas, está a mestra Geisa Torres, fundadora da Associação Cultural Bahia Ginga, autora de livros como ‘Capoeira Nossa Cultura’ e ‘Ginga Feminina São Elas’, voltados para a reflexão social e cultural da arte.
Outra convidada é Cristiane Santos Miranda, a mestra Nani, educadora física e referência na preservação da Capoeira Angola na Bahia. Neta de Mestre João Pequeno de Pastinha, ela se dedica ao ensino e à difusão do legado do avô desde 1995. À frente do projeto Pequenos do João e do Memorial João Pequeno de Pastinha, sua atuação destaca a capoeira como um instrumento essencial de formação humana, valorização da ancestralidade e fortalecimento da identidade cultural.
A roda de conversa também vai abordar o diálogo entre a capoeira e outras expressões corporais de resistência, como a cultura Ballroom e a linguagem Vogue. A discussão sobre este tema será comandada pela artista travesti negra e performer multidisciplinar, Puma Camillê. Ela criou uma linguagem única que funde a capoeira com outras expressões de resistência e afirmação identitária. É fundadora do movimento “Capoeira para Todes”, focado na inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ e corpos dissidentes, e já levou sua prática a mais de 40 países.
Patrimônio É…
Projeto de Educação patrimonial realizado pela FGM desde 2017, o ‘Patrimônio É…’ começou na Igreja da Barroquinha – local onde surgiu o primeiro Candomblé Ketu do Brasil e cujo espaço é patrimônio cultural nacional reconhecido pelo Iphan – e passou por outros locais de Salvador, a exemplo da Feira de São Joaquim, Ladeira da Preguiça, Mercado de São Miguel, Casa do Benin, Pedra de Xangô e Igreja do Rosário dos Pretos, entre outros.
A iniciativa realiza encontros sobre temas relacionados ao patrimônio cultural de Salvador, envolvendo pesquisadores, gestores, detentores, fazedores de cultura, estudantes e sociedade em geral, com a proposta de promover a reflexão sobre a importância da história e identidade, preservação e salvaguarda do patrimônio material e imaterial, fortalecendo o vínculo entre as pessoas e os territórios onde vivem.
Serviço:
Patrimônio É… “Mulheres na Capoeira”
Onde: Mercado Modelo
Quando: 30 de julho (quinta-feira)
Horário: 16h
Entrada gratuita
Cultura
Seminário debate Hip-Hop como espaço de transformação social
O Hip-Hop vai muito além da música, da dança e da arte urbana. É também uma forma de produzir conhecimento, construir identidades e transformar realidades. É a partir dessa perspectiva que o Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação realiza, nos dias 4, 5 e 6 de novembro de 2026, em Salvador, o Seminário Hip-Hop- O Quinto Elemento, um encontro dedicado ao diálogo entre cultura, educação e produção de conhecimento.
Com inscrições gratuitas, o evento pretende reunir pesquisadores, estudantes, educadores, artistas, produtores culturais, coletivos, movimentos sociais e integrantes da comunidade para compartilhar pesquisas, experiências e saberes construídos dentro e fora dos espaços acadêmicos.
Para a presidenta do Instituto, Udi Santos, o Hip-Hop sempre foi um espaço de construção de conhecimento, resistência e transformação social. “Com o Seminário queremos fortalecer o reconhecimento dos saberes que nascem nas periferias, valorizar as experiências de quem constrói essa cultura diariamente e ampliar o diálogo entre os territórios, a universidade e a sociedade”, afirma.
A programação contará com atividades na sede do Instituto EUMELANINA, no Colégio Estadual Barros Barreto e na Universidade Federal da Bahia (UFBA), com ações realizadas em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Educação Transformadora: Antirracismo, Interseccionalidade e Justiça Social na América Latina, ampliando o diálogo entre a produção acadêmica, os movimentos culturais e os conhecimentos construídos nos territórios.
Com abrangência nacional, o Seminário também terá a presença de pesquisadores de diferentes territórios do Brasil, promovendo o intercâmbio de experiências, pesquisas e perspectivas sobre o Hip-Hop, a educação e as relações raciais. A participação de representantes de diferentes regiões fortalece o caráter nacional do encontro e amplia o debate sobre o Hip-Hop como campo de produção de conhecimento.
A proposta é ampliar o reconhecimento do Hip-Hop como uma cultura que produz conhecimento a partir das vivências de seus participantes e das realidades dos territórios onde o movimento se desenvolve. O seminário também abre espaço para reflexões sobre antirracismo, educação e as perspectivas para o presente e o futuro da cultura urbana.
Tradicionalmente, o Hip-Hop é associado a quatro elementos: MC, DJ, breaking e graffiti. O quinto elemento, o conhecimento, destaca a dimensão educativa, crítica e política do movimento, valorizando a capacidade de seus integrantes de interpretar a realidade, construir narrativas próprias e produzir novas possibilidades de futuro.
É essa dimensão que orienta o seminário, aproximando a produção acadêmica dos saberes populares e das experiências vividas nas periferias. A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre universidade, movimento cultural e sociedade, reconhecendo artistas, educadores e agentes culturais como produtores de conhecimento.
O seminário nasce dessa ideia de unir a sabedoria da universidade com a vivência e a cultura de quem faz acontecer diariamente. Valorizando artistas, educadores e fazedores de cultura como grandes criadores do saber.
Sobre o Instituto:
Fundado em 2017, o Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação atua na promoção da arte, da cultura e da educação, utilizando especialmente o Hip-Hop como ferramenta de transformação social. Com atuação vinculada aos territórios periféricos de Salvador, a instituição desenvolve iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades e ao fortalecimento de crianças, jovens e adultos.
Ao promover o seminário, o Instituto reafirma a importância de criar espaços de encontro entre diferentes experiências e formas de aprendizagem, contribuindo para a valorização da cultura periférica e para o reconhecimento dos conhecimentos produzidos nesses territórios.
A programação completa, com as atividades, os horários e os locais de realização, pode ser consultada na página oficial de inscrições.
SERVIÇO
O quê: Seminário Hip-Hop – O Quinto Elemento
Quando: 4, 5 e 6 de novembro de 2026
Onde: Sede do Instituto Eumelanina- 1º andar da Biblioteca Comunitária Paulo Freire, Rua Almeida Brandão, Escada.
Quanto: Gratuito
Inscrições:
https://www.even3.com.br/
Cultura
Instituto Social EUMELANINA realiza batalha de rimas sobre eleições
O Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação realiza, neste sábado (24), em Escada (Subúrbio), a 10ª edição da batalha de rimas “KebraVerso-Confronto Lírico”, em uma edição temática, trazendo a política e o processo eleitoral para o centro das rimas e das reflexões.
A proposta é utilizar a força da cultura Hip Hop para estimular o pensamento crítico, valorizar a liberdade de expressão e ampliar o debate sobre democracia, cidadania e participação política, especialmente entre a juventude das periferias.
Ao chegar a sua 10ª edição, o evento reafirma a importância de ocupar os territórios com iniciativas culturais que incentivem o diálogo e a reflexão sobre a sociedade.
Desta vez, o contexto eleitoral será inspiração para os confrontos líricos, mostrando como a arte também pode contribuir para o debate público e para a construção de uma participação política mais consciente.
SERVIÇO
KebraVerso – Confronto Lírico | 10ª edição
Data: 24 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: 16h
Local: Sede do Instituto EUMELANINA – 1º andar da Biblioteca Comunitária Paulo Freire, Rua Almeida Brandão, Escada, Salvador (BA).
Tema: Eleições, democracia e participação política por meio da cultura Hip Hop
Foto: Hilary Fonseca
Artes
Slam das Minas Bahia realiza final da temporada no dia 31
A palavra dita, declamada e em protesto percorreu diferentes espaços de Salvador, atravessou histórias, denunciou violências e abriu caminhos para novas vozes. Agora, é hora de celebrar essa trajetória. No dia 31 de outubro, o Slam das Minas Bahia realiza a grande final da temporada 2026, das 18h às 22h, na Praça Tereza Batista, no Pelourinho. O encontro reúne as quatro poetas classificadas ao longo do segundo semestre, além de apresentações musicais de Cinara e Maku Ma Kixikanu, performance da House of Montenegro, representante da cultura ballroom, e discotecagem de Nai Kiese.
Após quatro batalhas classificatórias, a final marca o encerramento de mais um ciclo de encontros em torno da poesia falada. Ao longo da temporada, as slammers ocuparam espaços como a Casa das Editoras Baianas, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a Casa Preta e o Cine Teatro 2 de Julho, transformando experiências individuais e coletivas em versos que abordam identidade, racismo, desigualdades, afetos e resistência. Mais do que uma disputa, a batalha celebra a potência da palavra como instrumento de expressão, denúncia e transformação social.
Quatro poetas estão confirmadas na grande final: Amanda Rosa, vencedora da primeira classificatória, realizada durante a Flipelô; Duda Santhana, que conquistou a segunda batalha; Mírian dos Santos, vencedora da terceira etapa; e Piracema, que garantiu a última vaga na quarta classificatória, realizada no dia 17 de outubro, na Casa Preta.
Na grande final, as slammers disputarão o título de campeã da temporada 2026 e uma vaga na seletiva estadual. As apresentações serão avaliadas por um júri popular, que acompanhará as rodadas de poesia e participará diretamente da escolha da vencedora. As três primeiras colocadas receberão premiações de R$ 500, R$ 300 e R$ 200, respectivamente.
Poesia, música e cultura ballroom
A programação da final também celebra diferentes expressões artísticas que dialogam com a cultura negra, periférica e LGBTQIAPN+. Entre as atrações confirmadas está a House of Montenegro, que levará à Praça Tereza Batista uma apresentação de ballroom, cultura marcada pela dança, performance, identidade e construção de espaços de pertencimento e expressão.
A noite contará ainda com apresentações musicais de Cinara, cantora que participou do reality musical Estrela da Casa, da TV Globo, e Maku Ma Kixikanu, grupo de percussão feminino, ampliando o encontro entre poesia, música e diferentes linguagens artísticas. A discotecagem ficará por conta de Nai Kiese, responsável por conduzir a trilha sonora da programação.
Nove anos de poesia e resistência
Em 2026, o Slam das Minas Bahia completa nove anos de atuação, consolidando-se como um espaço de fortalecimento da poesia falada e do protagonismo de mulheres na cena cultural baiana. Ao longo dessa trajetória, o projeto tem promovido batalhas, oficinas, debates e ações formativas, aproximando a literatura de diferentes públicos e territórios.
Nesta temporada, a programação também abriu espaço para reflexões sobre representatividade, profissionalização, violência e educação. Os encontros discutiram a presença das mulheres no mercado editorial, os desafios de viver da poesia, o enfrentamento à violência de gênero e o papel do Hip-Hop na formação e na construção de novas perspectivas para a juventude negra e periférica. Ao reunir essas discussões, o Slam das Minas Bahia reforçou seu papel como espaço de produção de conhecimento, circulação de experiências e construção coletiva.
A grande final chega como celebração de uma temporada em que a palavra foi instrumento de encontro, reflexão e resistência. Na Praça Tereza Batista, as vozes que atravessaram as classificatórias voltam a ocupar o palco para lembrar que a poesia também é uma forma de construir outros futuros.
“Há nove anos, fazemos da poesia um território onde mulheres podem disputar a própria narrativa, transformar silêncio em presença e ser reconhecidas pelo que criam. Cada poeta que chega a esta final carrega uma voz singular e amplia os caminhos para outras chegarem. Celebrar essa trajetória é afirmar que nossas palavras têm valor, nosso trabalho merece reconhecimento e nossa presença transforma a literatura”, afirma Ludmila Singa, slammaster do Slam das Minas Bahia.
SERVIÇO
O quê: Grande Final do Slam das Minas Bahia – Temporada 2026
Quando: 31 de outubro de 2026 (sábado), das 18h às 22h
Onde: Praça Tereza Batista, Pelourinho – Salvador (BA)
Finalistas: Amanda Rosa, Duda Santhana, Mírian dos Santos e Piracema.
Atrações musicais: Cinara e Maku Ma Kixikanu
Ballroom: House of Montenegro
Discotecagem: Nai Kiese
Premiação: R$ 300 (1º lugar), R$ 200 (2º lugar) e R$ 100 (3º lugar)
Entrada: gratuita
Mais informações: @slamdasminasba
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