Música
Grupo Botequim celebra 20 anos de roda de samba no Santo Antônio
Nesta sexta-feira (9), às 21h, o Grupo Botequim realiza uma edição comemorativa da sua tradicional roda de samba no Pátio da Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, em homenagem ao aniversário de 20 anos do grupo.
Estarão presentes os artistas Ritta Faromi, Gal do Beco, Walmir Lima, Guiga de Ogum, Seu Regi de Itapuã e Pedrão Abib.
Com diferentes vivências no samba, as atrações se unem aos integrantes para uma roda que acolhe antigos parceiros, fãs de longa data e novos públicos.
“Uma das maiores conquistas foi construir um público firme, fiel, que ao longo desses 20 anos foi crescendo e se transformando, chegando à nova geração. A gente não se moldou para mudar nossa identidade, apenas se manteve firme no que queria e o público foi naturalmente se identificando com o nosso trabalho, entendendo a importância dessa memória e preservação que mantemos até hoje. Também ganhamos o respeito da velha guarda do samba de Salvador, o que para a gente sempre foi muito importante. Temos a certeza de que contribuímos para que as rodas de samba tradicionais ocupassem as ruas e aproximassem essa manifestação das pessoas”, destaca Roberto Ribeiro, fundador e cavaquinista.
Desafios
Único membro remanescente da primeira formação do Grupo Botequim, Roberto Ribeiro relembra as dificuldades enfrentadas para manter um trabalho artístico independente.
“Não foi fácil, mas foi positivo e rico. Aprendi muito, cresci com o samba e o Botequim me trouxe para esse lugar de muita responsabilidade, de não desistir do trabalho, de manter a nossa chama acesa. Quando eu olho para trás e vejo esse legado firme e forte, me dá muito orgulho. O samba é isso, resistência e luta sempre”, afirma.
O grupo é formado por Roberto Ribeiro (cavaquinho e voz), Washington Rodrigues (violão e voz), Tito Fukunaga (flauta), Rafael Bolota (percussão), Lalá Evangelista (percussão e coro) e Jadson Brinquedo (surdo e coro). Juntos, eles contribuem para o fortalecimento do Botequim como uma das principais referências do samba na Bahia e reafirmam o seu compromisso com a valorização da cultura popular.
SERVIÇO
Roda de Samba do Grupo Botequim – Especial 20 anos
Local: Pátio da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo
Data: 09/10 (sexta-feira)
Horário: 21h | Abertura da casa às 20h
Ingressos: AQUI
Música
Rachel Reis retorna ao Festival Sangue Novo com a Divina Tour
A cantora Rachel Reis retorna ao Festival Sangue Novo com a Divina Tour, no próximo dia 18 de outubro, no Trapiche Barnabé, em Salvador.
A trajetória da cantora ganhou destaque nacional com músicas como “Maresia”, que já ultrapassa 36 milhões de streams no Spotify, e “Bateu”, parceria com os Gilsons que supera 25 milhões de reproduções na plataforma. Hoje, a cantora já acumula duas indicações ao Grammy Latino pelos álbuns “Meu Esquema” e “Divina Casca”, ampliando a presença em espaços de destaque da música brasileira.
“Pra mim é uma troca muito bonita. Meu trabalho mostra para as meninas negras que é possível, assim como tem sido possível pra mim, e a minha música carrega isso também. E elas me devolvem tudo em acolhimento e carinho. A mensagem que eu deixo é simples: confie no seu instinto”, afirma Rachel.
Rachel transita por referências como axé, afrobeats, reggae e pop eletrônico, mantendo a identidade regional como parte natural de seu processo criativo.
“Eu sou regional, assim como sou cosmopolita. Meu trabalho é de raiz e de antena. Eu mantenho minhas raízes visíveis independentemente do que eu esteja cantando e do que o momento pede. Isso é inerente a mim e acontece de forma completamente natural: sou só eu sendo eu, musicalmente, desde 2020 quando me lancei no autoral. Minha música parte da Bahia e circula entre universos musicais diferentes, porque sou muito atenta a tudo ao meu redor, e é isso que traz frescor pro meu trabalho. Sou a cantora que sou muito porque vim de um lugar extremamente musical e cheio de camadas. Tudo isso vai na bagagem na hora de construir minha música”, afirma.
Retornando ao palco que marcou um momento importante de sua trajetória, Rachel Reis se junta a doze artistas na 8ª edição do Festival Sangue Novo, que acontece nos dias 17 e 18 de outubro.
O line-up desta edição traz Céu, Rachel Reis, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká, DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto, Brega a Dois, Totô de Babalong e DJ Rick Nogueira.
O projeto tem patrocínio da Tim e do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Cultura e Secretaria da Fazenda. Apoio ProCultura, com realização da Maré Produções Culturais.
SERVIÇO:
[Festival Sangue Novo VIII]
Local: Trapiche Barnabé – Av. Jequitaia, 5 – Comércio, Salvador – BA;
Datas: 17 e 18 de outubro;
Ingressos: via Sympla.
Foto: Érico Toscano
Música
Cantora e compositora Briane Capinan lança single “Amargô Feito Féu”
Dor, superação e redescoberta,tudo que o fim de uma relação pode deixar. É a partir dessa experiência que a cantora, compositora e atriz baiana Briane Capinan lança, no dia 9 de outubro de 2026, o single “Amargô Feito Féu”.
A faixa transforma uma experiência de ruptura em uma afirmação de amor-próprio. Briane constrói uma canção sobre consciência, potência e reconhecimento de si ao narrar o momento em que uma mulher reconhece sua força e decide não retornar para uma relação que já não a valorizava.
A composição utiliza metáforas ligadas às orixás Osún e Oyá e à energia de Pombagira, evocada por elementos como o mel, o vento, o vinho e o ouro. A ideia central da música nasce justamente desse contraste:
Quem não soube apreciar o seu “mel” agora precisa lidar com o gosto amargo do “fel”.
O “fel” também aparece na composição a partir de uma metáfora culinária. A referência vem de uma pequena parte da galinha que, quando se rompe, pode comprometer o sabor de toda a carne, tornando necessário descartá-la por completo.
Na música, a imagem representa aquilo que, depois de uma experiência amarga, já não pode ser preservado da mesma maneira. Reconhecer esse momento também é uma forma de cuidado consigo.
A canção tem como ponto de partida uma cantiga de jurema dos caboclos e boiadeiros, aprendida por Briane em seu ilê:
“A Jurema é doce, doce feito mel;
quem não sabe beber, ela amarga feito fel.”
Uma mistura msuical de xote do forró ao pagodão baiano, resultando em uma sonoridade marcada pelo swing e pela identidade musical baiana da artista.
A parceria também traz mais personalidade: Chibatinha, guitarrista do ÀTTØØXXÀ, imprime sua assinatura à faixa.
“Amargô Feito Féu é o meu grito de resiliência. Eu achei que não conseguiria superar um amor que só me fazia mal, mas pude perceber que o maior valor está no amor-próprio e foi através da minha espiritualidade que pude compreender e enxergar isso” – Briane Capinan
SOBRE ELA
Natural de Feira de Santana (BA) e atualmente residente em Salvador, Briane Capinan iniciou sua trajetória musical em 2015. Cantora, compositora, atriz e multiartista, encontra na música um espaço para expressar as diferentes faces do amor, das vivências pessoais e da ancestralidade.
Sua produção transita por referências como afoxé, afrobeat e swingueira, em diálogo com os ritmos baianos e o axé. Em suas canções, a artista transforma experiências pessoais em narrativas sobre afeto, identidade, desejo e memória, criando conexões com o público a partir de uma perspectiva marcada pela cultura afro-brasileira.
Em 2026, Briane foi selecionada como uma das cinco finalistas do Mira Lab, projeto realizado pelo Instituto A Mulherada voltado à formação e ao desenvolvimento de carreira de cantoras negras e periféricas de Salvador. Como parte da iniciativa, a artista passou por um processo de desenvolvimento artístico e musical que culmina no lançamento de uma música autoral.
Para Briane Capinan, participar do projeto também representou um momento de reafirmação de sua trajetória artística:
“Eu digo que o Mira Lab foi o meu grito de esperança. Pois me encontrou no momento em que mais precisava de afirmação sobre o meu propósito enquanto artista. Por ter que lidar com tudo sozinha sendo cantora independente, já me via sem esperanças. Mas o Mira Lab me olhou, me ouviu e fez com que a minha voz se fortalecesse para continuar nessa jornada.”
Foto: Gustavo Maia
FIQUE LIGADA(O): https://distro.ffm.to/amargo_feito_feu
Música
Nayri lança novo single “Noite de uma terça-feira azul”com Vinijoe
Uma terça-feira à noite, um encontro em Brasília e um poema escrito oito anos antes. É desse percurso que nasce “Noite de uma terça-feira azul”, novo single de Nayri com Vinijoe, que chega às plataformas digitais em 6 de outubro.
A canção começou em 2018, quando Nayri escreveu o poema “Travessia”. O texto foi apresentado no No Punchcast, do Ondas Minas e passou a integrar o livro de poemas-canções Eu Quero Falar de Amor. Em 2026, ao receber o Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-Brasileiras, da Fundação Cultural Palmares, o texto ganhou outra forma.
Foi quando a artista encontrou Vinijoe, compositor e cantor de Belo Horizonte. Produzida por Ally Akin, no Black Monster Studio, em Brasília, “Noite de uma terça-feira azul” se constrói no samba-rap. A faixa aproxima a escrita poética de Nayri da experiência de Vinijoe com o gênero e desloca a artista para um território diferente daquele pelo qual seu trabalho musical costuma ser reconhecido, marcado por referências do R&B, jazz e música afro-brasileira.
Nayri fala da trajetória do single:
“Sinto o verde que nos une”
Nayri
Quem é NAYRI?
Nayri é cantora, escritora e pesquisadora baiana. Conquistou o Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-Brasileiras da Fundação Cultural Palmares com seu primeiro single, Mergulho. A canção originou um videoclipe premiado em festivais nacionais e internacionais. Lançou Convite, Aiyê, Axé e Águas para Oxalá, apresentadas em Salvador, Brasília e Curitiba. Integra a rede de embaixadoras do Women’s Music Event.
Investiga o Poetry Slam pela antropologia da performance na Universidade Federal da Bahia. Participou da residência internacional Crise da Democracia na América Latina e do Iberescena Lab. Constrói o single e o audiovisual Nega em parceria com o Mira Lab e o Instituto A Mulherada.

Vinijoe
Quem é Vinijoe?
Vinijoe é MC, cantor, compositor, educador social, ator e modelo mineiro que transforma vivências periféricas em música, unindo rap e samba em uma identidade própria. Nascido e criado no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, iniciou sua trajetória artística em 2016, aos 16 anos, e desde então vem construindo uma carreira marcada pela versatilidade, pela valorização da cultura negra e pela narrativa de quem vive a periferia de dentro.
Vencedor nacional do Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-Brasileiras, da Fundação Palmares, e do Prêmio Energia da Cultura, Vinijoe também foi finalista do Prêmio A Voz da Periferia 2025.
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