Carnaval
Bloco Alvorada comemora 45 anos com shows e missa!

Vadinho França Fto Fafá Araújo
No próximo dia 12 (domingo), o Bloco Alvorada comemora 45 anos de existência e vanguarda no segmento dos blocos de samba e no Carnaval de sexta-feira em Salvador. A comemoração começa com uma celebração religiosa, às 10h, na Igreja do Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho. Os shows na festa Diversidade do Samba com representantes autênticos do ritmo começam, às 15h30, na praça Tereza Batista, também no Pelô.
Para festejar a trajetória e importância do pioneiro bloco do gênero da Bahia, a roda de samba contará com os grupos Bambeia, Partido Popular, Movimento e participações de Bira (Negros de Fé), Valdélio França e Marco Poca Olho. O ingresso solidário custa R$ 10. O evento é uma prévia do desfile do Carnaval 2020 que tem como tema “45 anos depois” quando a agremiação vai contar sua própria história.
“Fomos o pioneiro do carnaval da sexta-feira que não existia antes de 1975. Além do nosso compromisso de sempre homenagear entidades e falar de temas relacionados com a nossa história, com a cultura negra. Tudo isso priorizando o samba raiz. Samba no Alvorada não é opção, é regra. Nossas músicas nunca foram para as rádios ou televisão, mas quando o povo legitima, não tem jeito. Ninguém pode falar de samba, sem falar do Alvorada”, disse o presidente do Alvorada, Vadinho França.
SERVIÇO
O que: Aniversário de 45 anos do bloco Alvorada com Festa da Diversidade do Samba
Quando: 12 de janeiro (domingo), às 15h30
Atrações musicais: Bambeia, Partido Popular, Movimento, além das participações de Valdélio França, Marco Poca Olho e Bira (Negros de Fé)
Local: Praça Tereza Batista, Pelourinho
Ingresso solidário: R$ 10
Carnaval
Bloco Afro Os Negões leva legado dos povos africanos para avenida
“Colocar o Bloco Afro Os Negões na rua todos os anos é atravessar um tempo de tradição que exige coragem, organização e resistência. Mesmo diante das dificuldades, seguimos firmes com o compromisso de manter nossos cortejos como parte viva da cultura negra brasileira. Somos patrimônio imaterial deste país”, lembrou Paulo Roberto, presidente do Bloco Afro Os Negões.
“Mesmo diante de circunstâncias imprevistas que impossibilitaram nossa presença na Avenida, manifestamos nosso profundo reconhecimento à relevância histórica, cultural e política do Bloco Afro Os Negões no Carnaval da Bahia. Como forma de honra à sua trajetória de luta e contribuição fundamental à cultura afro-brasileira, concedemos oficialmente ao Bloco Os Negões o Título de Reconhecimento.”
“Desfilar com o Bloco Afro Os Negões é uma sensação que não cabe em palavras — é arrepio, é orgulho, é entender que faço parte de algo muito maior do que eu. Estar em cima do trio como Negro Lindo 2026 não é só dançar, é carregar uma história inteira no corpo. Cada passo é memória, cada movimento é resistência. Quando olho a pipoca lá de cima, não vejo só gente: vejo um povo vivo, celebrando a própria existência”, contou Júnior.
Carnaval
TriKaciQ marca presença no Carnaval com música de origem quilombola
Misturando clássicos do carnaval baiano com um repertório autoral de influências rítmicas do samba quilombola, reggae e ijexá, a banda TriKaciQ, originária de Irará (BA), marcou presença em mais um ano no Carnaval de Salvador. Integrando a programação oficial promovida pela prefeitura, o grupo se apresentou nos dias 14 e 17 de fevereiro, nos bairros Rio Vermelho e Pelourinho, dois espaços que reafirmam a proposta de descentralizar a folia e valorizar a diversidade sonora da cidade.
No Rio Vermelho, o encontro foi intenso e vibrante. O público cantou em coro, dançou e transformou o Largo da Mariquita em um território de celebração coletiva. No Palco Multicultural, no coração do Pelourinho, a apresentação ganhou ainda mais simbolismo. O espaço, dedicado à valorização da música brasileira e das expressões culturais ligadas à ancestralidade do Centro Histórico, recebeu a TriKaciQ como um movimento musical que conecta tradição e contemporaneidade.
Com 25 anos de trajetória, a TriKaciQ levou para a folia uma sonoridade que atravessa gerações e reafirma a força cultural do interior da Bahia. Formado por Jussa Souza e seus filhos João Rafael e Thi Mendes, o trio é criador do Sambarilê, ritmo autoral que une o samba de roda dos quilombos iraraenses a elementos do forró e do merengue. Ao lado dos músicos Felipe Guedes, Marcelo Tribal, Leo Jesus e Nino Bezerra, a TriKaciQ levou aos foliões um repertório dançante, repleto de tradição e marcado pela fusão de heranças afro-baianas.
“Foi um carnaval de muita entrega e energia. É uma alegria muito grande participar da maior festa de rua do Brasil, levando a nossa cultura popular e identidade musical do interior da Bahia para se conectar com foliões de diferentes gerações”, destacou o grupo.
Carnaval
Pulsa Reggae consolida palco roots no Carnaval do Pelourinho
Entre becos de pedra e casarões históricos, o som do reggae tomou conta do Pelourinho durante quatro dias de Carnaval e atraiu, em média, cerca de 4 mil pessoas ao palco Reggae da Gente. Montada na Praça do Artesanato, na rua Gregório de Matos, a estrutura se firmou como ponto de encontro para quem buscava, no Centro Histórico de Salvador, uma folia marcada por mensagens de resistência, espiritualidade e celebração da cultura roots.
Realizado pela Associação Alzira do Conforto, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), o projeto Pulsa Reggae reafirmou a força da cultura roots em meio à diversidade de ritmos que dominam o Carnaval. Durante quatro dias, artistas e DJs transformaram a praça em território de resistência e celebração.
A abertura, no sábado (14), já indicava o tom da programação. DJ Dani Lova conduziu o público por clássicos do reggae roots e sonoridades contemporâneas, preparando o ambiente para Tulani Masai e Banda, que equilibraram releituras e composições autorais marcado pela potência vocal e presença de palco. Em seguida, Lutte manteve a energia em alta, enquanto Alumínio trouxe letras de forte crítica social. Anastacia Roots encerrou a primeira noite com canções que exaltaram ancestralidade e resistência, fazendo todo público da praça cantar e dançar.
No domingo (15), o DJ Woston do Reggae abriu os trabalhos e manteve o público aquecido para a banda De Kara no Reggae, que entregou um show vibrante. Em seguida, Edy Vox apostou em interpretações que transitaram entre romantismo e consciência social, lotando a praça dos artesanatos. Fechando a noite, Victor Cena reafirmou a força da nova geração do reggae maranhense, com repertório autoral e presença marcante.
Na segunda-feira (16), o DJ Falcom iniciou a programação com clássicos que atravessam gerações. Em seguida, a banda Cativeiro reforçou mensagens de resistência e identidade em um show potente e dançante. Ricardo Reina manteve o clima roots, preparando o público para a apresentação de Duda Diamba, que levou ao palco sucessos que seguem atuais e carregados de significado. Mavi fechou a noite mantendo a vibração elevada até os últimos acordes.
O encerramento, na terça-feira (17), reuniu público fiel desde as primeiras horas. DJ Branco abriu a programação, seguindo de Rogério Noronha, que apresentou repertório envolvente. A Banda Dissidência trouxe forte presença instrumental e consistência sonora. No momento final do projeto, Paulinho Ganaê Banda recebeu a participação especial de Márcio Dred, em uma celebração simbólica da trajetória do reggae na Bahia, selando o palco Reggae da Gente como um dos pontos altos do Carnaval no Centro Histórico.
Ao longo dos quatro dias, o Pulsa Reggae mostrou que, mesmo em meio ao axé, ao samba e às diversas expressões que compõem a maior festa de rua do mundo, o reggae mantém seu espaço de protagonismo. Mais que shows, o que se viu no Pelourinho foi a reafirmação de uma identidade cultural que resiste, celebra e pulsa forte, coletiva e enraizada na história da Bahia.
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