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Artes

Acervo Zumví lança site com imagens históricas do movimento negro

Jamile Menezes

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Manifestação contra genocídio no Afoxé Kori-Efan. Ano. 2019. Foto. Lázaro Roberto

 

No próximo dia 13 de maio, o ZUMVÍ – Arquivo Afro Fotográfico lançará o site www.zumvi.com.br e uma exposição virtual Memórias de Resistências Negras, com 55 imagens que trazem 08 temas de importantes momentos da história e trajetórias do movimento negro: Militantes Falecidos do MNU, Nelson Mandela na Bahia, Política de Ações Afirmativas, Grupo de Mulheres MNU, Manifestação Contra Intolerância, Quilombo Rio das Rãs, Marcha Contra o Genocídio do Povo Negro e Três Grandes Pautas.

O Zumvi registra há cerca de 30 anos as manifestações do movimento negro e o cotidiano dos afrodescendentes em diversas temáticas e contextos populares. São mais de 30 mil fotogramas que registram  momentos marcantes da luta negra nas últimas quatro décadas, bem como expressões artísticas e do cotidiano da população mais negra fora do continente africano.

O nome “Zumvi” é uma palavra fotográfica criada a partir do “Zum” da lente, e “VI” do olho, é trazer a realidade que está longe, mais para perto. Atualmente, o projeto é coordenado por Lázaro e com produção executiva do historiador José Carlos Ferreira, que também vem desenvolvendo e facilitando pesquisas acadêmicas sob o acervo no campo da memória, da cultura e da raça.

O lançamento acontecerá nas redes sociais do projeto: Instagram Facebook  Youtube

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Artes

Espetáculo de resistência negra participa de circuito de artes cênicas

Kelly Bouéres

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Dandara na Terra dos Palmares
Fábio Bouzas

O espetáculo baiano “Dandara na Terra dos Palmares”, da Arte Sintonia Companhia de Teatro, segue ampliando seu alcance pelo país ao integrar a 28ª edição do Palco Giratório, maior circuito de circulação de artes cênicas do Brasil.

Ao longo da circulação nacional, o projeto realizará 28 apresentações e atividades formativas em 12 estados brasileiros, levando ao público uma potente reflexão sobre ancestralidade, identidade e resistência negra.

Desde sua estreia, em 2022, “Dandara na Terra dos Palmares” já emocionou mais de 45 mil espectadores e consolidou-se como uma das produções mais relevantes do teatro baiano contemporâneo. Indicada ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias Melhor Espetáculo Infantojuvenil e Melhor Direção, a peça também marcou presença em importantes eventos literários, como a Flica e a Flipelô. 

A obra aborda, de forma sensível e potente, questões ligadas ao racismo estrutural, à ancestralidade negra e à construção da autoestima infantil, acompanhando a trajetória de Dandara, uma menina negra que aprende a reconhecer a força de sua identidade ao mergulhar simbolicamente na história do Quilombo dos Palmares.

Com texto de Antônio Marques e direção de Agamenon de Abreu, o espetáculo mistura fantasia e realidade para estimular reflexões sobre pertencimento, resistência e educação antirracista. A trilha sonora original assinada por Emille Lapa e Natalyne Santos reforça a atmosfera emocional da montagem, que conta ainda com as atuações de Maria Alice Xavier, Yandra Góes, Denise Correia, Gilson Garcia, Leonardo Freitas, Pablo Pereira e Natalyne Santos.

A turnê nacional terá início em maio, com apresentações no Rio Grande do Sul e Espírito Santo, passando ainda por Pernambuco e diversas cidades de Santa Catarina nos meses de junho e julho. Em agosto, o espetáculo chega a Minas Gerais e São Paulo; em setembro, circula por Mato Grosso do Sul, Pará, Amapá e Maranhão; em outubro, será apresentado no Ceará; e, em novembro, encerra a circulação com atividades e apresentações no Paraná e no Rio Grande do Sul. 

O projeto conta ainda com ações formativas e encontros, ampliando o diálogo entre artistas e o público. Entre as atividades está a oficina “Corpo, Voz e Ancestralidade – Musicalização Através do Teatro”, ministrada por Natalyne Santos, atriz e diretora musical, que propõe uma vivência integrada entre expressão corporal, voz e heranças culturais afro-brasileiras. Já o “Pensamento Giratório” será conduzido por Denise Correia, atriz, cantora e integrante da Arte Sintonia, em uma reflexão coletiva abordando identidade cultural, ancestralidade, racismo, resistência e o papel da música como narrativa cênica.

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Artes

MUNCAB em Salvador recebe edição do Festival Fora da Caixola

Kelly Bouéres

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No dia 31 de maio, o MUNCAB- Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira em Salvador recebe a primeira edição doFestival Fora da Caixola, iniciativa inédita que une arte, ludicidade e inclusão em uma tarde dedicada ao universo circense. A programação acontece das 14h às 18h e é voltada para crianças de 4 a 12 anos, além de suas famílias.

Idealizado pelo produtor cultural David França, o festival surge como uma proposta de transformação social, estimulando a autonomia, a criatividade e a imaginação das crianças. A iniciativa reforça a importância da democratização do acesso à cultura ao oferecer uma programação gratuita e acessível.

Além das apresentações circenses, o evento contará com oficinas de confecção de adereços circenses. Nessas atividades práticas, os participantes poderão criar seus próprios chapéus coloridos, narizes de palhaço e varinhas mágicas, aproximando-se do fazer artístico de forma participativa, educativa e lúdica.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

SERVIÇO
Evento: Festival Fora da Caixola (1ª edição)

Data: 31 de maio (domingo)

Horário: das 14h às 18h

Local: MUNCAB – Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira
(Rua das Vassouras, 25 – Centro Histórico, Salvador – BA)

Público-alvo: crianças de 4 a 12 anos

Entrada: gratuito

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Artes

Mostra retrata o Centro Histórico e sua fusão com o Rio Vermelho

Kelly Bouéres

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Obra de Alba Trindade
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Quadros e esculturas que transmitem legados ancestrais, história e memória. Esta é a proposta da exposição “Pelourinho: Ecos de Pedra, Mar e Encantaria — do coração da cidade ao Rio Vermelho”. Com curadoria de Tati Sampaio, traz 25 artistas visuais retratando o Centro Histórico através de um viés cultural, religioso e territorial. A abertura, para convidados e imprensa, será no dia 02 de junho, das 19h às 21h. O público poderá conferir as obras a partir do dia 03 até 04 de julho, na Confraria das Ostras, no Rio Vermelho.

Os artistas desta edição são Adriana Campelo, Alba Trindade, Alexandre Soares, Augusto Wences, Bruno Pamponet, Calixto, Carmen Freaza, Célia Mallett, Coletivo Fuerza Natura, Cristinne Castro, Fred Sá, Gabriela Cruz, Graça Lima, Helena Maria Cruz, Josefa Amorim, Kátia Cunha, Maria Laura Sourbeck, Maria Nazaré Santos, Matheus Andrade, Pico Garcez, Rosana Asfora, Sônia Amorim, Sônia Castro, Tati Sampaio e Vini Dendê. O grupo traz uma diversidade de linguagens artísticas, com o uso de cerâmica, pintura, escultura e instalação. 

Pelourinho: força e vivência que se estende até o Rio Vermelho

Inspirada na força simbólica do Pelourinho, um dos principais marcos culturais do Brasil, a mostra reúne obras que dialogam com as heranças afro-diaspóricas e os vestígios urbanos que constituem a identidade de Salvador. Desafiadora, a exposição propõe uma expansão desse imaginário até o Rio Vermelho, bairro onde a arte contemporânea, o mar e a vida cotidiana se encontram.

Segundo a curadora, “Pelourinho…” é mais do que uma exposição.

“O projeto propõe uma travessia poética entre espaços e tempos, conectando passado e presente, centro e margem, tradição e criação contemporânea. É um convite para perceber Salvador como um território vivo, onde cada pedra, cada onda e cada gesto artístico carregam ecos de histórias profundas e forças invisíveis”, pontua.

Serviço:

“Pelourinho: Ecos de Pedra, Mar e Encantaria — do coração da cidade ao Rio Vermelho”

Onde: Restaurante Confraria das Ostras (Rua Fonte do Boi, 8)

Quando: de 03 de junho a 04 de julho de 2026

Quanto: entrada franca

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