Teatro
ORÍ 7 transforma poesia em experiência cênica afrocentrada
O espetáculo nasce do desdobramento do Sarau de Se7e e do livro Se7e Passos de Ameixa, reunindo em cena uma trajetória atravessada pela palavra, pela memória e pela experiência vivida. O número sete, recorrente na obra, ecoa como símbolo de ciclo, movimento e continuidade, atravessando o espetáculo como força estruturante.
As poesias de Ednaldo Muniz, construídas ao longo de mais de três décadas, ganham em ORÍ 7 um novo corpo: o da cena. O que antes habitava a palavra escrita e falada se expande em formato dramatúrgico, revelando uma escrita imagética, pulsante e atravessada pela experiência.
Inspirado tanto pelo Sarau de Se7e quanto pelo livro Se7e Passos de Ameixa, o espetáculo propõe uma transposição da poesia para o palco, onde o texto se torna ação, gesto e presença. A dramaturgia nasce dessas camadas — entre o vivido e o criado — e se constrói como experimento cênico que tensiona linguagem, tempo e memória.
O espetáculo ORÍ 7 é uma imersão cênico-poética que entrelaça performance, vídeo, música, dança e teatro em uma criação afrocentrada de forte potência estética e simbólica. Concebido como um ato único, o trabalho celebra a memória preta, o corpo político e as heranças ancestrais por meio da arte.
Com direção de Ednaldo Muniz e assistência de direção de Valdineia Soriano, o espetáculo se configura como um território de criação e resistência, onde palavras, sonoridades, gestos e corpos em movimento conduzem o público por uma experiência sensível e atravessadora.
A poesia ecoa em vozes múltiplas — de “Ojú” a “Estado de Reparação” —, afirmando identidades, evocando pertencimento e tensionando o tempo presente a partir de uma perspectiva negra e ancestral.
As poesias, agora dramatizadas, percorrem múltiplos temas e estados: o novo e o ancestral, o começo e o recomeço, o corpo e a travessia. São textos que evocam imagens, provocam deslocamentos e instauram reflexões necessárias, compondo uma narrativa sensível e política de grande valor simbólico.
O elenco reúne artistas de diferentes linguagens, transformando a cena em um espaço de encontro e partilha com o público.
A presença da criança, representada por Sophia Muniz, instaura em cena a ideia de continuidade e renovação, em diálogo com a memória e com os saberes que atravessam gerações.
Inspirado em arquétipos e cosmologias de matriz africana, o espetáculo é atravessado pela ideia de caminho, abertura e transformação. Nesse percurso, dialoga simbolicamente com forças que regem movimento e travessia — como o arquétipo de Ogum — sem revelar o sagrado, mas evocando suas potências.
ORÍ 7 convida o público a acessar outras camadas de percepção, onde arte, memória e imaginação se encontram.
Serviço:
Local: Espaço Xisto – Rua General Labatut, 27 – Barris, Salvador/BA.
Datas: 15 e 16 de maio de 2026
Horário: 19hs
Ingressos: R$30 (inteira), R$15,00 (meia)
Classificação: Livre
FICHA TECNICA:
Direção: Ednaldo Muniz
Assistência de direção: Valdineia Soriano
Direção Musical: Mauricio Lourenço
Direção coreográfica: Nildinha Fonseca
Produção executiva: Tatiana Gamboa
Mídia social: Paulo Davi
Desing gráfico:Gabriela Bitencourt/Paulo Davi
Figurino: Thiago Romero
Iluminação: Rivaldo Rio
Sonorização: Jeferson Souza
Assessoria de imprensa: Jamile Menezes F
Fotográfa: Maise Xavier
Elenco: Albert Dias, Ednaldo Muniz, Preta Kiran, Jean Rocha, Sophia Muniz, Yasmin Belmonte.
Músicos: Jordan Hohenfield, Jerfson Pereira, Daniel Vieira(Nine)
Serviço:
Local: Espaço Xisto – Rua General Labatut, 27 – Barris, Salvador/BA.
Datas: 15 e 16 de maio de 2026
Horário: 19hs
Ingressos: R$30 (inteira), R$15,00 (meia)
Classificação: Livre
Teatro
Espetáculo “Mwana Erê” chega ao Cine Teatro Lauro de Freitas
O espetáculo “Mwana Erê”, da Cia Suburbando de Teatro, chega ao Cine Teatro Lauro de Freitas neste domingo (01/11), às 18h. Os ingressos serão na modalidade Pague quanto Puder, na bilheteria.
O espetáculo parte da denúncia do genocídio de crianças e adolescentes negros, dialogando com temas como violência, racismo estrutural, homofobia, empoderamento feminino e direito à infância e articulando teatro, música, dança e humor como linguagem cênica.
A Cia Suburbando é resultado das Oficinas de Performance Negra do Bando de Teatro Olodum, reunindo jovens atores e atrizes que buscam desenvolver um trabalho artístico comprometido com a valorização das narrativas negras e periféricas.
“Mwana Erê” é produzido pela Azeviche Produções e tem apoio do Coletivo de Produtores do Subúrbio. Foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
SERVIÇO
O que: Espetáculo “Mwana Erê”, Cia Suburbando de Teatro
Quando: 01 de novembro (domingo), às 18h
Quanto: Pague quanto Puder
Onde: Cine Teatro Lauro de Freitas (Praça João Thiago Santos, Centro, s/n | Lauro de Freitas
Música
TCA recebe experimento cênico “Ariano Brasa Brasileiro”
O experimento cênico Ariano Brasa Brasileiro fará uma única apresentação na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) no dia 31 de outubro. Após registrar sucesso de público no Teatro Gregório de Mattos e no Cine Teatro Solar Boa Vista, a montagem, realizada pelo Núcleo de Teatro e Artes Integradas do Barracão das Artes, integra a Programação Artística – Operação Teste do Novo TCA, realizada por meio da Convocatória para Ocupação Artística Gratuita da Sala Principal – Edição Especial Novo TCA.
Com direção geral e roteiro de Fábio Viana, o espetáculo promove a fusão entre o erudito e o popular, transformando o sertão nordestino em um espaço atemporal. A montagem trata de uma leitura livre e inédita de três obras póstumas de Ariano Suassuna: ‘História do Rei Degolado nas Caatingas do Sertão’, ‘Dom Pantero no Palco dos Pecadores’ e ‘O Pasto Incendiado’.

A linguagem do grupo aposta no teatro físico poético com um elenco de mais de 20 atores-músicos, definidos como ‘atuadores atletas afetivos do coração’. A encenação promove um diálogo direto entre a dança, artes circenses (tecido aéreo, lira e palhaçaria), canto e composições instrumentais ao vivo.
A pesquisa estética do grupo passa pelo Movimento Armorial, o universo de Chico Science e Nação Zumbi, a música de Villa-Lobos e o cinema de Glauber Rocha.
SERVIÇO:
Espetáculo: Ariano Brasa Brasileiro
Ingressos: a partir de R$ 25,00 (SYMPLA) ou Bilheteria do TCA
Data/Horário: 31 de outubro de 2026, às 20h
Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA
Direção Geral e Roteiro: Fábio Viana
Elenco: Atuadores e músicos do Barracão das Artes
Assistente de Direção: Graziella Monteiro
Artes Circenses: Rafael Bandeira
Preparação de Elenco (Corpo/Voz): Paullo Fonseca
Fotografia: Tatiana Guimarães
Coordenação de Produção: Ruan Ribeiro e Ilza Teixeira
Plano de Iluminação: Tainá de Sousa
Produção Executiva: Janaina Costa
Operação de Luz: Bruna Immich
Operação de Som: Veriangela B. de Santana
Assistente de Produção: Rozin Daltron
Teatro
Cia Suburbando de Teatro leva espetáculo “Mwana Erê” a Alagados
Depois de ocupar o Centro Cultural Plataforma com sessões cheias em setembro, espetáculo “Mwana Erê”, da Cia Suburbando de Teatro, chega ao Espaço Cultural Alagados neste sábado (24/10), às 18h. Para incentivar e garantir maior acesso popular ao Teatro, os ingressos serão na modalidade Pague quanto Puder, na bilheteria.
A Cia Suburbando é cria das Oficinas de Performance Negra do Bando de Teatro Olodum realizada em Plataforma em 2025. Com referência no Teatro Negro que o Bando promove há 36 anos, a Cia reúne jovens atores e atrizes que buscam desenvolver um trabalho artístico comprometido com a valorização das narrativas negras e periféricas.
Para o grupo, o Teatro é ferramenta de empoderamento, reflexão social e transformação simbólica dos territórios, envolvendo música, dança e outras qualificações artísticas.

Foi nessa base política que o espetáculo “Mwana Erê” nasceu: partindo da denúncia do genocídio de crianças e adolescentes negros, dialogando com temas como violência, racismo estrutural, homofobia, empoderamento feminino e direito à infância e articulando teatro, música, dança e humor como linguagem cênica.
O espetáculo é produzido pela Azeviche Produções e tem apoio do Coletivo de Produtores do Subúrbio. Foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
SERVIÇO
O que: Espetáculo “Mwana Erê”, Cia Suburbando de Teatro
Quando: 24 de outubro (sábado), às 18h
Quanto: Pague quanto Puder
Onde: Espaço Cultural Alagados (Final de Linha do Uruguai, s/n – Uruguai)
Fotos: Roberjan Magalhães
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