Teatro
Bel Sôuza apresenta espetáculo de dança-teatro “Maria Vermelha”
Após temporada na Nigéria, chega a Salvador o espetáculo de dança-teatro Maria Vermelha, no dia 18 de junho, às 19h, no Espaço Xisto Bahia. Protagonizado pela artista da dança Bel Sôuza, o solo aborda, como forma de conscientização e combate, situações de violência contra a mulher e opressão ao feminino.
Maria Vermelha usa a cor do sangue para falar sobre ser mulher: os desafios, as dores e prazeres, a busca pela liberdade. Baseado na obra ‘Inventário Vermelho’, o espetáculo traz a figura da Pombogira (ou Pomba-gira) para contar e dançar as histórias presentes no livro organizado por Danielle Andrade.
Nele, 21 mulheres de diversas partes do país foram convidadas a dialogar através de cartas. Cada carta expunha uma das muitas dores de ser mulher e era respondida com outra, com uma proposta de cura àquela dor.
Entidade espiritual presente em cultos e religiões de matriz africana no Brasil, a Pombogira simboliza o feminino em sua essência. Ela está ligada, no Candomblé, ao Orixá Exu, mensageiro entre o mundo invisível e o dos sentidos, onde estamos encarnados. Já na Umbanda, as Pombogiras são consideradas Exus femininos.
“Entre palavras, cantigas e movimentos faz-se a ponte entre o mundo invisível e o dos sentidos, tecendo uma trama de vidas e reconstruções do que já foi despedaçado”, destaca Bel Sôuza.
Ela é dirigida por Rosa Antuña. A colaboração coreográfica é de Aline Caldeira.
Antes de Maria Vermelha, o bailarino e coreógrafo Matias Santiago apresenta o solo Megê – aquele dividido em 7. O espetáculo explora a essência de Ogum, orixá associado ao ferro, às guerras e à tecnologia, através de uma estética afrofuturista.
Ajuda para Bira Monteiro
A entrada para o evento é gratuita mas pede-se uma contribuição voluntária em prol do percussionista Bira Monteiro, que precisa realizar uma cirurgia oftalmológica de alto risco, em Brasília. Conhecido e querido no mundo artístico da Bahia, Bira atuou na formação da maior parte dos profissionais de dança de Salvador.
Sobre Bel Sôuza
Natural de Belo Horizonte, radicada em Salvador, é Bel Sôuza é artista da dança, professora e doutoranda na Escola de Dança da UFBA, candomblecista. Desenvolve, desde 2000, trabalhos cênicos autorais, que articulam a dança e outras linguagens e campos do conhecimento como as ciências da saúde, o teatro e o audiovisual.
SERVIÇO
Espetáculo Maria Vermelha, com Bel Sôuza
Abertura: Megê, com Matias Santiago
Quando: 18 de junho, 19h
Onde: Espaço Xisto Bahia – Complexo da Biblioteca Pública dos Barris – Rua General Labatut, 27 – Barris
Quanto: Gratuito, com sugestão de colaboração para cirurgia de Bira Monteiro
Classificação etária: 14 anos
Foto: Gilberto Goulart
Teatro
Espetáculo “Mwana Erê” chega ao Cine Teatro Lauro de Freitas
O espetáculo “Mwana Erê”, da Cia Suburbando de Teatro, chega ao Cine Teatro Lauro de Freitas neste domingo (01/11), às 18h. Os ingressos serão na modalidade Pague quanto Puder, na bilheteria.
O espetáculo parte da denúncia do genocídio de crianças e adolescentes negros, dialogando com temas como violência, racismo estrutural, homofobia, empoderamento feminino e direito à infância e articulando teatro, música, dança e humor como linguagem cênica.
A Cia Suburbando é resultado das Oficinas de Performance Negra do Bando de Teatro Olodum, reunindo jovens atores e atrizes que buscam desenvolver um trabalho artístico comprometido com a valorização das narrativas negras e periféricas.
“Mwana Erê” é produzido pela Azeviche Produções e tem apoio do Coletivo de Produtores do Subúrbio. Foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
SERVIÇO
O que: Espetáculo “Mwana Erê”, Cia Suburbando de Teatro
Quando: 01 de novembro (domingo), às 18h
Quanto: Pague quanto Puder
Onde: Cine Teatro Lauro de Freitas (Praça João Thiago Santos, Centro, s/n | Lauro de Freitas
Música
TCA recebe experimento cênico “Ariano Brasa Brasileiro”
O experimento cênico Ariano Brasa Brasileiro fará uma única apresentação na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) no dia 31 de outubro. Após registrar sucesso de público no Teatro Gregório de Mattos e no Cine Teatro Solar Boa Vista, a montagem, realizada pelo Núcleo de Teatro e Artes Integradas do Barracão das Artes, integra a Programação Artística – Operação Teste do Novo TCA, realizada por meio da Convocatória para Ocupação Artística Gratuita da Sala Principal – Edição Especial Novo TCA.
Com direção geral e roteiro de Fábio Viana, o espetáculo promove a fusão entre o erudito e o popular, transformando o sertão nordestino em um espaço atemporal. A montagem trata de uma leitura livre e inédita de três obras póstumas de Ariano Suassuna: ‘História do Rei Degolado nas Caatingas do Sertão’, ‘Dom Pantero no Palco dos Pecadores’ e ‘O Pasto Incendiado’.

A linguagem do grupo aposta no teatro físico poético com um elenco de mais de 20 atores-músicos, definidos como ‘atuadores atletas afetivos do coração’. A encenação promove um diálogo direto entre a dança, artes circenses (tecido aéreo, lira e palhaçaria), canto e composições instrumentais ao vivo.
A pesquisa estética do grupo passa pelo Movimento Armorial, o universo de Chico Science e Nação Zumbi, a música de Villa-Lobos e o cinema de Glauber Rocha.
SERVIÇO:
Espetáculo: Ariano Brasa Brasileiro
Ingressos: a partir de R$ 25,00 (SYMPLA) ou Bilheteria do TCA
Data/Horário: 31 de outubro de 2026, às 20h
Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA
Direção Geral e Roteiro: Fábio Viana
Elenco: Atuadores e músicos do Barracão das Artes
Assistente de Direção: Graziella Monteiro
Artes Circenses: Rafael Bandeira
Preparação de Elenco (Corpo/Voz): Paullo Fonseca
Fotografia: Tatiana Guimarães
Coordenação de Produção: Ruan Ribeiro e Ilza Teixeira
Plano de Iluminação: Tainá de Sousa
Produção Executiva: Janaina Costa
Operação de Luz: Bruna Immich
Operação de Som: Veriangela B. de Santana
Assistente de Produção: Rozin Daltron
Teatro
Cia Suburbando de Teatro leva espetáculo “Mwana Erê” a Alagados
Depois de ocupar o Centro Cultural Plataforma com sessões cheias em setembro, espetáculo “Mwana Erê”, da Cia Suburbando de Teatro, chega ao Espaço Cultural Alagados neste sábado (24/10), às 18h. Para incentivar e garantir maior acesso popular ao Teatro, os ingressos serão na modalidade Pague quanto Puder, na bilheteria.
A Cia Suburbando é cria das Oficinas de Performance Negra do Bando de Teatro Olodum realizada em Plataforma em 2025. Com referência no Teatro Negro que o Bando promove há 36 anos, a Cia reúne jovens atores e atrizes que buscam desenvolver um trabalho artístico comprometido com a valorização das narrativas negras e periféricas.
Para o grupo, o Teatro é ferramenta de empoderamento, reflexão social e transformação simbólica dos territórios, envolvendo música, dança e outras qualificações artísticas.

Foi nessa base política que o espetáculo “Mwana Erê” nasceu: partindo da denúncia do genocídio de crianças e adolescentes negros, dialogando com temas como violência, racismo estrutural, homofobia, empoderamento feminino e direito à infância e articulando teatro, música, dança e humor como linguagem cênica.
O espetáculo é produzido pela Azeviche Produções e tem apoio do Coletivo de Produtores do Subúrbio. Foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
SERVIÇO
O que: Espetáculo “Mwana Erê”, Cia Suburbando de Teatro
Quando: 24 de outubro (sábado), às 18h
Quanto: Pague quanto Puder
Onde: Espaço Cultural Alagados (Final de Linha do Uruguai, s/n – Uruguai)
Fotos: Roberjan Magalhães
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